Dia de CEO – Thaís Cristina
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O que é ROAS e como calcular no tráfego pago? Guia simples para entender se seus anúncios estão dando retorno

por Thais Cristina 14/09/2026
escrito por Thais Cristina
ROAS no Tráfego Pago: Como Saber se Seus Anúncios Estão Dando Lucro?

Você investiu R$ 1.000 em anúncios e conseguiu vender R$ 5.000.

Foi um bom resultado?

A primeira reação provavelmente seria: “Claro! Coloquei R$ 1.000 e voltaram R$ 5.000.”

Mas será que esses R$ 5.000 significam que você teve R$ 4.000 de lucro?

Não necessariamente.

É justamente aqui que entra uma das métricas mais importantes para quem trabalha com anúncios: o ROAS.

A sigla aparece constantemente em relatórios de Google Ads, campanhas, reuniões com agências e análises de performance. Apesar do nome parecer técnico, o conceito é bastante simples.

ROAS significa Return on Ad Spend, ou Retorno sobre o Investimento em Publicidade. Na prática, ele mostra quanto de receita ou valor de conversão atribuído aos anúncios foi gerado para cada real investido em mídia.

O próprio Google define ROAS como a relação entre o valor total de conversão atribuído e o gasto total com publicidade.

Neste artigo, vou explicar o que é ROAS, como calcular, qual ROAS pode ser considerado bom, qual a diferença entre ROAS e ROI e por que olhar apenas para essa métrica pode levar a decisões erradas.

E pode ficar tranquila: você não precisa gostar de matemática para entender. 😅

O que é ROAS?

ROAS é uma métrica utilizada para avaliar o retorno do dinheiro investido diretamente em publicidade.

Imagine que uma loja virtual investiu: R$ 2.000 em anúncios

E as vendas atribuídas a esses anúncios somaram: R$ 8.000

Nesse caso: ROAS = 8.000 ÷ 2.000 = 4

Podemos dizer que o ROAS foi 4x.

Ou, em percentual: 400%

Isso significa que, segundo a atribuição utilizada na análise, para cada R$ 1 investido em anúncios, foram gerados R$ 4 em vendas.

Simples, certo?

Como calcular o ROAS?

A fórmula básica é: ROAS = Receita atribuída aos anúncios ÷ Investimento em anúncios

Quando apresentado em percentual: ROAS (%) = (Receita atribuída ÷ Investimento) × 100

Vamos para outro exemplo.

Uma empresa investiu R$ 3.000 no mês.

As campanhas geraram R$ 15.000 em vendas atribuídas.

Temos: 15.000 ÷ 3.000 = 5

Portanto: ROAS = 5x ou 500%

Para cada R$ 1 investido em mídia, foram atribuídos R$ 5 em receita.

No Google Ads, uma métrica equivalente aparece como “Valor de conversão por custo”, calculada dividindo o valor das conversões pelo custo.

Tabela simples para entender o ROAS

Veja alguns exemplos hipotéticos:

InvestimentoReceita atribuídaROASRetorno por R$ 1
R$ 1.000R$ 1.0001xR$ 1
R$ 1.000R$ 2.0002xR$ 2
R$ 1.000R$ 3.0003xR$ 3
R$ 1.000R$ 5.0005xR$ 5
R$ 1.000R$ 8.0008xR$ 8
R$ 1.000R$ 10.00010xR$ 10

Visualmente, fica ainda mais fácil:

Quanto R$ 1.000 em anúncios representa em diferentes ROAS

O gráfico é apenas ilustrativo. Não significa que investir R$ 1.000 automaticamente gerará qualquer um desses resultados.

ROAS 5 significa o quê?

Essa dúvida é muito comum.

Se alguém disser: “Nossa campanha está com ROAS 5.”

Significa que o valor atribuído às conversões equivale a cinco vezes o investimento publicitário.

Exemplo:

Investimento: R$ 4.000

ROAS: 5

Receita atribuída:

R$ 4.000 × 5 = R$ 20.000

Portanto, ROAS 5 = 500%.

Da mesma maneira:

ROAS 2 = 200%

ROAS 3 = 300%

ROAS 4 = 400%

ROAS 10 = 1.000%

Mas atenção: ROAS 5 não significa 500% de lucro.

Essa diferença é fundamental.

ROAS não é lucro

Esse talvez seja o maior erro de interpretação dessa métrica.

Imagine uma loja que teve: R$ 10.000 em vendas atribuídas aos anúncios e investiu: R$ 2.000 em publicidade.

Seu ROAS seria: 10.000 ÷ 2.000 = 5

Excelente?

Ainda não sabemos.

Porque existem outros custos.

A loja talvez tenha:

  • R$ 4.000 de custo dos produtos;
  • R$ 1.000 de impostos;
  • R$ 600 em taxas de pagamento;
  • R$ 500 em subsídios de frete;
  • R$ 300 em embalagens;
  • R$ 2.000 de investimento em anúncios.

Percebe?

Os R$ 10 mil são faturamento, não lucro.

Por isso, nunca recomendo analisar ROAS isoladamente.

Qual é a diferença entre ROAS e ROI?

ROAS está diretamente relacionado ao investimento em publicidade.

ROI é uma análise mais ampla de retorno sobre investimento e normalmente considera o resultado financeiro depois dos custos relevantes.

O glossário oficial do Google Ads diferencia as duas métricas: ROAS é calculado pelo valor total da conversão dividido pelo gasto publicitário, enquanto ROI relaciona lucro e investimento.

De maneira simplificada:

  • ROAS → eficiência da publicidade
  • ROI → retorno financeiro do investimento

Imagine:

Receita = R$ 20.000

Investimento em anúncios = R$ 4.000

O ROAS será: 20.000 ÷ 4.000 = 5

Mas para saber se a operação realmente foi lucrativa, precisamos considerar outros custos.

É por isso que uma campanha pode apresentar um ROAS aparentemente bonito e ainda assim ser ruim financeiramente para determinada empresa.

Afinal, qual é um ROAS bom?

Essa pergunta aparece muito: “ROAS 3 é bom?”

A resposta correta é: depende da margem do negócio.

Não existe um ROAS universal que seja bom para todas as empresas.

Imagine duas lojas.

Loja A

Vende um produto por R$ 200 e, depois dos custos variáveis que não incluem mídia, conserva R$ 120 para pagar publicidade e contribuir para despesas/lucro.

Ela possui uma margem muito diferente de outra empresa que vende por R$ 200 e conserva apenas R$ 40 antes da mídia.

As duas não podem trabalhar com a mesma meta de ROAS e esperar o mesmo resultado financeiro.

É por isso que o próprio Google orienta que a definição de um ROAS desejado considere os objetivos do negócio e o histórico de desempenho, em vez de simplesmente copiar um número considerado “bom” no mercado.

Como descobrir o ROAS mínimo da sua empresa?

Aqui começamos a entrar em uma análise mais interessante.

Vamos utilizar um exemplo simplificado.

Produto vendido por: R$ 100

Depois de produto, impostos, taxas, comissão, frete subsidiado e outros custos variáveis, restam: R$ 25 antes do gasto com publicidade.

Isso significa que a publicidade poderia consumir, no máximo, esses R$ 25 para que essa venda chegasse aproximadamente ao ponto de equilíbrio nessa conta simplificada.

Assim: R$ 100 ÷ R$ 25 = ROAS 4

Nesse cenário hipotético, um ROAS de aproximadamente 4x seria o ponto de equilíbrio da mídia, considerando apenas os custos incluídos nessa conta.

Acima disso, começa a existir contribuição positiva.

Abaixo disso, a venda pode estar consumindo mais dinheiro em publicidade do que a margem disponível.

Mas a realidade financeira de cada empresa pode incluir custos fixos, devoluções, inadimplência, descontos, diferentes margens por produto e outros fatores. Por isso, o cálculo ideal deve ser feito junto ao financeiro ou à contabilidade da empresa.

ROAS alto sempre é melhor?

Aqui temos outra pegadinha.

Imagine duas campanhas:

Campanha A

Investimento: R$ 1.000
Receita: R$ 10.000
ROAS: 10x

Campanha B

Investimento: R$ 20.000
Receita: R$ 120.000
ROAS: 6x

Qual é melhor?

Se analisarmos exclusivamente o ROAS, seria a Campanha A.

Mas a Campanha B gerou R$ 110 mil a mais de receita atribuída.

Dependendo da margem, capacidade operacional, estoque e objetivo da empresa, pode ser muito mais interessante aceitar um ROAS menor em troca de maior volume.

Esse é um dos motivos pelos quais perseguir o “maior ROAS possível” nem sempre é a estratégia correta.

ROAS e escala: o equilíbrio que muita gente esquece

À medida que uma campanha escala, pode ficar mais difícil manter exatamente o mesmo ROAS.

Imagine que você encontrou um pequeno público altamente interessado no produto.

Investiu R$ 500 e conseguiu ROAS 10.

Ótimo.

Agora deseja investir R$ 50.000 mantendo exatamente o mesmo retorno.

Talvez não seja possível.

Para aumentar o investimento, as plataformas precisam alcançar mais pessoas e participar de mais oportunidades de anúncio.

Inclusive, na documentação sobre ROAS desejado, o Google alerta que estabelecer uma meta excessivamente alta pode limitar o tráfego da campanha. A plataforma também explica que reduzir gradualmente uma meta de ROAS pode permitir maior participação em leilões e aumentar o volume de conversões.

Portanto, precisamos analisar: eficiência + volume + margem + lucro.

O que é ROAS desejado?

No Google Ads existe uma estratégia conhecida como ROAS desejado.

Você informa à plataforma qual retorno médio gostaria de buscar.

Por exemplo: ROAS desejado = 500%

Na prática, a meta é buscar aproximadamente R$ 5 em valor de conversão para cada R$ 1 investido.

O próprio Google utiliza exatamente essa lógica em sua documentação: uma meta de R$ 5 em vendas para R$ 1 em publicidade corresponde a um ROAS desejado de 500%.

A plataforma utiliza seus sistemas de lances e sinais disponíveis para tentar maximizar o valor de conversão enquanto busca atingir, em média, aquela meta. Isso não significa que cada venda individual terá ROAS 5, nem que a meta será garantida.

Não configure ROAS desejado no chute

Se você acabou de descobrir que existe ROAS desejado, cuidado para não abrir sua conta e simplesmente colocar: 800% porque parece um número ótimo. 😂

A meta precisa fazer sentido para o negócio e para os dados disponíveis.

Em sua orientação atual, o Google recomenda utilizar os objetivos do negócio e o histórico de ROAS como referência e ressalta a importância de registrar corretamente os valores das conversões antes de trabalhar com estratégias de lance baseadas em valor.

Sem mensuração adequada, a plataforma pode otimizar com informações incompletas ou erradas.

Rastreamento é indispensável para calcular ROAS

Existe um detalhe muito importante: como você saberá quanto os anúncios venderam se as vendas não estiverem sendo registradas corretamente?

Imagine:

Você investiu R$ 5.000.

A loja vendeu R$ 30.000.

Não significa automaticamente que: ROAS = 6.

Parte dessas vendas pode ter vindo de:

  • Google orgânico;
  • Instagram orgânico;
  • clientes recorrentes;
  • acesso direto;
  • indicação;
  • e-mail;
  • WhatsApp;
  • marketplaces;
  • outros canais.

O ROAS precisa relacionar o investimento publicitário ao valor atribuído à publicidade de acordo com o sistema de mensuração utilizado.

No Google Ads, por exemplo, o valor total de conversão depende dos valores registrados para as ações de conversão. A própria documentação alerta que configurações incorretas podem gerar valores errados e orienta conferir o mapeamento das variáveis quando são utilizados valores dinâmicos em plataformas de e-commerce.

Por isso, rastreamento não é um detalhe técnico.

É parte da estratégia.

Atribuição também influencia o ROAS

Imagine que uma cliente:

  1. vê um anúncio;
  2. visita sua loja;
  3. sai;
  4. pesquisa sua marca alguns dias depois;
  5. entra novamente;
  6. compra.

Quem recebe o crédito pela venda?

Essa resposta depende do sistema e do modelo de atribuição utilizados.

Por isso, duas plataformas podem eventualmente apresentar números diferentes para uma mesma operação.

O ROAS mostrado dentro de uma plataforma é baseado nas conversões que aquela plataforma atribuiu aos anúncios segundo suas regras e dados disponíveis.

Isso precisa ser considerado na análise.

Quais métricas acompanhar junto com o ROAS?

ROAS é importante, mas ele fica muito mais poderoso quando analisado junto a outros indicadores.

Eu observaria principalmente:

  • Receita e valor de conversão: quanto efetivamente foi atribuído às campanhas.
  • CPA: quanto está custando gerar cada aquisição ou conversão.
  • Taxa de conversão: qual parcela das interações qualificadas termina em conversão.
  • Ticket médio: quanto cada pedido representa, em média.
  • Margem de contribuição: quanto sobra da venda após os custos variáveis relevantes.
  • Volume de vendas: porque um ROAS excelente com pouquíssimas vendas pode não sustentar uma operação.
  • Lucro: afinal, faturamento sozinho não paga os boletos. 😅

O Google também disponibiliza métricas como custo por conversão, taxa de conversão, valor total das conversões e valor por conversão para ajudar a analisar o desempenho além de uma única métrica.

Um exemplo completo

Imagine uma loja virtual.

Durante o mês:

Investimento em mídia: R$ 10.000

Receita atribuída aos anúncios: R$ 50.000

ROAS:

50.000 ÷ 10.000 = 5

ROAS = 500%

Parece ótimo.

Agora vamos supor, apenas para fins didáticos, que os custos variáveis relacionados às vendas tenham sido:

Produtos: R$ 20.000

Impostos e taxas: R$ 7.000

Fretes subsidiados e outros custos: R$ 5.000

Publicidade: R$ 10.000

Total considerado no exemplo: R$ 42.000

Sobrariam R$ 8.000 antes de eventuais despesas fixas e outros custos não incluídos.

Agora imagine exatamente a mesma campanha em uma empresa com custos de produto muito maiores.

O ROAS continuaria sendo 5.

Mas o resultado financeiro poderia ser completamente diferente.

Esse exemplo mostra por que a pergunta correta não é apenas: “Meu ROAS está bom?”

É: “Meu ROAS está bom para a margem e para os objetivos da minha empresa?”

Como melhorar o ROAS?

Melhorar o ROAS não significa apenas “mexer no anúncio”.

O resultado depende de toda a jornada.

Você pode trabalhar anúncios melhores, segmentação, criativos, ofertas, páginas de destino, velocidade do site, página de produto, checkout, preço, frete, meios de pagamento, remarketing e experiência de compra.

Uma campanha excelente enviando pessoas para uma loja ruim continuará enfrentando dificuldades.

Se você possui um e-commerce, recomendo a leitura de A Aparência da Sua Loja Virtual Está Afastando Clientes?, porque confiança e experiência também participam da decisão de compra.

Para entender a estratégia de aquisição como um todo, veja também Tráfego Pago Vale a Pena para Pequena Empresa?.

E se você ainda está estruturando sua presença online, comece por Primeiros Passos no Marketing Digital: Estratégias que Funcionam.

Não tente consertar uma oferta ruim aumentando o orçamento

Esse ponto merece atenção.

Se uma campanha não vende, aumentar o orçamento nem sempre resolverá.

Antes, investigue:

  • O anúncio está atraindo a pessoa certa?
  • O produto é competitivo?
  • A oferta está clara?
  • A página transmite confiança?
  • O preço faz sentido?
  • O frete está afastando clientes?
  • O checkout funciona bem?
  • Existe demanda?
  • O rastreamento está correto?

Às vezes o problema não está no tráfego.

Está no que acontece depois do clique.

E para pequenas empresas, vale acompanhar ROAS?

Com certeza.

Na verdade, quanto menor o orçamento, mais importante é entender para onde o dinheiro está indo.

Você não precisa começar com relatórios extremamente complexos.

Comece respondendo:

Quanto investi?

Quanto foi atribuído em vendas?

Qual foi meu ROAS?

Qual é minha margem?

Quanto realmente sobrou?

Depois, evolua a análise.

Se você está começando no digital, vale complementar com Como começar no digital do zero e fazer sua primeira venda.

ROAS bom é aquele que faz sentido para o seu negócio

Depois de tudo isso, quero que você guarde uma ideia: ROAS não deve ser analisado isoladamente.

A fórmula é simples: receita ou valor de conversão atribuído aos anúncios ÷ investimento publicitário.

Mas interpretar o resultado exige entender o negócio.

ROAS 2 pode ser inviável para uma empresa e excelente dentro de outro modelo.

ROAS 5 pode gerar lucro para uma loja e prejuízo para outra.

ROAS 10 pode parecer incrível, mas talvez exista tão pouco volume que a campanha quase não contribua para o crescimento.

Por isso, antes de perguntar: “Qual ROAS devo buscar?”

Pergunte: “Qual ROAS minha margem permite e qual resultado financeiro quero alcançar?”

A partir daí, o tráfego pago deixa de ser apenas colocar dinheiro em anúncios e esperar vendas.

Ele passa a ser tratado como aquilo que realmente é: um investimento que precisa ser medido, analisado e conectado aos números da empresa. 📊🚀

Você sabe qual é o ROAS mínimo que sua empresa precisa atingir para uma campanha realmente valer a pena? Antes de aumentar o orçamento dos anúncios, coloque no papel sua margem, seus custos e o retorno necessário para crescer com lucro. 📈

14/09/2026 2 comentários
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Gestão e Bastidores de CEOMaternidade Real

Um dia real na rotina de uma mãe, esposa e CEO: entre família, empresa e a vida que acontece no meio

por Thais Cristina 13/09/2026
escrito por Thais Cristina
Mãe, Esposa e CEO: Como é Minha Rotina Real Entre Família e Empresa

Ser mãe, esposa e CEO parece bonito quando resumimos tudo em uma bio do Instagram.

Na prática, significa começar o dia sabendo que existem pessoas esperando decisões suas em lugares completamente diferentes da sua vida. De um lado, existe uma empresa, clientes, equipe, reuniões, financeiro, planejamento e problemas que nem sempre estavam na agenda. Do outro, existe uma casa, um casamento, uma filha, compromissos familiares e uma vida pessoal que também precisa de espaço.

E no meio disso tudo, existe uma mulher.

Uma mulher que também precisa dormir, cuidar da saúde, almoçar com calma de vez em quando, fazer exercício, encontrar amigas, assistir alguma coisa sem pensar no trabalho e simplesmente não produzir nada por algumas horas.

Por isso, este não é um artigo sobre a “rotina perfeita de uma CEO”.

É sobre a minha rotina possível.

Sobre os dias que funcionam, aqueles que saem completamente do planejamento e, principalmente, sobre uma coisa que precisei aprender ao longo do caminho: conciliar maternidade, casamento e empresa não significa conseguir fazer tudo todos os dias.

Minha rotina não começa quando chego na empresa

Antes de ser CEO, meu dia já começou.

Existe a rotina de casa.

Existe minha filha.

Existem aquelas pequenas coisas que parecem ocupar cinco minutos, mas que, quando somadas, fazem parte de uma parcela enorme da vida de qualquer mãe.

Roupa.

Café.

Bolsa.

Horários.

  • “Cadê aquilo?”
  • “Você viu isso?”
  • “Mãe!”

Quem tem filho sabe. 😂

E talvez uma das maiores diferenças entre minha rotina atual e a de alguns anos atrás seja justamente essa: eu não consigo pensar apenas na minha agenda.

Ser mãe adiciona uma variável permanente ao planejamento.

Você pode ter uma reunião importante às 9h, mas uma criança não consulta o Google Agenda antes de ficar doente.

Você pode planejar sair cedo, mas naquela manhã tudo demora.

Pode organizar uma semana perfeita e, na terça-feira, precisar reorganizar metade dela.

Isso não significa falta de organização.

Significa vida real.

Quando começa meu dia como CEO?

Quando entro no modo empresa, minha cabeça muda rapidamente.

Existem tarefas que precisam ser executadas, mas grande parte do trabalho de uma CEO não está necessariamente em “fazer”.

Está em decidir.

Decidir prioridades.

Decidir investimentos.

Decidir contratações.

Resolver problemas.

Analisar resultados.

Conversar com pessoas.

Aprovar projetos.

Pensar no futuro.

Identificar o que não está funcionando.

E uma das coisas que mais aprendi empreendendo é que liderar uma empresa exige energia mental.

Existem dias em que você termina cansada sem conseguir apontar exatamente “o que produziu”.

Mas tomou 20 decisões.

Resolveu três problemas.

Orientou alguém.

Revisou um processo.

Pensou em uma estratégia.

Conversou com um cliente.

E evitou que alguma coisa desse errado.

Isso também é trabalho.

A primeira coisa que tento entender: o que realmente importa hoje?

Durante muito tempo, produtividade para mim poderia facilmente virar uma lista gigantesca.

Quanto mais itens riscados, melhor.

Hoje vejo de maneira diferente.

Existem tarefas que ocupam duas horas e quase não mudam nada.

E existem decisões de 15 minutos que podem mudar completamente o rumo de um projeto.

Por isso, tento identificar: Quais são as coisas que realmente precisam da minha atenção hoje?

Nem tudo precisa passar pela CEO.

Na verdade, quanto mais uma empresa cresce, menos saudável é depender da CEO para cada pequena decisão.

Isso exige delegação.

E delegar parece maravilhoso quando alguém fala sobre isso em um livro.

Na prática, exige confiança.

Você precisa aceitar que outra pessoa talvez execute algo de maneira diferente da sua.

Precisa criar processos.

Orientar.

Dar autonomia.

E, principalmente, resistir à vontade de assumir tudo novamente quando algo demora cinco minutos a mais do que você gostaria. 😂

Ser CEO não significa trabalhar 24 horas

Esse é um pensamento que considero importante compartilhar, principalmente com outras mulheres que estão começando a empreender.

Existe uma romantização perigosa da empreendedora que:

  • acorda às 5h;
  • treina;
  • medita;
  • lê 30 páginas;
  • faz skincare;
  • leva os filhos;
  • participa de dez reuniões;
  • fecha contratos;
  • faz networking;
  • prepara jantar;
  • coloca os filhos para dormir;
  • e ainda estuda até meia-noite.

No dia seguinte?

Repete.

Eu não quero construir uma vida em que o sucesso da empresa dependa da minha exaustão.

Trabalhar muito pode fazer parte de determinados momentos.

Existem semanas mais intensas.

Projetos importantes.

Prazos.

Imprevistos.

Mas viver permanentemente no limite não deveria ser considerado uma medalha.

Inclusive, pesquisas recentes sobre empreendedorismo feminino ajudam a mostrar que essa sobrecarga não é apenas uma sensação individual. Uma pesquisa nacional de 2026 da Rede Mulher Empreendedora, realizada com mais de mil mulheres, apontou que 61,7% das participantes consideram que a sobrecarga com tarefas de cuidado prejudica diretamente o crescimento de seus negócios.

É um dado que diz muita coisa.

Ser mãe muda completamente a relação com o tempo

Depois da maternidade, tempo ganhou outro significado para mim.

Uma hora livre importa.

Um almoço em família importa.

Conseguir participar de um momento da minha filha importa.

E também aprendi que estar fisicamente em casa não significa necessariamente estar presente.

Você pode estar sentada no sofá respondendo WhatsApp.

Pode estar brincando enquanto pensa em uma reunião.

Pode estar jantando enquanto verifica uma notificação.

O trabalho digital tornou essa fronteira ainda mais delicada.

A empresa está no celular.

O cliente está no celular.

A equipe está no celular.

O financeiro está no celular.

Tudo parece urgente porque tudo consegue chegar até você imediatamente.

Por isso, criar limites não significa apenas “sair do escritório”.

Às vezes significa decidir mentalmente que o expediente terminou.

E nem sempre consigo.

Mas tento.

A culpa aparece dos dois lados

Essa talvez seja uma das partes mais difíceis de explicar para quem nunca viveu essa rotina.

Quando você está trabalhando muito, pode surgir a culpa de não estar com sua filha.

Quando está com sua filha em um horário em que existe alguma coisa acontecendo na empresa, pode surgir a sensação de que deveria estar trabalhando.

É como se houvesse duas versões suas puxando em direções diferentes.

Mas comecei a perceber que tentar eliminar completamente essa sensação talvez seja impossível.

O que consigo fazer é voltar para uma pergunta: Onde eu escolhi estar agora?

Se estou trabalhando, quero trabalhar.

Se estou com minha família, quero tentar estar ali.

Não perfeitamente.

Mas conscientemente.

Uma pesquisa divulgada em 2026 sobre mulheres empreendedoras brasileiras mostrou justamente o peso dessa conciliação: 56% das entrevistadas apontaram a exaustão da dupla jornada como uma dificuldade, enquanto 46% mencionaram a falta de redes de apoio.

Portanto, se você sente que equilibrar tudo é difícil, existe uma questão estrutural por trás dessa experiência — e não apenas uma agenda mal organizada.

Meu casamento também precisa existir fora da rotina operacional

Quando um casal possui filhos, trabalho e responsabilidades, existe um risco silencioso:

o relacionamento virar uma reunião administrativa.

“Quem busca?”

“Pagou aquilo?”

“Que horas você chega?”

“Precisamos comprar isso.”

“Quem vai resolver aquilo?”

Tudo vira logística.

Por isso, ser esposa dentro dessa rotina também significa lembrar que o relacionamento precisa de momentos que não sejam apenas sobre problemas, empresa, boletos ou compromissos.

Nem sempre será um jantar elaborado.

Às vezes é uma conversa.

Uma série.

Um café.

Uma saída.

Alguns minutos sem celular.

Pequenos espaços importam.

Porque o casamento não pode receber apenas o tempo que sobra depois que todas as outras áreas da vida foram atendidas.

E onde eu entro nessa agenda?

Essa pergunta é importante: Onde fica a mulher que não está trabalhando, cuidando de alguém ou resolvendo alguma coisa?

Durante muito tempo, autocuidado foi vendido para mulheres como uma lista de produtos.

Máscara facial.

Banho demorado.

Skincare.

Tudo isso pode ser gostoso.

Mas hoje penso em autocuidado de uma maneira muito mais ampla.

É fazer exercício.

É cuidar da alimentação.

É ir ao médico.

É dormir.

É conseguir dizer não.

É ter momentos sozinha.

É encontrar pessoas de quem gosto.

É não aceitar uma agenda completamente impossível.

É entender que meu corpo também faz parte da estrutura que sustenta minha vida.

Se eu estiver permanentemente exausta, alguma área vai sentir.

Provavelmente todas.

Nem todos os dias têm o mesmo equilíbrio

Se eu transformasse minha rotina em um gráfico, gostaria que ele fosse assim:

25% trabalho.

25% família.

25% casamento.

25% eu.

Bonito, né?

Só que não funciona assim. 😂

Existem dias em que a empresa ocupa muito mais espaço.

Outros em que minha filha precisa mais de mim.

Há finais de semana dedicados à família.

Existem momentos em que preciso olhar mais para mim.

Por isso, prefiro pensar em equilíbrio ao longo do tempo, e não dentro de cada período de 24 horas.

Este gráfico é apenas uma representação ilustrativa dessa ideia:

A vida real não cabe perfeitamente em porcentagens.

Mas o conceito é importante.

Equilíbrio não significa distribuir tudo igualmente todos os dias.

Significa perceber quando uma área importante está ficando esquecida por tempo demais.

Existem dias em que nada acontece como planejado

E esses dias merecem aparecer em um artigo sobre rotina.

Porque rotina real também é:

  • reunião cancelada;
  • cliente urgente;
  • filha doente;
  • problema na empresa;
  • noite mal dormida;
  • internet que cai;
  • atividade que demora o dobro;
  • um compromisso esquecido;
  • uma semana em que você simplesmente está cansada.

Nesses momentos, tento trabalhar com prioridade.

O que é realmente urgente?

O que pode esperar?

O que alguém pode resolver por mim?

O que posso cancelar?

Essa última pergunta é libertadora.

Nem tudo precisa ser remarcado. Algumas coisas podem simplesmente deixar de existir na agenda.

A empresa precisa funcionar sem depender de mim para tudo

Talvez uma das maiores mudanças quando deixamos de apenas empreender e começamos realmente a construir uma empresa seja perceber que centralização não é sinônimo de controle.

Se tudo precisa passar por mim, eu não tenho uma empresa escalável.

Tenho um emprego extremamente complexo criado por mim mesma.

Por isso, processos são importantes.

Pessoas são importantes.

Documentação é importante.

Responsabilidades claras são importantes.

Tecnologia é importante.

A liderança precisa gradualmente sair do operacional que não exige sua presença e dedicar mais energia às decisões que realmente precisam dela.

Isso também abre espaço para a vida pessoal.

Delegar não é apenas uma estratégia empresarial.

Para mim, é também uma estratégia de qualidade de vida.

Eu ainda tenho dias improdutivos

Sim.

Mesmo sendo CEO.

Existem dias em que minha concentração não está boa.

Dias em que estou cansada.

Dias em que uma tarefa que deveria durar 30 minutos demora duas horas.

E sabe o que descobri?

A empresa não acaba por causa disso.

O problema começa quando transformamos um dia ruim em uma conclusão sobre quem somos.

“Hoje produzi pouco.”

é diferente de:

“Eu sou improdutiva.”

Uma coisa descreve um dia.

A outra transforma aquele dia em identidade.

Aprender essa diferença ajuda muito.

Home office também exige limites

Mesmo quando existe flexibilidade para trabalhar de casa, isso não significa automaticamente uma rotina mais tranquila.

O trabalho pode invadir todos os espaços.

Você abre o notebook “só cinco minutinhos”.

Quando percebe, passou uma hora.

Por isso, organização continua sendo necessária.

Já falei sobre isso aqui no blog em Como tornar o home office produtivo, com estratégias para foco, rotina, pausas e limites.

Flexibilidade funciona melhor quando existe estrutura.

Eu não quero ensinar minha filha que sucesso significa ausência

Esse é um pensamento que aparece bastante para mim.

Quero que minha filha cresça vendo uma mãe que trabalha.

Que empreende.

Que lidera.

Que toma decisões.

Que possui sonhos profissionais.

Que constrói coisas.

Mas também quero que ela veja que trabalho não é toda a identidade de uma pessoa.

Quero que ela entenda que sucesso também pode ser ter tempo.

Ter saúde.

Ter relações boas.

Poder fazer escolhas.

Estar presente.

Descansar sem sentir que está cometendo um crime contra a produtividade. 😂

Talvez esse seja um dos maiores motivos pelos quais busco construir uma empresa organizada.

Não quero apenas crescer.

Quero crescer de uma maneira que faça sentido para a vida que desejo viver.

Uma rotina possível vale mais do que uma rotina perfeita

Se você chegou até aqui esperando descobrir exatamente a hora em que acordo, o que faço às 8h17 e quantos minutos dedico a cada tarefa, talvez este artigo tenha seguido por outro caminho.

E foi proposital.

Porque horários mudam.

Fases mudam.

Filhos mudam.

Empresas mudam.

Prioridades mudam.

O que funciona hoje talvez precise ser completamente reorganizado daqui a seis meses.

Para mim, uma boa rotina não é aquela que nunca muda.

É aquela que consegue se adaptar sem perder o que realmente importa.

O que tento preservar na minha semana

Independentemente do volume de trabalho, existem alguns pontos que tento observar:

  • tempo de qualidade com minha filha;
  • presença no casamento e na família;
  • cuidado com minha saúde;
  • exercício e momentos pessoais;
  • decisões estratégicas da empresa;
  • acompanhamento da equipe;
  • espaço para pensar, e não apenas executar;
  • momentos em que simplesmente não estou trabalhando.

Nem sempre consigo cumprir tudo.

E esse é justamente o ponto.

A lista não existe para produzir culpa.

Existe para funcionar como uma bússola.

O que aprendi sendo mãe, esposa e CEO

Aprendi que ninguém dá conta de tudo sozinha.

Aprendi que pedir ajuda não diminui competência.

Que delegar é necessário.

Que minha filha não precisa de uma mãe disponível 24 horas por dia, mas precisa de presença.

Que uma empresa saudável não deveria desmoronar porque a CEO tirou uma tarde livre.

Que casamento também precisa de atenção.

Que saúde não pode entrar na agenda apenas quando alguma coisa dá errado.

E que crescimento profissional perde parte do sentido quando custa todas as outras áreas da vida.

Também aprendi que algumas semanas serão incríveis.

Outras serão caóticas.

E ambas fazem parte.

Eu não dou conta de tudo — eu escolho prioridades

Talvez essa seja a melhor forma de resumir minha rotina.

Eu não consigo fazer tudo.

E parei de acreditar que deveria.

Sou mãe.

Sou esposa.

Sou CEO.

Mas também sou uma mulher com limites, sonhos, necessidades e uma vida que existe para além desses papéis.

Em alguns dias, a CEO precisará aparecer mais.

Em outros, será a mãe.

Em determinados momentos, minha família será prioridade.

E também existirão momentos em que eu precisarei ser minha própria prioridade.

Não considero isso falta de equilíbrio.

Considero maturidade para entender que a vida acontece em fases.

Se você também tenta conciliar filhos, relacionamento, carreira, casa e seus próprios sonhos, talvez a solução não esteja em descobrir como fazer tudo.

Talvez esteja em aprender o que realmente precisa ser feito agora, o que pode ser delegado e o que simplesmente pode esperar.

Porque construir uma carreira é importante.

Construir uma empresa é incrível.

Mas também quero estar presente para viver a vida que estou trabalhando tanto para construir. 💜

E você: qual parte da sua vida parece estar exigindo mais atenção neste momento? Compartilhe sua experiência — talvez outra mulher precise descobrir que ela também não precisa dar conta de tudo sozinha.

13/09/2026 0 comentários
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E-commerce e Vendas Online

Como começar no digital do zero e fazer sua primeira venda

por Thais Cristina 13/09/2026
escrito por Thais Cristina
Do Zero à Primeira Venda: Como Começar no Digital em 2026

Começar no digital pode parecer muito mais complicado do que realmente é.

Quando você abre o Instagram, TikTok ou YouTube, encontra pessoas falando sobre tráfego pago, funil de vendas, afiliados, e-commerce, copywriting, SEO, automação, inteligência artificial e dezenas de outras estratégias. Para quem ainda não fez nenhuma venda, é fácil pensar: “Por onde eu começo?”

A resposta é mais simples: você não precisa aprender tudo para fazer sua primeira venda.

Precisa encontrar uma pessoa com um problema, oferecer algo que ajude a resolver esse problema e criar um caminho simples para que ela compre de você.

Neste guia, você vai aprender como começar no digital do zero, mesmo sem milhares de seguidores, sem uma grande estrutura e sem dominar marketing.

E, principalmente, entender o caminho entre a ideia e aquela notificação tão esperada: “Você realizou uma venda!” 💰

O que significa começar no digital?

Começar no digital não significa necessariamente virar influenciadora.

Também não significa criar um curso.

Muito menos largar seu emprego amanhã.

Trabalhar no digital significa utilizar a internet como um canal para atrair pessoas, vender produtos, prestar serviços ou construir um negócio.

Você pode, por exemplo:

  • prestar serviços pela internet;
  • vender produtos físicos;
  • trabalhar como afiliada;
  • criar produtos digitais;
  • oferecer consultorias;
  • produzir conteúdo;
  • vender em marketplaces;
  • montar uma loja virtual;
  • atender clientes remotamente.

O Sebrae destaca que redes sociais, e-mail marketing e SEO são estratégias que podem ser utilizadas por pequenos negócios mesmo com orçamento limitado. A instituição também reforça que marketing digital não precisa começar com grandes investimentos.

Portanto, não pense que você precisa ter uma empresa enorme para começar.

Você precisa de uma oferta e de alguém interessado nela.

Primeiro: não comece escolhendo o Instagram

Um dos erros mais comuns é pensar: “Quero começar no digital. Vou criar um Instagram.”

Você cria o perfil.

Escolhe uma foto.

Faz uma identidade visual.

Publica cinco posts.

E depois pergunta: “Tá… e agora?” 😂

Isso acontece porque o canal foi escolhido antes do negócio.

Antes de pensar em Instagram, TikTok, site ou anúncios, responda: O que eu vou vender?

Essa é a primeira decisão.

1. Escolha como você pretende ganhar dinheiro

Existem dezenas de modelos, mas quem está começando deveria evitar tentar cinco ao mesmo tempo.

Escolha um.

Por exemplo:

Serviço: social media, design, edição, redação, consultoria, fotografia, programação etc.

Produto físico: roupas, cosméticos, decoração, acessórios, alimentos, artesanato etc.

Produto digital: e-book, curso, planilha, treinamento, comunidade.

Afiliado: você divulga produtos de terceiros e recebe comissão por vendas atribuídas à sua indicação.

Se você ainda não possui um produto, trabalhar com afiliados é uma possibilidade. Temos um guia completo sobre como funciona a afiliação na Hotmart.

Para quem possui alguma habilidade profissional, entretanto, prestar um serviço pode ser uma das maneiras mais simples de validar uma oferta porque não exige estoque nem desenvolvimento prévio de um produto.

2. Descubra qual problema você consegue resolver

Aqui começa a mudança de mentalidade.

Não pense somente: “O que eu quero vender?”

Pergunte também: “Por que alguém compraria isso?”

Imagine uma pessoa que sabe editar vídeos.

Ela poderia anunciar:

Faço edição de vídeo.

Mas poderia transformar isso em:

Transformo suas gravações em vídeos curtos prontos para Reels, TikTok e Shorts.

A segunda frase deixa muito mais claro o benefício.

O mesmo vale para produtos.

Uma organizadora não vende apenas uma planilha.

Ela pode vender: “Uma planilha simples para você organizar todas as contas do mês em menos de 10 minutos.”

O produto é a planilha.

O que o consumidor quer é organização.

3. Defina para quem você quer vender

Outro erro comum é tentar vender para “todo mundo”.

Imagine que você trabalhe com social media.

Você poderia atender qualquer empresa.

Mas, no começo, talvez seja mais fácil posicionar-se como: Social media para profissionais de beleza.

Agora você sabe onde procurar clientes.

Salões.

Manicures.

Lash designers.

Esteticistas.

Cabeleireiras.

Também fica mais fácil criar conteúdo porque você conhece as dúvidas desse público.

Isso é definir um nicho.

Não significa que você nunca poderá atender outra empresa.

Significa apenas que sua comunicação se torna mais específica.

4. Crie uma oferta simples

Você não precisa começar oferecendo 20 coisas.

Vamos continuar no exemplo de social media.

Em vez de: “Faço posts, vídeos, anúncios, sites, identidade visual, logo, SEO, estratégia, consultoria, fotografia, e-mail marketing…”

Comece com algo simples:

Pacote inicial

  • 8 conteúdos mensais
  • 4 vídeos curtos
  • legendas
  • planejamento básico

Preço: R$ X

Pronto.

O potencial cliente consegue entender o que está comprando.

Quanto mais confusa for a oferta, maior tende a ser a dificuldade para explicar seu valor.

5. Defina um preço que faça sentido

Aqui existe outro medo: “Quanto eu devo cobrar?”

Não existe uma tabela universal.

Seu preço precisa considerar fatores como:

  • custo;
  • tempo;
  • impostos;
  • ferramentas;
  • complexidade;
  • experiência;
  • margem;
  • preços praticados no mercado;
  • valor percebido.

Não escolha um número simplesmente porque viu alguém cobrando aquilo no Instagram.

Também não tente ser sempre a opção mais barata.

Preço baixo pode conquistar algumas vendas, mas não corrige um modelo que dá prejuízo.

Se você vender um produto por R$ 50 e gastar R$ 55 para entregar aquela venda, você não construiu um negócio sustentável.

Faturamento não é lucro.

6. Monte sua presença digital mínima

Agora sim chegamos aos canais.

Você não precisa estar em todos.

Escolha um ou dois lugares onde seu público realmente está.

Pode ser:

  • Instagram;
  • TikTok;
  • WhatsApp;
  • YouTube;
  • LinkedIn;
  • blog;
  • marketplace;
  • loja virtual.

Para negócios locais elegíveis, o Perfil da Empresa no Google também pode ser criado sem custo e permite que a empresa gerencie como aparece na Pesquisa e no Maps, incluindo informações, fotos e avaliações. Empresas exclusivamente online, porém, não se qualificam para esse recurso.

Seu objetivo inicial não é parecer uma multinacional.

É transmitir: clareza + confiança + profissionalismo.

7. Mostre claramente o que você vende

Entre no seu perfil e faça um teste.

Uma pessoa que nunca conversou com você consegue descobrir em cinco segundos:

  • o que você faz?
  • para quem?
  • como comprar?

Se não consegue, ajuste.

Uma bio simples pode funcionar melhor do que frases bonitas.

Por exemplo:

Ajudo pequenas lojas a vender mais pelo Instagram.
Conteúdo + vídeos + estratégia.
👇 Solicite um orçamento.

Pronto.

Quem chegou entendeu.

8. Crie conteúdo que responda dúvidas

Você não precisa publicar apenas: “Compre meu produto.”

Conteúdo pode ajudar a criar confiança antes da oferta.

Vamos imaginar uma consultora de organização financeira.

Ela poderia produzir:

“5 erros que fazem seu dinheiro acabar antes do fim do mês”

“Como separar despesas fixas e variáveis”

“Como começar uma reserva financeira”

“Como organizar as contas da família”

A pessoa encontra o conteúdo porque possui um problema.

Consome.

Percebe que aquela profissional entende do assunto.

E depois conhece o serviço.

Essa é uma das bases do marketing de conteúdo.

O Sebrae recomenda estratégias como conteúdo relevante, redes sociais, SEO e relacionamento digital justamente para ampliar a visibilidade e gerar oportunidades de venda para pequenos negócios.

Para aprofundar essa etapa, veja também Primeiros Passos no Marketing Digital: Estratégias que Funcionam.

9. Não espere seguidores: procure clientes

Esse ponto é extremamente importante.

Sua primeira venda não precisa vir de um Reel viral.

Você pode procurá-la.

Se você oferece serviços para empresas, faça uma lista de potenciais clientes.

Analise cada negócio.

Depois entre em contato de maneira personalizada.

Em vez de:

Oi! Trabalho com marketing. Quer contratar?

Experimente algo como:

Oi, Ana! Conheci o perfil da sua loja e vi que vocês têm produtos muito bonitos. Notei que ainda existem poucos vídeos mostrando os produtos em uso. Trabalho criando conteúdos para lojas e tive algumas ideias que poderiam funcionar para vocês. Posso te explicar?

Existe contexto.

Você não está simplesmente disparando spam.

Está iniciando uma conversa comercial.

10. Use sua própria rede de contatos

Muitas vezes ficamos procurando clientes do outro lado do Brasil enquanto ignoramos quem já está próximo.

Avise que começou.

Fale com:

  • amigos;
  • familiares;
  • antigos colegas;
  • empresas conhecidas;
  • contatos profissionais.

Não precisa implorar por compra.

Comunique seu trabalho.

Algo simples:

Comecei a oferecer edição de vídeos para pequenas empresas. Se conhecer alguém que esteja precisando melhorar os vídeos do Instagram, pode me indicar?

Sua primeira oportunidade pode vir de uma indicação.

11. Facilite o pagamento 💳

Conseguir convencer alguém e depois dificultar a compra é um erro.

Defina antecipadamente como receberá.

Dependendo do seu modelo de negócio, pode utilizar Pix, cartão, checkout de plataforma, link de pagamento ou os meios oferecidos pelo marketplace utilizado.

O Pix já está profundamente incorporado à rotina brasileira. Dados oficiais do Banco Central indicam mais de 170 milhões de pessoas físicas que já utilizaram o sistema e mais de 7 bilhões de transações em maio de 2026.

Isso não significa que Pix seja sempre o melhor meio para qualquer negócio, mas mostra por que ignorá-lo pode criar atrito para muitos consumidores brasileiros.

Para produtos ou serviços de maior valor, oferecer cartão ou parcelamento também pode ser importante.

12. Faça uma oferta clara

Existe uma diferença enorme entre produzir conteúdo e pedir a venda.

Você pode ter 50 posts excelentes e nunca explicar que possui algo para vender.

Em algum momento, faça uma oferta.

Por exemplo:

“Estou abrindo 3 vagas para edição de vídeos de pequenas empresas neste mês. O pacote inclui 8 vídeos curtos editados e legendados. Se quiser informações, me chama no WhatsApp.”

Isso é uma oferta.

Possui:

  • produto;
  • quantidade;
  • benefício;
  • CTA.

Não tenha vergonha de vender.

Se você possui uma solução legítima para um problema, apresentar essa solução faz parte do negócio.

13. Entenda o funil até a primeira venda

No começo, pode parecer que você precisa falar com uma pessoa e ela precisa comprar imediatamente.

Normalmente não funciona assim.

Pense em um caminho: Pessoas alcançadas → interessadas → conversas → propostas → vendas

Vamos criar um exemplo meramente ilustrativo, sem representar uma taxa média de mercado:

Exemplo de caminho até a primeira venda

Valores ilustrativos. Não representam taxas médias ou garantia de resultados.

O objetivo do gráfico não é dizer que você precisa alcançar exatamente 500 pessoas.

É mostrar algo importante: receber alguns “nãos” faz parte do processo comercial.

Se cinco pessoas recusarem sua oferta, isso não significa automaticamente que seu negócio fracassou.

Talvez você precise conversar com mais pessoas.

Ou melhorar a oferta.

Ou ajustar o preço.

Ou encontrar um público mais adequado.

14. Faça sua primeira venda antes de pensar em escala

É muito comum quem está começando pesquisar: “Como faturar R$ 100 mil?”

Mas ainda não faturou R$ 100.

Eu dividiria a jornada em etapas:

R$ 0 → primeira venda

primeira venda → 10 vendas

10 vendas → recorrência

recorrência → previsibilidade

previsibilidade → escala

A primeira venda prova uma coisa importantíssima: alguém aceitou trocar dinheiro pela sua solução.

Agora você possui algo para analisar.

Quem comprou?

Por quê?

Qual problema queria resolver?

Como encontrou você?

O que quase impediu a compra?

Essas respostas são ouro.

15. Entregue mais atenção ao primeiro cliente

Seu primeiro cliente não é apenas faturamento.

Ele pode gerar:

  • experiência;
  • depoimento;
  • portfólio;
  • indicação;
  • aprendizado;
  • recompra.

Por isso, faça uma excelente entrega.

Mas cuidado: “entregar mais” não significa trabalhar infinitamente de graça.

Significa cumprir o combinado com qualidade, comunicar-se bem e proporcionar uma boa experiência.

Depois, peça feedback.

Um depoimento real pode ajudar bastante na próxima venda.

E se eu quiser começar vendendo produtos?

A lógica continua parecida.

Você precisa definir: produto → público → preço → canal → pagamento → divulgação → atendimento → entrega.

Pode começar em marketplace, redes sociais ou construir sua própria loja virtual, dependendo da estratégia.

Se decidir ter um e-commerce, não pense apenas no produto. Experiência, confiança e apresentação também influenciam a decisão do consumidor.

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Leia depois A Aparência da Sua Loja Virtual Está Afastando Clientes?.

Preciso investir em tráfego pago para conseguir a primeira venda?

Não necessariamente.

Tráfego pago pode acelerar alcance, mas não corrige uma oferta ruim.

Imagine gastar R$ 500 em anúncios sem saber:

  • quem é seu público;
  • quanto você lucra;
  • qual oferta funciona;
  • qual página converte;
  • qual mensagem chama atenção.

Você pode simplesmente acelerar a perda de dinheiro.

Para muitos iniciantes, faz sentido primeiro testar a oferta organicamente e aprender com os primeiros contatos.

Depois, anúncios podem entrar como uma estratégia de aquisição.

Temos um conteúdo específico sobre isso: Tráfego Pago Vale a Pena para Pequena Empresa?.

Preciso ter CNPJ para começar?

Depende da atividade, do formato da operação e da maneira como você começa a gerar receita.

Não é recomendável copiar respostas genéricas da internet sobre enquadramento tributário.

Quando a atividade começar a se tornar comercial e recorrente, procure orientação contábil para entender formalização, emissão de notas fiscais, tributação e o enquadramento adequado ao seu caso.

Se a atividade puder ser enquadrada como MEI, existem regras específicas de ocupação e faturamento que precisam ser verificadas nos canais oficiais.

Ganhar dinheiro no digital continua sendo ganhar dinheiro.

A internet não elimina obrigações fiscais ou empresariais.

O que você não precisa para fazer sua primeira venda

Você provavelmente não precisa de:

❌ 100 mil seguidores;

❌ escritório;

❌ identidade visual perfeita;

❌ câmera profissional;

❌ curso de R$ 5 mil;

❌ site caríssimo;

❌ 20 ferramentas;

❌ postar dez vezes por dia.

Você precisa de algo muito mais básico: uma oferta clara + um público + comunicação + ação comercial.

Depois você melhora a estrutura.

Um plano de 30 dias para sair do zero 🚀

Se você está completamente perdida, experimente esta sequência.

Dias 1 a 5: escolha o que vender e para quem.

Dias 6 a 10: pesquise concorrentes, público, preços e necessidades.

Dias 11 a 15: monte sua oferta, preço, forma de pagamento e apresentação.

Dias 16 a 20: organize seu perfil e publique conteúdos que demonstrem conhecimento.

Dias 21 a 25: comece a conversar com potenciais clientes.

Dias 26 a 30: apresente ofertas, acompanhe respostas e ajuste sua estratégia.

Sua meta inicial pode ser simplesmente: 🎯 conseguir a primeira venda.

Não R$ 10 mil.

Não 100 clientes.

Não 50 mil seguidores.

Uma venda.

Depois, duas.

Depois, cinco.

É assim que você começa a transformar uma ideia em negócio.

Não compare seu começo com uma empresa de cinco anos

Você vê alguém com equipe, escritório, milhares de clientes e pensa: “Nunca vou chegar lá.”

Só que está comparando o seu dia 1 com o ano 5 daquela pessoa.

No começo, quase tudo será mais manual.

Você responderá mensagens.

Criará os posts.

Fará propostas.

Organizará pagamentos.

Atenderá clientes.

Isso faz parte.

Com o crescimento, processos podem ser automatizados, atividades podem ser delegadas e ferramentas podem entrar na operação.

Mas não tente construir a estrutura de uma empresa de R$ 1 milhão antes de conseguir vender R$ 100.

Sua primeira venda começa antes do botão “comprar”

Começar no digital do zero não exige conhecer todas as estratégias existentes.

Você precisa entender uma sequência muito mais simples: encontrar um problema → criar uma solução → encontrar pessoas que possuem esse problema → apresentar sua solução → vender → entregar bem → aprender.

Depois, você repete.

Marketing digital, anúncios, automações, SEO, inteligência artificial, e-mail marketing e outras estratégias podem ajudar bastante.

Mas elas entram para potencializar um negócio, não para substituir os fundamentos.

Se você ainda não fez sua primeira venda, concentre sua energia nela.

Não espere seu Instagram ficar perfeito.

Não espere saber tudo.

Não espere ter milhares de seguidores.

Escolha uma solução que você consegue entregar.

Encontre pessoas que precisam dela.

Converse.

Faça sua oferta.

A primeira venda talvez seja pequena financeiramente, mas possui um valor enorme: ela mostra que alguém enxergou valor suficiente no que você criou para pagar por aquilo.

E é exatamente daí que um negócio começa. 💜

Você ainda está planejando ou já está buscando sua primeira venda? Escolha uma ação deste guia e comece hoje. O digital fica muito mais simples quando você troca excesso de informação por execução.

13/09/2026 0 comentários
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E-commerce e Vendas Online

Conheça como funciona a afiliação na Hotmart: guia completo para começar em 2026

por Thais Cristina 12/09/2026
escrito por Thais Cristina
Como Ser Afiliada da Hotmart em 2026: Passo a Passo para Começar

Você já imaginou ganhar dinheiro na internet indicando um produto que não foi você quem criou, sem precisar cuidar da entrega, desenvolver uma plataforma própria ou montar um estoque?

Essa é justamente a proposta do marketing de afiliados.

Na Hotmart, uma pessoa pode se afiliar a produtos disponibilizados por produtores, divulgar esses produtos utilizando links rastreáveis e receber uma comissão pelas vendas atribuídas à sua divulgação. A própria plataforma informa que o cadastro para começar como afiliado é gratuito e que existem milhares de produtos disponíveis para divulgação.

Parece simples — e a mecânica realmente não é complicada. O que não significa que seja dinheiro fácil.

Para conseguir resultados, você precisa escolher bons produtos, entender o público, produzir conteúdo, gerar tráfego e aprender a vender.

Neste guia, vamos entender como funciona a afiliação na Hotmart em 2026, como escolher um produto, quanto um afiliado pode receber, como funcionam os links e quais estratégias podem ajudar quem está começando. 🚀

Se você ainda está conhecendo as possibilidades de renda digital, recomendo começar também pelo nosso guia Como ganhar dinheiro na internet em 2026: 15 formas reais para começar.

O que é a Hotmart?

A Hotmart é uma plataforma voltada ao mercado de produtos digitais e negócios online.

Dentro desse ecossistema existem diferentes participantes.

O produtor cria ou comercializa determinado produto.

O comprador adquire esse conteúdo.

E o afiliado ajuda a divulgar a oferta e pode receber comissão pelas vendas atribuídas ao seu trabalho.

Cursos, e-books, comunidades, assinaturas e outros formatos de produtos digitais podem fazer parte desse mercado.

Para quem está começando, uma das vantagens do modelo é justamente não precisar criar o próprio produto antes de tentar realizar a primeira venda.

O que é um afiliado Hotmart?

Imagine que uma especialista criou um curso online de maquiagem.

Ela possui o conhecimento, gravou as aulas, cadastrou o produto e estruturou sua oferta.

Agora imagine que você produz conteúdo sobre beleza e possui pessoas interessadas nesse assunto.

Você pode se tornar afiliada daquele produto, receber um link exclusivo de divulgação e recomendá-lo para sua audiência.

Quando uma venda é atribuída à sua divulgação de acordo com as regras do programa, você recebe a comissão correspondente.

A Hotmart define o marketing de afiliados justamente como um modelo baseado em desempenho: o afiliado promove produtos de terceiros e recebe comissão pelas vendas ou ações atribuídas ao seu link.

Portanto:

Produtor → cria o produto

Afiliado → divulga

Cliente → compra

Hotmart → processa e rastreia a operação

Afiliado → recebe a comissão aplicável

Como funciona a afiliação na Hotmart na prática?

O processo inicial pode ser dividido em etapas bastante simples.

Primeiro, você cria uma conta.

Depois, acessa o mercado de produtos disponíveis para afiliação.

Escolhe uma oferta compatível com seu público.

Solicita a afiliação, quando necessário.

Recebe seu link de divulgação.

Começa a promover o produto.

Quando uma compra elegível é atribuída à sua divulgação, a comissão é registrada.

Segundo a Central de Ajuda da Hotmart, dentro da página de cada produto o interessado consegue consultar informações como percentual de comissão, regras do programa, detalhes do produto e orientações de divulgação disponibilizadas pelo produtor.

É justamente nessa etapa que você precisa evitar um erro muito comum: escolher um produto somente porque ele paga uma comissão alta.

Falaremos disso daqui a pouco.

Como criar uma conta para ser afiliada?

O cadastro na Hotmart pode ser feito gratuitamente. A página oficial para afiliados apresenta o processo inicial em três passos: criar a conta, escolher produtos e começar a divulgá-los utilizando os links específicos.

Depois que sua conta estiver habilitada para vender, o caminho informado atualmente pela Hotmart é acessar:

Produtos → Afiliar-se a um produto.

Ali você consegue navegar pelas opções disponíveis e utilizar filtros para encontrar produtos.

Conheça o programa oficial de Afiliados Hotmart

Vale lembrar que dados cadastrais e financeiros precisam estar corretos para que posteriormente seja possível receber os valores liberados. A Hotmart informa que documentos precisam ser cadastrados e validados para adicionar a conta bancária utilizada nos saques.

Posso me afiliar a qualquer produto?

Não.

Quem determina se determinado produto aceita afiliados é o próprio produtor.

Atualmente, existem duas situações principais para produtos que participam do programa.

Afiliação automática

Você encontra o produto e seleciona “Afilie-se agora”.

Quando o programa aceita afiliação automática, o processo é concluído naquele momento e os links ficam disponíveis.

Afiliação mediante aprovação

Nesse caso, você envia uma solicitação.

O produtor analisa o pedido ou utiliza critérios automáticos configurados para decidir quem poderá participar.

Enquanto a solicitação estiver em análise, os links de divulgação daquele produto ainda não ficam disponíveis para você promover como afiliada.

Também existem produtos que simplesmente não possuem um programa de afiliados ativo.

Quanto um afiliado da Hotmart ganha? 💰

Aqui precisamos tomar bastante cuidado.

Não existe salário de afiliado.

Você pode passar um mês sem realizar nenhuma venda ou construir uma operação que gere vendas regularmente.

Tudo depende de fatores como:

  • produto escolhido;
  • preço;
  • percentual de comissão;
  • audiência;
  • tráfego;
  • qualidade dos conteúdos;
  • taxa de conversão;
  • estratégia comercial;
  • concorrência.

Na página atual para afiliados, a Hotmart divulga que determinados produtos podem oferecer comissões de até 80% do valor do produto. Isso é um limite possível divulgado pela plataforma, e não significa que todo produto pague 80%.

Um artigo oficial atualizado em 2026 também informa uma faixa de 20% a 80% para comissões, dependendo da oferta.

Vamos imaginar um exemplo puramente didático.

Produto: R$ 200

Comissão hipotética: 50%

Comissão bruta de referência: R$ 100

Se fossem realizadas 10 vendas nas mesmas condições, seriam R$ 1.000 de comissão bruta de referência.

Isso não é uma previsão nem uma promessa de rendimento. O valor efetivo depende das regras e cálculos da oferta, das taxas aplicáveis e da validação das vendas.

Como escolher um bom produto para se afiliar?

Essa decisão é muito mais importante do que parece.

Muita gente entra no mercado procurando: “Qual produto paga mais comissão?”

Eu faria uma pergunta diferente: “Qual produto eu consigo recomendar com credibilidade para o meu público?”

Imagine que você mantém um perfil sobre maternidade.

Faz muito mais sentido divulgar algo relacionado a esse universo do que começar, de repente, a recomendar um curso extremamente técnico sobre investimentos apenas porque a comissão parece interessante.

Procure observar:

1. Compatibilidade com seu público: existe uma relação clara entre a oferta e as pessoas que acompanham você?

2. Qualidade: você se sentiria confortável recomendando aquele produto?

3. Página de vendas: ela explica claramente a solução?

4. Reputação: quem é o produtor e o que ele entrega?

5. Comissão: o retorno potencial faz sentido para sua estratégia?

6. Materiais: o produtor oferece recursos que ajudam na divulgação?

7. Regras: existem restrições sobre anúncios, palavras-chave, canais ou formas de divulgação?

A própria Central de Ajuda orienta o afiliado a consultar as regras do programa e as orientações fornecidas pelo produtor antes de iniciar a divulgação.

O que é o HotLink?

Depois de ter uma afiliação ativa, você recebe os Links de Divulgação, também chamados de HotLinks.

Esse detalhe é fundamental.

Não adianta encontrar o endereço comum da página do produto e divulgá-lo aleatoriamente.

Seu HotLink contém as informações necessárias para identificar a origem da indicação dentro das regras de rastreamento.

A Hotmart explica que esse link permite reconhecer que o comprador chegou à oferta através da divulgação do afiliado e atribuir a comissão conforme as regras daquele programa.

Por isso, sempre confira se está utilizando o link correto.

Como funcionam os cookies da Hotmart?

Essa é uma parte um pouco mais técnica, mas vou simplificar.

Imagine que uma pessoa clique hoje no seu link, conheça o produto, mas não compre naquele momento.

Ela volta dias depois e decide comprar.

Você perdeu automaticamente a comissão?

Não necessariamente.

Segundo a documentação atual da Hotmart, o produtor pode configurar a duração do cookie em 60, 90, 180 dias ou duração eterna. O padrão informado pela plataforma é 60 dias.

Além disso, existem diferentes regras para determinar qual afiliado recebe a comissão quando o mesmo consumidor passou por divulgações diferentes.

Entre elas estão último clique e primeiro clique, sendo o último clique a regra padrão informada pela Hotmart.

É por isso que não podemos simplesmente afirmar: “Se alguém clicar no seu link e comprar depois, a comissão será sua.”

Depende das configurações e regras de atribuição daquele programa.

Onde divulgar produtos da Hotmart?

Agora começa a parte mais interessante: marketing.

Você pode trabalhar com diferentes canais.

Instagram, TikTok, YouTube, blog, e-mail e site próprio são alguns exemplos. A Hotmart cita oficialmente conteúdos em redes sociais, blogs, canais de vídeo e sites próprios como caminhos possíveis para direcionar público aos Links de Divulgação.

O importante é entender que divulgar não significa simplesmente jogar o link em todos os lugares.

Pense em conteúdo.

Se você divulga um curso de confeitaria, poderia produzir:

“5 erros que fazem o bolo solar”

“Como começar a vender doces”

“Quanto cobrar por brigadeiros?”

“Utensílios essenciais para começar na confeitaria”

Você atrai pessoas interessadas naquele universo e, quando existe contexto, apresenta uma solução.

Isso é muito mais eficiente do que publicar:

“COMPRE ESSE CURSO!!! LINK NA BIO!!!” 😂

Dá para vender Hotmart sem aparecer?

Sim, é possível desenvolver estratégias sem transformar sua imagem pessoal no centro do conteúdo.

Você pode criar:

  • blogs;
  • sites de nicho;
  • perfis temáticos;
  • conteúdos educativos;
  • canais narrados;
  • estratégias de SEO;
  • e-mail marketing;
  • anúncios, respeitando as regras do produto e das plataformas.

Mas “não aparecer” não significa não produzir valor.

Você ainda precisará conquistar atenção e confiança.

Se sua ideia é construir uma renda online de maneira mais ampla, veja também Como ganhar dinheiro na internet em 2026: 15 formas reais para começar.

Preciso ter muitos seguidores?

Não.

A própria Hotmart afirma que ter site ou audiência não é obrigatório para ser afiliado, embora naturalmente uma audiência possa ajudar na divulgação.

O número de seguidores sozinho também não determina vendas.

Imagine dois perfis.

Um possui 100 mil seguidores que praticamente não interagem.

Outro possui 5 mil pessoas extremamente interessadas em confeitaria.

Para divulgar um bom curso de confeitaria, o segundo pode ter uma audiência muito mais relevante.

Audiência qualificada vale mais do que vaidade.

Posso usar tráfego pago para vender como afiliada?

Dependendo das regras do programa e das políticas da plataforma de anúncios, sim.

Você poderia utilizar Meta Ads ou Google Ads para levar potenciais compradores até uma estrutura de venda.

Mas existe um risco: você está gastando antes de saber se vai vender.

Imagine que sua comissão líquida de referência seja R$ 80 e você gaste R$ 120 em publicidade para conquistar uma venda.

Você perdeu dinheiro naquela aquisição.

Por isso, afiliados que trabalham com mídia precisam entender métricas como:

  • CPC;
  • taxa de conversão;
  • CPA;
  • ROAS;
  • ticket;
  • comissão.

Se pretende seguir por esse caminho, leia nosso guia Tráfego Pago Vale a Pena para Pequena Empresa?.

Mesmo que o artigo seja voltado para pequenos negócios, os conceitos de orçamento, teste e mensuração também ajudam a entender a lógica de aquisição paga.

Conteúdo ou tráfego pago: qual escolher?

Para iniciantes com pouco dinheiro, eu começaria entendendo conteúdo e tráfego orgânico.

Não porque anúncios sejam ruins.

Mas porque conteúdo ajuda você a compreender:

  • quem é seu público;
  • quais dúvidas ele possui;
  • quais conteúdos chamam atenção;
  • qual oferta gera interesse;
  • quais objeções aparecem.

Depois, o tráfego pago pode acelerar uma estratégia que já está mais clara.

Um blog, por exemplo, permite criar conteúdos que respondem dúvidas pesquisadas no Google e inserir ofertas relacionadas de maneira contextual.

Redes sociais ajudam na descoberta.

YouTube pode trabalhar intenção e profundidade.

Não existe um canal perfeito.

Existe aquele que combina melhor com seu público + sua habilidade + sua estratégia.

Quanto tempo demora para fazer a primeira venda?

Pode acontecer rapidamente ou levar meses.

Não existe prazo garantido.

A própria Hotmart orienta iniciantes a trabalharem estratégia, nicho, tráfego e análise de métricas para conquistar as primeiras vendas.

Portanto, desconfie de conteúdos prometendo:

❌ “Primeira venda em 24 horas garantida.”

❌ “R$ 10 mil em 30 dias.”

❌ “Venda sem fazer nada.”

❌ “Método secreto que nunca falha.”

Marketing de afiliados é uma atividade comercial baseada em performance.

Se ninguém comprar de forma válida através da sua estratégia, não existe comissão.

Quando posso sacar minhas comissões?

Depois de uma venda, o dinheiro não necessariamente fica disponível imediatamente.

A Hotmart explica que as comissões são integralizadas progressivamente, considerando aspectos como aprovação do pagamento, prazo de garantia, reembolsos e cancelamentos. O prazo de disponibilização pode variar conforme moeda e meio de pagamento.

Além disso, seus dados financeiros precisam estar corretamente cadastrados.

Existe ainda uma regra importante: tentar realizar uma compra utilizando o próprio link de afiliado pode fazer com que a comissão seja anulada pelos mecanismos antifraude.

Ou seja: não tente criar comissão comprando de você mesma.

Quais erros evitar como afiliada iniciante?

O primeiro é divulgar qualquer produto apenas pela comissão.

O segundo é tentar vender antes de construir confiança.

Outro problema é trocar de nicho constantemente.

Hoje beleza.

Amanhã investimentos.

Depois emagrecimento.

Na semana seguinte empreendedorismo.

Seu público não entende por que deveria acompanhar você.

Também evite spam.

Enviar links repetidamente em grupos e mensagens privadas pode prejudicar sua reputação e ainda esbarrar nas regras dos canais utilizados.

Por fim, nunca prometa resultados que o produto não pode garantir.

Marketing bom não precisa enganar ninguém.

Vale a pena ser afiliado Hotmart em 2026?

Para algumas pessoas, sim.

O modelo possui uma vantagem interessante: você consegue aprender sobre vendas digitais sem necessariamente desenvolver um produto próprio primeiro.

Na prática, começa a ter contato com:

  • marketing;
  • conteúdo;
  • copywriting;
  • tráfego;
  • funil;
  • métricas;
  • vendas;
  • comportamento do consumidor.

A Hotmart afirma possuir mais de 500 mil produtos disponíveis em seu marketplace e apresenta milhares de opções para afiliados.

Mas variedade não significa facilidade.

Você ainda precisa construir uma estratégia.

Um plano simples para começar

Se eu estivesse começando como afiliada hoje, faria assim:

Semana 1: escolheria um nicho que conheço ou tenho interesse real.

Semana 2: pesquisaria produtos e selecionaria apenas uma ou duas boas ofertas.

Semana 3: estudaria profundamente o público e produziria conteúdos úteis.

Semana 4: começaria a divulgar, acompanhar cliques, conteúdos e vendas.

Depois analisaria os resultados.

Quais conteúdos atraíram mais pessoas?

Quais geraram cliques?

Houve vendas?

Quais dúvidas apareceram?

O que pode melhorar?

Esse processo é muito mais sustentável do que se afiliar a 50 produtos e divulgar todos ao mesmo tempo.

Hotmart não é dinheiro fácil, mas pode ser uma porta de entrada

A afiliação na Hotmart é relativamente simples de entender.

Você escolhe um produto disponível, consegue sua afiliação, recebe um link rastreável, divulga e pode ganhar comissão quando vendas são corretamente atribuídas à sua indicação.

O desafio verdadeiro está em conseguir as vendas.

E é justamente aí que entram marketing digital, criação de conteúdo, posicionamento, audiência, SEO, tráfego e relacionamento.

Por isso, se você quer começar, não fique obcecada pela pergunta: “Quanto vou ganhar?”

Comece perguntando: “Para quem eu quero vender e como posso ajudá-la a tomar uma boa decisão?”

  • Escolha um nicho.
  • Entenda seu público.
  • Selecione produtos nos quais você realmente acredita.
  • Crie conteúdo.
  • Aprenda marketing.
  • Faça testes.

E trate a afiliação como um pequeno negócio digital — não como uma fórmula mágica de renda. 💜

Para continuar estudando, leia também nosso conteúdo sobre Primeiros Passos no Marketing Digital. Ele complementa muito bem este guia para quem está começando.

12/09/2026 2 comentários
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Gestão e Bastidores de CEO

Rotina produtiva para mulheres ocupadas: como organizar o dia sem precisar dar conta de tudo

por Thais Cristina 12/09/2026
escrito por Thais Cristina
Sem Tempo para Nada? 20 Dicas para Criar uma Rotina Mais Produtiva e Leve

Acordar, organizar a casa, trabalhar, responder mensagens, resolver problemas, cuidar dos filhos, lembrar dos compromissos, pensar no almoço, participar de reuniões, pagar contas, fazer exercício, cuidar do relacionamento e, em algum momento, tentar encontrar alguns minutos para você.

Se você leu essa frase e pensou “parece meu dia”, este artigo é para você. 😅

Quando falamos sobre uma rotina produtiva para mulheres ocupadas, é muito fácil cair naquela imagem perfeita das redes sociais: acordar às 5h, meditar, treinar, tomar um café da manhã maravilhoso, trabalhar oito horas com foco absoluto e ainda terminar o dia com a casa organizada.

Só que produtividade real não funciona assim.

Principalmente para mulheres que precisam conciliar carreira, empresa, maternidade, relacionamento, casa e vida pessoal.

Uma pesquisa nacional divulgada pela Rede Mulher Empreendedora em 2026 mostrou o tamanho desse desafio entre mulheres que empreendem: 61,7% afirmaram que a sobrecarga das tarefas de cuidado prejudica diretamente o crescimento de seus negócios. Além disso, 80,7% disseram já ter interrompido atividades profissionais para atender demandas de cuidado.

Portanto, construir uma rotina melhor não significa descobrir como colocar ainda mais tarefas dentro das mesmas 24 horas.

Significa aprender a priorizar, organizar, delegar, eliminar e proteger sua energia.

Vamos entender como fazer isso na prática. 💜

Produtividade não é fazer o máximo possível

Esse é o primeiro conceito que precisamos mudar.

Uma pessoa pode passar o dia inteiro ocupada e terminar sem avançar em nada realmente importante.

Respondeu 80 mensagens.

Organizou arquivos.

Participou de reuniões.

Resolveu pequenas pendências.

Olhou o e-mail 20 vezes.

Quando chega ao final do dia, está exausta.

Mas aquela tarefa que realmente faria diferença?

Continua para amanhã.

Estar ocupada e ser produtiva são coisas diferentes.

Produtividade significa direcionar tempo e energia para aquilo que gera resultado ou precisa verdadeiramente da sua atenção.

Se você trabalha com negócios, por exemplo, talvez fechar uma proposta importante seja mais relevante do que reorganizar todas as pastas do computador.

Em casa, talvez preparar algumas coisas antecipadamente seja mais útil do que tentar manter tudo perfeito o tempo inteiro.

A pergunta deixa de ser: “Quantas coisas consegui fazer?”

E passa a ser: “Fiz o que realmente precisava ser feito?”

Por que tantas mulheres sentem que nunca dão conta?

Porque muitas vezes a agenda visível é apenas uma parte do trabalho.

Existe também a chamada carga mental.

Não é apenas levar uma criança ao médico.

É lembrar que precisa marcar.

Conferir os horários.

Agendar.

Lembrar do compromisso.

Organizar quem vai levar.

Separar documentos.

Reorganizar o restante do dia.

E esse mesmo raciocínio aparece em dezenas de atividades familiares.

Pesquisas recentes sobre mulheres empreendedoras brasileiras mostram justamente como trabalho e responsabilidades domésticas continuam se cruzando. Em levantamento divulgado pelo UOL em 2026, 56% das empreendedoras entrevistadas apontaram a exaustão decorrente da dupla jornada como um desafio, enquanto 46% mencionaram falta de redes de apoio.

É por isso que uma agenda bonita nem sempre resolve o problema.

Às vezes, você não precisa de outro planner.

Precisa reduzir o número de coisas pelas quais se sente responsável.

1. Pare de começar o dia tentando fazer tudo

Uma rotina produtiva começa com prioridades.

Você pode ter uma lista com 17 tarefas.

Mas provavelmente existem duas ou três que realmente precisam acontecer naquele dia.

Experimente começar a manhã escolhendo:

  • 1 tarefa essencial
  • 2 tarefas importantes
  • tarefas menores, se houver tempo

Por exemplo:

🎯 Essencial: finalizar uma proposta comercial.

📌 Importante: revisar o planejamento da semana.

📌 Importante: marcar uma consulta.

Depois disso vêm mensagens, e-mails e pequenas pendências.

Essa simples mudança ajuda a impedir que tarefas fáceis consumam toda a energia disponível.

2. Organize a semana antes de organizar cada dia

Planejar somente quando você acorda cria um problema: todas as decisões chegam ao mesmo tempo.

Por isso, gosto muito da ideia de fazer um planejamento semanal.

Pode ser no domingo à noite ou na segunda pela manhã.

Olhe os próximos dias e identifique:

  • reuniões;
  • consultas;
  • compromissos das crianças;
  • prazos;
  • atividades profissionais;
  • treinos;
  • eventos;
  • contas;
  • compromissos pessoais.

Depois distribua as tarefas.

Isso reduz aquela sensação de: “Meu Deus, eu esqueci que isso era amanhã!” 😂

O objetivo não é criar uma semana rígida.

É enxergar o que vem pela frente.

3. Não preencha 100% da sua agenda

Esse é um erro que eu considero enorme.

Imagine que você tenha oito horas disponíveis e planeje exatamente oito horas de tarefas.

Parece organizado.

Até alguém ligar.

Uma reunião atrasar.

Seu filho precisar de você.

Um cliente aparecer com uma urgência.

O computador atualizar no pior momento possível.

Ou uma tarefa simplesmente demorar mais.

Pronto.

Sua agenda inteira desmoronou.

Uma rotina real precisa de margem para imprevistos.

Em vez de planejar cada minuto, deixe blocos livres.

Uma agenda com espaço não significa falta de produtividade.

Significa capacidade de adaptação.

4. Trabalhe com blocos de foco

Uma das estratégias mais úteis é agrupar períodos para determinados tipos de atividade.

Por exemplo:

8h às 10h — trabalho de concentração

10h às 11h — mensagens e e-mails

11h às 12h — reuniões

Não precisa seguir esses horários.

É apenas um exemplo.

A ideia é evitar trocar de contexto a cada cinco minutos.

Você começa uma proposta.

Chega WhatsApp.

Responde.

Volta.

Chega e-mail.

Abre.

Lembra de outra tarefa.

Abre uma nova aba.

Quando percebe, existem 19 abas abertas e você não sabe mais o que estava fazendo. 😅

Criar blocos ajuda o cérebro a permanecer mais tempo em uma mesma categoria de trabalho.

5. Desative notificações quando precisar de concentração

Seu celular foi desenvolvido para chamar sua atenção.

Mensagem.

E-mail.

Instagram.

WhatsApp.

Aplicativo.

Promoção.

Notícia.

Quando você está realizando uma tarefa importante, cada interrupção compete pela sua concentração.

Por isso, durante blocos de foco, experimente:

  • silenciar notificações;
  • deixar o celular distante;
  • fechar WhatsApp Web;
  • fechar o e-mail;
  • manter apenas as abas necessárias abertas.

Não precisa passar oito horas incomunicável.

Talvez sejam apenas 40 ou 60 minutos.

Depois você verifica tudo.

6. Não comece a manhã pelo WhatsApp

Essa mudança pode fazer uma diferença enorme.

Quando a primeira coisa que você faz é abrir mensagens, começa o dia trabalhando nas prioridades das outras pessoas.

Alguém precisa disso.

Outro quer aquilo.

Uma pessoa tem uma dúvida.

Outra marcou você em alguma coisa.

Quando percebe, passou uma hora.

Se sua rotina permitir, tente primeiro entender suas prioridades.

Depois entre nos canais de comunicação.

Naturalmente, algumas profissões dependem de atendimento imediato.

Mas, quando não for necessário, você não precisa estar disponível a cada segundo.

7. Crie uma lista do que NÃO fazer

Todo mundo fala sobre lista de tarefas.

Pouca gente fala sobre lista de eliminação.

Pergunte:

O que estou fazendo apenas por hábito?

Que reunião poderia ser um e-mail?

Que atividade poderia ser automatizada?

O que outra pessoa poderia fazer?

O que simplesmente não precisa mais existir?

Essa análise é poderosa.

Porque produtividade não vem apenas de fazer mais rápido.

Também vem de parar de fazer coisas desnecessárias.

8. Aprenda a delegar

Para mulheres que centralizam casa, trabalho e família, essa talvez seja uma das etapas mais difíceis.

Delegar exige aceitar que outra pessoa pode fazer algo de maneira diferente.

Isso vale para empresas e também para a vida pessoal.

No trabalho:

  • alguém pode responder determinadas mensagens;
  • preparar relatórios;
  • organizar agendas;
  • executar atividades operacionais.

Em casa:

  • responsabilidades podem ser divididas entre adultos e, conforme a idade, algumas pequenas tarefas também podem fazer parte da rotina dos filhos.

Delegar não significa abandonar responsabilidade.

Significa não acreditar que só você é capaz de executar tudo corretamente.

9. Agrupe tarefas semelhantes

Você precisa pagar cinco contas?

Faça juntas.

Precisa responder e-mails?

Separe um horário.

Precisa produzir conteúdo?

Crie vários conteúdos dentro do mesmo bloco.

Precisa resolver coisas fora de casa?

Quando possível, organize para fazer mais de uma no mesmo deslocamento.

Essa estratégia reduz o número de vezes que você precisa trocar mentalmente de atividade.

Pense em categorias:

💻 trabalho;

🏠 casa;

💰 financeiro;

📱 comunicação;

👨‍👩‍👧 família;

❤️ pessoal.

Em vez de alternar entre todas a cada 10 minutos, concentre atividades semelhantes.

10. Crie rotinas mínimas

Nem todo hábito precisa ter uma hora de duração.

Você não precisa criar uma rotina matinal de 12 etapas.

Pode existir uma versão mínima.

Por exemplo:

  • acordar;
  • beber água;
  • organizar-se;
  • tomar café;
  • olhar as três prioridades;
  • começar.

Pronto.

Rotinas simples possuem uma vantagem: são mais fáceis de manter.

Uma rotina extremamente elaborada pode funcionar durante quatro dias e depois virar mais uma fonte de culpa.

11. Pare de colocar autocuidado apenas no tempo que sobra

Se sua regra for: “Quando terminar tudo, vou cuidar de mim.”

Tenho uma notícia ruim.

Provavelmente nunca terminará tudo. 😂

Sempre existe alguma coisa.

Roupa.

Mensagem.

Cliente.

Conta.

Casa.

Filho.

Empresa.

E-mail.

Por isso, atividades importantes para sua saúde também precisam entrar na organização.

Exercício.

Sono.

Consulta.

Descanso.

Lazer.

Tempo sozinha.

Autocuidado não precisa significar spa.

Às vezes significa simplesmente ir dormir em vez de responder mais cinco mensagens.

12. Durma como alguém que precisa funcionar amanhã

Existe uma cultura estranha em torno de dormir pouco.

“Durmo quatro horas porque estou construindo meu futuro.”

Pode parecer dedicação.

Mas o sono participa de funções essenciais relacionadas a atenção, memória, aprendizagem, humor e saúde. O CDC recomenda, de forma geral, que adultos de 18 a 60 anos tenham 7 horas ou mais de sono por noite; necessidades individuais podem variar.

Portanto, dormir não é perder tempo.

É parte da estrutura que permite utilizar melhor o tempo acordada.

13. Faça pausas antes de estar completamente exausta

Pausa não precisa significar perder uma tarde inteira.

Pode ser:

  • levantar;
  • beber água;
  • andar;
  • almoçar sem notebook;
  • ficar alguns minutos longe da tela;
  • respirar;
  • tomar café.

O erro é acreditar que trabalhar quatro horas seguidas sem levantar necessariamente produzirá mais.

Seu corpo também participa da produtividade.

14. Tenha um horário aproximado para encerrar

Isso é especialmente importante para quem trabalha de casa ou empreende.

Quando não existe uma fronteira clara, sempre há “só mais uma coisinha”.

Você termina às 18h.

Às 19h responde alguém.

Às 20h abre o notebook.

Às 22h lembra de algo.

A empresa passa a ocupar todos os espaços.

Tente criar um ritual de encerramento:

  • revisar o que foi feito;
  • anotar pendências;
  • definir prioridades de amanhã;
  • fechar ferramentas;
  • encerrar.

Se você trabalha remotamente, recomendo também nosso artigo Como tornar o home office produtivo.

15. Não tente equilibrar tudo perfeitamente todos os dias

Essa foi uma das ideias que explorei também em Um dia real na rotina de uma mãe, esposa e CEO.

Talvez segunda-feira seja muito focada no trabalho.

Na terça exista um compromisso familiar.

Quarta você consiga treinar.

Sexta tenha menos reuniões.

No sábado a família ocupe praticamente todo o dia.

Isso não significa falta de equilíbrio.

Equilíbrio pode ser observado ao longo da semana, não necessariamente em cada período de 24 horas.

Uma divisão hipotética poderia ser assim:

Não use esses números como meta.

Use a lógica.

Se em determinado dia o trabalho precisou de 70% da sua energia, talvez outro possa ter mais espaço para família e descanso.

16. Use tecnologia para reduzir trabalho repetitivo

Em 2026, existem inúmeras ferramentas capazes de ajudar na organização.

Calendários digitais podem lembrar compromissos.

Gerenciadores de tarefas ajudam a acompanhar projetos.

Automação pode eliminar trabalhos manuais.

Inteligência artificial pode ajudar em brainstorming, resumos, organização de informações, criação de rascunhos e diversas tarefas administrativas.

Mas existe uma regra: ferramenta só é útil quando simplifica.

Se você precisa alimentar seis aplicativos diferentes para organizar sua rotina, talvez tenha criado mais trabalho.

Comece simples.

Um calendário.

Uma lista de tarefas.

Uma ferramenta de trabalho.

E evolua quando houver necessidade.

17. Use a regra das três prioridades

Se você quiser sair deste artigo aplicando apenas uma estratégia, experimente esta.

Todos os dias escolha:

3 coisas que realmente importam.

Pode ser:

  1. finalizar uma apresentação;
  2. fazer exercício;
  3. resolver uma pendência familiar.

Se conseguir realizar outras coisas, ótimo.

Mas aquelas três são sua referência.

Isso evita uma sensação comum:

fazer 14 tarefas pequenas e terminar o dia frustrada porque a única importante ficou pendente.

18. Tenha uma rotina para dias ruins

Isso é pouco discutido.

Todo planejamento parece feito para a versão perfeita de você.

Aquela que dormiu bem.

Está motivada.

Não teve imprevisto.

Os filhos estão bem.

Nenhum cliente apareceu com urgência.

Só que alguns dias simplesmente não serão assim.

Por isso, crie sua rotina mínima para dias difíceis.

Pergunte: Qual é o mínimo que preciso fazer para o dia continuar funcionando?

Talvez seja:

  • responder apenas urgências;
  • fazer uma tarefa essencial;
  • adiar reuniões não importantes;
  • comer corretamente;
  • descansar;
  • reorganizar amanhã.

Você não precisa transformar um dia difícil em uma maratona de recuperação.

19. Pare de medir produtividade pela culpa

Você pode terminar o dia e pensar: “Eu deveria ter feito mais.”

Mesmo tendo trabalhado.

Cuidado da casa.

Resolvido problemas.

Atendido sua família.

Feito decisões.

Organizado coisas.

Essa sensação de nunca ser suficiente transforma produtividade em punição.

Experimente fazer uma revisão diferente:

O que eu consegui fazer hoje?

O que realmente ficou pendente?

Isso precisa acontecer amanhã?

Posso delegar?

Posso eliminar?

Essa abordagem gera informação.

Culpa apenas gera peso.

20. Faça uma revisão semanal de 15 minutos

No final da semana, pare alguns minutos.

Pergunte:

O que funcionou?

O que me deixou sobrecarregada?

Que tarefa ocupou tempo demais?

O que posso delegar?

Quais compromissos da próxima semana exigem preparação?

Onde preciso criar espaço?

Uma boa rotina não nasce pronta.

Ela é ajustada.

Talvez uma reunião precise mudar de horário.

Talvez você descubra que rende melhor pela manhã.

Ou perceba que está aceitando compromissos demais.

Esses pequenos ajustes, repetidos ao longo do tempo, podem transformar completamente uma agenda.

Uma rotina produtiva possível

Imagine uma mulher que trabalha das 8h às 18h.

Uma rotina possível poderia ter:

Antes do trabalho: rotina pessoal e familiar.

Início da manhã: tarefa profissional mais importante.

Meio da manhã: comunicação.

Antes do almoço: atividades operacionais.

Almoço: pausa real.

Início da tarde: reuniões.

Meio da tarde: segundo bloco de execução.

Final do expediente: mensagens, revisão e planejamento do dia seguinte.

Noite: família, atividade pessoal e descanso.

Isso não é uma receita.

Uma mãe com criança pequena terá uma realidade.

Uma empresária terá outra.

Uma profissional CLT terá outra.

Uma estudante terá outra.

Uma mulher que trabalha em turnos terá uma completamente diferente.

Sua rotina precisa funcionar para a sua vida, e não para ficar bonita em um vídeo de 30 segundos.

Produtividade também significa saber o que você quer construir

Existe um ponto maior por trás de toda essa conversa.

Por que queremos ser mais produtivas?

Para colocar ainda mais trabalho na agenda?

Ou para conseguir construir uma vida melhor?

Produtividade deveria criar espaço.

Para crescer profissionalmente.

Para empreender.

Para cuidar da família.

Para melhorar a renda.

Para ter saúde.

Para viajar.

Para descansar.

Para viver.

Se o seu objetivo envolve começar um negócio ou construir uma nova fonte de renda, leia também Como começar no digital do zero e fazer sua primeira venda e Como ganhar dinheiro na internet em 2026: 15 formas reais para começar.

Organização faz ainda mais sentido quando sabemos para onde queremos direcionar o tempo que conseguimos recuperar.

Conclusão: você não precisa dar conta de tudo para ser produtiva

Uma rotina produtiva para mulheres ocupadas não é aquela em que todas as horas estão preenchidas.

É uma rotina em que existe clareza.

Você sabe o que importa.

O que pode esperar.

O que pode ser delegado.

O que precisa ser eliminado.

E quando é hora de parar.

Existirão semanas organizadas.

Outras completamente caóticas.

Dias extremamente produtivos.

E aqueles em que conseguir fazer o essencial já será uma vitória.

Isso faz parte da vida real.

Você não precisa acordar às 5h.

Não precisa copiar a rotina de uma influenciadora.

Não precisa transformar cada minuto livre em produtividade.

E, principalmente, não precisa acreditar que descansar significa estar ficando para trás.

Organize sua agenda para que ela trabalhe a favor da vida que você quer construir, e não para que sua vida inteira passe a existir em função da agenda.

No final, produtividade não é conseguir fazer tudo.

É conseguir fazer o que realmente importa — sem esquecer de você no processo. 💜

Qual dessas mudanças faria mais diferença na sua rotina hoje? Escolha apenas uma e teste durante os próximos sete dias. Você não precisa reorganizar sua vida inteira de uma vez. 💜

12/09/2026 1 comentário
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E-commerce e Vendas OnlineMarketing Digital

Como ganhar dinheiro na internet em 2026: 15 formas reais para começar

por Thais Cristina 12/09/2026
escrito por Thais Cristina
Como Ganhar Dinheiro Online em 2026: 15 Ideias que Você Pode Começar Hoje

Ganhar dinheiro pela internet deixou de ser algo reservado para influenciadores, programadores ou pessoas que já possuem milhares de seguidores. Em 2026, existem diferentes maneiras de transformar conhecimento, habilidades, audiência, produtos ou serviços em renda online.

Mas existe uma diferença importante entre possibilidade e promessa.

Você provavelmente já encontrou vídeos prometendo “R$ 500 por dia trabalhando duas horas” ou métodos supostamente secretos para ficar rica rapidamente. A realidade costuma ser bem menos glamourosa: ganhar dinheiro na internet é possível, mas normalmente exige trabalho, aprendizado, consistência e uma estratégia.

A boa notícia é que você não precisa começar sabendo tudo.

É possível prestar um serviço que você já sabe fazer, divulgar produtos de outras pessoas, criar conteúdo, vender produtos físicos, produzir um e-book ou até transformar uma habilidade profissional em consultoria.

Neste guia, separei 15 formas reais de ganhar dinheiro na internet em 2026, incluindo alternativas para quem possui pouco dinheiro para começar. 💰

Se você ainda está entrando nesse universo, recomendo também meu conteúdo sobre Primeiros Passos no Marketing Digital.

É realmente possível ganhar dinheiro na internet em 2026?

Sim.

Mas “ganhar dinheiro na internet” é uma expressão muito ampla.

A internet é apenas o meio pelo qual uma atividade econômica acontece.

Quando alguém trabalha como social media remotamente, existe um cliente pagando por um serviço. Quando uma afiliada recebe comissão, houve uma venda. Quando uma loja virtual ganha dinheiro, existem consumidores comprando produtos. Quando um criador monetiza seu canal, existe um modelo de publicidade, assinatura, parceria ou venda por trás.

Essa visão ajuda a eliminar a ideia de dinheiro fácil.

Em vez de perguntar: “Qual site paga dinheiro?”

Uma pergunta melhor seria: “Que valor eu consigo entregar para alguém usando a internet?”

A partir daí, aparecem muito mais possibilidades.

1. Trabalhar como afiliada

Marketing de afiliados é uma das portas de entrada mais conhecidas.

Nesse modelo, você divulga um produto de outra pessoa ou empresa e recebe uma comissão quando uma venda elegível acontece por meio do seu link.

Na Hotmart, por exemplo, é possível encontrar produtos disponíveis para afiliação, analisar informações como percentual de comissão e regras do programa e solicitar participação. Depois de aprovada, a afiliada recebe links específicos para divulgação.

Você pode produzir conteúdo sobre:

  • beleza;
  • maternidade;
  • organização;
  • finanças;
  • carreira;
  • moda;
  • tecnologia;
  • educação;
  • casa;
  • empreendedorismo.

O segredo não é simplesmente espalhar links.

É criar conteúdo que ajude alguém a tomar uma decisão de compra.

2. Criar um perfil de achadinhos

Essa estratégia cresceu bastante com vídeos curtos.

Você cria um perfil especializado em descobrir produtos interessantes e produz conteúdos mostrando utilidade, preço, benefício ou demonstração.

Pode trabalhar com decoração, cozinha, beleza, maternidade, moda, eletrônicos e praticamente qualquer outro nicho.

O ponto importante é construir uma linha editorial, em vez de simplesmente publicar dezenas de produtos aleatórios.

Um perfil chamado “Achadinhos para Apartamento Pequeno”, por exemplo, tem um posicionamento muito mais claro do que um perfil que divulga qualquer promoção encontrada na internet.

Você pode monetizar através de programas de afiliados disponíveis para o seu perfil e região, sempre respeitando as regras de cada plataforma e identificando publicidade quando necessário.

3. Prestar serviços de social media

Se você sabe utilizar Instagram, Canva, CapCut ou ferramentas semelhantes, pode transformar essa habilidade em serviço.

Pequenas empresas precisam de ajuda para:

  • criar posts;
  • planejar conteúdos;
  • editar vídeos;
  • escrever legendas;
  • organizar calendários;
  • publicar Stories;
  • acompanhar resultados.

Você não precisa começar atendendo dez empresas.

Um cliente já é o começo de um negócio.

Monte um pequeno portfólio, escolha um segmento e procure empresas que claramente precisam melhorar a presença digital.

Em vez de mandar apenas “faço social media, tem interesse?”, mostre uma oportunidade concreta.

Isso muda completamente a abordagem comercial.

4. Trabalhar como designer utilizando Canva

Você não precisa necessariamente ser designer formada para comercializar determinados materiais simples — desde que seja transparente sobre aquilo que oferece e respeite licenças e direitos autorais.

É possível produzir: posts para redes sociais, apresentações, e-books, cardápios, catálogos, materiais comerciais, convites e peças digitais.

Comece criando alguns exemplos fictícios para montar seu portfólio.

Depois, procure pequenos negócios.

Salões, lojas, restaurantes, profissionais liberais e prestadores de serviços frequentemente precisam de materiais visuais.

O importante é não vender somente “uma arte”.

Venda a solução: “Vou criar um kit com 10 conteúdos para sua empresa ter duas semanas de Instagram organizado.”

Percebe a diferença?

5. Trabalhar com edição de vídeos

Vídeo continua sendo uma enorme oportunidade.

Empresas, influenciadores, profissionais e marcas precisam transformar gravações em conteúdos para Reels, Shorts, TikTok e anúncios.

Você pode começar aprendendo ferramentas acessíveis e criar um portfólio.

Uma estratégia interessante é oferecer pacotes.

Por exemplo:

  • 4 vídeos mensais
  • 8 vídeos mensais
  • 12 vídeos mensais

Conforme sua experiência aumenta, você pode trabalhar também com roteiros, cortes, legendas, thumbnails e planejamento de conteúdo.

Assim, um serviço relativamente simples pode evoluir para uma pequena operação.

6. Criar e vender um e-book 📚

Você sabe fazer algo que outras pessoas querem aprender?

Isso pode virar um produto digital.

Um e-book não precisa ter 300 páginas.

Ele precisa resolver um problema específico.

Imagine:

“30 marmitas para congelar”

“Guia para organizar as finanças da casa”

“50 ideias de conteúdo para manicures”

“Como montar sua primeira loja virtual”

Quanto mais específico o problema, mais fácil comunicar o benefício.

Só tome cuidado com uma armadilha: não produza primeiro para tentar descobrir quem vai comprar depois.

Pesquise a demanda antes.

Converse com pessoas.

Produza conteúdo sobre o assunto.

Observe dúvidas.

Depois desenvolva o material.

7. Criar cursos online

O próximo passo depois de um e-book pode ser um curso.

Mas não pense que você precisa criar 80 aulas e construir uma superprodução.

Um bom produto digital pode ser focado em uma transformação bastante específica.

Se você domina fotografia de produtos, por exemplo, poderia ensinar pequenos lojistas a produzirem fotos melhores usando o celular.

Uma profissional de confeitaria poderia ensinar uma técnica específica.

Uma especialista em marketing poderia ensinar planejamento de conteúdo.

O que você está vendendo não são simplesmente vídeos.

É conhecimento organizado para ajudar alguém a chegar de A até B.

8. Oferecer consultorias online

Essa é uma das formas que considero mais interessantes para quem já possui experiência profissional.

Em vez de construir um curso, você vende seu tempo + conhecimento + análise personalizada.

Consultorias podem existir em áreas como:

  • marketing;
  • gestão;
  • RH;
  • carreira;
  • imagem;
  • organização;
  • finanças empresariais;
  • e-commerce;
  • vendas;
  • design;
  • tecnologia.

Naturalmente, atividades regulamentadas precisam respeitar as exigências profissionais e legais correspondentes.

A grande vantagem é que você não precisa de uma audiência gigantesca.

Precisa de credibilidade e pessoas com um problema que você saiba resolver.

9. Criar conteúdo para YouTube

Sim, ainda existe dinheiro no YouTube em 2026.

E não apenas por publicidade.

Criadores elegíveis podem monetizar por anúncios, YouTube Premium, Shopping e outros recursos oferecidos dentro do Programa de Parcerias.

No Brasil, o programa expandido também está disponível. Alguns recursos podem ser acessados a partir de 500 inscritos, três uploads públicos válidos nos últimos 90 dias e determinados requisitos de visualização; para a divisão de receita publicitária completa vigente em 2026, os critérios incluem 1.000 inscritos e 4.000 horas públicas qualificadas nos últimos 12 meses ou 10 milhões de visualizações qualificadas de Shorts nos últimos 90 dias.

Mas não crie um canal pensando somente no AdSense.

Um canal também pode gerar:

  • patrocínios;
  • clientes;
  • afiliados;
  • venda de produtos;
  • consultorias;
  • autoridade profissional.

10. Criar um blog e monetizar

Sim, você está lendo exatamente uma estratégia que pode se transformar em negócio. 😄

Um blog pode gerar receita por diferentes caminhos:

  • publicidade;
  • afiliados;
  • conteúdo patrocinado;
  • produtos próprios;
  • serviços;
  • captação de leads.

A diferença é que blog normalmente é uma estratégia de médio e longo prazo.

Você precisa criar conteúdos úteis, trabalhar SEO e construir autoridade.

Um bom artigo pode continuar recebendo visitas meses ou anos depois de publicado, embora posições no Google nunca sejam garantidas.

Aqui no Dia de CEO, por exemplo, conteúdos relacionados a empreendedorismo, carreira, marketing e negócios podem se conectar entre si e criar uma verdadeira biblioteca de conhecimento.

11. Vender produtos em uma loja virtual 🛍️

Outra possibilidade é criar seu próprio e-commerce.

Você pode vender:

  • roupas;
  • acessórios;
  • cosméticos;
  • decoração;
  • papelaria;
  • produtos infantis;
  • calçados;
  • alimentos, quando atendidas as exigências aplicáveis;
  • produtos personalizados.

Mas existe uma diferença importante entre abrir uma loja virtual e construir um negócio de e-commerce.

Você precisa pensar em estoque, margem, fornecedores, pagamentos, frete, atendimento, marketing, aquisição de clientes e experiência de compra.

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E aparência também importa. Se pretende seguir por esse caminho, veja o artigo A Aparência da Sua Loja Virtual Está Afastando Clientes?.

12. Vender em marketplaces

Você não precisa necessariamente criar um site próprio no primeiro dia.

Marketplaces podem ser uma porta de entrada porque já possuem consumidores utilizando suas plataformas.

O modelo, entretanto, envolve regras, comissões, concorrência e dependência do marketplace.

Por isso, faça as contas antes de definir preços.

Um produto vendido por R$ 100 não significa R$ 100 de lucro.

Existem:

  • custo do produto;
  • comissões;
  • tributos;
  • embalagem;
  • logística;
  • eventuais custos de publicidade;
  • devoluções;
  • custos operacionais.

Faturamento e lucro são coisas completamente diferentes.

13. Trabalhar como freelancer

Talvez você já possua uma habilidade vendável e ainda não tenha percebido.

Algumas possibilidades são: redação, tradução, revisão, programação, design, edição, fotografia, criação de apresentações, gestão de anúncios, suporte, atendimento, copywriting e desenvolvimento de sites.

Uma das melhores maneiras de começar é escolher uma habilidade + um público + um problema.

Em vez de:

“Faço redação.”

Experimente:

“Produzo artigos de blog otimizados para empresas de decoração.”

O segundo posicionamento comunica muito melhor quem você atende.

14. Criar conteúdo UGC

UGC significa User Generated Content.

Na prática comercial, marcas podem contratar criadores para produzir vídeos e fotos com aparência mais natural, demonstrando produtos ou serviços.

E aqui está uma informação importante: você não precisa necessariamente ser uma grande influenciadora.

Em uma contratação de UGC, a empresa pode estar interessada principalmente na sua capacidade de produzir o conteúdo, e não somente no tamanho da sua audiência.

Você pode criar vídeos como:

  • unboxing;
  • demonstração;
  • tutorial;
  • antes e depois;
  • depoimento;
  • rotina utilizando o produto.

Sempre respeitando as regras de publicidade e deixando relações comerciais transparentes quando o conteúdo for publicado como publicidade.

15. Usar inteligência artificial para prestar serviços 🤖

Em 2026, IA não precisa ser o negócio.

Ela pode ser uma ferramenta dentro do negócio.

Você pode utilizá-la para acelerar pesquisa, brainstorming, organização, roteiros, análise de informações, atendimento e diversas etapas de produção.

Mas existe um detalhe importante: não venda simplesmente o resultado bruto produzido por uma IA.

Seu valor continua estando no repertório, revisão, estratégia e conhecimento.

Uma pessoa pode pedir a uma IA para escrever uma legenda.

Mas uma profissional de marketing sabe analisar:

  • qual é o objetivo;
  • quem é o público;
  • qual é a oferta;
  • qual tom utilizar;
  • qual CTA faz sentido;
  • como aquele conteúdo entra na estratégia.

A ferramenta aumenta produtividade. O conhecimento humano continua sendo o diferencial.

Qual dessas formas é melhor para começar?

Depende principalmente de três recursos: dinheiro, conhecimento e tempo.

Para visualizar melhor, podemos comparar algumas opções de maneira qualitativa e ilustrativa — não são dados de rendimento ou promessa de ganhos:

Facilidade relativa para começar

Quanto maior a pontuação, menor tende a ser a barreira inicial de estrutura.

Quem possui pouco dinheiro, mas já tem alguma habilidade profissional pode começar prestando serviços.

Quem tem conhecimento especializado pode considerar consultorias ou produtos digitais.

Quem gosta de comunicação pode explorar conteúdo, UGC, YouTube e afiliados.

Quem possui capital e interesse em comércio pode estudar e-commerce e marketplaces.

Quanto dá para ganhar pela internet?

Essa talvez seja a pergunta mais pesquisada — e uma das mais difíceis de responder com responsabilidade.

Pode ser R$ 100 de renda extra ou uma empresa que fatura milhões.

Não existe salário fixo da “internet”.

O YouTube, inclusive, deixa claro que seu contrato de parceria não oferece garantia de quanto um criador receberá ou mesmo se receberá determinado valor, pois a receita depende de diversos fatores.

O mesmo raciocínio deve ser aplicado às demais alternativas.

Desconfie de qualquer promessa como:

❌ “Ganhe R$ 10 mil no primeiro mês.”

❌ “Método garantido.”

❌ “Copie e cole e receba dinheiro.”

❌ “Renda automática sem trabalhar.”

Negócios legítimos possuem risco, custos, aprendizado e variabilidade.

Preciso investir dinheiro para começar?

Em algumas opções, muito pouco.

Se você já possui computador, celular e internet, pode começar oferecendo um serviço praticamente com a estrutura que possui.

Já uma loja virtual com estoque exige mais capital.

O erro é acreditar que investimento zero significa esforço zero.

Quando você não coloca muito capital, normalmente precisará compensar com: tempo + aprendizado + prospecção + produção.

E o tráfego pago?

Pode acelerar a aquisição de clientes, mas eu não começaria colocando dinheiro em anúncios sem entender oferta, público e margem.

Inclusive, publiquei um guia completo respondendo justamente à pergunta: tráfego pago vale a pena para pequenas empresas?

A lógica é simples: primeiro construa algo que faça sentido vender; depois pense em acelerar a distribuição.

Tráfego pago compra alcance e oportunidades. Não compra lucro garantido.

Como escolher uma ideia para começar ainda em 2026?

Se eu estivesse começando hoje, responderia quatro perguntas:

1. O que eu já sei fazer?

Liste suas habilidades profissionais e pessoais.

2. Qual problema consigo resolver?

As pessoas pagam muito mais facilmente por solução do que por “uma ideia legal”.

3. Quem possui esse problema?

Defina um público.

4. Como posso vender uma versão simples dessa solução?

Não comece tentando construir uma empresa enorme.

Comece tentando conquistar o primeiro cliente.

Um plano simples para os próximos 30 dias 🚀

Na primeira semana, escolha uma das 15 possibilidades e estude o mercado.

Na segunda, crie uma oferta.

Na terceira, prepare seu portfólio, perfil, conteúdo ou página.

Na quarta, comece a divulgar e prospectar.

O objetivo inicial não precisa ser ganhar R$ 10 mil.

Pode ser conseguir a primeira venda.

Depois: primeira venda → primeiros clientes → validação → melhoria → recorrência → escala.

É uma construção.

Não tente começar cinco negócios ao mesmo tempo

Esse talvez seja o conselho mais importante deste artigo.

Depois de descobrir tantas possibilidades, dá vontade de criar:

  • um canal;
  • um blog;
  • uma loja;
  • um e-book;
  • um perfil de afiliados;
  • e ainda prestar serviços.

Tudo na segunda-feira. 😂

Não faça isso.

Escolha uma oportunidade.

Teste.

Aprenda.

Analise.

Quando encontrar sinais de que existe demanda, aprofunde.

A internet facilita começar, mas essa facilidade também cria distração.

Conclusão: qual é a melhor forma de ganhar dinheiro na internet em 2026?

Não existe uma única resposta.

Para algumas pessoas, será prestar serviços.

Para outras, vender produtos.

Talvez seja criar conteúdo, trabalhar como afiliada, desenvolver um produto digital ou transformar anos de experiência profissional em consultoria.

O mais importante é entender que a internet não é uma máquina automática de gerar dinheiro.

Ela é uma infraestrutura gigantesca que conecta pessoas, empresas, conhecimento, produtos e serviços.

Quando você encontra algo útil para oferecer e aprende a conectar essa solução às pessoas certas, surge uma oportunidade de negócio.

Então, se você quer começar, minha recomendação é simples: não espere encontrar a ideia perfeita.

Escolha uma possibilidade viável.

Comece pequena.

Faça a primeira venda.

Aprenda com ela.

Melhore.

E continue.

Porque quase todo negócio digital que hoje parece grande começou exatamente assim: com alguém tentando conquistar o primeiro cliente. 💜

Qual dessas 15 formas você começaria hoje? Salve este guia e escolha uma para colocar em prática nos próximos 30 dias.

12/09/2026 0 comentários
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SOBRE MIM

SOBRE MIM

Thaís Cristina

31 anos, canceriana, mãe, esposa e mais mil coisas. CEO e cofundadora da DevRocket, uma agência especializada em marketing, tecnologia e soluções para e-commerce, tenho formação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e MBA em Marketing Digital, unindo visão estratégica, experiência prática e olhar empreendedor para ajudar negócios a crescerem no digital.

À frente do blog Dia de CEO, compartilho aqui, conteúdos sobre marketing, estratégia, vendas, gestão e bastidores reais do empreendedorismo, com uma linguagem simples, direta e aplicada à rotina de quem vive os desafios de empreender todos os dias.

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