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Como Encantar Clientes: 15 Atitudes Simples que Fazem Sua Empresa Ser Lembrada

por Thais Cristina 15/09/2026
escrito por Thais Cristina
Como Encantar Clientes e Fazer Sua Empresa Ser Lembrada: 15 Dicas Práticas

Conseguir uma venda é importante. Ser lembrada depois dela é ainda melhor. 💜

Pense nas empresas das quais você realmente gosta de comprar. Provavelmente não é apenas o preço que faz você voltar.

Talvez o atendimento seja rápido. A embalagem chega impecável. A empresa resolve problemas sem transformar tudo em burocracia. Alguém chama você pelo nome. O pedido chega acompanhado de um bilhete. Ou simplesmente existe aquela sensação de que a marca realmente se preocupa com a experiência.

Isso é encantamento do cliente.

E não estamos falando de enviar presentes caros ou criar experiências mirabolantes. Muitas vezes, os detalhes mais simples são justamente aqueles que fazem uma empresa ser lembrada.

O Sebrae trata o atendimento de qualidade como um diferencial competitivo capaz de contribuir para satisfação, fidelização e construção de relacionamentos duradouros. Também destaca comunicação, empatia, escuta e resolução de problemas entre as práticas importantes para melhorar a experiência.

Por isso, neste artigo você vai conhecer 15 atitudes simples para encantar clientes, independentemente de ter uma loja virtual, empresa de serviços, negócio físico ou pequena empresa.

O que significa encantar um cliente?

Encantar não é simplesmente atender bem.

Atender bem deveria ser o básico.

Imagine que você comprou um produto, recebeu exatamente aquilo que pediu, dentro do prazo informado e sem nenhum problema.

Você ficou satisfeita.

Agora imagine que, além disso, recebeu uma comunicação clara durante todo o processo, uma embalagem cuidadosamente preparada, uma mensagem personalizada e, alguns dias depois, a empresa perguntou se estava tudo certo.

A experiência ganhou outra dimensão.

Encantamento acontece quando a experiência deixa uma percepção positiva suficientemente forte para a empresa ser lembrada.

Pode acontecer antes, durante ou depois da compra.

E existe um ponto importante: encantar não significa necessariamente superar expectativas em absolutamente tudo.

Uma empresa que tenta surpreender com brindes, mas atrasa pedidos e não responde clientes, está começando pelo lugar errado.

Primeiro vem a excelência no básico.

Depois vêm os detalhes.

Experiência do cliente influencia a próxima compra

Uma boa experiência não serve apenas para deixar alguém feliz.

Ela pode influenciar comportamento futuro.

Dados apresentados pela Salesforce apontam que 88% dos clientes pesquisados dizem que um bom atendimento aumenta a probabilidade de comprarem novamente, enquanto 75% afirmam já ter recomendado uma empresa com base em um excelente atendimento.

Isso ajuda a explicar por que experiência, fidelização e vendas estão tão conectadas.

Um cliente encantado pode:

  • comprar novamente;
  • indicar sua empresa;
  • deixar uma avaliação;
  • publicar sobre a experiência;
  • acompanhar sua marca;
  • preferir você em vez de um concorrente.

Inclusive, se o seu objetivo é trabalhar especificamente a recompra, veja também nosso artigo Como Fidelizar Clientes e Fazer Quem Comprou Uma Vez Comprar Novamente.

Agora vamos às atitudes práticas.

1. Chame o cliente pelo nome

Começaremos pelo mais simples.

Use o nome da pessoa.

Compare: “Olá! Em que posso ajudar?”

com: “Oi, Ana! Tudo bem? 💜 Como posso te ajudar?”

A diferença parece pequena, mas a segunda comunicação soa muito mais pessoal.

Isso vale para WhatsApp, e-mail, atendimento presencial e até pós-venda.

Só existe um cuidado: personalização precisa parecer natural.

Não adianta colocar o nome automaticamente em todas as frases.

“Oi Ana. Temos uma promoção para você, Ana. Aproveite agora, Ana.” 😂

Aí já fica estranho.

O objetivo é mostrar que existe uma pessoa conversando com outra pessoa.

2. Escute antes de tentar vender

Um dos maiores erros no atendimento é tentar encaixar o cliente imediatamente naquilo que a empresa quer vender.

A pessoa começa: “Estou procurando uma solução para…”

E antes de terminar: “TEMOS ESSE PACOTE POR R$ 999!”

Calma. 😅

Primeiro descubra:

O que ela precisa?

Qual problema quer resolver?

O que já tentou?

Existe alguma limitação?

Qual resultado espera?

Escuta ativa melhora o atendimento porque permite recomendar algo que realmente faça sentido.

O Sebrae também coloca a identificação das necessidades do consumidor e a comunicação humanizada entre os elementos capazes de fortalecer relacionamento e fidelização.

3. Responda com agilidade

Não existe uma quantidade universal de minutos que determine um atendimento perfeito.

Mas existe uma regra simples: não deixe o cliente sem saber se será atendido.

Se sua equipe não consegue responder imediatamente, uma mensagem de confirmação já ajuda: “Oi, recebemos sua mensagem! 💜 Nossa equipe está em atendimento e retornaremos assim que possível.”

Melhor ainda se você conseguir informar uma expectativa realista.

Rapidez não significa responder qualquer coisa apenas para diminuir o tempo do atendimento.

O objetivo é combinar agilidade + qualidade.

4. Cumpra aquilo que prometeu

Quer encantar clientes?

Antes de pensar em surpreendê-los, não os decepcione.

Prometeu retorno até às 15h?

Retorne.

Prometeu postagem na terça?

Faça o possível para postar.

O serviço inclui determinada entrega?

Entregue.

Não vai conseguir cumprir?

Avise antes.

Confiança é construída em pequenas promessas.

Uma empresa que cumpre consistentemente aquilo que diz transmite segurança.

E segurança também faz parte de uma boa experiência.

5. Avise antes que o cliente precise perguntar

Essa atitude é poderosa.

Imagine que um pedido vai atrasar.

Existem duas possibilidades.

Na primeira, a empresa não fala nada. O cliente percebe o atraso, procura atendimento, espera, explica o problema e finalmente recebe uma resposta.

Na segunda, a empresa identifica o problema e entra em contato: “Oi, Ana! Identificamos um atraso na transportadora e seu pedido pode chegar um dia depois do previsto. Estamos acompanhando por aqui e te manteremos informada.”

O problema continua existindo.

Mas a experiência é completamente diferente.

Proatividade demonstra cuidado.

Não espere o cliente descobrir sozinho todos os problemas.

6. Personalize quando fizer sentido

Personalização não precisa exigir uma estrutura tecnológica gigantesca.

Pode começar simplesmente registrando informações relevantes.

Se você possui uma loja de roupas e sabe que determinada cliente costuma comprar vestidos, pode avisá-la quando chegar uma coleção relacionada.

Se vende produtos de reposição, pode lembrar do momento provável da recompra.

Se trabalha com serviços, pode conhecer o histórico daquele cliente antes de iniciar o atendimento.

A Salesforce aponta uma evolução interessante: em seu relatório atual sobre clientes conectados, 73% dos pesquisados afirmam que as empresas os tratam como indivíduos, e não apenas como números, ante 39% em 2023. Ao mesmo tempo, 71% dizem estar mais cautelosos com suas informações pessoais.

Portanto: personalize com responsabilidade.

Use dados de maneira transparente, segura e respeitando consentimentos e preferências.

7. Capriche nos pequenos detalhes

Um detalhe custa pouco.

Mas pode ser lembrado por muito tempo.

Pode ser:

  • um bilhete;
  • uma embalagem bonita;
  • uma mensagem;
  • uma amostra;
  • um cuidado especial;
  • uma recomendação personalizada;
  • uma orientação que o cliente nem sabia que precisava.

O próprio Sebrae destaca que atenção aos detalhes, empatia, iniciativa, cortesia e comunicação podem ajudar a transformar o atendimento em uma experiência memorável.

O segredo é perguntar: “Existe algum detalhe simples que poderia tornar essa experiência melhor?”

Às vezes a resposta custa R$ 0.

8. Facilite a vida do cliente

Encantamento não precisa ser algo emocionante.

Pode ser simplesmente: facilidade.

Imagine uma loja virtual em que você encontra rapidamente o produto, entende as informações, calcula o frete, escolhe o pagamento e finaliza a compra sem dificuldade.

Talvez você não mande mensagem para suas amigas dizendo: “Gente, vocês não vão acreditar! O botão de comprar FUNCIONOU! 😍” 😂

Mas aquela facilidade contribuiu para uma experiência positiva.

Por isso, analise a jornada inteira.

Seu site é fácil de usar?

As informações estão claras?

O WhatsApp funciona?

O checkout é simples?

A política de troca é compreensível?

O cliente encontra ajuda?

Se possui uma loja online, vale conferir também A Aparência da Sua Loja Virtual Está Afastando Clientes?.

Experiência não é apenas atendimento.

Tudo comunica.

9. Resolva problemas sem criar outro problema

Talvez o maior teste de uma empresa não aconteça quando tudo funciona.

Aconteça quando algo dá errado.

Produto errado.

Atraso.

Cobrança.

Falha.

Defeito.

Erro da equipe.

O cliente já chega frustrado.

Nesse momento, sua empresa pode fazer duas coisas:

facilitar a solução;

ou adicionar uma segunda camada de frustração.

Evite transferir o cliente de pessoa para pessoa.

Não obrigue alguém a contar a mesma história cinco vezes.

Não comece tentando descobrir de quem é a culpa.

Primeiro entenda.

Depois resolva.

O Sebrae inclusive destaca que reclamações podem ser utilizadas como oportunidade para melhorar atendimento e processos.

Um erro não precisa necessariamente destruir o relacionamento.

A maneira como sua empresa reage pode fazer toda a diferença.

10. Faça um pós-venda humanizado

Pedido entregue.

Venda encerrada?

Não necessariamente.

Experimente enviar alguns dias depois: “Oi, Ana! Passando para saber se seu pedido chegou certinho e se você gostou. 💜 Se precisar de qualquer ajuda, estamos por aqui.”

Não comece oferecendo outro produto.

Primeiro pergunte sobre a experiência.

Para empresas de serviços, o pós-venda pode verificar se o cliente está conseguindo utilizar aquilo que recebeu ou se o resultado ficou dentro das expectativas.

O Sebrae ressalta que a experiência do cliente começa antes da compra e continua depois dela; analisar essa jornada pode contribuir para fidelização e vendas recorrentes.

Esse contato ainda pode revelar problemas que o cliente talvez nem fosse reclamar.

11. Dê algo útil, não apenas um desconto

Quando pensamos em agradar clientes, muitas vezes a primeira ideia é: CUPOM!

Desconto pode funcionar.

Mas não é a única maneira.

Você pode entregar:

  • um guia;
  • um tutorial;
  • uma consultoria rápida;
  • uma dica personalizada;
  • conteúdo exclusivo;
  • frete;
  • acesso antecipado;
  • uma amostra;
  • um material complementar.

Uma empresa de marketing, por exemplo, pode enviar um checklist.

Uma loja de cosméticos pode ensinar como utilizar corretamente o produto.

Uma loja de decoração pode enviar dicas de composição.

Isso também explica por que conteúdo é tão interessante para relacionamento.

No artigo Como Aumentar o Tráfego Orgânico do Seu Site, Blog ou Loja Virtual, mostramos como conteúdos úteis também podem ajudar sua empresa a ser encontrada no Google.

Ou seja, um bom conteúdo pode servir tanto para atrair quanto para encantar.

12. Surpreenda em momentos inesperados

Surpresa funciona melhor quando realmente é surpresa.

Imagine uma cliente que realizou várias compras durante o ano.

Na próxima: “Percebemos que você já está conosco há um tempinho e queríamos agradecer. 💜 Enviamos um mimo no seu pedido.”

Não precisa ser algo caro.

O valor emocional pode ser maior do que o financeiro.

Também pode acontecer em aniversários, aniversário da primeira compra, lançamento antecipado ou algum momento importante do relacionamento.

O cuidado aqui é não transformar toda surpresa em uma obrigação permanente.

Se o cliente recebe o mesmo “presente surpresa” em todos os pedidos, depois da décima compra deixou de ser surpresa.

13. Treine toda a equipe para encantar

Não adianta a dona da empresa oferecer um atendimento maravilhoso se o restante da equipe não possui o mesmo padrão.

Experiência precisa fazer parte da cultura.

Defina:

  • como responder;
  • qual linguagem utilizar;
  • como lidar com reclamações;
  • quando oferecer solução;
  • quando escalar um problema;
  • quais informações precisam ser registradas;
  • qual autonomia cada pessoa possui.

Isso não significa transformar funcionários em robôs que repetem frases prontas.

Significa estabelecer um padrão mínimo de qualidade.

O Sebrae recomenda justamente construir uma cultura de valorização da experiência e capacitar os colaboradores para que boas práticas sejam compartilhadas pelo time.

A experiência precisa continuar boa mesmo quando você não está presente.

14. Peça feedback — e faça alguma coisa com ele

Quer saber como encantar seus clientes?

Pergunte para eles.

Pode ser uma pesquisa curta:

“O que você mais gostou?”

“O que poderíamos melhorar?”

“De 0 a 10, quanto recomendaria nossa empresa?”

“Encontrou alguma dificuldade?”

“Sentiu falta de alguma coisa?”

Depois procure padrões.

Se dez pessoas reclamaram da mesma etapa do checkout, talvez exista um problema.

Se clientes elogiam repetidamente determinada atitude da equipe, talvez você tenha encontrado um diferencial.

Feedback só se torna realmente valioso quando gera aprendizado.

15. Faça o cliente sentir que a relação não termina na venda

Essa última atitude conecta todas as anteriores.

A empresa que encanta não trata a compra como: Pagamento aprovado → fim.

Ela pensa em relacionamento.

A pessoa comprou.

Recebeu.

Gostou.

Foi atendida.

Recebeu suporte.

Lembrou da empresa.

Voltou.

Indicou.

Esse é um ciclo muito mais poderoso.

No artigo Como Fidelizar Clientes e Fazer Quem Comprou Uma Vez Comprar Novamente, explicamos em detalhes como trabalhar pós-venda, recompra, relacionamento, programas de fidelidade e clientes recorrentes.

Encantamento e fidelização caminham juntos.

O que realmente faz uma empresa ser lembrada?

Existe uma maneira simples de visualizar isso.

Imagine que uma empresa possua cinco pilares de experiência, cada um avaliado pelo próprio cliente em uma escala de 0 a 10.

O exemplo abaixo é apenas ilustrativo, não representa uma pesquisa ou média de mercado:

Perceba que nenhum desses elementos exige necessariamente um orçamento gigantesco.

Muitos dependem de:

  • processo;
  • treinamento;
  • atenção;
  • organização;
  • empatia.

É por isso que pequenas empresas também podem criar experiências excelentes.

Encantamento não significa dizer sim para tudo

Esse ponto merece destaque.

Cliente encantado não é cliente que consegue tudo o que pede.

Sua empresa pode ter regras.

Prazos.

Limitações.

Políticas.

Condições.

O diferencial está em como isso é comunicado.

Compare: “Não fazemos.”

com: “Essa opção específica nós não conseguimos oferecer, mas posso verificar duas alternativas para você.”

O resultado talvez seja o mesmo.

A experiência não.

Comunicação eficaz ajuda uma empresa a construir conexão, conhecer melhor o público e transformar atendimento em diferencial.

Ser gentil não significa abandonar processos.

Significa tornar a comunicação mais humana.

Tecnologia ajuda, mas não substitui cuidado

CRM, automações, inteligência artificial e chatbots podem melhorar muito o atendimento.

Podem lembrar históricos.

Organizar solicitações.

Automatizar mensagens.

Segmentar clientes.

Agilizar respostas.

O Sebrae já inclui ferramentas como CRM e inteligência artificial em suas capacitações atuais sobre atendimento, justamente dentro de uma estratégia maior de relacionamento e fidelização.

Mas existe uma regra: a tecnologia precisa facilitar a experiência, não dificultá-la.

Se o cliente está preso há vinte minutos em um chatbot tentando falar com alguém sobre um problema que a automação não consegue resolver, a tecnologia deixou de ajudar.

Automatize o repetitivo.

Humanize o importante.

Como saber se seus clientes estão encantados?

Não existe uma única métrica capaz de responder tudo.

Observe diferentes sinais:

  • clientes que voltam;
  • avaliações;
  • indicações;
  • elogios;
  • reclamações;
  • taxa de recompra;
  • tempo de resolução;
  • respostas às pesquisas;
  • comentários espontâneos;
  • retenção.

Também observe aquilo que clientes falam sem você perguntar.

“Compro aqui porque vocês sempre resolvem.”

“Adoro como vocês embalam.”

“Vocês respondem muito rápido.”

“Indiquei vocês para uma amiga.”

Essas frases podem revelar exatamente qual experiência está fazendo sua marca ser lembrada.

Encantamento também pode gerar marketing espontâneo

Uma experiência memorável tem outro benefício:

ela pode virar conteúdo.

Você provavelmente já viu alguém publicar: “Olha como chegou meu pedido! 😍”

Isso é poderoso porque não foi a empresa dizendo que é maravilhosa.

Foi o cliente.

É uma forma de prova social.

Da mesma maneira, avaliações positivas podem ajudar outras pessoas que ainda estão decidindo se confiam na marca.

Marketing traz pessoas até você.

Experiência ajuda essas pessoas a terem motivos para permanecer e falar sobre você.

Se estiver estruturando a divulgação da empresa, recomendo também Primeiros Passos no Marketing Digital: Estratégias que Funcionam.

Comece pequeno: escolha três atitudes

Você não precisa terminar este artigo e criar 25 processos amanhã.

Escolha três coisas.

Por exemplo:

1. melhorar o tempo e a qualidade das respostas;
2. criar uma mensagem de pós-venda;
3. começar a registrar feedbacks.

Implemente.

Acompanhe.

Depois escolha mais três.

Encantamento não nasce necessariamente de uma grande campanha.

Ele é construído em centenas de pequenas interações bem feitas.

No Dia do Cliente, vale olhar além das promoções

O Dia do Cliente, celebrado em 15 de setembro, costuma gerar campanhas, cupons e ofertas.

Tudo isso pode fazer parte da estratégia.

Mas a data também é uma ótima oportunidade para fazer uma pergunta:

“Nossos clientes realmente se sentem valorizados quando compram conosco?”

Hoje também publicamos um conteúdo especial de Dia do Cliente: nosso agradecimento a todos que fazem parte da nossa história.

Afinal, agradecer é importante.

Demonstrar esse agradecimento durante o restante do ano é ainda mais.

Empresas inesquecíveis são construídas nos detalhes

Encantar clientes não significa transformar cada compra em um espetáculo.

Não precisa ter presente caro.

Não precisa ter uma equipe gigantesca.

Não precisa ter a tecnologia mais sofisticada do mercado.

Comece pelo básico.

Escute.

Responda.

Cumpra.

Avise.

Facilite.

Personalize.

Resolva.

Agradeça.

Faça pós-venda.

E preste atenção aos detalhes.

O cliente talvez não lembre exatamente de todas as mensagens que recebeu.

Mas vai lembrar se comprar da sua empresa foi fácil ou difícil.

Vai lembrar se foi bem tratado.

Vai lembrar se vocês resolveram quando apareceu um problema.

Vai lembrar daquele cuidado inesperado.

E, principalmente, vai lembrar de como se sentiu durante aquela experiência.

Quando isso acontece, sua empresa deixa de ser simplesmente mais uma opção entre tantas.

Ela passa a ocupar um espaço na memória do cliente.

E esse cliente pode voltar.

Pode indicar.

Pode avaliar.

Pode comprar novamente.

Pode se transformar em alguém que acompanha sua marca durante anos.

Por isso, talvez a melhor pergunta para fazer hoje não seja: “O que podemos vender para esse cliente?”

Mas: “O que podemos fazer para que ele tenha vontade de comprar conosco novamente?” 💜

Essa pequena mudança de perspectiva pode transformar completamente a maneira como sua empresa atende, vende e constrói relacionamentos.

Escolha hoje uma das 15 atitudes deste artigo e coloque em prática. Você não precisa gastar muito para ser lembrado — às vezes, um atendimento cuidadoso, uma mensagem no momento certo ou um problema bem resolvido vale muito mais do que qualquer brinde. 💜✨

15/09/2026 0 comentários
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Estratégia EmpresarialMarketing Digital

Como Fidelizar Clientes e Fazer Quem Comprou Uma Vez Comprar Novamente

por Thais Cristina 15/09/2026
escrito por Thais Cristina
Como Fazer o Cliente Voltar a Comprar: 20 Estratégias de Fidelização

Conquistar uma venda é ótimo.

Conquistar um cliente que compra, volta, compra novamente e ainda recomenda sua empresa para outras pessoas é ainda melhor. 💜

Muitas empresas concentram praticamente toda a estratégia de marketing em conseguir novos clientes. Criam anúncios, publicam nas redes sociais, oferecem descontos para primeira compra e investem em campanhas de aquisição.

A venda acontece.

O pedido é entregue.

E depois?

Silêncio.

A empresa volta toda sua atenção para encontrar outra pessoa que ainda nunca comprou.

Esse é um grande desperdício de oportunidade.

Fidelização acontece quando o relacionamento não termina no pagamento. A empresa continua oferecendo uma boa experiência e cria motivos reais para o consumidor pensar nela novamente quando surgir uma nova necessidade.

E isso está cada vez mais desafiador. Uma pesquisa da Salesforce com consumidores de diferentes países apontou que 74% disseram ter trocado de marca no período de um ano. Entre executivos do setor de bens de consumo pesquisados, 54% afirmaram que manter a fidelidade ficou mais difícil.

A pergunta, portanto, não é apenas: “Como conseguir mais clientes?”

Também precisamos perguntar: “O que estamos fazendo com os clientes que já conseguimos?”

O que significa fidelizar clientes?

Fidelização não significa simplesmente fazer alguém comprar duas vezes.

Um cliente fiel desenvolve uma preferência pela empresa.

Quando precisa novamente daquele produto ou serviço, sua marca está entre as primeiras opções consideradas.

Essa fidelidade pode aparecer de diferentes maneiras:

  • a pessoa volta a comprar;
  • escolhe sua marca mesmo tendo concorrentes;
  • acompanha seus lançamentos;
  • indica para amigos;
  • deixa avaliações positivas;
  • interage com seus conteúdos;
  • participa do programa de benefícios;
  • mantém relacionamento com a empresa.

A Salesforce define fidelidade do cliente justamente como um compromisso contínuo com uma empresa, que pode ser observado em compras recorrentes, recomendações positivas e preferência pela marca diante de alternativas.

Mas fidelidade não acontece automaticamente.

Ela precisa ser conquistada.

Por que a fidelização é tão importante?

Imagine uma loja virtual que conquistou 1.000 novos clientes durante determinado período.

Se nenhum deles voltar, a empresa precisará encontrar mais 1.000 pessoas novas para continuar vendendo.

Depois mais 1.000.

Depois outras 1.000.

Agora imagine que parte desses consumidores começa a recomprar.

O crescimento passa a acontecer por dois caminhos: clientes novos + clientes recorrentes.

Isso muda a dinâmica do negócio.

Existe uma pesquisa clássica da Bain & Company que continua sendo muito citada quando falamos de retenção. Ao analisar a economia da fidelidade em diferentes setores, a consultoria concluiu que um aumento de 5% na retenção poderia elevar os lucros entre 25% e 95%, dependendo do setor e das condições analisadas.

Isso não significa que aumentar sua retenção em 5% fará automaticamente seu lucro crescer 95%. O dado vem de análises específicas e não deve ser tratado como promessa universal.

A mensagem importante é outra: reter clientes pode ter um impacto econômico muito maior do que parece.

Fidelização começa antes da primeira compra

Parece estranho, mas é verdade.

A experiência que fará alguém comprar novamente começa antes de a primeira venda acontecer.

Imagine que a cliente entra na sua loja virtual.

O site demora.

Não encontra informações.

O frete só aparece no final.

A descrição é ruim.

Ela chama no WhatsApp e espera horas.

Mesmo que termine comprando, a experiência já começou com atrito.

Agora imagine:

  • site fácil;
  • informações claras;
  • produto bem apresentado;
  • prazo transparente;
  • atendimento rápido;
  • checkout simples.

A percepção muda.

Se você possui um e-commerce, recomendo também A Aparência da Sua Loja Virtual Está Afastando Clientes?.

Fidelização começa com uma primeira experiência que dê vontade de voltar.

1. Entregue exatamente aquilo que prometeu

Antes de pensar em brindes, pontos ou cupons, faça o básico muito bem.

Se prometeu entregar em cinco dias, trabalhe para cumprir.

Se o produto é azul, envie azul.

Se o serviço inclui cinco entregas, faça cinco boas entregas.

Se informou determinada condição, respeite.

Parece óbvio.

Mas fidelização é construída principalmente por meio de confiança.

Você não precisa surpreender o cliente em todas as compras.

Primeiro precisa provar que sua empresa é confiável.

2. Não desapareça depois que o pagamento cair

Esse erro acontece muito.

Antes da venda:

“Oi, tudo bem? 😍 Posso te ajudar?”

“Quer que eu verifique?”

“Posso fazer uma condição especial!”

“Qualquer dúvida estou aqui!”

Depois do pagamento: 👻

A comunicação pós-compra precisa receber tanta atenção quanto a comunicação de venda.

Informe:

  • pedido confirmado;
  • pagamento aprovado;
  • pedido em preparação;
  • produto enviado;
  • código de rastreamento;
  • prazo;
  • eventuais atrasos.

O cliente não deveria precisar perseguir a empresa para descobrir o que está acontecendo com aquilo que comprou.

3. Faça um pós-venda de verdade

O pós-venda pode ser muito simples.

Alguns dias depois da entrega: “Oi, Ana! Seu pedido chegou certinho? Esperamos que você esteja gostando. Se precisar de alguma coisa, estamos por aqui. 💜”

Pronto.

Você abriu um canal.

Para serviços, a lógica é semelhante.

Pergunte como foi a experiência.

Peça uma avaliação.

Veja se existe alguma dificuldade.

Descubra se o resultado esperado foi alcançado.

Pós-venda não deveria existir apenas para tentar vender outra coisa.

Primeiro ele serve para cuidar da venda que já aconteceu.

4. Descubra quando seu produto precisa ser comprado novamente

Aqui existe uma enorme oportunidade.

Nem todos os produtos possuem a mesma frequência de recompra.

Uma pessoa pode comprar:

  • café todo mês;
  • cosméticos a cada alguns meses;
  • ração regularmente;
  • suplementos;
  • produtos de higiene;
  • material de escritório;
  • roupas ocasionalmente;
  • móveis com uma frequência muito menor.

Conheça o ciclo do seu produto.

Se uma embalagem costuma durar aproximadamente 30 dias, por exemplo, pode fazer sentido lembrar a cliente próximo do momento de reposição.

Em vez de esperar que ela lembre de você, sua marca aparece no momento certo.

O próprio Sebrae destaca, entre as tendências para pequenos negócios em 2026, o uso de mensagens personalizadas, lembretes de recompra e acompanhamento pós-venda como formas de fortalecer relacionamento e credibilidade.

5. Personalize a comunicação

Existe uma diferença enorme entre receber: “PROMOÇÃO! COMPRE AGORA!” e: “Thaís, chegaram novas opções daquela categoria que você comprou. Separei algumas que podem combinar com você.”

Personalização não precisa significar uma tecnologia extremamente complexa.

Você pode começar segmentando clientes por:

  • produto comprado;
  • categoria;
  • frequência;
  • ticket;
  • data da última compra;
  • interesses;
  • localização quando pertinente e autorizada;
  • comportamento no site.

O relatório mais recente da Salesforce sobre consumidores conectados aponta que 73% dos clientes pesquisados dizem sentir que as empresas os tratam como indivíduos, e não apenas como números, embora a preocupação com o uso dos dados também tenha aumentado: 71% dizem estar mais cautelosos com suas informações pessoais.

Ou seja: personalize, mas respeite privacidade, consentimento e preferências.

6. Crie motivos para a segunda compra

A primeira recompra é uma etapa importante.

Depois que a cliente recebeu e gostou, você pode apresentar um incentivo coerente para voltar.

Por exemplo:

  • cupom para segunda compra;
  • frete especial;
  • produto complementar;
  • crédito;
  • benefício exclusivo;
  • acesso antecipado;
  • brinde;
  • programa de pontos.

Mas cuidado para não ensinar seu cliente que só vale a pena comprar quando existe desconto.

Preço é uma ferramenta.

Não precisa ser a única.

7. Venda produtos complementares

Imagine que uma cliente comprou uma cafeteira.

Depois você pode apresentar:

  • cápsulas;
  • canecas;
  • acessórios;
  • produtos para limpeza.

Quem comprou um vestido pode se interessar por:

  • bolsa;
  • sapato;
  • acessórios.

Quem contratou determinado serviço talvez precise de uma solução complementar.

Isso é muito diferente de bombardear clientes com produtos aleatórios.

A ideia é pensar: “O que naturalmente complementa aquilo que essa pessoa já comprou?”

8. Use WhatsApp e e-mail com inteligência

Ter o contato de um cliente não significa possuir autorização para incomodá-lo todos os dias. 😅

Use os canais de relacionamento com estratégia.

WhatsApp pode funcionar muito bem para comunicações relevantes, atendimento, reposição, novidades e ofertas segmentadas.

E-mail pode ser utilizado para:

  • conteúdo;
  • lançamentos;
  • novidades;
  • recomendações;
  • benefícios;
  • campanhas;
  • recuperação;
  • relacionamento.

A frequência precisa fazer sentido.

Se toda comunicação diz: COMPRE! COMPRE! COMPRE! a tendência é perder atenção.

Entregue valor também quando não estiver pedindo dinheiro.

9. Produza conteúdo para quem já comprou

Conteúdo não serve apenas para atrair novos visitantes pelo Google.

Ele pode ajudar clientes existentes.

Uma loja de cosméticos pode ensinar:

  • como utilizar o produto;
  • ordem correta de aplicação;
  • cuidados;
  • combinações.

Uma loja de decoração pode mostrar:

  • como combinar peças;
  • como conservar;
  • como organizar ambientes.

Uma empresa de serviços pode criar tutoriais e materiais educativos.

Isso aumenta a utilidade da marca depois da venda.

E ainda pode contribuir para aquisição orgânica. Expliquei essa estratégia em Como aumentar o tráfego orgânico do seu site, blog ou loja virtual.

10. Crie um programa de fidelidade que seja simples

Programa de fidelidade pode funcionar.

Mas precisa ser fácil de entender.

Se o cliente precisa ler um manual de 38 páginas para descobrir como trocar os pontos, temos um problema. 😂

Algumas possibilidades:

  • pontos por compra;
  • cashback;
  • benefícios progressivos;
  • frete;
  • brindes;
  • acesso antecipado;
  • ofertas exclusivas;
  • experiências especiais.

E existe uma tendência interessante aqui.

O relatório Connected Shoppers da Salesforce mostra que fidelização não está limitada a descontos. A Geração Z, por exemplo, atribui três vezes mais valor a experiências exclusivas em programas de fidelidade do que os baby boomers, segundo a pesquisa.

Isso significa que fidelidade também pode ser construída por meio de pertencimento e exclusividade.

11. Surpreenda sem transformar encantamento em obrigação

Um bilhete.

Uma embalagem cuidadosa.

Uma amostra.

Um brinde inesperado.

Uma mensagem personalizada.

Um upgrade.

Um pequeno gesto pode marcar a experiência.

Mas encantamento não significa gastar muito.

Às vezes o que encanta é simplesmente alguém resolver um problema rapidamente.

Ou lembrar de uma preferência.

Ou avisar antes que aconteça um atraso.

O objetivo é fazer o cliente sentir: “Essa empresa realmente se importa com minha experiência.”

O Sebrae destaca que o consumo em 2026 está valorizando relações mais humanas, transparência, utilidade e experiências acolhedoras — características nas quais pequenos negócios podem aproveitar justamente sua proximidade com o consumidor.

12. Resolva problemas muito bem

Você não precisa ter uma empresa sem problemas.

Isso provavelmente é impossível.

O produto pode atrasar.

Pode chegar errado.

Um sistema pode falhar.

Um serviço pode apresentar dificuldade.

O que importa é o que acontece depois.

Não esconda.

Não transfira a responsabilidade eternamente.

Não obrigue o cliente a repetir a mesma história para cinco pessoas.

Escute.

Explique.

Resolva.

Quando necessário, compense.

Um problema mal resolvido pode acabar com um relacionamento.

Um problema bem resolvido pode mostrar que sua empresa é confiável inclusive quando algo sai do planejado.

13. Peça feedback

Quer descobrir por que as pessoas não voltam?

Pergunte.

Você pode criar pesquisas simples:

Como foi sua experiência?

De 0 a 10, quanto você recomendaria nossa empresa?

O que poderíamos melhorar?

Encontrou alguma dificuldade?

O que gostaria de encontrar na próxima compra?

Não faça pesquisas enormes toda semana.

Pergunte aquilo que você realmente pretende utilizar.

E quando encontrar padrões, aja.

Feedback sem mudança vira apenas coleta de dados.

14. Reconquiste clientes inativos

Abra sua base.

Quantas pessoas compraram há:

3 meses?

6 meses?

12 meses?

e nunca mais voltaram?

Nem todas precisam comprar novamente. Isso depende do produto.

Mas parte delas pode simplesmente ter esquecido sua empresa.

Crie uma campanha de reativação.

Algo como: “Faz tempo que não vemos você por aqui 💜”

Apresente novidades.

Recomende algo relacionado à compra anterior.

Ofereça um benefício quando fizer sentido.

Pergunte se ainda existe interesse.

A base antiga pode esconder oportunidades que você está ignorando enquanto gasta todo seu orçamento procurando pessoas novas.

15. Conheça seus melhores clientes

Nem todos os clientes possuem o mesmo comportamento.

Alguns compram uma vez.

Outros compram cinco.

Alguns gastam R$ 100.

Outros gastam R$ 5.000 ao longo do relacionamento.

Comece a acompanhar:

frequência de compra;

valor médio;

tempo desde a última compra;

receita acumulada;

categorias preferidas.

Isso ajuda a entender quem são seus clientes mais valiosos e quais características eles possuem.

16. Acompanhe a taxa de recompra

Você não consegue melhorar aquilo que nunca mede.

Uma métrica simples é a taxa de clientes recorrentes.

Exemplo hipotético:

Durante determinado período, 1.000 clientes fizeram pedidos.

Desses, 250 já haviam comprado anteriormente.

Teríamos: 250 ÷ 1.000 × 100 = 25%

Isso significa que 25% dos clientes compradores daquele recorte eram recorrentes, de acordo com a definição adotada.

Você também pode analisar por coortes: quantos clientes adquiridos em janeiro voltaram em 30, 60, 90 ou 180 dias?

Esse tipo de análise é ainda mais interessante porque mostra o comportamento ao longo do tempo.

17. Entenda o valor do cliente ao longo do relacionamento

Outra métrica importante é o Customer Lifetime Value, normalmente chamado de CLV ou LTV.

De maneira simplificada, ele tenta estimar quanto valor um cliente gera durante seu relacionamento com a empresa.

Imagine dois clientes.

Cliente A: compra R$ 500 uma vez.

Cliente B: compra R$ 200 cinco vezes.

O segundo gerou R$ 1.000 em receita ao longo dessas compras.

Por isso, olhar apenas para o valor da primeira venda pode esconder a importância da fidelização.

Veja uma simulação meramente didática:

O gráfico não considera custos, descontos, inflação, margem ou outras variáveis. Ele serve apenas para visualizar uma ideia: uma relação duradoura pode valer muito mais do que a primeira transação.

18. Não confunda fidelização com promoção eterna

Se toda semana sua estratégia é:

10% OFF.

15% OFF.

20% OFF.

Cupom.

Liquidação.

Cupom novamente.

Você pode conseguir recompra.

Mas talvez esteja construindo dependência de desconto, e não fidelidade.

A pessoa não necessariamente prefere sua marca.

Ela prefere sua promoção.

Fidelidade verdadeira envolve outros fatores:

  • confiança;
  • qualidade;
  • conveniência;
  • experiência;
  • atendimento;
  • identificação;
  • personalização;
  • valor percebido.

A Salesforce observa que conexões emocionais com marcas caíram de 62% em 2022 para 54% em levantamento posterior, enquanto experiências personalizadas e exclusivas aparecem como caminhos para fortalecer o relacionamento.

Preço importa.

Mas relacionamento não pode depender exclusivamente dele.

19. Transforme clientes satisfeitos em divulgadores

Existe um momento ótimo para pedir uma avaliação: quando o cliente acabou de demonstrar satisfação.

“Chegou! Amei 😍”

Essa é sua oportunidade.

Responda e depois pergunte: “Que bom que gostou! 💜 Se puder deixar uma avaliação contando sua experiência, vai ajudar muito nossa empresa.”

Clientes satisfeitos podem gerar:

  • depoimentos;
  • avaliações;
  • conteúdo;
  • indicações;
  • prova social.

Isso também ajuda a conquistar novos clientes.

O ciclo começa a se conectar: boa experiência → fidelização → recomendação → novos clientes.

20. Faça o cliente se sentir importante

Não como número.

Como pessoa.

Esse talvez seja o resumo de todo este artigo.

Você não precisa mandar presente de aniversário para 50 mil pessoas.

Pode simplesmente melhorar a forma como sua empresa trata seus consumidores.

Lembrar o nome.

Conhecer o histórico.

Evitar pedir cinco vezes a mesma informação.

Resolver rapidamente.

Recomendar aquilo que realmente faz sentido.

Agradecer.

Inclusive, neste Dia do Cliente, publicamos também Dia do Cliente: nosso agradecimento a todos que fazem parte da nossa história.

Porque fidelização começa justamente quando a empresa entende que clientes não são apenas vendas dentro de um relatório.

Como montar uma estratégia simples de fidelização

Você não precisa começar criando um programa gigantesco.

Comece assim:

Depois da compra: confirme tudo e mantenha o cliente informado.

Depois da entrega: pergunte se chegou corretamente e peça feedback.

No período seguinte: envie conteúdo útil relacionado ao que foi comprado.

Próximo da possível recompra: faça um lembrete personalizado.

Quando houver novidade relevante: apresente.

Depois de algumas compras: reconheça a fidelidade com algum benefício.

Quando o cliente sumir: tente uma campanha de reativação.

Esse fluxo já coloca a empresa muito à frente daquela que simplesmente vende e desaparece.

Tráfego pago também pode ajudar na recompra

Remarketing pode ser utilizado para voltar a conversar com pessoas que já tiveram contato com a marca, respeitando as regras das plataformas e de privacidade aplicáveis.

Mas lembre:

anúncio não substitui relacionamento.

Se a primeira experiência foi ruim, mostrar mais anúncios talvez não resolva.

Se você está começando a investir em mídia, recomendo Tráfego Pago Vale a Pena para Pequena Empresa?.

E para entender se suas campanhas estão trazendo retorno, veja O que é ROAS e como calcular no tráfego pago.

Aquisição e retenção precisam conversar.

Fidelização em 2026: relacionamento importa cada vez mais

O comportamento do consumidor está mudando.

O Sebrae aponta, em suas tendências para pequenos negócios em 2026, maior valorização de confiança, conveniência, coerência, transparência e experiências mais humanas, destacando que pequenas empresas podem transformar proximidade e flexibilidade em vantagem competitiva.

Ao mesmo tempo, consumidores possuem muitas opções.

Trocar de marca ficou fácil.

Basta alguns cliques.

Isso significa que fidelização não pode depender da dificuldade de sair.

Precisa depender da vontade de ficar.

A segunda venda começa na experiência da primeira

Talvez essa seja a principal frase para guardar: a melhor estratégia para conseguir a segunda venda começa antes de terminar a primeira.

Entregue bem.

Atenda bem.

Comunique.

Resolva problemas.

Faça pós-venda.

Conheça seu cliente.

Personalize.

Crie benefícios.

Produza conteúdo.

Lembre da recompra.

Reconheça quem compra frequentemente.

Peça feedback.

E continue melhorando.

Conquistar clientes continuará sendo importante.

Você ainda precisará de marketing, conteúdo, SEO, anúncios, redes sociais e vendas.

Mas crescimento saudável não deveria depender apenas de colocar cada vez mais pessoas novas no topo do funil.

Também precisa existir uma pergunta na outra ponta: quantas dessas pessoas estão ficando?

Porque uma venda gera faturamento.

Mas uma boa experiência pode gerar uma segunda venda.

A segunda pode virar uma terceira.

O cliente pode indicar outra pessoa.

Pode deixar uma avaliação.

Pode defender sua marca.

Pode permanecer durante anos.

E é nesse momento que você deixa de construir apenas uma sequência de vendas e começa a construir algo muito mais valioso: uma base de clientes que realmente quer continuar comprando da sua empresa. 💜🔄

Abra hoje sua lista de clientes e responda uma pergunta: quantas pessoas compraram da sua empresa nos últimos 12 meses e nunca mais receberam uma mensagem sua? Talvez sua próxima venda esteja muito mais perto do que você imagina. 💜

15/09/2026 0 comentários
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Dia do Cliente: nosso agradecimento a todos que fazem parte da nossa história 💜

por Thais Cristina 15/09/2026
escrito por Thais Cristina
Dia do Cliente: Uma Homenagem a Quem Faz Parte da Nossa História

Hoje, 15 de setembro, é Dia do Cliente. E mais do que uma data comercial, esse é um momento que merece ser usado para algo muito importante: agradecer.

Agradecer a cada pessoa que confiou em nosso trabalho.

A quem chegou por indicação.

A quem encontrou nossa empresa pelo Google ou pelas redes sociais.

A quem mandou uma mensagem querendo apenas tirar uma dúvida e acabou se tornando cliente.

A quem está conosco há anos.

E também a quem acabou de chegar.

Quando uma empresa cresce, é comum olharmos para faturamento, metas, novos projetos, equipe, marketing e tantos outros indicadores. Mas existe algo que não pode ser esquecido no meio de todos esses números: nenhuma empresa cresce sozinha.

Por trás de cada venda existe uma pessoa que decidiu confiar.

Por trás de cada contrato existe uma expectativa.

Por trás de cada projeto existe alguém esperando que aquilo que foi prometido realmente seja entregue.

Por isso, neste Dia do Cliente, queremos deixar um agradecimento especial a todos que já fizeram — e continuam fazendo — parte da nossa história. 💜

Por que o Dia do Cliente é comemorado em 15 de setembro?

O Dia do Cliente é celebrado no Brasil em 15 de setembro e se consolidou como uma oportunidade para empresas valorizarem o relacionamento com seus consumidores.

Apesar de muitas marcas utilizarem a ocasião para realizar promoções e ações comerciais, o significado da data pode ir muito além do desconto.

É uma oportunidade para lembrar que clientes não são simplesmente números dentro de um CRM.

São pessoas.

Pessoas que possuem expectativas, necessidades, dúvidas, sonhos, empresas, famílias e objetivos.

E quando alguém escolhe comprar de uma empresa, está fazendo algo muito importante: está entregando parte da sua confiança para aquela marca.

Cliente não é apenas quem compra

Durante muito tempo, a relação entre empresas e consumidores foi extremamente simples:

A empresa vendia.

O cliente comprava.

Fim.

Hoje essa relação mudou.

Antes de comprar, uma pessoa pode:

  • pesquisar sua empresa no Google;
  • entrar no Instagram;
  • ler avaliações;
  • assistir aos seus vídeos;
  • comparar concorrentes;
  • conversar pelo WhatsApp;
  • visitar seu site;
  • ler seu blog;
  • pedir uma indicação.

A decisão de compra pode acontecer depois de vários pontos de contato.

É por isso que relacionamento e experiência ganharam tanta importância.

Não basta conquistar a venda.

É necessário conquistar confiança.

Inclusive, já falamos sobre essa relação entre percepção e credibilidade no artigo A Aparência da Sua Loja Virtual Está Afastando Clientes?.

A forma como uma empresa se apresenta, responde, comunica e entrega influencia a percepção que as pessoas constroem sobre ela.

Todo cliente começa com uma escolha

Pense na quantidade de opções que existem atualmente.

Se alguém precisa contratar uma empresa, basta abrir o celular.

Em poucos minutos é possível encontrar:

  • concorrentes;
  • avaliações;
  • redes sociais;
  • sites;
  • comparadores;
  • vídeos;
  • depoimentos;
  • preços.

Mesmo assim, aquela pessoa escolheu você.

Talvez isso pareça simples quando estamos no dia a dia da empresa.

Chega uma mensagem.

A equipe atende.

A proposta é enviada.

O cliente fecha.

O projeto começa.

Mas existe algo muito importante acontecendo nesse processo.

Alguém decidiu acreditar que sua empresa seria capaz de entregar aquilo que precisava.

Essa confiança merece respeito.

Por trás de cada venda existe uma história

Esse é um dos aprendizados que empreender me trouxe.

Quando enxergamos apenas números, podemos esquecer das histórias.

Uma loja virtual pode representar o sonho de alguém deixar o emprego e viver do próprio negócio.

Uma campanha de marketing pode representar a tentativa de uma pequena empresa aumentar o faturamento.

Um novo site pode marcar uma nova fase profissional.

Uma consultoria pode ajudar alguém que está completamente perdido.

Um serviço contratado pode ser o primeiro investimento de uma pessoa em seu próprio negócio.

Para quem presta o serviço, talvez seja apenas mais um projeto naquela semana.

Para quem contratou, pode ser um passo enorme.

Essa diferença de perspectiva muda completamente a forma como devemos tratar nossos clientes.

O cliente participa do crescimento da empresa

Quando falamos sobre crescimento empresarial, geralmente pensamos em estratégias.

Marketing.

Vendas.

Processos.

Equipe.

Tecnologia.

Tráfego.

Gestão.

Tudo isso importa.

Mas existe um elemento que conecta praticamente todos eles: o cliente.

Sem clientes, uma empresa pode ter uma ideia maravilhosa, uma identidade incrível e uma estrutura impecável, mas não possui um negócio sustentável.

É o cliente que valida uma solução.

É ele que compra.

Que utiliza.

Que reclama.

Que elogia.

Que volta.

Que indica.

Que ajuda a empresa a perceber onde precisa melhorar.

Por isso, clientes não são apenas responsáveis pelo faturamento.

Eles também participam da evolução da empresa.

Algumas das melhores melhorias começam com um cliente

Existe uma frase que ouvimos bastante no mundo empresarial: “Escute seu cliente.”

Parece simples.

Mas nem sempre fazemos isso.

Às vezes uma empresa está tão concentrada em criar novidades que deixa de perceber aquilo que seus próprios consumidores estão pedindo.

Um cliente pergunta repetidamente sobre determinada funcionalidade.

Outro encontra dificuldade no processo de compra.

Outro sugere uma melhoria.

Outro pergunta se existe um serviço que ainda não oferecemos.

Quando situações semelhantes começam a aparecer, existe informação valiosa ali.

Isso não significa aceitar absolutamente toda sugestão.

Mas significa prestar atenção.

Clientes ajudam empresas a enxergar problemas que quem está dentro da operação todos os dias talvez já não perceba.

O primeiro cliente nunca é esquecido

Quem empreende provavelmente lembra das primeiras vendas.

A notificação.

A mensagem.

O comprovante.

O contrato assinado.

A sensação de pensar: “Alguém realmente pagou pelo que eu criei.” 😂💜

Pode parecer engraçado depois de alguns anos, mas a primeira venda é uma validação enorme.

Ela mostra que existe alguém disposto a trocar dinheiro pela solução que você está oferecendo.

Por isso, se você está começando agora e ainda busca essa sensação, recomendo a leitura de Como começar no digital do zero e fazer sua primeira venda.

Toda empresa que hoje possui centenas ou milhares de clientes começou exatamente da mesma maneira: com o primeiro.

Depois do primeiro cliente vem um desafio ainda maior

Conseguir clientes é difícil.

Mas existe outra missão: fazer com que eles queiram continuar por perto.

E isso depende de experiência.

Atendimento.

Entrega.

Comunicação.

Transparência.

Qualidade.

Agilidade.

Resolução de problemas.

Não existe empresa perfeita.

Problemas acontecem.

Pedidos atrasam.

Sistemas apresentam falhas.

Pessoas cometem erros.

O que diferencia muitas empresas é a maneira como elas lidam com essas situações.

Ignorar um problema pode destruir confiança.

Assumir, comunicar e resolver pode fortalecer o relacionamento.

Atendimento também é marketing

Quando pensamos em marketing, normalmente lembramos de anúncios, Instagram, TikTok, Google, conteúdo e influenciadores.

Mas existe uma forma poderosa de marketing acontecendo todos os dias: a experiência do cliente.

Uma pessoa bem atendida pode voltar.

Pode comprar novamente.

Pode comentar sobre a empresa.

Pode indicar para uma amiga.

Pode enviar seu contato para outro empresário.

Pode publicar uma avaliação.

E essa indicação possui algo que um anúncio precisa trabalhar para conquistar: confiança prévia.

Quando alguém diz:

“Pode contratar, eu já trabalhei com eles.”

a conversa começa de outro lugar.

É por isso que marketing não termina quando a venda acontece.

Clientes também constroem reputação

Imagine duas empresas.

A primeira investe muito dinheiro em anúncios, mas possui dezenas de reclamações e clientes insatisfeitos.

A segunda talvez tenha um orçamento menor, mas entrega bem, recebe avaliações positivas e possui clientes que recomendam espontaneamente.

Qual delas está construindo uma marca mais saudável no longo prazo?

Publicidade pode atrair atenção.

Mas reputação precisa ser construída.

E isso acontece principalmente naquilo que a empresa entrega depois que conseguiu chamar a atenção.

Se você quer entender melhor como marketing e aquisição funcionam, veja também Primeiros Passos no Marketing Digital: Estratégias que Funcionam.

A importância de ouvir críticas

Agradecer clientes também significa agradecer aqueles que apontaram algo que precisava melhorar.

Nem todo feedback é confortável.

Às vezes ele chega justamente em um dia complicado.

Mas críticas podem revelar falhas em:

  • processos;
  • atendimento;
  • comunicação;
  • produto;
  • site;
  • prazo;
  • experiência.

A pergunta não deveria ser apenas:

“O cliente está certo ou errado?”

Também vale perguntar: “Existe alguma coisa aqui que podemos aprender?”

Uma empresa madura não precisa concordar com tudo.

Mas precisa estar aberta a analisar.

O Dia do Cliente também é sobre relacionamento

Existe uma diferença entre ter compradores e construir uma base de clientes.

Comprador pode fazer uma transação.

Cliente cria uma relação.

E relacionamento não precisa significar enviar mensagens todos os dias.

Pode acontecer por meio de:

  • conteúdo útil;
  • bom suporte;
  • pós-venda;
  • newsletter;
  • redes sociais;
  • benefícios;
  • atendimento;
  • programas de fidelidade;
  • comunicação transparente.

A ideia é simples: não desaparecer depois que o pagamento foi aprovado.

Conteúdo também é uma forma de cuidar do cliente

Talvez pareça estranho, mas um blog pode fazer parte da experiência.

Quando criamos conteúdos respondendo dúvidas reais, estamos ajudando pessoas antes e depois da compra.

Um artigo pode ensinar.

Orientar.

Evitar um erro.

Mostrar uma possibilidade.

Responder uma pergunta que o cliente ainda nem sabia como fazer.

Essa é uma das razões pelas quais o marketing de conteúdo pode ser tão interessante.

Além de ajudar quem já acompanha a marca, ele também pode trazer novas pessoas por meio das pesquisas.

No artigo Como aumentar o tráfego orgânico do seu site, blog ou loja virtual, explicamos justamente como conteúdos úteis podem contribuir para que empresas sejam encontradas no Google.

Não existe cliente pequeno

Essa é uma mentalidade importante.

Uma empresa pode possuir contratos de valores diferentes.

Clientes de tamanhos diferentes.

Projetos maiores e menores.

Mas isso não significa que alguém merece ser tratado com menos respeito porque comprou um produto barato ou contratou um serviço menor.

Talvez aquele seja o primeiro contato da pessoa com a empresa.

Talvez seja tudo o que ela consegue investir naquele momento.

Talvez ela cresça.

Talvez indique outra pessoa.

Ou talvez simplesmente nunca mais compre.

Ainda assim, ela merece receber aquilo que foi prometido.

Cliente também precisa sentir que existe uma pessoa do outro lado

Automação é maravilhosa.

Inteligência artificial ajuda.

Chatbots ajudam.

CRM ajuda.

Ferramentas ajudam.

Mas empresas continuam vendendo para pessoas.

E pessoas gostam de perceber que estão sendo ouvidas.

Isso é ainda mais importante quando existe um problema.

Receber uma resposta automática para uma dúvida simples pode ser eficiente.

Receber dez respostas automáticas enquanto você tenta resolver algo urgente pode ser extremamente frustrante.

Tecnologia deve facilitar relacionamentos, não criar barreiras.

Uma empresa cresce quando aprende a transformar confiança em entrega

No começo, vender pode parecer o maior desafio.

Depois você percebe que existe outro: entregar de forma consistente.

Quanto mais a empresa cresce, maior pode se tornar a complexidade.

Mais clientes.

Mais equipe.

Mais projetos.

Mais demandas.

Mais processos.

Mais responsabilidade.

Por isso, crescimento saudável exige organização.

É necessário documentar.

Delegar.

Treinar.

Acompanhar.

Corrigir.

Melhorar.

A cliente que chega quando sua empresa possui cinco pessoas merece uma boa experiência.

A cliente que chegar quando houver cinquenta também.

O cliente também ensina a empresa a crescer

Talvez uma das coisas mais interessantes de empreender seja olhar para trás.

A empresa que existe hoje provavelmente não é exatamente aquela que você imaginou no primeiro dia.

Alguns serviços surgiram porque clientes pediram.

Processos mudaram porque apareceram dificuldades.

Produtos evoluíram.

A comunicação melhorou.

O posicionamento amadureceu.

Isso acontece porque empreender é um processo de aprendizado constante.

Inclusive, para quem está no começo dessa jornada, vale a leitura de Empreendedorismo Feminino: Por Onde Começar?.

Você começa com uma ideia.

O mercado responde.

Os clientes respondem.

E você ajusta.

O melhor agradecimento é continuar melhorando

É fácil publicar:

“Feliz Dia do Cliente! Obrigada pela confiança.”

Mas existe uma forma ainda melhor de agradecer: entregar cada vez melhor.

Melhorar o atendimento.

Cumprir prazos.

Ouvir.

Criar soluções melhores.

Treinar a equipe.

Corrigir erros.

Simplificar processos.

Investir em tecnologia quando ela ajuda.

Ter transparência quando algo dá errado.

Reconhecer quando precisa mudar.

Agradecimento não precisa existir apenas em palavras.

Pode aparecer na experiência.

Para todos que já confiaram no nosso trabalho: obrigada 💜

Se você já comprou conosco, contratou um serviço, indicou nossa empresa, respondeu uma pesquisa, enviou um feedback, acompanhou nosso conteúdo ou simplesmente falou sobre nosso trabalho para alguém: muito obrigada.

Talvez você nem imagine o impacto que uma indicação pode ter.

Ou como uma mensagem positiva pode transformar o dia de uma equipe.

Ou como determinado feedback pode gerar uma melhoria que depois beneficiará muitos outros clientes.

Empresas são feitas por pessoas.

E crescem por meio de relações entre pessoas.

Para quem está chegando agora: seja bem-vindo

Talvez você tenha encontrado este artigo pelo Google.

Talvez tenha recebido de alguém.

Talvez acompanhe nosso conteúdo há pouco tempo.

Então este agradecimento também serve como um convite.

Continue por aqui.

Temos conteúdos sobre negócios, empreendedorismo, marketing, vendas, rotina e vida profissional.

Se estiver começando um negócio, você pode ler Como ganhar dinheiro na internet em 2026: 15 formas reais para começar.

E, se já possui uma empresa e está pensando em crescer por meio de anúncios, comece por Tráfego Pago Vale a Pena para Pequena Empresa?.

Dia do Cliente não precisa terminar hoje

Essa talvez seja a principal mensagem deste artigo.

Não adianta tratar o cliente maravilhosamente em 15 de setembro e esquecê-lo no dia 16. 😅

A valorização precisa acontecer durante o ano inteiro.

Quando responde uma mensagem.

Quando envia um pedido.

Quando começa um projeto.

Quando resolve um problema.

Quando recebe uma crítica.

Quando faz um pós-venda.

Quando cumpre uma promessa.

Cada pequeno contato ajuda a construir a percepção que aquela pessoa terá da empresa.

E marca forte não é apenas aquela que as pessoas reconhecem.

É aquela na qual confiam.

Clientes fazem parte de cada capítulo da nossa história

Hoje é Dia do Cliente.

Mas, para quem empreende, todos os dias dependem deles.

Dos primeiros clientes que acreditaram quando quase ninguém conhecia a empresa.

Dos que chegaram depois.

Dos que voltaram.

Dos que indicaram.

Dos que elogiaram.

E até daqueles que reclamaram e ajudaram a mostrar que alguma coisa precisava mudar.

Cada cliente participa de um capítulo.

Alguns ficam durante anos.

Outros passam rapidamente.

Mas todos deixam alguma coisa.

Uma venda.

Um aprendizado.

Uma indicação.

Uma história.

Um desafio.

Uma oportunidade de melhorar.

Por isso, neste 15 de setembro, queremos deixar registrado algo muito simples: obrigada pela confiança. 💜

Obrigada por escolher nosso trabalho em meio a tantas opções.

Obrigada por acreditar em nossas ideias.

Obrigada por permitir que façamos parte dos seus projetos.

Obrigada pelas indicações, mensagens, avaliações e feedbacks.

E, principalmente, obrigada por fazer parte da nossa história.

Porque metas são importantes.

Faturamento é importante.

Crescimento é importante.

Mas, no final, por trás de cada um desses números sempre existe alguém.

Um cliente.

E é por vocês que continuamos aprendendo, melhorando, criando e buscando entregar cada vez mais. 💜🚀

Neste Dia do Cliente, nosso maior presente é poder continuar fazendo parte da sua história. Obrigada pela confiança, pelas indicações, pelos feedbacks e por escolher caminhar conosco. Feliz Dia do Cliente! 💜

15/09/2026 0 comentários
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E-commerce e Vendas OnlineMarketing Digital

Como aumentar o tráfego orgânico do seu site, blog ou loja virtual

por Thais Cristina 14/09/2026
escrito por Thais Cristina
Seu Site Tem Poucas Visitas? 20 Estratégias Para Aumentar o Tráfego Orgânico

Ter um site bonito, um blog cheio de artigos ou uma loja virtual com centenas de produtos não significa automaticamente receber visitantes.

Você pode publicar um conteúdo excelente e, mesmo assim, quase ninguém encontrá-lo.

É aí que entra o tráfego orgânico.

De maneira simples, tráfego orgânico é aquele que chega ao seu site sem que você precise pagar diretamente por cada visita. Uma pessoa pesquisa alguma coisa no Google, encontra sua página entre os resultados e clica.

Para uma empresa, isso pode significar algo muito valioso: ser encontrada exatamente quando alguém está procurando uma informação, produto ou solução relacionada ao seu negócio.

Mas existe um detalhe importante: aumentar o tráfego orgânico não significa publicar dezenas de textos aleatórios recheados de palavras-chave.

O próprio Google recomenda conteúdo útil, confiável e criado prioritariamente para pessoas, e alerta contra a produção de grande quantidade de conteúdo feita principalmente para tentar conquistar posições nos mecanismos de pesquisa.

Então, como fazer seu site, blog ou e-commerce receber mais visitas vindas do Google?

É exatamente isso que vamos entender. 🚀

O que é tráfego orgânico?

Imagine que você possui uma loja virtual de decoração.

Uma pessoa entra no Google e pesquisa: “como escolher tapete para sala pequena”

Seu blog possui um artigo respondendo exatamente essa pergunta.

O Google apresenta seu conteúdo.

A pessoa clica.

Você acabou de receber uma visita orgânica.

Agora imagine que, dentro daquele artigo, você mostra diferentes tipos de tapetes e direciona a leitora para sua categoria de produtos.

A visita que começou com uma dúvida pode terminar em uma compra.

É por isso que SEO e conteúdo são tão interessantes para empresas.

Você não precisa produzir conteúdo apenas sobre: “Compre meu produto.”

Pode responder às dúvidas que aparecem antes da compra.

Tráfego orgânico e tráfego pago são diferentes

No tráfego pago, você investe dinheiro em plataformas de anúncios para conquistar alcance, cliques, leads ou vendas.

No orgânico, você trabalha para construir relevância e visibilidade sem pagar diretamente por cada clique recebido nos resultados naturais.

Um não precisa substituir o outro.

Na verdade, podem trabalhar juntos.

Se quiser entender melhor quando os anúncios fazem sentido, recomendo o artigo Tráfego Pago Vale a Pena para Pequena Empresa?.

E, se já anuncia, vale também entender O que é ROAS e como calcular no tráfego pago.

Enquanto o tráfego pago pode trazer resultados rapidamente enquanto existe investimento, uma boa estratégia de conteúdo pode construir páginas capazes de continuar sendo encontradas ao longo do tempo.

Isso não significa que tráfego orgânico seja gratuito.

Você pode investir em redação, SEO, desenvolvimento, ferramentas, imagens e profissionais.

A diferença é que não existe necessariamente um custo direto por cada clique orgânico recebido.

Por que investir em tráfego orgânico?

Porque o Google pode se transformar em uma importante porta de entrada para seu negócio.

Uma pessoa talvez nunca tenha ouvido falar da sua empresa.

Mas conhece o problema que precisa resolver.

Ela pesquisa.

Encontra você.

Esse é o ponto interessante.

No Search Console, o Google permite acompanhar justamente métricas como impressões, cliques, CTR e posição média, além das consultas que fizeram seu site aparecer nos resultados.

Com o tempo, você consegue entender:

  • quais conteúdos atraem visitantes;
  • quais pesquisas levam pessoas até você;
  • quais páginas aparecem bastante;
  • quais recebem poucos cliques;
  • e onde existem oportunidades de crescimento.

Tráfego orgânico deixa de ser “acho que meu SEO está funcionando” e passa a ser algo mensurável.

1. Descubra o que seu público realmente pesquisa

O primeiro passo não é escrever.

É pesquisar.

Imagine que você possui uma loja de cosméticos.

Você poderia publicar: “Conheça nossa empresa”

Mas poucas pessoas provavelmente pesquisariam exatamente isso sem já conhecer sua marca.

Agora considere conteúdos como:

  • “qual a ordem do skincare?”
  • “como escolher hidratante para pele oleosa?”
  • “qual protetor solar usar no rosto?”
  • “como montar uma rotina de skincare?”

Essas pesquisas representam dúvidas reais que podem existir durante a jornada de compra.

O Google recomenda utilizar na página palavras que as pessoas usariam para procurar aquele conteúdo, inclusive em lugares importantes como título, título principal, texto alternativo e textos de links.

Isso não significa repetir a mesma palavra-chave 50 vezes.

Significa falar a mesma língua de quem pesquisa.

2. Entenda a intenção de busca

Essa é uma das partes mais importantes de SEO.

Se alguém pesquisa: “o que é ROAS” provavelmente quer aprender.

Se pesquisa: “agência de tráfego pago” talvez esteja procurando contratar.

Se pesquisa: “tênis feminino branco tamanho 37” está muito mais próxima de uma compra.

As pesquisas podem representar diferentes momentos da jornada.

Por isso, antes de criar uma página, pergunte: O que essa pessoa espera encontrar quando digita isso no Google?

  • Uma explicação?
  • Uma lista?
  • Um produto?
  • Uma comparação?
  • Um tutorial?
  • Um serviço?

A página precisa entregar uma resposta compatível com essa intenção.

3. Crie conteúdos realmente úteis

Existe uma ideia antiga de SEO que precisa ser abandonada: “É só escrever para o Google.”

Não.

Você escreve para pessoas e estrutura o conteúdo para que mecanismos de pesquisa consigam entendê-lo.

O Google afirma explicitamente que seus sistemas procuram priorizar informações úteis e confiáveis feitas para beneficiar pessoas. Entre as perguntas sugeridas para avaliar a qualidade estão se o conteúdo oferece informação original ou análise, se cobre suficientemente o assunto e se o leitor termina a página sentindo que aprendeu o necessário para atingir seu objetivo.

Então, em vez de criar um artigo superficial de 400 palavras apenas porque encontrou uma palavra-chave, pense: “Qual seria a melhor resposta que eu poderia entregar para essa pesquisa?”

Explique.

Dê exemplos.

Responda dúvidas.

Apresente dados quando forem importantes.

Mostre experiência.

Atualize informações.

Inclua imagens quando ajudarem.

Não existe um número mágico de palavras que faça um artigo aparecer no Google.

Um texto de 800 palavras pode ser suficiente para determinada busca, enquanto outro assunto pode exigir 2.500.

A profundidade deve acompanhar o assunto.

4. Trabalhe palavras-chave sem exagerar

Vamos imaginar que queremos ranquear um artigo para: “como aumentar o tráfego orgânico”

Não precisamos escrever: “Como aumentar o tráfego orgânico é importante porque quem quer aumentar o tráfego orgânico precisa aprender estratégias para aumentar o tráfego orgânico.” 😂

Isso deixa o texto artificial.

Podemos naturalmente utilizar termos relacionados:

  • SEO;
  • Google;
  • visitas orgânicas;
  • palavras-chave;
  • conteúdo;
  • posicionamento;
  • resultados de pesquisa;
  • Search Console;
  • otimização de site.

A palavra-chave principal continua presente, mas dentro de um conteúdo natural e completo.

5. Organize títulos e subtítulos

Um artigo enorme sem organização é cansativo.

Utilize:

  • H1: título principal.
  • H2: grandes seções.
  • H3: subtópicos dentro das seções.

Isso facilita a leitura e ajuda a deixar clara a estrutura do conteúdo.

Veja este próprio artigo.

Você consegue navegar rapidamente pelas estratégias porque cada assunto possui uma seção.

Para quem lê pelo celular, isso faz ainda mais diferença.

6. Capriche no título que aparece na pesquisa

Imagine duas opções: SEO para sites e Como Aumentar o Tráfego Orgânico: 15 Estratégias de SEO Para Atrair Mais Visitas

Qual comunica melhor o que você encontrará?

Um bom título precisa ser claro, relevante e atraente sem cair em promessa enganosa.

E existe uma razão mensurável para observar isso.

No Search Console, CTR representa a relação entre cliques e impressões. O próprio Google recomenda investigar consultas importantes nas quais uma página aparece bastante, mas recebe poucos cliques.

Uma página já posicionada pode ter espaço para crescer simplesmente porque sua apresentação no resultado ainda não está convencendo tantas pessoas a clicar.

7. Faça links internos

Links internos são aqueles que levam uma página do seu próprio site para outra.

Você já viu vários deles neste artigo.

Por exemplo, se alguém chegou aqui querendo aumentar visitas porque está começando um negócio, posso recomendar Como começar no digital do zero e fazer sua primeira venda.

Se a pessoa quer transformar essas visitas em uma fonte de renda, também faz sentido indicar Como ganhar dinheiro na internet em 2026: 15 formas reais para começar.

Isso ajuda o leitor a continuar navegando e cria conexões entre conteúdos relacionados.

Também facilita a descoberta das páginas pelos mecanismos de busca. Entre as práticas essenciais de SEO, o Google recomenda tornar os links rastreáveis para que possa encontrar outras páginas do site.

Mas faça links que tenham contexto.

Não transforme cada parágrafo em uma coleção de links aleatórios.

8. Construa grupos de conteúdos relacionados

Uma estratégia que gosto bastante é pensar em clusters de conteúdo.

Imagine que seu blog fala sobre marketing digital.

Você cria um conteúdo principal: Guia de Marketing Digital

Depois conteúdos específicos:

  • como começar no marketing digital;
  • SEO;
  • tráfego pago;
  • Instagram;
  • TikTok;
  • e-mail marketing;
  • marketing de conteúdo;
  • Google Ads.

Os artigos se conectam.

Assim, em vez de publicar assuntos aleatórios, você começa a construir profundidade temática.

No Dia de CEO, por exemplo, Primeiros Passos no Marketing Digital: Estratégias que Funcionam pode se conectar naturalmente a conteúdos sobre tráfego pago, ROAS, SEO, vendas e negócios digitais.

É muito mais estratégico do que falar de maquiagem na segunda, imposto na terça e jardinagem na quarta apenas porque os três assuntos possuem volume de busca.

O Google inclusive sugere que sites tenham propósito ou foco principal e alerta para a publicação de muitos conteúdos sobre assuntos diferentes apenas na esperança de que alguns tenham bom desempenho na pesquisa.

9. Atualize conteúdos antigos

Nem sempre você precisa criar um artigo novo.

Às vezes existe uma página publicada há dois anos que:

  • já possui autoridade;
  • já aparece no Google;
  • já recebe impressões;
  • mas ficou desatualizada.

Atualize.

Revise dados.

Troque links quebrados.

Adicione informações novas.

Melhore exemplos.

Responda perguntas que ficaram faltando.

Atualize imagens quando necessário.

Melhore o título.

Acrescente links internos para artigos novos.

Uma boa estratégia de SEO inclui tanto produção quanto manutenção.

10. Encontre oportunidades no Google Search Console

Se você tem um site e ainda não utiliza o Google Search Console, vale configurar.

É uma ferramenta extremamente útil — e gratuita.

O relatório de desempenho permite analisar cliques, impressões, CTR e posição média, além de filtrar informações por consultas, páginas, países e períodos.

Um dos meus exercícios favoritos seria procurar páginas com: muitas impressões + poucos cliques.

Isso pode indicar uma oportunidade.

Por exemplo:

Seu artigo apareceu 10.000 vezes no Google.

Recebeu 200 cliques.

CTR: 2%.

Se você melhora título, conteúdo e adequação à intenção da busca e futuramente chega a 4% de CTR mantendo as mesmas 10 mil impressões, matematicamente seriam 400 cliques.

O dobro.

Esse exemplo é apenas matemático e não representa promessa de resultado, mas ajuda a entender por que otimizar o que já aparece pode ser tão interessante quanto publicar algo novo.

Como a CTR influencia os cliques

11. Não ignore a velocidade e experiência do site

Conteúdo excelente dentro de uma experiência ruim continua sendo um problema.

O Google recomenda uma boa experiência geral na página, considerando aspectos como funcionamento em dispositivos móveis, segurança, ausência de anúncios excessivamente intrusivos e Core Web Vitals.

Atualmente, as três principais métricas do Core Web Vitals são:

LCP: carregamento do principal conteúdo visível. A recomendação é até 2,5 segundos.

INP: capacidade de resposta às interações. A recomendação é abaixo de 200 milissegundos.

CLS: estabilidade visual. O valor recomendado é inferior a 0,1.

Isso é especialmente importante para lojas virtuais.

Imagine clicar em um produto e esperar vários segundos.

Ou tentar tocar em “comprar” e o botão mudar de lugar porque outro elemento carregou.

É frustrante.

SEO e experiência do usuário não deveriam viver separados.

12. Pense primeiro no celular

Seu conteúdo precisa ser confortável em telas pequenas.

Isso significa:

  • fontes legíveis;
  • botões fáceis de tocar;
  • parágrafos confortáveis;
  • imagens adaptadas;
  • menu simples;
  • checkout funcional;
  • sem pop-ups tomando a tela inteira;
  • boa velocidade.

Se possui uma loja virtual, faça um teste muito simples.

Pegue seu celular e tente comprar como se fosse uma cliente.

Pesquise um produto.

Abra.

Leia a descrição.

Escolha uma variação.

Calcule o frete.

Adicione ao carrinho.

Finalize.

Você pode descobrir problemas que nunca percebeu olhando o painel administrativo.

Sobre essa relação entre apresentação e confiança, vale ler A Aparência da Sua Loja Virtual Está Afastando Clientes?.

13. Para e-commerce, não dependa apenas das páginas de produtos

Esse é um erro comum.

Uma loja possui 500 produtos e espera que apenas essas páginas tragam todo o tráfego orgânico.

Crie conteúdo em torno da compra.

Uma loja de moda pode publicar:

  • “como montar um look para casamento de dia”
  • “como escolher tamanho de calça online”
  • “como combinar blazer feminino”
  • “tendências de vestidos”

Uma loja de decoração:

  • “como decorar sala pequena”
  • “como escolher tamanho do tapete”
  • “como montar mesa posta”
  • “como escolher almofadas para sofá”

Depois, conecte os artigos às categorias e produtos relevantes.

O blog deixa de ser apenas conteúdo institucional e se transforma em uma porta de entrada para a loja.

14. Trabalhe as páginas de categorias

No e-commerce, páginas de categoria também podem ter enorme valor para SEO.

Em vez de uma categoria possuir apenas: Tênis Feminino e dezenas de produtos abaixo, ela pode incluir informações úteis e naturais sobre aquela seleção.

O objetivo não é inserir um bloco gigantesco de texto apenas para colocar palavras-chave.

É ajudar.

Explique diferenças, características, usos, tamanhos ou outras informações que realmente contribuam para a compra.

15. Otimize as imagens

Imagens pesadas podem prejudicar a experiência.

Comprima os arquivos.

Utilize dimensões adequadas.

Evite carregar uma imagem gigantesca quando ela será exibida pequena.

Também utilize textos alternativos descritivos quando fizer sentido.

Em vez de: imagem123.jpg pense em uma descrição coerente com aquilo que realmente aparece.

O Google cita explicitamente o alt text entre os locais descritivos onde palavras usadas pelas pessoas podem ajudar a contextualizar o conteúdo.

16. Conquiste links e menções de maneira natural

Quando outros sites relevantes mencionam seu conteúdo ou criam links para ele, isso pode contribuir para descoberta e autoridade.

Mas esqueça aquela ideia de comprar centenas de links aleatórios.

Pense em maneiras legítimas de ser citado:

  • produzir pesquisas;
  • publicar dados;
  • criar ferramentas;
  • fazer estudos;
  • participar de entrevistas;
  • estabelecer parcerias;
  • produzir guias realmente úteis;
  • divulgar conhecimento especializado.

Conteúdo que oferece algo original possui muito mais motivo para ser referenciado.

17. Divulgue o conteúdo depois de publicar

Publicar não é o fim.

É o começo.

Transforme um artigo em:

  • post para Instagram;
  • carrossel;
  • vídeo curto;
  • newsletter;
  • conteúdo para LinkedIn;
  • material enviado pelo WhatsApp;
  • resposta para dúvidas de clientes.

O Google também inclui entre suas práticas essenciais a divulgação do site em comunidades relevantes para que pessoas interessadas conheçam os produtos, serviços e conteúdos oferecidos.

SEO não precisa acontecer isolado do restante do marketing.

18. Produza conteúdo com experiência real

Esse ponto ficou ainda mais importante.

Se você possui experiência com determinado assunto, mostre.

Compartilhe casos.

Conte o que aconteceu.

Explique erros.

Mostre exemplos.

Traga aprendizados.

O Google recomenda avaliar se o conteúdo demonstra experiência em primeira mão e conhecimento profundo sobre o assunto.

Isso é uma oportunidade enorme para blogs empresariais e pessoais.

Você não precisa apenas repetir o que outros 50 sites já escreveram.

Pode acrescentar: “Na prática, foi isso que aconteceu comigo.”

Esse tipo de informação torna o conteúdo mais único e útil.

19. Acompanhe crescimento, não apenas posição

“Estou em primeiro no Google?”

Essa não deveria ser sua única pergunta.

Acompanhe:

Cliques: quantas visitas a Pesquisa Google gerou.

Impressões: quantas vezes suas páginas apareceram.

CTR: quantos dos que viram clicaram.

Posição média: uma referência de visibilidade nos resultados.

Consultas: quais pesquisas estão fazendo seu conteúdo aparecer.

Essas métricas estão disponíveis no Search Console.

Observe também o resultado depois da visita.

Quais páginas geram leads?

Quais ajudam vendas?

Quais produtos recebem visitas?

Quanto tempo as pessoas navegam?

Quais conteúdos participam da jornada de conversão?

Porque tráfego sem objetivo pode virar apenas um número bonito no relatório.

20. Tenha consistência

SEO costuma exigir tempo.

Você pode publicar hoje e não aparecer nas primeiras posições amanhã.

Alguns conteúdos podem crescer rapidamente.

Outros demoram.

Alguns nunca terão o desempenho esperado.

Por isso, trabalhe em ciclos: pesquisar → produzir → publicar → medir → atualizar → melhorar.

Depois repita.

O objetivo não deveria ser publicar 100 artigos rapidamente.

É construir um conjunto cada vez melhor de páginas úteis.

Um plano de 90 dias para aumentar o tráfego orgânico

Se eu estivesse começando hoje, dividiria os próximos três meses assim:

Primeiros 30 dias: faria uma auditoria básica, configuraria Search Console, verificaria indexação, desempenho técnico, páginas existentes, principais consultas e concorrentes. Depois definiria de três a cinco grupos de assuntos estratégicos.

Dias 31 a 60: produziria conteúdos de qualidade dentro desses grupos, melhoraria páginas importantes, criaria links internos e atualizaria conteúdos antigos com potencial.

Dias 61 a 90: analisaria impressões, cliques, CTR e consultas, identificaria páginas próximas de ganhar mais visibilidade e faria novas otimizações.

Depois começaria outro ciclo.

Não existe botão mágico.

Existe melhoria contínua.

Conclusão: tráfego orgânico é construção

Aumentar o tráfego orgânico de um site, blog ou loja virtual não depende de um único truque.

Você precisa combinar: conteúdo útil + intenção de busca + SEO + estrutura + experiência + autoridade + análise de dados + consistência.

E talvez o ponto mais importante seja parar de pensar: “O que eu preciso fazer para enganar o Google e aparecer?” e começar a pensar: “Como posso criar a melhor resposta possível para a pessoa que está pesquisando isso?”

Essa lógica está muito mais próxima das próprias orientações atuais do Google sobre conteúdo criado para pessoas.

Se você tem uma empresa, o objetivo também não deveria ser simplesmente comemorar: “Meu site teve 50 mil acessos!”

A pergunta seguinte precisa ser: “Esses acessos estão trazendo as pessoas certas para o meu negócio?”

Porque o melhor tráfego não é necessariamente o maior.

É aquele capaz de colocar sua marca diante das pessoas certas, no momento em que elas estão procurando exatamente aquilo que você pode oferecer. 🚀📈

Antes de criar mais 20 conteúdos, abra seus dados e descubra o que seu público já está procurando. Muitas vezes, a próxima oportunidade de crescimento orgânico não está em publicar mais — está em melhorar aquilo que você já tem. 📊🚀

14/09/2026 0 comentários
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Estratégia EmpresarialGestão e Bastidores de CEO

Empreendedorismo feminino: por onde começar? Guia para transformar uma ideia em negócio

por Thais Cristina 14/09/2026
escrito por Thais Cristina
Quer Empreender? Veja Como Começar Seu Próprio Negócio do Zero

Você já pensou em ter seu próprio negócio, conquistar mais independência financeira ou transformar algo que sabe fazer em uma fonte de renda?

Talvez tenha uma ideia, mas não saiba por onde começar.

Ou talvez nem tenha decidido o que vender, apenas sabe que gostaria de empreender.

Esse cenário é muito mais comum do que parece.

O empreendedorismo feminino vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil. Segundo levantamento do Sebrae baseado na PNAD Contínua, o número de mulheres donas de negócios passou de 8,2 milhões em 2015 para 10,4 milhões em dezembro de 2025, um crescimento de aproximadamente 27% em dez anos. O número registrado no fim de 2025 foi o maior da série histórica analisada.

Ao mesmo tempo, começar um negócio não significa apenas criar um Instagram, fazer um logotipo e começar a postar.

Existe uma construção.

Ideia, público, produto, preço, divulgação, vendas, atendimento, organização financeira e, conforme o negócio cresce, formalização e gestão.

A boa notícia é que você não precisa resolver tudo no primeiro dia.

Neste guia, vamos conversar sobre empreendedorismo feminino de uma maneira simples e realista: desde a escolha da ideia até as primeiras vendas. 💜

Afinal, o que é empreendedorismo feminino?

De maneira simples, empreendedorismo feminino envolve negócios criados, administrados ou liderados por mulheres.

Isso inclui desde uma mulher que vende doces por encomenda até a fundadora de uma startup.

Pode ser:

  • uma loja virtual;
  • um salão de beleza;
  • uma agência;
  • uma consultoria;
  • uma empresa de tecnologia;
  • uma marca de roupas;
  • um restaurante;
  • uma papelaria;
  • um perfil de afiliados;
  • uma prestadora de serviços;
  • uma profissional autônoma;
  • um negócio local;
  • uma produtora de conteúdo;
  • ou praticamente qualquer outra atividade empresarial.

Os dados mostram que essa participação tem peso expressivo na economia brasileira. Em abril de 2026, o Ministério do Empreendedorismo informou que o Brasil possuía mais de 25 milhões de empresas ativas e quase 40% delas eram lideradas por mulheres, segundo os novos painéis do Mapa de Empresas.

Portanto, quando falamos sobre mulheres empreendedoras, não estamos falando de um pequeno nicho.

Estamos falando de milhões de brasileiras movimentando negócios, empregos, renda e famílias.

Por que tantas mulheres estão começando a empreender?

Os motivos são diferentes.

Algumas desejam independência financeira.

Outras querem transformar uma habilidade em profissão.

Há quem procure mais flexibilidade depois da maternidade.

Algumas identificam uma oportunidade de mercado.

Outras começam porque precisam gerar renda.

Esse último ponto merece atenção.

A pesquisa nacional Empreendedoras e Seus Negócios 2026, do Instituto Rede Mulher Empreendedora, apontou que 54,7% das participantes começaram a empreender por necessidade.

Ou seja: aquela imagem de que todo negócio começa com uma grande ideia revolucionária, investimento e um plano perfeito está muito distante da realidade de muitas mulheres.

Às vezes o começo é: “Eu preciso ganhar dinheiro. O que consigo fazer?”

E não existe nada de errado nisso.

Empreendedorismo feminino em números

Os dados ajudam a enxergar tanto o crescimento quanto os desafios desse movimento:

Mulheres donas de negócios no Brasil

O crescimento foi de aproximadamente 27% em uma década, enquanto o crescimento entre homens donos de negócios ficou em cerca de 11% no mesmo período.

Mas crescer em quantidade não significa que todas as barreiras desapareceram.

Mulheres ainda enfrentam desafios diferentes ao empreender

O estudo de 2026 da Rede Mulher Empreendedora traz dados importantes.

Entre as participantes, 81,1% afirmaram enfrentar mais desafios no empreendedorismo do que os homens. A pesquisa também mostrou que 75% não contam com apoio informal para as tarefas de cuidado, 80,7% já precisaram interromper atividades da empresa para cuidar de alguém e 61,7% consideram que essa sobrecarga interfere diretamente no crescimento do negócio.

Esses números ajudam a explicar uma realidade que muitas mulheres conhecem muito bem.

Você não está administrando apenas uma empresa.

Pode estar tentando administrar simultaneamente: empresa + filhos + casa + casamento + saúde + vida financeira + compromissos familiares.

Por isso, produtividade para uma mulher empreendedora não deveria significar tentar encaixar 40 horas dentro de um dia.

Já falei sobre isso no artigo Rotina Produtiva para Mulheres Ocupadas: Como dar conta de tudo sem se sentir sobrecarregada.

Agora vamos à pergunta principal:

Quero empreender. Por onde começo?

Não comece pelo logotipo.

Nem pelo nome.

Muito menos comprando 5 mil embalagens personalizadas. 😂

Comece respondendo três perguntas:

O que vou vender?

Para quem vou vender?

Por que essa pessoa compraria de mim?

Essas respostas são a base do negócio.

Vamos construir cada etapa.

1. Escolha o que você pode vender

Existem basicamente dois grandes caminhos para começar: produto ou serviço.

Dentro deles existem dezenas de modelos.

Se você possui alguma habilidade, pode começar oferecendo um serviço.

Por exemplo:

  • design;
  • fotografia;
  • social media;
  • manicure;
  • consultoria;
  • aulas particulares;
  • organização;
  • edição de vídeos;
  • tráfego pago;
  • produção de conteúdo;
  • confeitaria.

Se prefere produtos, pode trabalhar com:

  • produção própria;
  • revenda;
  • loja virtual;
  • marketplaces;
  • produtos personalizados;
  • artesanato;
  • moda;
  • beleza;
  • casa e decoração;
  • produtos digitais.

Também existem modelos como marketing de afiliados.

Inclusive, se essa possibilidade interessa, leia Conheça como funciona a afiliação na Hotmart.

O importante é não procurar apenas: “Qual negócio dá mais dinheiro?”

Pergunte também: “Qual negócio eu consigo começar, vender e sustentar?”

2. Procure um problema antes de procurar um produto

Negócios existem porque resolvem alguma coisa.

Uma confeiteira resolve: “Preciso de um bolo bonito para uma festa.”

Uma social media resolve: “Minha empresa precisa aparecer nas redes sociais, mas não tenho tempo.”

Uma loja de moda resolve: “Quero encontrar roupas que combinem comigo.”

Uma consultora resolve: “Tenho um problema e preciso da experiência de alguém para solucioná-lo.”

Quanto mais claramente você entende o problema, mais fácil fica criar uma oferta.

Faça este exercício:

Meu cliente é ________.

Ele precisa de ________.

Meu negócio ajuda oferecendo ________.

Se você consegue completar essas três frases, já começou a estruturar seu posicionamento.

3. Defina para quem você quer vender

“Meu produto é para todo mundo.”

Provavelmente não.

Quanto mais genérica for sua comunicação, mais difícil pode ser alguém pensar: “Isso foi feito para mim.”

Imagine uma nutricionista.

Ela pode atender qualquer pessoa.

Mas poderia se especializar em:

  • mulheres;
  • atletas;
  • gestantes;
  • pessoas acima de 50 anos;
  • crianças;
  • pessoas que buscam determinado objetivo.

O serviço continua sendo nutrição.

O posicionamento muda.

Isso também acontece no digital.

Se você ainda está estruturando essa etapa, recomendo Primeiros Passos no Marketing Digital: Estratégias que Funcionam.

4. Pesquise antes de investir

Encontrou uma ideia?

Agora investigue.

Pesquise no Google.

Procure concorrentes.

Leia avaliações.

Observe comentários nas redes sociais.

Pesquise marketplaces.

Converse com potenciais clientes.

Descubra:

  • o que as pessoas compram;
  • quanto pagam;
  • do que reclamam;
  • o que valorizam;
  • quais dúvidas possuem;
  • como os concorrentes vendem.

Concorrência não significa automaticamente que sua ideia é ruim.

Na verdade, pode indicar que já existe demanda.

O desafio passa a ser encontrar espaço para construir sua própria proposta.

5. Comece pequeno

Um dos maiores erros de quem está começando é gastar muito antes de vender.

Imagine alguém querendo abrir uma loja.

Antes da primeira venda, compra:

  • R$ 15 mil de estoque;
  • embalagens personalizadas;
  • equipamentos;
  • decoração;
  • sessão profissional de fotos;
  • site;
  • móveis;
  • software;
  • material gráfico.

O negócio começa com uma enorme pressão para recuperar o investimento.

Sempre que o modelo permitir, valide primeiro.

Se pretende prestar um serviço, tente conseguir os primeiros clientes.

Se vai vender produtos, comece com um estoque controlado.

Se pretende lançar um produto digital, teste se existe interesse.

Primeiro valide. Depois escale.

6. Faça as contas antes de definir o preço

Preço não deveria nascer da pergunta: “Quanto minha concorrente cobra?”

Você precisa conhecer seus próprios números.

Considere:

  • custo do produto;
  • embalagem;
  • frete subsidiado;
  • taxas;
  • impostos;
  • comissões;
  • ferramentas;
  • tempo;
  • mão de obra;
  • marketing;
  • margem desejada.

Se você vende algo por R$ 100, isso não significa que ganhou R$ 100.

Essa diferença parece óbvia, mas é uma das bases da gestão financeira.

Preço errado pode fazer uma empresa vender muito e, ainda assim, perder dinheiro.

7. Separe o dinheiro pessoal do dinheiro da empresa

Essa é uma regra que deveria aparecer logo no início da vida empreendedora.

Você vende R$ 5.000.

Olha a conta: “Tenho R$ 5 mil!”

Não exatamente.

Parte desse dinheiro pode ser:

  • estoque;
  • imposto;
  • fornecedor;
  • marketing;
  • taxas;
  • despesas;
  • capital de giro.

Se todo dinheiro da empresa é tratado como dinheiro pessoal, fica extremamente difícil descobrir se o negócio está realmente dando lucro.

Mesmo em uma operação pequena, crie organização.

Registre entradas.

Registre saídas.

Acompanhe custos.

Entenda quanto realmente sobra.

8. Entenda quando formalizar seu negócio

A formalização depende da atividade, faturamento, estrutura e enquadramento permitido.

Para muitos pequenos negócios, o MEI pode ser uma possibilidade, desde que a atividade e as demais condições estejam dentro das regras vigentes.

Mas não abra um CNPJ escolhendo qualquer atividade apenas porque alguém na internet falou que funciona.

Consulte as regras oficiais e, quando necessário, converse com um contador.

Formalização não é apenas “ter CNPJ”.

Ela envolve responsabilidades tributárias, fiscais e legais.

9. Construa uma presença digital simples

Você não precisa estar em todas as redes sociais.

Instagram.

TikTok.

YouTube.

Pinterest.

LinkedIn.

Facebook.

Blog.

WhatsApp.

Se tentar começar em sete canais ao mesmo tempo, existe uma grande chance de abandonar todos.

Escolha onde seu público realmente está.

Para muitos pequenos negócios, uma estrutura inicial pode ser: uma rede social + WhatsApp + um canal de venda.

O canal de venda pode ser marketplace, loja virtual, página de pagamento ou atendimento direto, dependendo do negócio.

Depois você expande.

10. Aprenda a vender

Essa parte é indispensável.

Não adianta criar algo maravilhoso se ninguém sabe que existe.

Venda envolve:

  • apresentar;
  • explicar;
  • mostrar valor;
  • responder dúvidas;
  • fazer ofertas;
  • acompanhar interessados;
  • pedir a venda.

Muitas mulheres sentem desconforto nessa etapa.

“Não quero parecer insistente.”

“Tenho vergonha de divulgar.”

“E se acharem caro?”

Mas divulgar um produto no qual você acredita não significa incomodar.

Significa dar às pessoas a oportunidade de conhecê-lo.

11. Marketing precisa entrar no negócio desde o início

Um dado da pesquisa RME 2026 chama atenção: 51,9% das participantes apontaram marketing e divulgação como o principal obstáculo operacional, apesar de 72,2% já utilizarem a internet para divulgar seus produtos ou serviços.

Isso mostra que estar online não é suficiente.

Você precisa aprender a comunicar.

Quem você ajuda?

Qual problema resolve?

Por que comprar?

Quanto custa?

Como funciona?

Como contratar?

Marketing não é apenas postar.

É facilitar a conexão entre uma necessidade e sua solução.

12. Você não precisa começar com tráfego pago

Essa é uma dúvida comum.

“Preciso anunciar para começar?”

Não necessariamente.

Você pode conseguir clientes por:

  • indicação;
  • networking;
  • conteúdo;
  • prospecção;
  • parcerias;
  • SEO;
  • grupos;
  • marketplaces;
  • redes sociais.

Quando encontrar uma oferta que funciona, anúncios podem ajudar a aumentar alcance e aquisição.

Se estiver considerando essa estratégia, veja Tráfego Pago Vale a Pena para Pequena Empresa?.

E quando começar a anunciar, aprenda também a analisar retorno. No artigo O que é ROAS e como calcular no tráfego pago, explico como avaliar quanto de receita atribuída aos anúncios está sendo gerada em relação ao investimento.

13. Networking pode acelerar seu crescimento

Empreender sozinha não significa precisar caminhar sozinha.

Conheça outras empreendedoras.

Participe de eventos.

Converse com fornecedores.

Aproxime-se de pessoas de outras áreas.

Entre em comunidades.

Troque experiências.

Algumas oportunidades não chegam por anúncio.

Chegam por relacionamento.

Uma pessoa conhece outra.

Uma cliente indica.

Uma parceria acontece.

Uma conversa gera uma ideia.

O Governo Federal mantém atualmente a Estratégia Elas Empreendem, estruturada em áreas como acesso ao mercado, tecnologia e inovação, crédito e educação empreendedora. Em 2025, segundo o Ministério do Empreendedorismo, 30.434 mulheres foram capacitadas em parceria com o Instituto Rede Mulher Empreendedora.

Também existem iniciativas do Sebrae voltadas especificamente às mulheres, incluindo capacitações, mentorias e instrumentos de acesso ao crédito.

Ou seja: procure apoio.

Você não precisa descobrir tudo sozinha.

14. Não espere se sentir 100% preparada

Esse momento talvez nunca chegue.

Quando você aprender marketing, perceberá que precisa aprender financeiro.

Depois gestão.

Depois liderança.

Depois vendas.

Depois contratação.

Depois estratégia.

Empreender é um processo constante de aprendizado.

O objetivo não é saber tudo antes de começar.

É saber o suficiente para dar o próximo passo com responsabilidade.

15. Busque sua primeira venda, não sua empresa perfeita

Essa mudança de mentalidade é poderosa.

Sua primeira meta não precisa ser: “Construir uma empresa de R$ 1 milhão.”

Pode ser: fazer a primeira venda.

Depois: 5 clientes.

Depois: 10 clientes.

    Depois: clientes recorrentes.

    Depois: processos.

    Depois: equipe.

    Depois: escala.

    Crescimento é construído em etapas.

    Se você está exatamente nesse momento, leia Como começar no digital do zero e fazer sua primeira venda.

    Um plano simples de 30 dias para começar

    Se você quer empreender, mas está paralisada pelo excesso de informações, pode dividir seu primeiro mês assim:

    Semana 1 — Ideia

    Escolha o que vender, identifique o problema, público e concorrentes.

    Semana 2 — Oferta

    Defina produto ou serviço, preço, forma de pagamento e como será entregue.

    Semana 3 — Presença

    Organize seu canal de vendas, WhatsApp, perfil profissional e conteúdos básicos.

    Semana 4 — Venda

    Divulgue, converse com potenciais clientes, faça ofertas e tente conquistar sua primeira venda.

    Não precisa estar perfeito.

    Precisa estar funcionando.

    E se eu quiser empreender pela internet?

    As possibilidades aumentaram muito.

    Você pode vender produtos.

    Serviços.

    Conhecimento.

    Conteúdo.

    Produtos digitais.

    Afiliados.

    Consultorias.

    Se o seu objetivo é começar com uma fonte de renda online, veja também Como ganhar dinheiro na internet em 2026: 15 formas reais para começar.

    O digital reduz algumas barreiras, mas não elimina os fundamentos de um negócio.

    Ainda será necessário encontrar pessoas, resolver problemas e vender.

    E se eu for mãe?

    Então provavelmente sua organização precisará considerar uma variável adicional: filhos. 💜

    Não construa seu planejamento baseado na rotina de alguém que possui uma realidade completamente diferente da sua.

    Talvez você tenha apenas duas horas por dia.

    Comece com duas.

    Talvez consiga trabalhar apenas durante determinados períodos.

    Organize esses períodos.

    Talvez precise de ajuda.

    Peça.

    Já compartilhei uma reflexão mais pessoal sobre esse assunto em Um dia real na rotina de uma mãe, esposa e CEO.

    O objetivo não deveria ser provar que você consegue fazer tudo.

    É construir um negócio que caiba na vida que você possui e, aos poucos, ajude a criar a vida que deseja.

    Empreendedorismo feminino não precisa ser solitário

    Existe uma imagem muito forte da empreendedora independente.

    Ela resolve.

    Ela aguenta.

    Ela faz.

    Ela conquista.

    Mas independência financeira não precisa significar isolamento.

    Rede de apoio importa.

    Parceiros importam.

    Equipe importa.

    Família importa.

    Outras mulheres importam.

    Mentoria importa.

    Profissionais especializados importam.

    Inclusive, políticas públicas brasileiras para empreendedorismo feminino reconhecem formalmente desafios relacionados a crédito, mercado, capacitação, tecnologia e conciliação entre vida profissional e pessoal.

    Construir uma rede não diminui sua força.

    Pode aumentar suas possibilidades.

    Os erros que eu evitaria no começo

    Se pudesse resumir os principais cuidados para quem está começando, seriam estes:

    • investir muito dinheiro antes de validar a ideia;
    • misturar dinheiro pessoal e empresarial;
    • copiar concorrentes sem entender o próprio público;
    • cobrar sem calcular custos;
    • tentar estar em todas as redes sociais;
    • esperar o produto ficar perfeito;
    • achar que marketing é apenas postar;
    • depender de um único cliente;
    • fazer tudo sozinha por tempo demais;
    • crescer sem processos e controle financeiro.

    Você provavelmente cometerá erros.

    Toda empreendedora comete.

    A diferença está em aprender rápido e não transformar um erro em um padrão permanente.

    Conclusão: por onde começar no empreendedorismo feminino?

    Comece pequeno.

    Mas comece com clareza.

    Você não precisa ter escritório.

    Não precisa ter equipe.

    Não precisa possuir milhares de seguidores.

    Não precisa investir uma fortuna.

    E não precisa saber tudo.

    Comece descobrindo:

    o que você pode vender;

    para quem;

    qual problema resolve;

    quanto precisa cobrar;

    onde encontrará clientes;

    e como realizará a primeira venda.

    Depois aprenda com o mercado.

    Ouça clientes.

    Melhore seu produto.

    Organize as finanças.

    Crie processos.

    Invista em marketing.

    Construa relacionamentos.

    Formalize corretamente.

    E cresça no ritmo que fizer sentido.

    O empreendedorismo feminino brasileiro já reúne milhões de mulheres e continua crescendo. O levantamento mais recente do Sebrae registrou 10,4 milhões de mulheres donas de negócios no fim de 2025, o maior número da série analisada.

    Mas todo grande número começa com histórias individuais.

    Uma mulher.

    Uma ideia.

    Uma necessidade.

    Uma primeira cliente.

    Uma primeira venda.

    E talvez a próxima história comece justamente com você decidindo que não precisa enxergar a escada inteira para subir o primeiro degrau. 💜🚀

    Se você quer começar a empreender, não tente resolver os próximos cinco anos hoje. Escolha uma ideia, encontre uma pessoa que precisa dela e dê o primeiro passo. Qual negócio você gostaria de começar? 💜

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    E-commerce e Vendas OnlineMarketing Digital

    O que é ROAS e como calcular no tráfego pago? Guia simples para entender se seus anúncios estão dando retorno

    por Thais Cristina 14/09/2026
    escrito por Thais Cristina
    ROAS no Tráfego Pago: Como Saber se Seus Anúncios Estão Dando Lucro?

    Você investiu R$ 1.000 em anúncios e conseguiu vender R$ 5.000.

    Foi um bom resultado?

    A primeira reação provavelmente seria: “Claro! Coloquei R$ 1.000 e voltaram R$ 5.000.”

    Mas será que esses R$ 5.000 significam que você teve R$ 4.000 de lucro?

    Não necessariamente.

    É justamente aqui que entra uma das métricas mais importantes para quem trabalha com anúncios: o ROAS.

    A sigla aparece constantemente em relatórios de Google Ads, campanhas, reuniões com agências e análises de performance. Apesar do nome parecer técnico, o conceito é bastante simples.

    ROAS significa Return on Ad Spend, ou Retorno sobre o Investimento em Publicidade. Na prática, ele mostra quanto de receita ou valor de conversão atribuído aos anúncios foi gerado para cada real investido em mídia.

    O próprio Google define ROAS como a relação entre o valor total de conversão atribuído e o gasto total com publicidade.

    Neste artigo, vou explicar o que é ROAS, como calcular, qual ROAS pode ser considerado bom, qual a diferença entre ROAS e ROI e por que olhar apenas para essa métrica pode levar a decisões erradas.

    E pode ficar tranquila: você não precisa gostar de matemática para entender. 😅

    O que é ROAS?

    ROAS é uma métrica utilizada para avaliar o retorno do dinheiro investido diretamente em publicidade.

    Imagine que uma loja virtual investiu: R$ 2.000 em anúncios

    E as vendas atribuídas a esses anúncios somaram: R$ 8.000

    Nesse caso: ROAS = 8.000 ÷ 2.000 = 4

    Podemos dizer que o ROAS foi 4x.

    Ou, em percentual: 400%

    Isso significa que, segundo a atribuição utilizada na análise, para cada R$ 1 investido em anúncios, foram gerados R$ 4 em vendas.

    Simples, certo?

    Como calcular o ROAS?

    A fórmula básica é: ROAS = Receita atribuída aos anúncios ÷ Investimento em anúncios

    Quando apresentado em percentual: ROAS (%) = (Receita atribuída ÷ Investimento) × 100

    Vamos para outro exemplo.

    Uma empresa investiu R$ 3.000 no mês.

    As campanhas geraram R$ 15.000 em vendas atribuídas.

    Temos: 15.000 ÷ 3.000 = 5

    Portanto: ROAS = 5x ou 500%

    Para cada R$ 1 investido em mídia, foram atribuídos R$ 5 em receita.

    No Google Ads, uma métrica equivalente aparece como “Valor de conversão por custo”, calculada dividindo o valor das conversões pelo custo.

    Tabela simples para entender o ROAS

    Veja alguns exemplos hipotéticos:

    InvestimentoReceita atribuídaROASRetorno por R$ 1
    R$ 1.000R$ 1.0001xR$ 1
    R$ 1.000R$ 2.0002xR$ 2
    R$ 1.000R$ 3.0003xR$ 3
    R$ 1.000R$ 5.0005xR$ 5
    R$ 1.000R$ 8.0008xR$ 8
    R$ 1.000R$ 10.00010xR$ 10

    Visualmente, fica ainda mais fácil:

    Quanto R$ 1.000 em anúncios representa em diferentes ROAS

    O gráfico é apenas ilustrativo. Não significa que investir R$ 1.000 automaticamente gerará qualquer um desses resultados.

    ROAS 5 significa o quê?

    Essa dúvida é muito comum.

    Se alguém disser: “Nossa campanha está com ROAS 5.”

    Significa que o valor atribuído às conversões equivale a cinco vezes o investimento publicitário.

    Exemplo:

    Investimento: R$ 4.000

    ROAS: 5

    Receita atribuída:

    R$ 4.000 × 5 = R$ 20.000

    Portanto, ROAS 5 = 500%.

    Da mesma maneira:

    ROAS 2 = 200%

    ROAS 3 = 300%

    ROAS 4 = 400%

    ROAS 10 = 1.000%

    Mas atenção: ROAS 5 não significa 500% de lucro.

    Essa diferença é fundamental.

    ROAS não é lucro

    Esse talvez seja o maior erro de interpretação dessa métrica.

    Imagine uma loja que teve: R$ 10.000 em vendas atribuídas aos anúncios e investiu: R$ 2.000 em publicidade.

    Seu ROAS seria: 10.000 ÷ 2.000 = 5

    Excelente?

    Ainda não sabemos.

    Porque existem outros custos.

    A loja talvez tenha:

    • R$ 4.000 de custo dos produtos;
    • R$ 1.000 de impostos;
    • R$ 600 em taxas de pagamento;
    • R$ 500 em subsídios de frete;
    • R$ 300 em embalagens;
    • R$ 2.000 de investimento em anúncios.

    Percebe?

    Os R$ 10 mil são faturamento, não lucro.

    Por isso, nunca recomendo analisar ROAS isoladamente.

    Qual é a diferença entre ROAS e ROI?

    ROAS está diretamente relacionado ao investimento em publicidade.

    ROI é uma análise mais ampla de retorno sobre investimento e normalmente considera o resultado financeiro depois dos custos relevantes.

    O glossário oficial do Google Ads diferencia as duas métricas: ROAS é calculado pelo valor total da conversão dividido pelo gasto publicitário, enquanto ROI relaciona lucro e investimento.

    De maneira simplificada:

    • ROAS → eficiência da publicidade
    • ROI → retorno financeiro do investimento

    Imagine:

    Receita = R$ 20.000

    Investimento em anúncios = R$ 4.000

    O ROAS será: 20.000 ÷ 4.000 = 5

    Mas para saber se a operação realmente foi lucrativa, precisamos considerar outros custos.

    É por isso que uma campanha pode apresentar um ROAS aparentemente bonito e ainda assim ser ruim financeiramente para determinada empresa.

    Afinal, qual é um ROAS bom?

    Essa pergunta aparece muito: “ROAS 3 é bom?”

    A resposta correta é: depende da margem do negócio.

    Não existe um ROAS universal que seja bom para todas as empresas.

    Imagine duas lojas.

    Loja A

    Vende um produto por R$ 200 e, depois dos custos variáveis que não incluem mídia, conserva R$ 120 para pagar publicidade e contribuir para despesas/lucro.

    Ela possui uma margem muito diferente de outra empresa que vende por R$ 200 e conserva apenas R$ 40 antes da mídia.

    As duas não podem trabalhar com a mesma meta de ROAS e esperar o mesmo resultado financeiro.

    É por isso que o próprio Google orienta que a definição de um ROAS desejado considere os objetivos do negócio e o histórico de desempenho, em vez de simplesmente copiar um número considerado “bom” no mercado.

    Como descobrir o ROAS mínimo da sua empresa?

    Aqui começamos a entrar em uma análise mais interessante.

    Vamos utilizar um exemplo simplificado.

    Produto vendido por: R$ 100

    Depois de produto, impostos, taxas, comissão, frete subsidiado e outros custos variáveis, restam: R$ 25 antes do gasto com publicidade.

    Isso significa que a publicidade poderia consumir, no máximo, esses R$ 25 para que essa venda chegasse aproximadamente ao ponto de equilíbrio nessa conta simplificada.

    Assim: R$ 100 ÷ R$ 25 = ROAS 4

    Nesse cenário hipotético, um ROAS de aproximadamente 4x seria o ponto de equilíbrio da mídia, considerando apenas os custos incluídos nessa conta.

    Acima disso, começa a existir contribuição positiva.

    Abaixo disso, a venda pode estar consumindo mais dinheiro em publicidade do que a margem disponível.

    Mas a realidade financeira de cada empresa pode incluir custos fixos, devoluções, inadimplência, descontos, diferentes margens por produto e outros fatores. Por isso, o cálculo ideal deve ser feito junto ao financeiro ou à contabilidade da empresa.

    ROAS alto sempre é melhor?

    Aqui temos outra pegadinha.

    Imagine duas campanhas:

    Campanha A

    Investimento: R$ 1.000
    Receita: R$ 10.000
    ROAS: 10x

    Campanha B

    Investimento: R$ 20.000
    Receita: R$ 120.000
    ROAS: 6x

    Qual é melhor?

    Se analisarmos exclusivamente o ROAS, seria a Campanha A.

    Mas a Campanha B gerou R$ 110 mil a mais de receita atribuída.

    Dependendo da margem, capacidade operacional, estoque e objetivo da empresa, pode ser muito mais interessante aceitar um ROAS menor em troca de maior volume.

    Esse é um dos motivos pelos quais perseguir o “maior ROAS possível” nem sempre é a estratégia correta.

    ROAS e escala: o equilíbrio que muita gente esquece

    À medida que uma campanha escala, pode ficar mais difícil manter exatamente o mesmo ROAS.

    Imagine que você encontrou um pequeno público altamente interessado no produto.

    Investiu R$ 500 e conseguiu ROAS 10.

    Ótimo.

    Agora deseja investir R$ 50.000 mantendo exatamente o mesmo retorno.

    Talvez não seja possível.

    Para aumentar o investimento, as plataformas precisam alcançar mais pessoas e participar de mais oportunidades de anúncio.

    Inclusive, na documentação sobre ROAS desejado, o Google alerta que estabelecer uma meta excessivamente alta pode limitar o tráfego da campanha. A plataforma também explica que reduzir gradualmente uma meta de ROAS pode permitir maior participação em leilões e aumentar o volume de conversões.

    Portanto, precisamos analisar: eficiência + volume + margem + lucro.

    O que é ROAS desejado?

    No Google Ads existe uma estratégia conhecida como ROAS desejado.

    Você informa à plataforma qual retorno médio gostaria de buscar.

    Por exemplo: ROAS desejado = 500%

    Na prática, a meta é buscar aproximadamente R$ 5 em valor de conversão para cada R$ 1 investido.

    O próprio Google utiliza exatamente essa lógica em sua documentação: uma meta de R$ 5 em vendas para R$ 1 em publicidade corresponde a um ROAS desejado de 500%.

    A plataforma utiliza seus sistemas de lances e sinais disponíveis para tentar maximizar o valor de conversão enquanto busca atingir, em média, aquela meta. Isso não significa que cada venda individual terá ROAS 5, nem que a meta será garantida.

    Não configure ROAS desejado no chute

    Se você acabou de descobrir que existe ROAS desejado, cuidado para não abrir sua conta e simplesmente colocar: 800% porque parece um número ótimo. 😂

    A meta precisa fazer sentido para o negócio e para os dados disponíveis.

    Em sua orientação atual, o Google recomenda utilizar os objetivos do negócio e o histórico de ROAS como referência e ressalta a importância de registrar corretamente os valores das conversões antes de trabalhar com estratégias de lance baseadas em valor.

    Sem mensuração adequada, a plataforma pode otimizar com informações incompletas ou erradas.

    Rastreamento é indispensável para calcular ROAS

    Existe um detalhe muito importante: como você saberá quanto os anúncios venderam se as vendas não estiverem sendo registradas corretamente?

    Imagine:

    Você investiu R$ 5.000.

    A loja vendeu R$ 30.000.

    Não significa automaticamente que: ROAS = 6.

    Parte dessas vendas pode ter vindo de:

    • Google orgânico;
    • Instagram orgânico;
    • clientes recorrentes;
    • acesso direto;
    • indicação;
    • e-mail;
    • WhatsApp;
    • marketplaces;
    • outros canais.

    O ROAS precisa relacionar o investimento publicitário ao valor atribuído à publicidade de acordo com o sistema de mensuração utilizado.

    No Google Ads, por exemplo, o valor total de conversão depende dos valores registrados para as ações de conversão. A própria documentação alerta que configurações incorretas podem gerar valores errados e orienta conferir o mapeamento das variáveis quando são utilizados valores dinâmicos em plataformas de e-commerce.

    Por isso, rastreamento não é um detalhe técnico.

    É parte da estratégia.

    Atribuição também influencia o ROAS

    Imagine que uma cliente:

    1. vê um anúncio;
    2. visita sua loja;
    3. sai;
    4. pesquisa sua marca alguns dias depois;
    5. entra novamente;
    6. compra.

    Quem recebe o crédito pela venda?

    Essa resposta depende do sistema e do modelo de atribuição utilizados.

    Por isso, duas plataformas podem eventualmente apresentar números diferentes para uma mesma operação.

    O ROAS mostrado dentro de uma plataforma é baseado nas conversões que aquela plataforma atribuiu aos anúncios segundo suas regras e dados disponíveis.

    Isso precisa ser considerado na análise.

    Quais métricas acompanhar junto com o ROAS?

    ROAS é importante, mas ele fica muito mais poderoso quando analisado junto a outros indicadores.

    Eu observaria principalmente:

    • Receita e valor de conversão: quanto efetivamente foi atribuído às campanhas.
    • CPA: quanto está custando gerar cada aquisição ou conversão.
    • Taxa de conversão: qual parcela das interações qualificadas termina em conversão.
    • Ticket médio: quanto cada pedido representa, em média.
    • Margem de contribuição: quanto sobra da venda após os custos variáveis relevantes.
    • Volume de vendas: porque um ROAS excelente com pouquíssimas vendas pode não sustentar uma operação.
    • Lucro: afinal, faturamento sozinho não paga os boletos. 😅

    O Google também disponibiliza métricas como custo por conversão, taxa de conversão, valor total das conversões e valor por conversão para ajudar a analisar o desempenho além de uma única métrica.

    Um exemplo completo

    Imagine uma loja virtual.

    Durante o mês:

    Investimento em mídia: R$ 10.000

    Receita atribuída aos anúncios: R$ 50.000

    ROAS:

    50.000 ÷ 10.000 = 5

    ROAS = 500%

    Parece ótimo.

    Agora vamos supor, apenas para fins didáticos, que os custos variáveis relacionados às vendas tenham sido:

    Produtos: R$ 20.000

    Impostos e taxas: R$ 7.000

    Fretes subsidiados e outros custos: R$ 5.000

    Publicidade: R$ 10.000

    Total considerado no exemplo: R$ 42.000

    Sobrariam R$ 8.000 antes de eventuais despesas fixas e outros custos não incluídos.

    Agora imagine exatamente a mesma campanha em uma empresa com custos de produto muito maiores.

    O ROAS continuaria sendo 5.

    Mas o resultado financeiro poderia ser completamente diferente.

    Esse exemplo mostra por que a pergunta correta não é apenas: “Meu ROAS está bom?”

    É: “Meu ROAS está bom para a margem e para os objetivos da minha empresa?”

    Como melhorar o ROAS?

    Melhorar o ROAS não significa apenas “mexer no anúncio”.

    O resultado depende de toda a jornada.

    Você pode trabalhar anúncios melhores, segmentação, criativos, ofertas, páginas de destino, velocidade do site, página de produto, checkout, preço, frete, meios de pagamento, remarketing e experiência de compra.

    Uma campanha excelente enviando pessoas para uma loja ruim continuará enfrentando dificuldades.

    Se você possui um e-commerce, recomendo a leitura de A Aparência da Sua Loja Virtual Está Afastando Clientes?, porque confiança e experiência também participam da decisão de compra.

    Para entender a estratégia de aquisição como um todo, veja também Tráfego Pago Vale a Pena para Pequena Empresa?.

    E se você ainda está estruturando sua presença online, comece por Primeiros Passos no Marketing Digital: Estratégias que Funcionam.

    Não tente consertar uma oferta ruim aumentando o orçamento

    Esse ponto merece atenção.

    Se uma campanha não vende, aumentar o orçamento nem sempre resolverá.

    Antes, investigue:

    • O anúncio está atraindo a pessoa certa?
    • O produto é competitivo?
    • A oferta está clara?
    • A página transmite confiança?
    • O preço faz sentido?
    • O frete está afastando clientes?
    • O checkout funciona bem?
    • Existe demanda?
    • O rastreamento está correto?

    Às vezes o problema não está no tráfego.

    Está no que acontece depois do clique.

    E para pequenas empresas, vale acompanhar ROAS?

    Com certeza.

    Na verdade, quanto menor o orçamento, mais importante é entender para onde o dinheiro está indo.

    Você não precisa começar com relatórios extremamente complexos.

    Comece respondendo:

    Quanto investi?

    Quanto foi atribuído em vendas?

    Qual foi meu ROAS?

    Qual é minha margem?

    Quanto realmente sobrou?

    Depois, evolua a análise.

    Se você está começando no digital, vale complementar com Como começar no digital do zero e fazer sua primeira venda.

    ROAS bom é aquele que faz sentido para o seu negócio

    Depois de tudo isso, quero que você guarde uma ideia: ROAS não deve ser analisado isoladamente.

    A fórmula é simples: receita ou valor de conversão atribuído aos anúncios ÷ investimento publicitário.

    Mas interpretar o resultado exige entender o negócio.

    ROAS 2 pode ser inviável para uma empresa e excelente dentro de outro modelo.

    ROAS 5 pode gerar lucro para uma loja e prejuízo para outra.

    ROAS 10 pode parecer incrível, mas talvez exista tão pouco volume que a campanha quase não contribua para o crescimento.

    Por isso, antes de perguntar: “Qual ROAS devo buscar?”

    Pergunte: “Qual ROAS minha margem permite e qual resultado financeiro quero alcançar?”

    A partir daí, o tráfego pago deixa de ser apenas colocar dinheiro em anúncios e esperar vendas.

    Ele passa a ser tratado como aquilo que realmente é: um investimento que precisa ser medido, analisado e conectado aos números da empresa. 📊🚀

    Você sabe qual é o ROAS mínimo que sua empresa precisa atingir para uma campanha realmente valer a pena? Antes de aumentar o orçamento dos anúncios, coloque no papel sua margem, seus custos e o retorno necessário para crescer com lucro. 📈

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    SOBRE MIM

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    Thaís Cristina

    31 anos, canceriana, mãe, esposa e mais mil coisas. CEO e cofundadora da DevRocket, uma agência especializada em marketing, tecnologia e soluções para e-commerce, tenho formação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e MBA em Marketing Digital, unindo visão estratégica, experiência prática e olhar empreendedor para ajudar negócios a crescerem no digital.

    À frente do blog Dia de CEO, compartilho aqui, conteúdos sobre marketing, estratégia, vendas, gestão e bastidores reais do empreendedorismo, com uma linguagem simples, direta e aplicada à rotina de quem vive os desafios de empreender todos os dias.

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