Dia de CEO – Thaís Cristina
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Estratégia Empresarial

CEO ou Mãe? Como Conciliar Filho Doente com a Empresa sem Sentir que Tudo Está Desmoronando

por Thais Cristina 18/09/2026
escrito por Thais Cristina
CEO ou Mãe? Como Conciliar Filho Doente com a Empresa sem se Sentir Culpada

Tem dias em que a agenda está completamente organizada.

Reuniões marcadas. Equipe trabalhando. Clientes esperando respostas. Tarefas definidas. Planejamento pronto.

Então, no meio da madrugada, seu filho acorda com febre.

E, de repente, aquela agenda que parecia tão importante algumas horas antes deixa de fazer sentido.

Quem é mãe e também administra uma empresa provavelmente já viveu — ou ainda vai viver — alguma versão desse dia.

Você olha para o filho precisando de você e sabe onde quer estar. Ao mesmo tempo, lembra da reunião das 9h, do cliente esperando uma decisão, do financeiro que precisa ser aprovado e daquela entrega que deveria acontecer hoje.

É nesse momento que surge uma pergunta silenciosa: Hoje eu preciso ser CEO ou mãe?

A resposta que fui aprendendo é que talvez essa seja a pergunta errada.

Porque eu não deixo de ser CEO quando minha filha fica doente. E também não deixo de ser mãe quando entro em uma reunião importante.

O verdadeiro desafio é construir uma empresa que consiga continuar funcionando nos dias em que a vida exige que a maternidade ocupe o primeiro lugar da agenda.

E isso não é uma situação rara. Uma pesquisa nacional do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), publicada em agosto de 2026, mostrou que 75% das empreendedoras participantes não contam com apoio informal para o cuidado. Além disso, 80,7% já precisaram interromper atividades da empresa para realizar tarefas de cuidado, e 61,7% afirmaram que essa sobrecarga interfere diretamente no desenvolvimento do negócio.

Então vamos conversar sobre vida real.

Sobre como conciliar filho doente com a empresa, o que pode ser organizado antecipadamente e como atravessar aqueles dias em que simplesmente não será possível cumprir tudo.

Quando seu filho fica doente, a prioridade do dia muda

Essa é a primeira coisa que precisei entender.

Existem prioridades planejadas e existem prioridades que aparecem.

Uma reunião importante é prioridade.

Um planejamento financeiro é prioridade.

Uma negociação é prioridade.

Mas uma criança que acorda passando mal pode mudar completamente a ordem dessas prioridades.

Isso não significa que a empresa deixou de ser importante.

Significa apenas que naquele momento surgiu algo mais urgente.

Quando uma criança está doente, inclusive, determinadas situações exigem avaliação profissional. Em quadros respiratórios, por exemplo, o Ministério da Saúde orienta buscar atendimento diante de sinais como dificuldade ou aceleração da respiração, lábios ou unhas arroxeados, sonolência excessiva, dificuldade para se alimentar ou ingerir líquidos, febre persistente ou piora dos sintomas.

A parte médica deve ficar com profissionais de saúde.

A nossa conversa aqui é sobre outra questão: o que fazer com a empresa enquanto você precisa cuidar do seu filho?

A primeira regra: não tente manter um dia normal

Talvez esse seja um dos maiores erros.

Seu filho está doente.

Você dormiu mal.

Está observando sintomas.

Talvez precise ir ao pediatra.

Pode precisar administrar medicamentos prescritos nos horários indicados, preparar comida, oferecer líquidos, trocar roupa, dar banho ou simplesmente ficar perto.

E ainda assim abre o notebook pensando: “Vou trabalhar normalmente.”

Provavelmente não vai.

E tentar reproduzir sua rotina normal dentro de um dia completamente anormal tende a gerar ainda mais frustração.

Em vez disso, transforme o dia em uma espécie de modo de contingência.

A pergunta deixa de ser: “Como vou fazer tudo?”

E passa a ser: “O que realmente não pode ficar sem resposta hoje?”

Essa mudança parece pequena, mas ajuda muito.

Crie três níveis de prioridade

Quando acontece algum imprevisto familiar, eu gosto muito mais da ideia de reduzir do que tentar encaixar.

Você pode dividir as tarefas mentalmente em três grupos:

1. Precisa acontecer hoje.

São situações realmente urgentes. Uma aprovação que bloqueia toda a equipe, um pagamento com vencimento, uma decisão que ninguém consegue tomar sem você ou uma reunião impossível de remarcar.

2. Outra pessoa consegue resolver.

Aqui entram tarefas que você normalmente faria, mas que podem ser delegadas.

3. Pode esperar.

E provavelmente existe muito mais coisa nessa categoria do que imaginamos.

Aquele relatório pode esperar.

A reunião interna talvez possa mudar de dia.

O conteúdo pode ser publicado amanhã.

A apresentação pode ser finalizada depois.

O mundo empresarial cria uma sensação de urgência constante.

Mas urgente e importante não são sinônimos.

Uma empresa saudável precisa sobreviver a um dia sem a CEO

Essa frase pode incomodar.

Principalmente quem está começando.

Mas ela também pode ser libertadora.

Se você precisa estar disponível para absolutamente todas as decisões da empresa, existe uma dependência operacional muito grande da fundadora.

E filho doente é apenas uma das situações capazes de revelar isso.

Você também pode:

  • ficar doente;
  • precisar acompanhar alguém ao médico;
  • tirar férias;
  • participar de um evento;
  • viajar;
  • ter um compromisso pessoal;
  • simplesmente precisar descansar.

Por isso, construir processos não serve apenas para aumentar produtividade.

Serve para criar liberdade.

Já falei sobre essa rotina no artigo Um Dia Real na Rotina de uma Mãe, Esposa e CEO. Conciliar empresa e família não significa conseguir entregar 100% para todas as áreas todos os dias.

Alguns dias serão mais empresa.

Outros serão mais família.

E alguns serão simplesmente sobrevivência. 😅

Delegar antes da emergência é muito melhor

O pior momento para descobrir que ninguém sabe fazer uma tarefa é quando você precisa se afastar.

Por isso, delegação precisa acontecer antes.

Imagine que somente você sabe:

  • autorizar determinado pagamento;
  • responder determinado cliente;
  • consultar determinada informação;
  • acessar determinada ferramenta;
  • aprovar determinado processo;
  • resolver determinado problema.

Você criou vários pontos de dependência.

Isso não significa compartilhar acessos sensíveis indiscriminadamente ou deixar todo mundo fazer tudo.

Significa estruturar responsabilidades, permissões e processos adequadamente.

Pergunte: “Se amanhã eu precisar ficar completamente offline durante um dia, o que vai parar?”

Anote as respostas.

Ali está uma ótima lista de processos que precisam ser melhorados.

Documente as tarefas importantes

Não precisa criar um manual de 300 páginas.

Comece pequeno.

Você pode documentar:

  • como atender determinada situação;
  • quem aprova o quê;
  • quem substitui quem;
  • onde ficam documentos;
  • como funciona determinado processo;
  • quais clientes exigem atenção especial;
  • quem deve ser acionado em emergências;
  • quais decisões podem ser tomadas sem você.

Pode ser um documento.

Um checklist.

Um vídeo curto mostrando a tela.

Uma página na ferramenta de gestão.

O formato importa menos que uma coisa: a informação não pode existir somente dentro da sua cabeça.

Isso também conversa com o que falei no conteúdo sobre CRM e organização de contatos e oportunidades. Quanto mais informação importante fica centralizada e organizada, menos a empresa depende da memória de uma única pessoa.

Tenha uma pessoa de confiança dentro da empresa

Se você possui equipe, tente construir uma liderança que consiga assumir determinadas decisões na sua ausência.

Não precisa ser alguém capaz de substituir você completamente.

Pode ser alguém que saiba:

  • o que é prioridade;
  • quem procurar;
  • quais problemas consegue resolver;
  • o que realmente precisa esperar você;
  • como comunicar uma emergência.

Isso evita aquela situação maravilhosa de estar esperando atendimento no pediatra enquanto chegam 37 mensagens:

“Thaís, pode aprovar?”

“Thaís, onde está?”

“Thaís, o cliente perguntou…”

“Thaís?”

“Thaís??” 😂

Se tudo chega até você, sua ausência física não significa ausência operacional.

Você continua trabalhando pelo celular.

Avise sua equipe com clareza

Você não precisa escrever uma explicação enorme.

Algo simples pode funcionar:

“Minha filha não está bem hoje e vou ficar mais ausente. Fulano assume X, ciclano fica responsável por Y. Se surgir algo realmente urgente que dependa de mim, me chamem.”

Pronto.

Sua equipe sabe o que está acontecendo.

Sabe que você não estará disponível normalmente.

E sabe quem procurar.

Comunicação evita expectativas erradas.

Cancele reuniões sem transformar isso em um drama

Essa é difícil para quem gosta de cumprir compromissos.

Mas às vezes será necessário.

Você pode simplesmente dizer:

“Tive um imprevisto familiar e precisarei remarcar nossa reunião de hoje. Podemos reagendar para amanhã/quinta-feira?”

Não precisa contar detalhes da saúde da criança para todo cliente.

Não precisa escrever cinco parágrafos pedindo desculpas.

Imprevistos existem.

E empresas são feitas por pessoas.

Naturalmente, compromissos realmente críticos precisam ser avaliados individualmente. Talvez outra pessoa possa participar no seu lugar.

É justamente por isso que ter equipe e processos faz diferença.

Se precisar trabalhar, reduza o trabalho ao mínimo necessário

Dependendo da situação da criança, talvez seja possível resolver algumas coisas enquanto ela descansa.

Mas cuidado para isso não virar:

“Já que ela dormiu, vou trabalhar quatro horas seguidas.”

Você também pode ter passado a noite acordada.

E provavelmente precisará continuar cuidando dela quando acordar.

Em vez de abrir 15 tarefas, escolha duas ou três realmente necessárias.

Por exemplo:

  • aprovar pagamentos;
  • responder uma decisão crítica;
  • orientar a equipe.

Terminou?

Feche.

Hoje não precisa ser o dia em que você vai reorganizar o planejamento estratégico da empresa.

Trabalhar de casa pode ajudar — e também atrapalhar

Quando existe possibilidade de home office, lidar com determinados imprevistos familiares pode ser logisticamente mais simples.

Mas existe uma armadilha.

O notebook está ali.

O celular está ali.

O escritório está a cinco passos.

E você pode acabar tentando cuidar da criança e trabalhar simultaneamente durante dez horas.

No final do dia, sente que não trabalhou direito.

E que também não esteve presente como gostaria.

Por isso, mesmo no home office, tente criar blocos.

Quando a situação permitir: agora estou com meu filho.

Depois: agora vou resolver essas duas pendências.

Se você trabalha frequentemente em casa, veja também Como Montar um Home Office Pequeno, Bonito e Produtivo Gastando Pouco.

A sobrecarga materna não é apenas impressão

Quando falamos sobre maternidade e empreendedorismo, existe uma tendência de transformar tudo em problema de organização pessoal.

“Você precisa administrar melhor seu tempo.”

“Precisa acordar mais cedo.”

“Precisa criar uma rotina.”

Mas os dados mostram que existe uma questão maior.

Na pesquisa Empreendedoras e Seus Negócios 2026, três em cada quatro participantes disseram não possuir apoio informal para tarefas de cuidado. E 80,7% afirmaram já ter interrompido atividades do próprio negócio para cuidar de alguém.

Isso muda a maneira de olhar para a questão.

Organização ajuda.

Processos ajudam.

Delegação ajuda.

Rede de apoio ajuda.

Mas nenhuma agenda consegue eliminar completamente o fato de que cuidar exige tempo.

Rede de apoio não deveria existir apenas para emergências

Rede de apoio pode envolver companheiro ou companheira, avós, familiares, pessoas próximas e, conforme a realidade financeira da família, profissionais contratados.

Mas apoio não deveria significar apenas: “Alguém pode ficar com meu filho para eu trabalhar?”

Às vezes você precisa justamente estar com seu filho.

Nesse caso, sua rede pode assumir outras coisas.

Alguém prepara comida.

Busca um medicamento prescrito.

Resolve uma tarefa doméstica.

Leva outro filho à escola.

Ajuda com compras.

Ou simplesmente fica disponível caso você precise.

Rede de apoio não substitui mãe.

Rede de apoio diminui a quantidade de coisas que a mãe precisa carregar simultaneamente.

Divida a responsabilidade dentro de casa

Quando existe outro responsável pela criança, cuidado também precisa ser responsabilidade compartilhada.

Nem sempre é possível dividir o dia exatamente 50/50.

Cada família possui uma dinâmica.

Mas vale conversar.

Talvez uma pessoa fique com a criança pela manhã e outra à tarde.

Talvez você faça uma reunião realmente importante enquanto seu parceiro assume naquele período.

Depois vocês trocam.

O objetivo não é criar uma escala perfeita.

É evitar que automaticamente todo imprevisto envolvendo o filho se transforme exclusivamente em um problema profissional da mãe.

Existe culpa quando você trabalha

Você está respondendo uma mensagem e olha para seu filho no sofá.

Pronto.

Culpa.

“Eu deveria estar dando atenção.”

Então você fecha o computador.

Vinte minutos depois lembra de uma pendência importante.

Outra culpa.

“Eu deveria estar trabalhando.”

Esse ciclo é extremamente desgastante.

Já escrevi sobre isso em Rotina Produtiva para Mulheres Ocupadas.

A pesquisa do IRME ajuda a colocar essa experiência em perspectiva: a interrupção do trabalho por responsabilidades de cuidado aparece na vida de grande parte das empreendedoras entrevistadas.

O objetivo, portanto, não precisa ser criar um dia em que nenhuma área seja afetada.

Talvez o objetivo possível seja: atravessar aquele dia atendendo ao que é realmente necessário.

E existe culpa quando você não trabalha

Essa também aparece.

Principalmente para empreendedoras.

Porque, diferente de muitos empregos tradicionais, não existe necessariamente alguém dizendo: “Você está liberada hoje.”

A empresa continua existindo.

O WhatsApp continua recebendo mensagens.

Os boletos continuam vencendo.

Os clientes continuam comprando.

A equipe continua trabalhando.

Por isso, afastar-se pode provocar a sensação de que você está abandonando alguma coisa.

Mas uma empresa que pretende durar anos precisa conseguir absorver imprevistos humanos.

Inclusive os seus.

Nem todo dia precisa ser produtivo

Essa frase parece óbvia.

Mas é difícil colocá-la em prática.

Principalmente quando estamos acostumadas a medir o dia por:

  • tarefas concluídas;
  • reuniões;
  • vendas;
  • resultados;
  • mensagens respondidas.

Em um dia com filho doente, talvez produtividade seja:

  • levar ao médico;
  • acompanhar corretamente as orientações recebidas;
  • garantir que a empresa saiba como funcionar sem você;
  • resolver duas pendências realmente críticas;
  • e ficar junto.

Só isso.

E já foi um dia cheio.

O próprio Sebrae tem abordado a sobrecarga de quem empreende e como a mistura entre negócio, vida pessoal, pressão financeira e responsabilidades pode dificultar o descanso e afetar decisões.

Use esses dias como um teste para a empresa

Depois que tudo passar e a rotina voltar ao normal, faça uma pequena retrospectiva.

Pergunte: O que parou porque eu não estava?

Essa pergunta é poderosa.

Se determinado processo travou, documente.

Se ninguém sabia tomar uma decisão, delegue.

Se todos precisaram falar com você, reveja responsabilidades.

Se um cliente ficou sem atendimento, crie uma cobertura.

Se informações estavam apenas no seu WhatsApp, centralize.

Se você precisou entrar em cinco sistemas para liberar coisas simples, pense em processos.

Assim, um dia difícil também revela onde sua empresa ainda depende demais de você.

Esse aprendizado é especialmente importante para mulheres que estão fazendo o negócio crescer. No artigo Os Maiores Desafios do Empreendedorismo Feminino e Como Superá-los, mostro como sobrecarga, delegação, tempo e cuidado aparecem juntos nessa jornada.

Crie um “plano filho doente”

Pode parecer exagero.

Até o dia em que você precisar dele. 😅

Não precisa ser um documento formal.

Crie apenas um pequeno protocolo pessoal.

Se meu filho ficar doente amanhã:

  1. Quem aviso primeiro na empresa?
  2. Quem assume minhas tarefas mais importantes?
  3. Quais reuniões podem ser canceladas?
  4. Quais compromissos outra pessoa pode assumir?
  5. Quais três tarefas somente eu consigo executar?
  6. Quem pode compor minha rede de apoio?
  7. Onde estão as informações que a equipe precisará?

Faça isso em um dia tranquilo.

Porque às 4h da manhã, depois de medir febre, trocar roupa de cama e dormir duas horas, você provavelmente não estará no melhor momento para redesenhar a estrutura organizacional da empresa.

Não use o dia de hoje como medida da sua capacidade

Talvez você tenha produzido pouco.

Talvez tenha cancelado tudo.

Talvez tenha conseguido trabalhar normalmente durante algumas horas.

Talvez tenha passado o dia inteiro no hospital.

São situações diferentes.

O fato de sua agenda ter desmoronado hoje não significa que sua rotina não funciona.

Significa que aconteceu um imprevisto.

E uma rotina real precisa possuir espaço para imprevistos.

CEO ou mãe?

No final, eu voltaria à pergunta do título.

CEO ou mãe?

As duas.

Só não necessariamente com a mesma intensidade em todas as horas de todos os dias.

Quando minha filha precisa de mim, existem momentos em que ser mãe ocupa praticamente todo o espaço disponível.

E a CEO?

Ela aparece justamente naquilo que construiu antes.

Na equipe que consegue continuar.

Nos processos.

Na delegação.

Na confiança.

Na capacidade de remarcar.

Na decisão de que nem tudo é urgente.

E talvez uma das maiores conquistas de uma empreendedora não seja construir uma empresa que precise dela o tempo inteiro.

Talvez seja construir uma empresa que continue funcionando quando a vida exige que ela esteja em outro lugar.

Porque empresa é importante.

Carreira é importante.

Clientes são importantes.

Crescimento é importante.

Mas existem dias em que seu lugar simplesmente precisa ser ao lado do seu filho. 💜

E amanhã, quando as coisas estiverem melhores, você volta.

A empresa continuará ali.

18/09/2026 0 comentários
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Estratégia EmpresarialFerramentas e Tecnologia

CRM: o que é e por que sua empresa precisa organizar os contatos e oportunidades

por Thais Cristina 18/09/2026
escrito por Thais Cristina
O Que É CRM? Veja Como Organizar Clientes e Aumentar as Oportunidades de Vendas

Imagine a seguinte situação: uma pessoa entra em contato com sua empresa pelo WhatsApp, pergunta sobre um serviço, recebe algumas informações e diz: “Vou conversar com meu sócio e te retorno.”

Duas semanas passam.

Ninguém lembra de chamar essa pessoa novamente.

Enquanto isso, outro possível cliente pede orçamento pelo Instagram. Um vendedor anota o telefone no bloco de notas, outro registra uma conversa no WhatsApp e uma terceira oportunidade fica perdida em uma planilha que ninguém atualiza.

No final do mês, surge a pergunta: “Por que recebemos tantos contatos, mas fechamos tão poucas vendas?”

Talvez o problema não esteja somente na quantidade de leads.

Pode estar na organização das oportunidades comerciais.

É exatamente nesse ponto que entra o CRM. 💻📊

CRM significa Customer Relationship Management, ou Gestão de Relacionamento com o Cliente. Mais do que um programa para cadastrar nomes e telefones, CRM é uma estratégia para organizar o relacionamento da empresa com clientes e potenciais clientes.

Segundo a Salesforce, um sistema de CRM pode reunir contatos, interações, oportunidades comerciais, atendimentos e outras informações em um ambiente centralizado, permitindo que diferentes áreas acompanhem melhor a jornada de cada cliente.

Neste artigo, você vai entender o que é CRM, para que serve, como funciona um funil dentro do CRM e por que até pequenas empresas deveriam organizar melhor seus contatos e oportunidades.

O que é CRM?

CRM é a sigla para Customer Relationship Management.

Em português: Gestão de Relacionamento com o Cliente.

O termo pode se referir tanto à estratégia utilizada pela empresa para administrar o relacionamento com seus clientes quanto aos softwares utilizados para colocar essa estratégia em prática.

A Salesforce define CRM como um sistema para gerenciar as interações de uma empresa com clientes atuais e potenciais, buscando melhorar relacionamentos e organizar processos.

Na prática, imagine um grande painel contendo informações como:

  • nome do cliente;
  • telefone e e-mail;
  • empresa;
  • origem do contato;
  • produto ou serviço de interesse;
  • responsável pelo atendimento;
  • histórico das conversas;
  • propostas enviadas;
  • valor da oportunidade;
  • etapa da negociação;
  • data do próximo contato;
  • resultado da negociação.

Em vez dessas informações ficarem espalhadas entre WhatsApp, e-mail, caderno, memória dos vendedores e planilhas diferentes, elas ficam organizadas.

E isso muda bastante a maneira de vender.

Para que serve um CRM?

O objetivo principal é relativamente simples: ajudar a empresa a organizar e acompanhar o relacionamento com seus contatos e clientes.

Um CRM pode ser utilizado por vendas, marketing, atendimento e outras áreas. Dependendo da ferramenta, também é possível acompanhar campanhas, históricos de compra, solicitações de atendimento e diferentes pontos da jornada do consumidor.

Para uma pequena empresa, entretanto, você pode começar pelo básico:

Quem entrou em contato?

O que essa pessoa quer?

Quem está atendendo?

Em qual etapa da negociação ela está?

Quando devemos falar novamente?

A venda aconteceu ou foi perdida?

Somente conseguir responder essas perguntas de forma rápida já representa uma grande evolução na gestão comercial.

CRM não é apenas uma agenda de contatos

Essa diferença é fundamental.

Uma agenda informa: Maria — (XX) XXXXX-XXXX

Um CRM pode informar:

Maria — Loja ABC — interessada no serviço X — chegou pelo Instagram — orçamento enviado em 15/09 — aguardando aprovação — próxima conversa em 19/09 — responsável: João — oportunidade estimada em R$ 3.000.

Percebe a diferença?

Você deixa de possuir apenas um contato e passa a ter contexto.

Esse histórico também diminui a dependência da memória de uma única pessoa. A centralização das informações é apontada pela Salesforce como uma das funções centrais de um CRM, inclusive porque dados e anotações podem ser compartilhados entre os profissionais autorizados da empresa.

O que é um lead dentro do CRM?

Lead é uma pessoa ou empresa que demonstrou algum tipo de interesse no que você oferece e que pode, dependendo do contexto, tornar-se uma oportunidade comercial.

Por exemplo:

  • alguém preencheu um formulário;
  • pediu orçamento;
  • mandou mensagem pelo WhatsApp;
  • conversou com sua equipe em uma feira;
  • respondeu uma campanha;
  • solicitou uma demonstração.

Nem todo lead vai comprar.

E nem todo contato precisa ser tratado como uma oportunidade pronta para fechar.

O CRM ajuda justamente a organizar essas diferenças.

Se você ainda está estruturando sua estratégia para atrair pessoas interessadas, vale ler também Primeiros Passos no Marketing Digital: Estratégias que Funcionam.

Como funciona um funil de vendas no CRM?

Imagine uma empresa de serviços.

Ela poderia criar as seguintes etapas:

Novo contato → Contato realizado → Reunião → Proposta enviada → Negociação → Venda ganha ou perdida.

Cada oportunidade avança conforme a negociação evolui.

Vamos imaginar que hoje existam:

  • 30 novos contatos;
  • 20 contatos realizados;
  • 12 reuniões;
  • 8 propostas;
  • 3 negociações avançadas;
  • 2 vendas.

Ao visualizar o funil, você começa a entender melhor onde estão as oportunidades e onde podem existir gargalos.

Se muitas propostas são enviadas, mas poucas avançam, vale investigar.

O preço está inadequado?

A proposta está confusa?

O cliente demora para receber retorno?

A equipe está deixando de fazer follow-up?

Os leads possuem o perfil correto?

CRM não responde automaticamente todas essas perguntas.

Mas fornece organização e dados para você começar a investigá-las.

O CRM ajuda a empresa a não esquecer oportunidades

Esse é um dos benefícios mais simples e importantes.

Um cliente diz: “Me chama novamente no mês que vem.”

Sem organização, existe uma grande possibilidade de ninguém lembrar.

Com CRM, você pode registrar uma atividade: Entrar em contato em 15/10.

Chegando a data, a tarefa aparece para o responsável.

Agora imagine isso acontecendo com 100 oportunidades.

É praticamente impossível administrar tudo apenas pela memória.

Quanto mais contatos a empresa recebe, maior tende a ser a necessidade de um processo estruturado.

Um exemplo prático de funil comercial

O gráfico abaixo é uma simulação didática, não uma média de mercado.

Imagine que uma empresa recebeu 100 contatos durante determinado período:

O objetivo desse gráfico não é dizer que uma empresa deveria converter 7% dos leads.

É mostrar outra coisa: quando você registra as etapas, consegue enxergar o caminho percorrido até a venda.

Sem CRM, talvez a empresa soubesse apenas que recebeu “bastante mensagem” e realizou sete vendas.

Com dados organizados, consegue analisar o processo.

CRM ajuda a descobrir de onde vêm os melhores clientes

Esse ponto é muito interessante para marketing.

Imagine que durante um mês chegaram:

  • 50 leads pelo Instagram;
  • 30 pelo Google;
  • 20 por indicação;
  • 15 por anúncios;
  • 10 por eventos.

Somente contar leads ainda não é suficiente.

Você precisa descobrir quais contatos realmente viraram oportunidades e vendas.

Talvez o Instagram tenha trazido mais pessoas, mas as indicações tenham produzido mais negócios.

Ou os anúncios tenham trazido menos leads, porém oportunidades maiores.

Quando CRM e marketing estão organizados, você consegue acompanhar melhor a origem das oportunidades.

Isso ajuda a tomar decisões sobre onde colocar dinheiro, tempo e equipe.

Para entender melhor como analisar investimentos em anúncios, veja também O que é ROAS e Como Calcular no Tráfego Pago.

CRM também melhora o follow-up

Follow-up é o acompanhamento realizado depois de uma interação comercial.

Você enviou orçamento.

Dois dias depois, entrou em contato.

O cliente pediu mais uma semana.

Você agendou uma nova conversa.

Depois enviou uma informação complementar.

Tudo isso faz parte do acompanhamento.

Um erro comum é acreditar que: “Se estiver interessado, o cliente volta.”

Alguns voltam.

Outros esquecem.

Outros estão comparando fornecedores.

Alguns tiveram uma semana corrida.

Outros simplesmente precisam de mais informações para decidir.

Follow-up não significa perseguir o cliente todos os dias.

Significa ter um processo para acompanhar a oportunidade sem depender da memória.

CRM pode ajudar pequenas empresas?

Sim.

CRM não é uma ferramenta exclusiva de grandes corporações.

Soluções desse tipo também são usadas por pequenas empresas e startups justamente para centralizar informações, acompanhar oportunidades e tornar processos comerciais mais organizados.

Na verdade, uma empresa pequena possui uma vantagem: é mais fácil organizar o processo antes que a bagunça fique grande.

Imagine uma empresa com dois vendedores e 100 contatos.

Agora imagine essa mesma empresa alguns anos depois com:

  • 10 vendedores;
  • 5 mil contatos;
  • centenas de propostas;
  • clientes antigos;
  • clientes inativos;
  • novas oportunidades.

Quanto antes existir um padrão, mais fácil tende a ser crescer mantendo organização.

“Mas eu já uso uma planilha”

E não existe nada de errado nisso.

Para uma operação muito pequena, uma boa planilha pode ser suficiente durante algum tempo.

Você pode registrar:

  • nome;
  • telefone;
  • origem;
  • interesse;
  • status;
  • responsável;
  • último contato;
  • próxima ação.

O problema começa quando a operação cresce e a planilha deixa de acompanhar a complexidade.

Sinais disso:

  • duas pessoas editam informações diferentes;
  • ninguém atualiza;
  • o histórico fica incompleto;
  • não existem lembretes;
  • é difícil acompanhar atividades;
  • a gestão não consegue visualizar rapidamente o funil;
  • informações ficam duplicadas;
  • parte da negociação continua no WhatsApp.

Nesse momento, migrar para um sistema específico pode fazer sentido.

WhatsApp não é CRM

Essa confusão é muito comum.

WhatsApp é uma excelente ferramenta de comunicação.

Mas a conversa estar no WhatsApp não significa que o processo comercial esteja organizado.

Imagine procurar manualmente: “Qual cliente pediu orçamento há 47 dias, queria o plano intermediário, veio por indicação e pediu para eu chamar novamente em setembro?”

Boa sorte. 😂

No CRM, filtros e registros estruturados tornam esse tipo de acompanhamento muito mais simples.

As ferramentas podem funcionar juntas:

WhatsApp = conversa.

CRM = gestão do relacionamento e da oportunidade.

Dependendo das soluções utilizadas, integrações podem inclusive aproximar os dois ambientes.

Quais informações colocar no CRM?

Aqui existe outro erro: querer cadastrar absolutamente tudo.

Comece pelo necessário.

Para muitas empresas, campos como nome, empresa, contato, origem, interesse, responsável, etapa da negociação, valor estimado, próxima atividade e histórico já oferecem uma boa estrutura inicial.

Depois, conforme a necessidade, novos campos podem ser criados.

O CRM precisa facilitar o trabalho.

Se o vendedor demora 15 minutos preenchendo 40 campos depois de cada conversa, provavelmente o processo ficou burocrático demais.

CRM e LGPD: atenção aos dados dos clientes

Existe um ponto que não pode ser ignorado.

CRM armazena dados.

E alguns desses dados podem ser pessoais.

No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) estabelece regras para o tratamento dessas informações. A ANPD explica que a legislação define hipóteses para utilização legítima dos dados pessoais e mecanismos para proteger os titulares contra usos inadequados.

Entre os princípios previstos estão finalidade, adequação, necessidade, transparência, segurança, prevenção e qualidade dos dados. O princípio da necessidade, por exemplo, orienta que o tratamento seja limitado aos dados pertinentes e necessários à finalidade pretendida.

Na prática, CRM não deve virar um lugar para armazenar indiscriminadamente qualquer informação sobre qualquer pessoa.

Sua empresa precisa avaliar quais dados realmente necessita, para quais finalidades serão usados, qual hipótese legal sustenta o tratamento e quais medidas de segurança e governança são necessárias.

A ferramenta ajuda a organizar dados.

Ela não torna automaticamente a empresa adequada à LGPD.

CRM melhora o trabalho em equipe

Imagine:

Ana atende o cliente na segunda-feira.

Na terça, Ana não trabalha.

Carlos assume.

Sem histórico, Carlos pergunta tudo novamente.

“Qual serviço você queria?”

“Já recebeu proposta?”

“Qual era o valor?”

Para o cliente, parece que a empresa não conversa internamente.

Com informações centralizadas e acesso devidamente controlado, o próximo profissional pode consultar o histórico necessário para continuar o atendimento. A centralização e o compartilhamento de informações atualizadas entre áreas são justamente algumas das funções associadas aos sistemas de CRM.

Isso também ajuda quando alguém sai da empresa.

Os relacionamentos comerciais pertencem à organização e não deveriam existir somente na memória ou no celular pessoal de um vendedor.

CRM ajuda no relacionamento depois da venda

Outro erro é imaginar: vendeu → acabou.

Na verdade, pode estar começando uma nova etapa.

Depois da venda existem oportunidades de:

  • pós-venda;
  • renovação;
  • recompra;
  • indicação;
  • upsell;
  • cross-sell;
  • pesquisa de satisfação;
  • reativação.

Um CRM pode manter o histórico necessário para que a empresa acompanhe esse relacionamento ao longo do tempo.

A venda não deveria significar o fim do relacionamento.

Quais indicadores acompanhar no CRM?

Não precisa criar 50 relatórios.

Comece com poucos indicadores que ajudem nas decisões.

Você pode acompanhar quantidade de novos leads, oportunidades abertas, propostas enviadas, vendas ganhas, vendas perdidas, valor do pipeline, taxa de conversão entre etapas, tempo médio de fechamento e origem das oportunidades.

Depois, faça perguntas.

Onde estamos perdendo mais negócios?

Qual canal traz oportunidades melhores?

Qual vendedor possui negócios sem próxima atividade?

Quanto existe potencialmente em negociação?

Quantas propostas estão paradas?

Por que perdemos vendas?

Essa última pergunta é especialmente valiosa.

Registre o motivo das oportunidades perdidas

Quando uma venda for perdida, não marque apenas:

PERDIDA ❌

Registre o motivo.

Por exemplo:

  • preço;
  • concorrente;
  • cliente desistiu;
  • sem orçamento;
  • sem retorno;
  • não era o perfil;
  • momento inadequado;
  • projeto adiado.

Depois de alguns meses, você terá informações para analisar.

Se muitas oportunidades estão sendo perdidas por preço, talvez seja necessário rever posicionamento, proposta ou público.

Se a maioria é “sem retorno”, talvez o problema esteja no processo de follow-up ou na qualificação.

Se muitos leads não têm perfil, marketing e comercial precisam conversar.

É assim que CRM começa a deixar de ser uma agenda e passa a apoiar decisões.

CRM e marketing precisam conversar

Marketing gera atenção.

Comercial transforma parte dessa atenção em oportunidades.

CRM registra o que aconteceu.

Depois, os dados deveriam voltar para marketing.

Imagine que uma campanha gerou 300 leads.

Parece ótimo.

Mas apenas três eram realmente qualificados.

Outra campanha gerou 50.

Vinte pediram proposta.

Qual campanha foi melhor?

Você percebe como simplesmente contar leads pode enganar?

É por isso que marketing e vendas precisam compartilhar informações.

Se sua empresa também investe em mídia, recomendo Tráfego Pago Vale a Pena para Pequena Empresa?.

CRM também pode ajudar no networking

Nem todo contato precisa entrar imediatamente como uma venda.

Algumas pessoas podem ser:

  • parceiros;
  • fornecedores;
  • indicadores;
  • contatos estratégicos;
  • empresários conhecidos em eventos.

Organizar esses relacionamentos também pode ser útil, dependendo do modelo da empresa.

Falamos bastante sobre isso em Networking Empresarial: O Que É e Como Criar Conexões que Geram Oportunidades.

O importante é não transformar networking em spam comercial.

Relacionamento vem antes da proposta.

Como implementar um CRM sem complicar?

Comece simples.

Defina primeiro seu processo comercial.

Por exemplo: Novo lead → Qualificado → Reunião → Proposta → Negociação → Ganho/Perdido.

Depois defina quais informações são obrigatórias em cada oportunidade.

Estabeleça responsáveis.

Crie regras simples.

Toda oportunidade precisa ter uma próxima ação?

Quando uma oportunidade pode ser considerada perdida?

Quem atualiza o CRM?

Quando?

Quais motivos de perda serão utilizados?

Só depois pense em automações sofisticadas.

Porque existe uma regra que muita empresa aprende da pior forma: software nenhum conserta um processo que ninguém definiu.

Inteligência artificial também está chegando aos CRMs

Os sistemas atuais estão incorporando recursos de inteligência artificial para analisar informações, automatizar tarefas, sugerir próximas ações e apoiar diferentes etapas do relacionamento com clientes. A Salesforce, por exemplo, descreve recursos de IA aplicados à organização dos dados, produtividade, recomendações e automação.

Isso tende a tornar os sistemas ainda mais úteis.

Mas existe um detalhe: IA trabalhando sobre dados ruins continua tendo um problema de dados.

Se ninguém registra corretamente as oportunidades, se existem contatos duplicados ou se o funil não representa o processo real, adicionar inteligência artificial não resolve a raiz do problema.

Organização vem primeiro.

Automação depois.

Como saber se sua empresa já precisa de um CRM?

Alguns sinais são bastante claros.

Se você frequentemente pensa:

“Quem estava atendendo aquele cliente?”

“Será que alguém respondeu?”

“Quando precisamos falar novamente?”

“Quantas propostas estão abertas?”

“De onde vieram nossos clientes?”

“Quanto temos em negociação?”

“Por que perdemos tantas propostas?”

“Cadê o telefone daquela pessoa?”

…a necessidade talvez já exista. 😅

Você não precisa esperar ter milhares de contatos.

O momento certo é quando a falta de organização começa a prejudicar o acompanhamento e a tomada de decisão.

O CRM não vende sozinho

Esse ponto é essencial.

Contratar um CRM não significa automaticamente:

  • mais vendas;
  • mais clientes;
  • melhor atendimento;
  • mais produtividade.

O sistema é uma ferramenta.

Você ainda precisa de:

  • processo;
  • treinamento;
  • disciplina;
  • qualificação;
  • boa oferta;
  • atendimento;
  • follow-up;
  • estratégia comercial.

Uma empresa com um CRM de R$ 5 mil por mês mal utilizado pode estar menos organizada que outra com uma ferramenta simples usada corretamente.

Tecnologia precisa acompanhar processo.

O contato que você esqueceu pode ser uma venda que nunca aconteceu

Muitas empresas procuram novos clientes o tempo inteiro.

Investem em anúncios.

Produzem conteúdo.

Participam de eventos.

Fazem networking.

Melhoram o site.

Geram tráfego.

Mas existe uma pergunta importante: o que acontece depois que alguém demonstra interesse?

Se a resposta for: “Depende de quem atender.”

Existe espaço para melhorar.

CRM é, antes de tudo, organização do relacionamento.

É saber quem são seus contatos.

De onde vieram.

O que procuram.

O que já foi conversado.

Em qual etapa estão.

Qual é a próxima ação.

E o que aconteceu no final.

Conforme a empresa cresce, essa organização deixa de ser apenas uma facilidade.

Ela passa a fazer parte da gestão.

Não importa se hoje você possui cinco oportunidades ou quinhentas.

Comece criando um processo.

Organize seus contatos.

Defina seu funil.

Registre as interações importantes.

Acompanhe as próximas ações.

Analise os motivos das vendas ganhas e perdidas.

E use os dados para melhorar.

Porque gerar oportunidades custa tempo e dinheiro.

Deixar uma boa oportunidade esquecida no WhatsApp pode custar ainda mais. 📊🤝🚀

18/09/2026 0 comentários
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Gestão e Bastidores de CEO

Como Montar um Home Office Pequeno, Bonito e Produtivo Gastando Pouco

por Thais Cristina 16/09/2026
escrito por Thais Cristina
Home Office Pequeno: 15 Ideias Para Criar um Espaço Bonito, Organizado e Produtivo

Ter um escritório enorme, uma mesa de Pinterest e móveis planejados pode ser maravilhoso. Mas nada disso é obrigatório para criar um home office confortável, bonito e funcional.

Às vezes, tudo o que você tem disponível é um cantinho do quarto.

Uma parede da sala.

Um espaço ao lado da cama.

Ou pouco mais de um metro para colocar uma mesa e uma cadeira.

E está tudo bem. 💻🏠

Um bom home office não é definido pelo tamanho nem pelo valor gasto na decoração. O mais importante é que o espaço permita trabalhar com conforto, organização e o mínimo possível de distrações.

Além disso, ergonomia não é apenas uma questão estética. A NR-17 brasileira estabelece parâmetros para adaptar as condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, enquanto orientações de ergonomia para estações com computador destacam aspectos como apoio das costas e pés, posicionamento da tela, teclado, mouse e espaço disponível.

A boa notícia é que vários desses ajustes podem ser feitos sem gastar muito dinheiro.

Neste guia, você vai aprender como montar um home office pequeno, bonito e produtivo aproveitando o espaço e os móveis que já possui. ✨

Antes de comprar qualquer coisa, escolha o lugar certo

O primeiro impulso costuma ser abrir uma loja online e pesquisar:

  • “mesa home office”.
  • “cadeira de escritório”.
  • “decoração escritório”.
  • “luminária bonita”.

Calma. 😅

Antes de comprar qualquer coisa, escolha onde seu espaço de trabalho ficará.

Observe sua casa e procure um local que tenha três características principais: boa iluminação, possibilidade de colocar uma mesa e menor circulação possível de pessoas.

Não precisa ser um cômodo exclusivo.

Um home office pode funcionar:

  • no quarto;
  • na sala;
  • em um corredor mais largo;
  • embaixo de uma escada;
  • em uma varanda fechada;
  • em um pequeno espaço entre móveis;
  • em um canto pouco utilizado da casa.

A pergunta principal é: “Consigo trabalhar algumas horas aqui sem precisar montar e desmontar tudo diariamente?”

Ter um local relativamente fixo ajuda bastante na rotina.

Se cada dia você trabalha em um lugar — cama, sofá, mesa de jantar, cozinha — fica mais difícil separar mentalmente trabalho e descanso.

Se você quer melhorar também sua organização durante o expediente, recomendo a leitura de Como Tornar o Home Office Produtivo.

Home office pequeno não precisa parecer apertado

Existe uma diferença entre espaço pequeno e espaço desorganizado.

Um ambiente de poucos metros quadrados pode parecer leve.

Enquanto um escritório maior cheio de objetos pode parecer apertado.

O segredo está em usar apenas aquilo que realmente precisa estar ali.

Se você trabalha basicamente com notebook, talvez não precise de uma mesa enorme.

Se não utiliza documentos físicos, não precisa comprar um arquivo.

Se quase tudo está na nuvem, talvez nem precise de gaveteiro.

Antes de montar seu home office, faça uma lista: “O que eu realmente uso todos os dias?”

Provavelmente será algo como notebook, carregador, celular, caderno, caneta, fone e água.

Comece por isso.

Depois acrescente itens conforme a necessidade aparecer.

1. Comece com uma mesa simples

A mesa costuma ser o primeiro móvel que imaginamos ao montar um home office.

Mas ela não precisa ser cara.

Uma bancada simples pode funcionar muito bem.

Você também pode aproveitar uma mesa que já possui ou adaptar um móvel.

O ponto mais importante não é a aparência.

É verificar se você consegue trabalhar confortavelmente.

A Mayo Clinic recomenda que exista espaço suficiente para pernas e pés sob a mesa e alerta que armazenar objetos nessa área pode reduzir o espaço necessário para uma postura confortável.

Portanto, cuidado com aquela ideia de colocar caixas, impressora, cestos e várias coisas embaixo da mesa.

Você ganha armazenamento, mas pode perder conforto.

E qual deve ser o tamanho?

Não existe uma medida única perfeita para todas as pessoas e todos os equipamentos.

Uma pessoa que utiliza dois monitores precisa de mais espaço que alguém que trabalha somente com notebook.

Pense no equipamento que realmente utiliza e deixe uma área livre para movimentar mouse, teclado e braços.

Não compre uma mesa enorme simplesmente porque home offices bonitos na internet possuem mesas enormes.

Em espaços pequenos, cada centímetro importa.

2. A cadeira merece mais atenção que a decoração

Se seu orçamento é limitado, existe uma regra interessante: economize primeiro na decoração, não no conforto.

Um vaso bonito pode esperar.

A cadeira merece mais atenção.

Segundo a OSHA, uma cadeira adequadamente ajustada deve oferecer suporte para costas e pernas e permitir posições mais confortáveis durante o trabalho. A orientação inclui apoio lombar e possibilidade de manter os pés apoiados no chão ou em um suporte.

A Mayo Clinic também recomenda ajustar a altura para que os pés fiquem apoiados no chão ou, quando necessário, utilizar apoio para os pés.

Isso não significa que você precise comprar imediatamente a cadeira mais cara do mercado.

Se já possui uma cadeira razoavelmente confortável, teste antes.

Veja se:

  • suas costas ficam apoiadas;
  • seus pés alcançam o chão;
  • você consegue trabalhar sem ficar curvada;
  • seus ombros ficam relaxados;
  • a altura combina com a mesa.

Depois decida se realmente precisa substituir.

3. Use o que você já tem em casa

Essa é provavelmente a melhor dica para montar um home office barato.

Antes de comprar, faça um passeio pela casa.

Você pode encontrar:

  • uma luminária esquecida;
  • uma prateleira sem uso;
  • um porta-canetas;
  • uma cadeira;
  • uma mesinha;
  • um quadro;
  • uma planta;
  • caixas organizadoras;
  • livros;
  • um tapete pequeno.

Mude esses objetos de lugar.

Teste combinações.

Às vezes, seu novo escritório já está espalhado pela casa. 😂

4. Acerte a altura do monitor

Esse é um detalhe pequeno que pode fazer grande diferença.

A OSHA recomenda posicionar o monitor diretamente à frente e com a parte superior da tela na altura ou ligeiramente abaixo da linha dos olhos. A distância confortável costuma ficar aproximadamente entre 50 e 100 centímetros, dependendo da tela e da pessoa.

Se seu monitor fica muito baixo, você pode acabar trabalhando com a cabeça inclinada.

E se eu trabalho com notebook?

Aqui existe uma dificuldade.

Ao elevar o notebook para melhorar a altura da tela, o teclado também sobe.

Por isso, para uso prolongado em uma mesa, a Mayo Clinic sugere considerar suporte para notebook + teclado e mouse externos.

Mas você não precisa começar comprando um suporte sofisticado.

Uma pilha firme de livros pode ajudar a elevar a tela quando usada junto de teclado e mouse externos.

É uma solução simples e barata.

5. Aproveite a iluminação natural

Se puder escolher, monte seu home office próximo a uma janela.

A luz natural pode deixar o espaço mais agradável e também reduzir a necessidade de manter iluminação artificial ligada durante parte do dia.

Mas existe um cuidado:

não coloque a tela de maneira que reflexos dificultem a visualização.

A OSHA recomenda considerar a posição do monitor em relação às janelas para reduzir brilho e reflexos, incluindo posicioná-lo perpendicularmente à janela quando adequado.

Faça um teste antes de definir a posição definitiva.

Sente-se na mesa de manhã.

Depois observe novamente à tarde.

A incidência do sol muda ao longo do dia.

6. Uma luminária pode transformar o espaço

Mesmo com iluminação natural, provavelmente você trabalhará em horários em que precisará de luz artificial.

Uma luminária de mesa pode ser útil para iluminar uma área específica sem depender apenas da iluminação geral do cômodo.

Além da funcionalidade, ela também ajuda visualmente.

Mesa + luminária + planta + quadro.

Pronto.

O espaço já começa a parecer intencionalmente criado como escritório.

E essa é uma ideia importante: um home office bonito não precisa ter muitos objetos.

Precisa ter objetos bem escolhidos.

7. Aproveite as paredes

Quando falta espaço horizontal, pense verticalmente.

A parede acima da mesa pode receber:

  • prateleiras;
  • nichos;
  • painel organizador;
  • calendário;
  • quadro;
  • porta-objetos;
  • decoração.

Assim você libera a superfície da mesa.

Mas existe um cuidado.

Não transforme a parede em um depósito.

Se colocar 30 objetos acima da cabeça, seu pequeno escritório pode começar a parecer ainda menor.

Use o espaço vertical para organizar e não para acumular.

8. Esconda os fios

Quer deixar o home office visualmente melhor gastando pouco?

Organize os cabos.

É impressionante a diferença.

Carregador do notebook.

Carregador do celular.

Cabo do monitor.

Extensão.

Mouse.

Fone.

Quando tudo fica solto, até uma mesa organizada parece bagunçada.

Você pode usar organizadores simples, canaletas ou presilhas.

Em algumas situações, até soluções improvisadas e seguras ajudam a reunir cabos.

Só tome cuidado para não dobrar, apertar ou posicionar cabos elétricos de maneira inadequada.

Organização visual também facilita a limpeza.

9. Escolha poucas cores

Você não precisa contratar uma designer de interiores para criar um espaço bonito.

Uma estratégia simples é trabalhar com uma base neutra e escolher uma ou duas cores para os detalhes.

Por exemplo:

  • branco + madeira + verde;
  • bege + preto + verde;
  • branco + rosa + madeira;
  • cinza + branco + madeira.

Isso cria unidade visual.

Quando cada objeto possui uma cor completamente diferente, o ambiente pode parecer mais carregado.

E em espaços pequenos, excesso visual costuma chamar ainda mais atenção.

10. Coloque uma planta 🌱

Uma planta pequena é uma maneira simples de trazer vida ao ambiente.

Pode ficar:

  • na mesa;
  • em uma prateleira;
  • ao lado do escritório;
  • em um suporte.

Se você não leva jeito com plantas, escolha uma espécie compatível com a iluminação do local e com a rotina de cuidados que consegue manter.

E se realmente não quiser cuidar?

Não precisa colocar.

Seu home office não perde pontos por não parecer uma foto de decoração. 😂

11. Tenha uma mesa quase vazia

Experimente trabalhar com poucos objetos visíveis.

Notebook.

Água.

Caderno.

Caneta.

Talvez uma planta.

Só.

O restante pode ficar guardado.

Isso facilita a limpeza e reduz aquela sensação de que existem vinte coisas esperando sua atenção.

Se você tem dificuldade para manter a rotina organizada, vale conferir também Rotina Produtiva para Mulheres Ocupadas.

Ambiente e rotina podem trabalhar juntos.

12. Deixe os objetos mais usados ao alcance

Organização não significa guardar absolutamente tudo.

Os itens que você utiliza frequentemente precisam estar acessíveis.

A Mayo Clinic recomenda manter objetos usados com frequência próximos ao corpo para reduzir movimentos desnecessários de alcance.

Pense no seu fluxo de trabalho.

Se você utiliza um caderno dez vezes ao dia, não faz sentido guardá-lo em uma caixa no alto da estante.

Se utiliza a impressora duas vezes por mês, ela não precisa ocupar metade da sua mesa.

A frequência de uso deve ajudar a determinar a posição dos objetos.

13. Cuidado ao trabalhar apenas com notebook

Notebook é ótimo para mobilidade.

Mas para passar muitas horas todos os dias, alguns ajustes podem melhorar bastante a estação de trabalho.

A Mayo Clinic destaca que notebooks podem favorecer desconforto por causa da tela baixa e do teclado e touchpad compactos; suporte, teclado e mouse externos podem aproximar a configuração de uma estação convencional.

Se você tem orçamento limitado, pode montar aos poucos:

  • primeiro um mouse;
  • depois teclado;
  • depois suporte;
  • e, se realmente precisar, um monitor.

Não precisa comprar tudo no mesmo mês.

14. Crie um fundo bonito para reuniões

Se você participa de reuniões online, pense no que aparece atrás de você.

Não precisa criar um cenário de estúdio.

Uma parede limpa já funciona.

Você pode adicionar:

  • um quadro;
  • uma pequena estante;
  • uma planta;
  • sua identidade visual;
  • uma luminária.

O objetivo é ter um fundo organizado e profissional sem gastar muito.

Inclusive, se trabalha, empreende e participa de muitas reuniões, um espaço organizado pode ajudar a separar visualmente o momento profissional do restante da casa.

15. Não transforme decoração em procrastinação

Essa é importante. 😂

Você começa querendo montar um home office.

Três semanas depois está pesquisando:

  • qual tom de bege combina com a luminária;
  • qual tamanho ideal do quadro;
  • qual planta fica melhor;
  • qual porta-canetas combina com o mouse.

Enquanto isso… o trabalho está atrasado.

Seu home office não precisa estar “pronto” para você começar.

Monte a estrutura básica.

Trabalhe.

Observe os problemas.

Depois melhore.

Quanto investir em cada parte do home office?

Não existe uma divisão universal de orçamento. O que faz sentido depende do que você já possui e do tipo de trabalho que realiza.

Mas, para quem quer economizar, uma distribuição hipotética pode ajudar a priorizar:

Perceba que, nesse exemplo, decoração fica por último.

Primeiro você resolve:

  • onde sentar;
  • onde trabalhar;
  • como posicionar equipamentos;
  • como iluminar;
  • como organizar.

Depois deixa bonito.

Essa ordem pode evitar gastar R$ 200 em decoração e descobrir que precisava justamente daqueles R$ 200 para melhorar a cadeira.

Um home office bonito não precisa ser caro

Muita coisa que deixa um espaço agradável custa pouco ou nada.

Organização.

Menos objetos.

Boa posição da mesa.

Luz natural.

Cores combinando.

Cabos escondidos.

Uma parede limpa.

Uma planta que você já possui.

Um quadro reaproveitado.

Um móvel que estava em outro cômodo.

Antes de pensar: “O que preciso comprar?” pergunte: “O que posso melhorar com aquilo que já tenho?”

Essa pergunta pode economizar bastante dinheiro.

E se eu só tiver espaço no quarto?

Sem problema.

Tente criar uma pequena divisão visual.

Pode ser uma mesa em uma parede específica, um tapete pequeno ou simplesmente uma luminária que você liga somente quando está trabalhando.

O importante é tentar não trabalhar constantemente na cama.

Ter um local definido ajuda a criar um ritual:

  • sentou ali = hora de trabalhar.
  • Saiu dali = expediente encerrado.

Essa separação é ainda mais importante quando casa e trabalho acontecem no mesmo ambiente.

E se meu home office for na sala?

Escolha móveis que conversem com o restante da decoração.

Uma bancada mais discreta pode funcionar melhor do que uma mesa tradicional de escritório.

Organizadores fechados ajudam a esconder materiais profissionais ao terminar o expediente.

No fim do dia:

  • guarde o notebook;
  • recolha o caderno;
  • organize os cabos;
  • deixe a mesa limpa.

Assim a sala volta a parecer sala.

O espaço precisa acompanhar sua rotina

Não adianta montar um home office lindo se ele não funciona para o seu trabalho.

Quem grava vídeos precisa pensar em fundo e iluminação.

Quem trabalha com dois monitores precisa de espaço.

Quem atende clientes online precisa de privacidade e áudio.

Quem desenha precisa de uma superfície maior.

Quem trabalha apenas no notebook pode ter uma estrutura bem mais compacta.

Comece perguntando: “Quais atividades eu faço durante um dia normal?”

Depois monte o ambiente em torno delas.

Não faça o contrário.

Home office produtivo não depende apenas do ambiente

Uma mesa bonita não resolve procrastinação.

Uma cadeira cara não cria planejamento.

Uma parede decorada não organiza sua agenda.

O espaço ajuda.

Mas produtividade também depende de rotina, prioridades, pausas, comunicação e limites.

Se você trabalha em casa e sente que está disponível o tempo inteiro, talvez o problema não esteja no escritório.

Pode estar na ausência de um horário para terminar.

Isso é especialmente comum entre empreendedoras, que muitas vezes precisam conciliar empresa e vida pessoal. No artigo Os Maiores Desafios do Empreendedorismo Feminino e Como Superá-los, falamos justamente sobre essa dificuldade.

Também vale ler Um Dia Real na Rotina de uma Mãe, Esposa e CEO para enxergar a produtividade de uma forma mais próxima da vida real.

Checklist para montar seu home office gastando pouco

Antes de sair comprando, confira se você já resolveu estes pontos:

  1. definiu um espaço fixo;
  2. mediu a área disponível;
  3. verificou os móveis que já possui;
  4. escolheu uma mesa adequada ao equipamento;
  5. conferiu se a cadeira oferece apoio;
  6. ajustou a posição da tela;
  7. aproveitou a iluminação natural;
  8. colocou iluminação artificial quando necessária;
  9. organizou cabos;
  10. retirou objetos desnecessários;
  11. aproveitou paredes e espaço vertical;
  12. deixou itens frequentes ao alcance;
  13. criou algum tipo de armazenamento;
  14. separou uma pequena área para decoração;
  15. testou o espaço antes de comprar novos itens.

Depois de uma semana trabalhando nele, faça outra pergunta: “O que realmente está me incomodando?”

A resposta indicará qual deve ser seu próximo investimento.

Monte aos poucos

Você não precisa gastar R$ 2 mil, R$ 5 mil ou R$ 10 mil de uma vez para ter um home office.

Comece com o essencial.

Mesa.

Cadeira.

Computador.

Iluminação.

Organização.

Depois observe.

Talvez perceba que precisa de um monitor.

Ou de uma cadeira melhor.

Talvez descubra que um suporte de notebook resolve seu maior problema.

Ou que não precisa comprar mais nada.

Esse processo é melhor do que montar um escritório inteiro baseado em fotos de outras pessoas e descobrir que ele não atende à sua rotina.

Seu home office precisa funcionar para você

O melhor home office não é necessariamente aquele que fica mais bonito no Instagram.

É aquele onde você consegue sentar e trabalhar confortavelmente.

Mesmo que seja pequeno.

Mesmo que a mesa seja simples.

Mesmo que a decoração tenha custado quase nada.

Um bom espaço precisa unir três coisas: conforto + funcionalidade + identidade.

Primeiro cuide do conforto.

Depois da organização.

Por último, da decoração.

Aproveite o que já possui, invista gradualmente e faça mudanças conforme perceber necessidades reais.

Uma mesa organizada, uma cadeira adequada, uma tela bem posicionada, iluminação confortável e poucos elementos decorativos podem transformar um pequeno canto da casa em um espaço muito agradável para trabalhar.

E existe algo importante para lembrar: você não precisa ter o home office dos sonhos para realizar um bom trabalho.

Comece com o espaço que possui hoje.

Organize.

Adapte.

Teste.

Melhore.

Seu escritório pode crescer junto com você. 💻🌱✨

Antes de comprar qualquer coisa para seu home office, escolha hoje um cantinho da casa, retire o que não precisa e monte uma primeira versão usando apenas o que você já tem. Depois de alguns dias trabalhando nele, você saberá muito melhor onde realmente vale investir. 💻💜

16/09/2026 0 comentários
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Estratégia EmpresarialGestão e Bastidores de CEO

Networking Empresarial: O Que É e Como Criar Conexões que Geram Oportunidades

por Thais Cristina 16/09/2026
escrito por Thais Cristina
Networking Empresarial: Como Criar Conexões que Podem Gerar Grandes Oportunidades

Você já conseguiu um cliente porque alguém indicou seu trabalho?

Já conheceu um fornecedor em um evento?

Recebeu um convite para uma parceria depois de uma conversa aparentemente despretensiosa?

Ou conheceu alguém hoje que, meses depois, apareceu com uma oportunidade?

Se respondeu sim para alguma dessas perguntas, você provavelmente já sentiu na prática o poder do networking empresarial. 🤝

Networking não é simplesmente ter muitos contatos salvos no celular, adicionar centenas de pessoas no LinkedIn ou distribuir cartões em um evento.

É sobre construir e manter relacionamentos profissionais.

Quando essa rede é cultivada de maneira genuína e estratégica, ela pode aproximar sua empresa de clientes, fornecedores, parceiros, profissionais, conhecimento e oportunidades que talvez nunca chegassem até você de outra maneira.

O Sebrae destaca que uma rede de contatos bem desenvolvida pode ampliar possibilidades de parcerias e novos negócios, além de favorecer a troca de conhecimentos, experiências e informações relevantes para a empresa.

E existe uma parte especialmente interessante: você nunca sabe exatamente de qual conexão surgirá a próxima oportunidade.

Neste artigo, vamos entender o que é networking empresarial, como fazer networking sem parecer interesseiro e como transformar contatos em relacionamentos profissionais que realmente façam sentido para o seu negócio.

O que é networking empresarial?

Networking empresarial é a prática de criar, desenvolver e manter uma rede de relacionamentos profissionais.

Essa rede pode incluir:

  • clientes;
  • empresários;
  • fornecedores;
  • profissionais da sua área;
  • profissionais de outros segmentos;
  • possíveis parceiros;
  • especialistas;
  • mentores;
  • investidores;
  • pessoas que podem indicar seu trabalho.

Mas existe uma diferença entre ter contatos e ter networking.

Imagine que você participou de um evento e voltou para casa com 50 contatos novos no WhatsApp.

Se nunca mais conversar com essas pessoas, provavelmente você apenas acumulou números.

Networking acontece quando existe relacionamento.

O Sebrae reforça justamente essa ideia: a prática vai além de colecionar contatos ou seguidores. Para funcionar, precisa existir interação e manutenção da rede ao longo do tempo.

Portanto: networking não é quantidade de contatos. É qualidade e continuidade das conexões.

Por que networking é importante para empresários?

Quando administramos uma empresa, podemos cair na armadilha de olhar apenas para dentro dela.

Equipe.

Clientes.

Financeiro.

Marketing.

Processos.

Produtos.

Problemas.

Metas.

Só que muitas oportunidades estão fora da empresa.

Imagine que você conhece uma empresária durante um evento.

Vocês conversam durante 15 minutos.

Nada acontece naquele momento.

Seis meses depois, uma cliente dela pergunta: “Você conhece alguma empresa que faça esse serviço?”

Ela lembra de você.

Nasce uma indicação.

Esse é um dos grandes poderes do networking: a oportunidade nem sempre vem diretamente da pessoa que você conheceu.

Ela pode vir da rede daquela pessoa.

O Sebrae destaca justamente que uma conexão pode não precisar do seu produto naquele momento, mas pode lembrar da empresa posteriormente ao conversar com alguém que tenha aquela necessidade.

Networking não é chegar vendendo

Esse talvez seja o maior erro.

A pessoa chega ao evento, encontra alguém e imediatamente começa: “Oi, sou fulano, minha empresa faz isso, isso e isso, temos um pacote de R$ 2.500, quer que eu mande uma proposta?” 😅

Isso não é networking.

É prospecção extremamente acelerada.

Networking começa com interesse genuíno pela outra pessoa.

Pergunte:

“O que sua empresa faz?”

“Há quanto tempo vocês estão no mercado?”

“Qual público vocês atendem?”

“Como está sendo o evento para você?”

“O que você achou daquela palestra?”

A conversa precisa acontecer antes da oportunidade comercial.

Às vezes vocês descobrirão uma possibilidade de negócio.

Às vezes não.

E tudo bem.

Networking empresarial funciona como uma rede

Imagine que você conhece cinco empresários.

Cada um deles conhece outras dezenas de pessoas.

É justamente por isso que redes profissionais são tão interessantes.

Sua rede não é composta apenas pelas pessoas com quem você possui relacionamento próximo.

Existem também os chamados laços fracos: conhecidos, antigos colegas, pessoas encontradas em eventos, profissionais de outras empresas e contatos com os quais você não conversa frequentemente.

Um grande experimento publicado na revista Science analisou experimentos envolvendo milhões de usuários do LinkedIn e encontrou evidências causais de que conexões relativamente fracas podem desempenhar papel importante na mobilidade profissional. A pesquisa não era especificamente sobre vendas empresariais, mas ajuda a demonstrar como pessoas fora do nosso círculo mais próximo podem nos conectar a informações e oportunidades diferentes.

Para empresários, existe uma lição interessante: não mantenha relacionamento apenas com pessoas que fazem exatamente aquilo que você faz.

Redes diversas podem ampliar aquilo que chega até você.

Quais são os benefícios do networking empresarial?

Uma boa rede pode contribuir para diferentes áreas do negócio.

Ela pode gerar:

indicações de clientes — alguém lembra da sua empresa quando surge uma necessidade;

parcerias comerciais — empresas complementares podem trabalhar juntas;

novos fornecedores — contatos podem apresentar alternativas melhores;

troca de conhecimento — empresários compartilham experiências e aprendizados;

oportunidades de negócios — projetos podem surgir de conversas;

contratações — alguém pode recomendar um profissional;

visibilidade — convites para eventos, podcasts, palestras e conteúdos;

novas perspectivas — conversar com pessoas diferentes pode mudar a forma como você enxerga um problema.

O Sebrae também destaca cocriação, colaborações, conquista de novos mercados, compartilhamento de conhecimento e ampliação da visibilidade entre possíveis resultados das conexões empresariais.

Mas existe uma condição: a relação precisa ser cultivada.

1. Comece sabendo explicar o que você faz

Imagine: “O que sua empresa faz?”

E você responde durante sete minutos.

Temos um problema. 😂

Você precisa conseguir explicar sua empresa de maneira simples.

Uma estrutura útil é: “Nós ajudamos [tipo de cliente] a [resolver determinado problema] por meio de [solução].”

Por exemplo: “Tenho uma agência especializada em e-commerce. Ajudamos lojistas a estruturar e melhorar suas lojas virtuais para vender melhor.”

Pronto.

A outra pessoa entendeu.

Se quiser saber mais, perguntará.

Ter uma apresentação clara facilita muito o networking porque ajuda as pessoas a lembrarem quem você é e quando poderiam indicar seu trabalho.

2. Frequente ambientes onde existem pessoas interessantes para seu negócio

Networking não acontece apenas em grandes congressos.

Você pode construir conexões em:

  • eventos empresariais;
  • feiras;
  • associações comerciais;
  • cursos;
  • workshops;
  • palestras;
  • cafés empresariais;
  • rodadas de negócios;
  • grupos profissionais;
  • LinkedIn;
  • eventos do seu segmento.

O Sebrae recomenda justamente participação em conferências, workshops, seminários e encontros empresariais, além do uso de plataformas profissionais para ampliar e manter a rede.

Você não precisa participar de todos os eventos.

Escolha aqueles que tenham relação com seus objetivos.

3. Vá ao evento com um objetivo

Não precisa ser: “Hoje preciso fechar três clientes.”

Isso cria pressão e pode tornar suas conversas artificiais.

Seu objetivo pode ser:

  • conhecer cinco pessoas;
  • encontrar possíveis parceiros;
  • conversar com empresários de determinado setor;
  • reencontrar contatos;
  • conhecer fornecedores;
  • aprender sobre um mercado.

Networking funciona melhor quando você possui intenção, mas não transforma toda interação em tentativa de venda.

4. Não fique apenas com as pessoas que você já conhece

Essa acontece muito.

Você compra ingresso para um evento de networking.

Chega lá.

Encontra três amigos.

Passa quatro horas conversando com eles.

Vai embora. 😂

Foi divertido.

Mas sua rede continuou praticamente igual.

Cumprimente quem você conhece, mas faça um pequeno esforço para conversar com pessoas novas.

Não precisa falar com 50.

Às vezes três boas conversas são mais valiosas do que 30 apresentações superficiais.

5. Aprenda a iniciar uma conversa

Muita gente evita networking porque não sabe como começar.

Não precisa inventar nada extraordinário.

Em um evento:

“Você já veio nas outras edições?”

“O que achou da palestra?”

“Você trabalha com o quê?”

“Veio de qual cidade?”

“Conhece bastante gente aqui?”

Perguntas simples abrem conversas.

Depois escute.

O objetivo não é demonstrar o quanto você sabe.

É descobrir quem está na sua frente.

6. Escute mais do que fala

Uma pessoa interessante no networking não é necessariamente aquela que fala sem parar sobre suas conquistas.

É aquela que sabe conversar.

Pergunte.

Escute.

Demonstre interesse.

Quando alguém explicar o negócio, tente entender.

Você pode descobrir que aquela pessoa:

  • atende o mesmo público;
  • possui um serviço complementar;
  • conhece alguém que você procura;
  • enfrenta um problema que você sabe resolver;
  • possui experiência que pode ajudar você.

Networking também é uma forma de aprender.

7. Não trate apenas pessoas “importantes” como importantes

Esse erro merece destaque.

Algumas pessoas entram em eventos procurando:

  • o palestrante;
  • o empresário famoso;
  • o CEO da maior empresa;
  • a pessoa com mais seguidores.

E ignoram todo mundo ao redor.

Só que você não sabe onde estarão as oportunidades daqui a dois anos.

A pessoa que está começando hoje pode comandar uma grande empresa amanhã.

Ou pode conhecer exatamente alguém que você precisa conhecer.

Trate todos com respeito.

Networking saudável não deveria funcionar como uma caça a pessoas consideradas “úteis”.

8. Pense em como você também pode ajudar

Uma das maneiras mais fortes de construir relacionamento é gerar valor antes de precisar de alguma coisa.

Você conhece duas pessoas que poderiam fazer negócios?

Apresente.

Encontrou um conteúdo que pode ajudar alguém?

Envie.

Conhece um fornecedor?

Indique.

Soube de uma oportunidade?

Compartilhe.

Isso cria reciprocidade de forma natural.

O Sebrae descreve networking como uma relação de troca: sua rede pode contribuir com conhecimento, contatos, indicações e oportunidades, mas essa relação também pressupõe reciprocidade.

A pergunta muda de: “O que essa pessoa pode fazer por mim?” para: “Como podemos gerar valor um para o outro?”

9. Faça o follow-up depois do evento

Esse talvez seja o ponto mais negligenciado.

Você teve uma conversa ótima.

Trocou contato.

Foi embora.

Nunca mais falou com a pessoa.

Fim.

O networking morreu ali.

No dia seguinte, mande algo simples: “Oi, Ana! Foi muito legal conversar com você ontem no evento. Gostei bastante de conhecer seu trabalho. Vamos manter contato! 😊”

Se conversaram sobre alguma coisa específica: “Você comentou sobre aquele projeto de expansão. Lembrei deste material que pode te ajudar.”

Agora existe continuidade.

10. Use o LinkedIn como extensão do networking presencial

Conheceu alguém?

Adicione no LinkedIn.

Mas evite simplesmente clicar em “conectar” e desaparecer.

Interaja quando fizer sentido.

Comente uma conquista.

Compartilhe um conteúdo.

Envie uma mensagem ocasionalmente.

O Sebrae recomenda manter perfil profissional atualizado e atividade constante em plataformas como o LinkedIn para facilitar conexões com profissionais, possíveis clientes e parceiros.

O networking presencial pode começar uma relação.

O digital ajuda a mantê-la.

11. Mantenha contato mesmo quando não precisa de nada

Imagine receber uma mensagem: “Oi, sumida! Faz três anos que não nos falamos. Você consegue me indicar para aquele seu cliente?”

Não é exatamente a melhor experiência. 😅

Não apareça apenas quando precisa.

Comente uma conquista.

Parabenize.

Envie algo relevante.

Pergunte como está o negócio.

Convide para um café.

Relacionamento profissional também precisa de manutenção.

O Sebrae ressalta que manter relacionamentos é uma das partes fundamentais do networking.

12. Transforme networking em hábito

Não espere existir um grande evento.

Networking pode fazer parte da rotina.

Uma vez por semana:

  • mande mensagem para alguém;
  • marque um café;
  • interaja no LinkedIn;
  • faça uma indicação;
  • participe de uma reunião;
  • entre em contato com um parceiro antigo.

O Sebrae Delas recomenda tratar networking como uma atividade consciente, contínua e estratégica, inclusive reservando tempo na agenda para cultivar a rede.

Isso é especialmente importante para empresários.

Porque networking não é tempo perdido fora da operação.

Também faz parte do trabalho.

13. Participe de rodadas de negócios

Existem eventos criados especificamente para aproximar empresas.

As rodadas de negócios, por exemplo, conectam compradores e fornecedores a partir de interesses compatíveis.

Segundo o Sebrae, esses encontros podem gerar relações comerciais, parcerias, investimentos e outras oportunidades; mesmo quando uma negociação não acontece imediatamente, a ampliação da rede pode criar possibilidades futuras.

Para quem tem dificuldade de iniciar conversas espontaneamente, esse formato pode ser interessante porque já existe uma intenção empresarial clara.

14. Faça networking com empresas complementares

Nem todo parceiro precisa atuar no mesmo segmento.

Na verdade, negócios complementares podem gerar excelentes oportunidades.

Imagine:

  • fotógrafo + agência;
  • arquiteto + loja de decoração;
  • nutricionista + academia;
  • agência de e-commerce + plataforma;
  • cerimonialista + espaço de eventos;
  • contador + advogado empresarial.

Eles atendem públicos semelhantes, mas oferecem soluções diferentes.

Podem criar conteúdos juntos.

Indicar clientes.

Fazer eventos.

Criar produtos.

Participar de campanhas.

O Sebrae cita justamente colaboração e cocriação entre negócios como possibilidades geradas por uma rede empresarial bem desenvolvida.

15. Networking também acontece com concorrentes

Sim.

Concorrentes.

Nem toda empresa do mesmo segmento precisa ser inimiga.

Você pode trocar conhecimento.

Indicar projetos que não consegue atender.

Compartilhar informações de mercado.

Criar eventos.

Discutir tendências.

Existem situações em que colaboração faz sentido mesmo entre empresas que competem em outras áreas.

Networking empresarial não precisa funcionar com uma mentalidade de: “Eu contra todo mundo.”

16. Construa sua reputação antes de precisar dela

Quando você compartilha conhecimento, participa de eventos, ajuda pessoas e mantém relacionamentos, algo começa a acontecer: as pessoas passam a saber quem você é e o que faz.

Isso importa muito.

Porque uma oportunidade pode aparecer quando você nem está presente.

“Precisamos de alguém que faça X.”

“Conheço uma pessoa.”

E seu nome aparece.

O Sebrae associa uma rede profissional ativa a maior visibilidade, credibilidade e oportunidades de divulgação e colaboração.

Esse talvez seja um dos maiores objetivos do networking: ser lembrado no momento certo.

Um exemplo simples de como uma conexão pode crescer

O gráfico abaixo é meramente ilustrativo. Não representa uma média de mercado nem significa que cada contato gerará oportunidades.

Ele serve apenas para mostrar a lógica de uma rede:

A ideia é simples.

Você conhece alguém.

Essa pessoa conhece outra.

Surge uma apresentação.

Depois outra.

Sua rede começa a ultrapassar seu círculo original.

Por isso, networking precisa ser pensado no longo prazo.

Networking pode gerar oportunidades imediatamente?

Pode.

Você pode conhecer alguém hoje e fechar um contrato amanhã.

Mas não deveria ser essa a expectativa.

Algumas conexões levam:

  • dias;
  • meses;
  • anos.

Outras nunca gerarão dinheiro diretamente.

Talvez tragam conhecimento.

Uma amizade profissional.

Uma indicação.

Um conselho.

Um fornecedor.

E isso também possui valor.

Networking é difícil de medir justamente porque nem todos os resultados são imediatos.

Como saber se seu networking está funcionando?

Não avalie apenas quantos cartões ou contatos conseguiu.

Observe:

  • quantas relações você manteve;
  • quantas indicações recebeu;
  • quantas indicações fez;
  • quantas apresentações aconteceram;
  • quantas parcerias surgiram;
  • quantos projetos vieram da rede;
  • quantas oportunidades você descobriu;
  • quanto conhecimento adquiriu.

Você também pode registrar no CRM de onde vieram clientes e oportunidades.

Depois de alguns meses, talvez descubra: “Nossa, uma parte importante dos nossos negócios começou por indicação.”

Aí você começa a enxergar o valor econômico da rede.

Networking para quem é tímido

Existe um mito de que networking é exclusivo para pessoas extrovertidas.

Não é.

O próprio Sebrae destaca que essa é uma habilidade que pode ser aprendida e desenvolvida com prática, disciplina e foco.

Se você é tímido, coloque uma meta menor.

Em vez de: “Vou conversar com 30 pessoas.”

Faça: “Vou iniciar três conversas.”

Prepare perguntas.

Chegue um pouco antes.

Procure grupos menores.

Participe de mesas.

Converse com quem também está sozinho.

Você não precisa ser a pessoa mais expansiva do evento.

Precisa estar aberta a criar conexões.

Networking para mulheres empreendedoras

Para mulheres, construir uma rede profissional pode ser especialmente importante.

Uma rede pode trazer acesso a experiências de outras empresárias, fornecedores, clientes, mentorias, oportunidades e apoio profissional.

O Sebrae Delas destaca que networking para empreendedoras pode contribuir para novos contratos, clientes, fornecedores, divulgação, parcerias e troca de experiências.

Isso se conecta diretamente com outro tema que discutimos aqui no blog: Os Maiores Desafios do Empreendedorismo Feminino e Como Superá-los.

Também vale conferir Empreendedorismo Feminino: Por Onde Começar?.

Construir uma empresa não precisa significar construir tudo sozinha.

Eventos empresariais realmente valem a pena?

Podem valer bastante — desde que você participe de maneira ativa.

Ir ao evento, assistir às palestras e voltar para casa sem conversar com ninguém pode gerar aprendizado.

Mas você perdeu uma parte importante da oportunidade.

Inclusive, já contei aqui no blog minha experiência no Connect ACIM 2026, evento empresarial realizado em Marília, no qual networking, negócios e conexões fizeram parte da experiência.

Esse tipo de ambiente ajuda a lembrar algo: a palestra acontece no palco, mas muitas oportunidades podem começar nos corredores.

O que não fazer no networking

Alguns comportamentos podem prejudicar sua rede:

  • falar apenas sobre você;
  • tentar vender imediatamente;
  • pedir favores sem construir relação;
  • adicionar pessoas em grupos sem autorização;
  • enviar spam;
  • só aparecer quando precisa;
  • prometer indicações que não fará;
  • forçar intimidade;
  • tratar pessoas de maneira diferente conforme cargo ou tamanho da empresa.

Networking depende muito de reputação.

Não vale destruir confiança tentando acelerar uma oportunidade.

Networking e marketing trabalham juntos

Marketing ajuda sua empresa a ser encontrada.

Networking ajuda sua empresa a ser lembrada e recomendada dentro de relações profissionais.

Uma estratégia não substitui a outra.

Na verdade, podem funcionar juntas.

Você conhece uma pessoa em um evento.

Ela procura sua empresa no Google.

Entra no seu site.

Visita seu LinkedIn.

Lê um conteúdo.

Meses depois precisa do serviço.

Lembra da conversa.

Entra em contato.

Perceba como vários pontos se conectam.

Por isso, sua presença digital também precisa sustentar aquilo que você comunica pessoalmente.

Se está estruturando essa parte, veja Primeiros Passos no Marketing Digital: Estratégias que Funcionam e Como Aumentar o Tráfego Orgânico do Seu Site, Blog ou Loja Virtual.

Crie sua estratégia de networking para os próximos 30 dias

Você não precisa transformar networking em algo complicado.

Nos próximos 30 dias, tente:

Semana 1: liste 20 pessoas importantes da sua rede e retome contato com três.

Semana 2: participe de um evento, reunião, café empresarial ou encontro profissional.

Semana 3: apresente duas pessoas que poderiam se ajudar.

Semana 4: marque um café ou uma conversa com alguém interessante que conheceu recentemente.

Ao final do mês, você terá feito muito mais pelo seu networking do que simplesmente adicionar 200 pessoas aleatórias no LinkedIn.

Oportunidades são construídas através de pessoas

Empreender envolve números.

Faturamento.

Margem.

Marketing.

Processos.

Metas.

Tecnologia.

Mas negócios continuam sendo construídos por pessoas.

Uma indicação vem de uma pessoa.

Uma parceria começa entre pessoas.

Um cliente é uma pessoa.

Um fornecedor é uma pessoa.

Uma contratação envolve pessoas.

Por isso, networking empresarial não deveria ser tratado como uma atividade secundária.

Construir relacionamentos também faz parte de construir uma empresa.

Participe de eventos.

Converse.

Escute.

Pergunte.

Ajude.

Compartilhe.

Faça apresentações.

Mantenha contato.

E não entre em cada conversa pensando: “O que posso ganhar com essa pessoa?”

Pense: “Que conexão podemos construir daqui?”

Algumas não passarão de uma conversa agradável.

Outras podem virar amizades profissionais.

Algumas resultarão em aprendizado.

Outras poderão gerar clientes.

Parcerias.

Indicações.

Projetos.

Ou oportunidades que você ainda nem consegue imaginar.

E talvez essa seja justamente a parte mais interessante do networking: uma conversa de dez minutos hoje pode abrir uma porta daqui a dois anos.

Você não controla quando isso acontecerá.

Mas pode construir uma rede forte o suficiente para aumentar as chances de estar cercada pelas pessoas certas quando as oportunidades aparecerem. 🤝🚀

Escolha hoje três pessoas da sua rede com quem você não conversa há algum tempo e mande uma mensagem — sem pedir nada. Networking começa muito antes de você precisar de uma oportunidade. 🤝💜

16/09/2026 0 comentários
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Gestão e Bastidores de CEO

Os Maiores Desafios do Empreendedorismo Feminino e Como Superá-los

por Thais Cristina 16/09/2026
escrito por Thais Cristina
Empreendedorismo Feminino: 15 Desafios que Toda Mulher Empreendedora Precisa Enfrentar

Empreender pode significar liberdade, independência financeira, realização profissional e a oportunidade de construir algo próprio. Para muitas mulheres, porém, essa jornada vem acompanhada de desafios que vão muito além de vender um produto ou administrar uma empresa.

É preciso cuidar do negócio, conquistar clientes, organizar as finanças, aprender marketing, tomar decisões, liderar pessoas e pensar no futuro.

Ao mesmo tempo, muitas mulheres continuam concentrando responsabilidades relacionadas à casa, aos filhos e ao cuidado de outras pessoas.

Os números ajudam a mostrar o tamanho desse movimento. Segundo levantamento do Sebrae com base na PNAD Contínua, o Brasil passou de 8,2 milhões de mulheres donas de negócios em 2015 para 10,4 milhões em dezembro de 2025, um crescimento de 27% em dez anos.

O avanço é enorme.

Mas crescer em quantidade não significa que os obstáculos desapareceram.

A pesquisa Empreendedoras e Seus Negócios 2026, do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), ouviu 1.176 mulheres das cinco regiões do país e encontrou um cenário que mistura autonomia, confiança e desafios importantes: 81,1% das participantes consideram que as mulheres enfrentam mais dificuldades do que os homens no empreendedorismo.

Neste artigo, vamos conversar sobre os principais desafios do empreendedorismo feminino e, principalmente, sobre caminhos práticos para enfrentá-los. 💜

O empreendedorismo feminino continua crescendo no Brasil

Antes de falar dos problemas, existe algo importante para reconhecer: as mulheres estão ocupando cada vez mais espaço no empreendedorismo brasileiro.

Em dez anos, o número de mulheres donas de negócios aumentou de 8,2 milhões para 10,4 milhões. No mesmo período, o crescimento entre os homens foi de aproximadamente 11%, segundo o Sebrae.

Isso significa milhões de mulheres criando produtos, prestando serviços, contratando pessoas, movimentando suas cidades e gerando renda.

O empreendedorismo também pode representar uma possibilidade de autonomia.

Mas nem sempre ele começa com um grande plano de negócios.

A pesquisa do IRME de 2026 revelou que 54,7% das empreendedoras participantes começaram a empreender por necessidade. Além disso, 70% trabalhavam por conta própria, sem colaboradores.

Para algumas mulheres, portanto, empreender nasce de uma oportunidade.

Para outras, nasce de uma necessidade.

E muitas começam sem equipe, investimento alto ou estrutura.

Se você está justamente nesse momento inicial, vale ler também Empreendedorismo Feminino: Por Onde Começar?.

Agora vamos aos desafios.

1. A sobrecarga entre empresa, casa e família

Esse talvez seja um dos pontos mais importantes quando falamos de empreendedorismo feminino.

A empreendedora fecha o notebook.

Mas o trabalho nem sempre terminou.

Tem casa.

Filhos.

Compras.

Compromissos.

Consultas.

Organização familiar.

E uma enorme quantidade de pequenas tarefas que precisam ser lembradas.

A pesquisa do IRME mostra que 73,8% das empreendedoras entrevistadas são mães. Além disso, 75% disseram não contar com apoio informal para o cuidado, e 80,7% já precisaram interromper atividades da empresa para realizar tarefas relacionadas a esse cuidado. Para 61,7%, a sobrecarga interfere diretamente no desenvolvimento do negócio.

Uma publicação mais recente da própria RME reforça o problema: 84,8% das mulheres pesquisadas exercem trabalho de cuidado não remunerado.

Ou seja: não estamos falando apenas de uma sensação individual de “não conseguir se organizar”.

Existe uma questão estrutural de distribuição do tempo e do cuidado.

Como lidar melhor?

O primeiro passo é abandonar a expectativa de conseguir fazer absolutamente tudo sozinha.

Divida responsabilidades quando houver essa possibilidade.

Crie uma rede de apoio.

Delegue tarefas dentro da empresa.

Automatize processos repetitivos.

Defina prioridades.

E, principalmente, entenda que produtividade não significa ocupar cada minuto disponível.

No blog, temos um conteúdo específico sobre Rotina Produtiva para Mulheres Ocupadas: Como Dar Conta de Tudo sem se Sentir Sobrecarregada.

A meta não deveria ser “dar conta de tudo”.

Deveria ser decidir o que realmente precisa da sua atenção.

2. Dificuldade para separar vida pessoal e empresa

Quando você é dona do negócio, é muito fácil sentir que deveria estar trabalhando o tempo inteiro.

Domingo à noite?

Vou responder aquela mensagem rapidinho.

Durante o jantar?

Só vou olhar o WhatsApp.

Na cama?

Vou conferir o faturamento.

Férias?

Talvez eu leve o notebook. 😅

O problema é que a empresa pode ocupar todos os espaços disponíveis.

Isso acontece ainda mais quando o negócio funciona em casa.

Como superar?

Crie limites visíveis.

Tenha horário para começar e, sempre que possível, para terminar.

Separe notificações pessoais das profissionais.

Defina quais situações realmente são urgentes.

Crie processos para que outras pessoas consigam resolver problemas sem depender sempre de você.

Se trabalha de casa, recomendo também Como Tornar o Home Office Produtivo.

Uma empresa saudável não deveria depender da fundadora estar disponível 24 horas por dia.

3. Falta de tempo para pensar estrategicamente

Quando a empreendedora precisa fazer tudo, acontece algo perigoso:

ela passa o dia trabalhando dentro da empresa, mas quase nunca consegue trabalhar na empresa.

Responde clientes.

Emite notas.

Publica.

Embala pedidos.

Resolve problemas.

Faz pagamentos.

Conversa com fornecedores.

E quando chega o momento de analisar números, planejar crescimento ou estudar novas oportunidades… acabou o dia.

A pesquisa do IRME aponta que a sobrecarga de cuidado faz com que as mulheres dediquem, em média, seis horas semanais a menos ao próprio negócio do que os homens, dentro do contexto analisado.

Como melhorar?

Reserve um bloco semanal exclusivamente para gestão.

Pode ser duas horas.

Nesse período, não faça tarefas operacionais.

Analise:

  • faturamento;
  • custos;
  • vendas;
  • marketing;
  • clientes;
  • metas;
  • problemas;
  • oportunidades.

Sua agenda precisa ter espaço para você exercer o papel de empresária, não apenas de executora.

4. Dificuldade de delegar

“É mais rápido se eu mesma fizer.”

Essa frase acompanha muitas empreendedoras.

E, no começo, talvez realmente seja.

Mas existe um limite.

Se tudo precisa passar por você, seu crescimento fica limitado à quantidade de horas que você possui.

Delegar não significa perder controle.

Significa construir processos.

Comece documentando tarefas repetitivas.

Grave vídeos.

Crie checklists.

Defina responsáveis.

Estabeleça indicadores.

Acompanhe resultados.

No início você ainda precisará revisar bastante.

Depois, a tendência é ganhar espaço para tarefas mais estratégicas.

5. Acesso a dinheiro e capital para crescer

Dinheiro continua sendo um desafio importante.

O próprio panorama oficial do governo sobre empreendedorismo feminino reconhece obstáculos relacionados ao acesso ao crédito, além da necessidade de capacitação, formalização, redes de apoio e melhores condições para conciliar vida profissional e pessoal.

Na pesquisa do IRME, o acesso ao crédito entre as participantes apresentou melhora: passou de 25% em 2023 para 47,8% em 2026. Ainda assim, os dados financeiros mostram fragilidade: 46,6% dos negócios pesquisados faturavam até R$ 3.242 por mês e apenas 10% conseguiam gerar sobra para poupar ou reinvestir depois das despesas básicas.

O que fazer?

Antes de buscar crédito, organize seus números.

Saiba:

  • quanto a empresa fatura;
  • quanto gasta;
  • qual é a margem;
  • quanto precisa de capital;
  • para quê;
  • em quanto tempo espera retorno.

Crédito pode ajudar a crescer.

Mas crédito sem planejamento também pode transformar um problema pequeno em uma dívida grande.

6. Misturar dinheiro pessoal e dinheiro da empresa

Esse problema não é exclusivamente feminino, mas aparece muito entre pequenos negócios.

Entrou R$ 5 mil?

Parece que você ganhou R$ 5 mil.

Só que ainda existem:

fornecedores;

  • impostos;
  • marketing;
  • plataformas;
  • frete;
  • folha;
  • taxas;
  • estoque;
  • custos operacionais.

Faturamento não é lucro.

Tenha contas separadas sempre que possível, controle entradas e saídas e defina uma retirada.

Você precisa saber se a empresa realmente está dando dinheiro.

7. Precificar sem segurança

Outra dificuldade comum é colocar preço.

“Será que está caro?”

“Minha concorrente cobra menos.”

“E se ninguém comprar?”

E assim a empreendedora reduz o preço até praticamente eliminar sua margem.

Preço não deveria ser definido apenas olhando concorrentes.

Você precisa considerar custos, impostos, despesas, taxas, tempo, margem e posicionamento.

Vender muito com preço errado pode significar trabalhar cada vez mais e continuar sem dinheiro.

8. Marketing e divulgação

Ter um bom produto não significa que as pessoas vão descobri-lo sozinhas.

Esse é um dos desafios mais concretos encontrados na pesquisa de 2026 do IRME: marketing e divulgação aparecem como principal obstáculo operacional para 51,9% das participantes. Ao mesmo tempo, 72,2% já utilizam a internet para promover produtos ou serviços.

Isso mostra algo interessante: as empreendedoras estão no digital, mas estar presente não significa necessariamente possuir uma estratégia.

Por onde começar?

Defina claramente:

  • quem você quer atingir;
  • qual problema resolve;
  • por que deveriam escolher sua empresa;
  • em quais canais seu público está;
  • qual conteúdo ajuda na decisão;
  • como transformar atenção em venda.

Para aprofundar esse tema, veja Primeiros Passos no Marketing Digital: Estratégias que Funcionam.

9. A pressão para aparecer nas redes sociais

Hoje parece que toda empresária precisa também ser:

  • CEO;
  • vendedora;
  • social media;
  • influenciadora;
  • roteirista;
  • editora;
  • apresentadora de Reels. 😂

Não necessariamente.

A pesquisa do IRME mostra que, apesar do uso amplo da internet para divulgação, muitas empreendedoras não se identificam como criadoras de conteúdo e relatam preocupações com exposição e riscos no ambiente digital.

Você pode criar uma estratégia compatível com sua personalidade.

Pode aparecer em vídeos.

Ou focar em produto.

Criar artigos.

Investir em SEO.

Trabalhar com influenciadores.

Usar anúncios.

Criar conteúdo sem mostrar o rosto.

O importante é não acreditar que existe apenas uma maneira correta de fazer marketing.

10. Conseguir os primeiros clientes

Existe um momento especialmente difícil: você criou tudo… e ninguém comprou ainda.

É aqui que muitas pessoas desistem.

No começo, concentre energia em validar.

Converse com possíveis clientes.

Apresente sua oferta.

Peça feedback.

Faça prospecção.

Use sua rede de contatos.

Publique.

Teste.

Melhore.

A primeira venda não precisa vir de uma estratégia perfeita.

Ela precisa mostrar que existe alguém disposto a pagar pelo que você oferece.

Temos um passo a passo completo em Como Começar no Digital do Zero e Fazer Sua Primeira Venda.

11. Construir uma rede de contatos

Empreender pode ser solitário.

Principalmente quando você não possui sócios ou equipe.

Por isso, networking importa.

Conhecer outras empreendedoras e empresários pode abrir portas para:

  • parcerias;
  • indicações;
  • fornecedores;
  • clientes;
  • mentorias;
  • troca de experiências;
  • oportunidades.

A própria RME aponta redes de apoio, comunidades, mentorias e conexões entre mulheres como ferramentas para enfrentar isolamento e fortalecer negócios.

Networking não é chegar a um evento tentando vender para todo mundo.

É construir relacionamento.

12. Formalização e burocracia

Quando o negócio começa pequeno, existe a tentação de deixar toda a parte burocrática para depois.

Mas conforme cresce, organização passa a ser indispensável.

A pesquisa do IRME encontrou 31,9% de informalidade entre as participantes, sendo os custos envolvidos apontados como uma das principais razões.

Dependendo do negócio, formalizar pode facilitar emissão de notas, contratação, acesso a determinados serviços financeiros e relações com outras empresas.

Procure orientação contábil adequada ao seu caso antes de tomar decisões tributárias ou jurídicas.

13. Sentir que precisa saber tudo

Marketing.

Finanças.

RH.

Vendas.

Tecnologia.

Contabilidade.

Gestão.

Jurídico.

Design.

Nenhuma empreendedora domina tudo.

E não precisa.

O papel da empresária não é ser a melhor especialista de cada departamento.

É aprender o suficiente para tomar boas decisões e saber quando precisa de ajuda especializada.

Cursos, consultorias, mentorias, comunidades e profissionais especializados podem encurtar caminhos.

14. Comparação com outras empreendedoras

Você abre o Instagram.

Uma empresária está comemorando R$ 1 milhão.

Outra abriu a terceira unidade.

Outra está viajando enquanto a empresa funciona sozinha.

Você olha para seu dia e está tentando descobrir por que o boleto foi pago duas vezes. 😅

Redes sociais mostram recortes.

Você raramente conhece:

  • as dívidas;
  • os anos anteriores;
  • os investidores;
  • a equipe;
  • os erros;
  • os privilégios;
  • os problemas;
  • os bastidores.

Compare sua empresa principalmente com ela mesma no passado.

Seu faturamento melhorou?

Sua margem?

Seus processos?

Seu atendimento?

Seu conhecimento?

Essa comparação costuma ser muito mais útil.

15. Culpa por não conseguir estar em todos os lugares

Quando trabalha, sente que deveria estar com a família.

Quando está com a família, pensa no trabalho.

Quando descansa, lembra da lista de tarefas.

Esse ciclo pode transformar até momentos bons em cobrança.

Não existe uma fórmula universal para conciliar todas as áreas da vida.

O que existe é planejamento, divisão de responsabilidades, escolhas e períodos em que uma área exigirá mais atenção que outra.

Eu também recomendo a leitura de Um Dia Real na Rotina de uma Mãe, Esposa e CEO, porque nem toda rotina precisa parecer perfeita para funcionar.

Os desafios aparecem nos números

A pesquisa Empreendedoras e Seus Negócios 2026 permite visualizar alguns obstáculos relatados pelas participantes:

Esses números ajudam a mostrar que dificuldades como falta de tempo, cuidado e divulgação não são experiências isoladas.

Empreendedorismo feminino não precisa significar fazer tudo sozinha

Talvez esse seja um dos aprendizados mais importantes.

Existe uma imagem romantizada da empreendedora que:

  • acorda às 5h;
  • treina;
  • cuida dos filhos;
  • faz café;
  • responde clientes;
  • lidera equipe;
  • grava conteúdo;
  • vende;
  • estuda;
  • organiza a casa;
  • faz skincare;
  • lê 30 páginas;
  • dorme oito horas;
  • e ainda termina o dia agradecendo pela produtividade.

Na vida real?

Tem dia que funciona.

Tem dia que a criança fica doente.

Tem cliente urgente.

Tem problema financeiro.

Tem cansaço.

Tem imprevisto.

E isso não significa falta de capacidade.

Significa que administrar um negócio acontece dentro de uma vida real.

Como superar os desafios do empreendedorismo feminino na prática?

Não existe uma única solução porque mulheres vivem realidades diferentes.

Ainda assim, alguns movimentos ajudam:

  • organize as finanças, para tomar decisões baseadas em números;
  • construa uma rede de apoio, profissional e pessoal;
  • aprenda a delegar, conforme o negócio permitir;
  • invista em capacitação, principalmente nas áreas que limitam o crescimento;
  • faça networking, porque oportunidades também surgem de relacionamentos;
  • crie processos, para a empresa depender menos da sua memória;
  • reserve tempo estratégico, mesmo que sejam poucas horas semanais;
  • aprenda marketing e vendas, porque um negócio precisa chegar às pessoas;
  • cuide da sua energia, porque trabalhar sem parar não é uma estratégia de crescimento.

E, principalmente, não espere ter tudo resolvido para avançar.

Existe muito espaço para mulheres que querem empreender

Os obstáculos são reais.

Mas o crescimento também é.

O número de mulheres donas de negócios no Brasil chegou ao maior nível da série histórica analisada pelo Sebrae em dezembro de 2025.

Na pesquisa do IRME de 2026, 70,1% das participantes se declararam confiantes em relação ao futuro e 66,7% otimistas.

Esse dado é interessante porque mostra duas coisas coexistindo.

Existem dificuldades.

E existe perspectiva.

Uma não precisa apagar a outra.

Conclusão: você não precisa superar tudo de uma vez

Empreendedorismo feminino não deveria ser contado apenas como uma história de “mulheres guerreiras que conseguem fazer tudo”.

Talvez precisemos justamente abandonar essa expectativa.

Mulheres empreendem.

Criam empresas.

Geram renda.

Lideram equipes.

Sustentam famílias.

Inovam.

Vendendo produtos em casa ou comandando empresas maiores, fazem parte de um movimento econômico que continua crescendo no Brasil.

Mas também enfrentam desafios relacionados a tempo, cuidado, dinheiro, marketing, formalização, acesso a oportunidades e construção de redes.

Reconhecer essas barreiras não diminui as conquistas.

Ajuda a entender o que precisa mudar e onde podemos agir.

Se você está começando, não tente resolver todos os 15 pontos deste artigo amanhã.

Escolha um.

Talvez seja separar suas finanças.

Talvez criar uma rotina.

Talvez participar de um evento.

Talvez delegar uma tarefa.

Talvez finalmente começar a divulgar seu trabalho.

Talvez pedir ajuda.

O crescimento de uma empresa raramente acontece por uma grande decisão isolada.

Na maioria das vezes, ele acontece por meio de pequenas decisões melhores tomadas repetidamente.

E se você ainda está pensando se deveria começar, veja também Como Ganhar Dinheiro na Internet em 2026: 15 Formas Reais para Começar.

Você não precisa ter todas as respostas para dar o próximo passo.

Precisa descobrir qual é o próximo passo possível para você agora. 💜🚀

Qual desses desafios mais faz parte da sua realidade hoje? Em vez de tentar mudar tudo de uma vez, escolha um ponto, defina uma pequena ação e comece por ele. Empreender também é aprender a construir um passo de cada vez. 💜

16/09/2026 0 comentários
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Estratégia EmpresarialMarketing Digital

Como Encantar Clientes: 15 Atitudes Simples que Fazem Sua Empresa Ser Lembrada

por Thais Cristina 15/09/2026
escrito por Thais Cristina
Como Encantar Clientes e Fazer Sua Empresa Ser Lembrada: 15 Dicas Práticas

Conseguir uma venda é importante. Ser lembrada depois dela é ainda melhor. 💜

Pense nas empresas das quais você realmente gosta de comprar. Provavelmente não é apenas o preço que faz você voltar.

Talvez o atendimento seja rápido. A embalagem chega impecável. A empresa resolve problemas sem transformar tudo em burocracia. Alguém chama você pelo nome. O pedido chega acompanhado de um bilhete. Ou simplesmente existe aquela sensação de que a marca realmente se preocupa com a experiência.

Isso é encantamento do cliente.

E não estamos falando de enviar presentes caros ou criar experiências mirabolantes. Muitas vezes, os detalhes mais simples são justamente aqueles que fazem uma empresa ser lembrada.

O Sebrae trata o atendimento de qualidade como um diferencial competitivo capaz de contribuir para satisfação, fidelização e construção de relacionamentos duradouros. Também destaca comunicação, empatia, escuta e resolução de problemas entre as práticas importantes para melhorar a experiência.

Por isso, neste artigo você vai conhecer 15 atitudes simples para encantar clientes, independentemente de ter uma loja virtual, empresa de serviços, negócio físico ou pequena empresa.

O que significa encantar um cliente?

Encantar não é simplesmente atender bem.

Atender bem deveria ser o básico.

Imagine que você comprou um produto, recebeu exatamente aquilo que pediu, dentro do prazo informado e sem nenhum problema.

Você ficou satisfeita.

Agora imagine que, além disso, recebeu uma comunicação clara durante todo o processo, uma embalagem cuidadosamente preparada, uma mensagem personalizada e, alguns dias depois, a empresa perguntou se estava tudo certo.

A experiência ganhou outra dimensão.

Encantamento acontece quando a experiência deixa uma percepção positiva suficientemente forte para a empresa ser lembrada.

Pode acontecer antes, durante ou depois da compra.

E existe um ponto importante: encantar não significa necessariamente superar expectativas em absolutamente tudo.

Uma empresa que tenta surpreender com brindes, mas atrasa pedidos e não responde clientes, está começando pelo lugar errado.

Primeiro vem a excelência no básico.

Depois vêm os detalhes.

Experiência do cliente influencia a próxima compra

Uma boa experiência não serve apenas para deixar alguém feliz.

Ela pode influenciar comportamento futuro.

Dados apresentados pela Salesforce apontam que 88% dos clientes pesquisados dizem que um bom atendimento aumenta a probabilidade de comprarem novamente, enquanto 75% afirmam já ter recomendado uma empresa com base em um excelente atendimento.

Isso ajuda a explicar por que experiência, fidelização e vendas estão tão conectadas.

Um cliente encantado pode:

  • comprar novamente;
  • indicar sua empresa;
  • deixar uma avaliação;
  • publicar sobre a experiência;
  • acompanhar sua marca;
  • preferir você em vez de um concorrente.

Inclusive, se o seu objetivo é trabalhar especificamente a recompra, veja também nosso artigo Como Fidelizar Clientes e Fazer Quem Comprou Uma Vez Comprar Novamente.

Agora vamos às atitudes práticas.

1. Chame o cliente pelo nome

Começaremos pelo mais simples.

Use o nome da pessoa.

Compare: “Olá! Em que posso ajudar?”

com: “Oi, Ana! Tudo bem? 💜 Como posso te ajudar?”

A diferença parece pequena, mas a segunda comunicação soa muito mais pessoal.

Isso vale para WhatsApp, e-mail, atendimento presencial e até pós-venda.

Só existe um cuidado: personalização precisa parecer natural.

Não adianta colocar o nome automaticamente em todas as frases.

“Oi Ana. Temos uma promoção para você, Ana. Aproveite agora, Ana.” 😂

Aí já fica estranho.

O objetivo é mostrar que existe uma pessoa conversando com outra pessoa.

2. Escute antes de tentar vender

Um dos maiores erros no atendimento é tentar encaixar o cliente imediatamente naquilo que a empresa quer vender.

A pessoa começa: “Estou procurando uma solução para…”

E antes de terminar: “TEMOS ESSE PACOTE POR R$ 999!”

Calma. 😅

Primeiro descubra:

O que ela precisa?

Qual problema quer resolver?

O que já tentou?

Existe alguma limitação?

Qual resultado espera?

Escuta ativa melhora o atendimento porque permite recomendar algo que realmente faça sentido.

O Sebrae também coloca a identificação das necessidades do consumidor e a comunicação humanizada entre os elementos capazes de fortalecer relacionamento e fidelização.

3. Responda com agilidade

Não existe uma quantidade universal de minutos que determine um atendimento perfeito.

Mas existe uma regra simples: não deixe o cliente sem saber se será atendido.

Se sua equipe não consegue responder imediatamente, uma mensagem de confirmação já ajuda: “Oi, recebemos sua mensagem! 💜 Nossa equipe está em atendimento e retornaremos assim que possível.”

Melhor ainda se você conseguir informar uma expectativa realista.

Rapidez não significa responder qualquer coisa apenas para diminuir o tempo do atendimento.

O objetivo é combinar agilidade + qualidade.

4. Cumpra aquilo que prometeu

Quer encantar clientes?

Antes de pensar em surpreendê-los, não os decepcione.

Prometeu retorno até às 15h?

Retorne.

Prometeu postagem na terça?

Faça o possível para postar.

O serviço inclui determinada entrega?

Entregue.

Não vai conseguir cumprir?

Avise antes.

Confiança é construída em pequenas promessas.

Uma empresa que cumpre consistentemente aquilo que diz transmite segurança.

E segurança também faz parte de uma boa experiência.

5. Avise antes que o cliente precise perguntar

Essa atitude é poderosa.

Imagine que um pedido vai atrasar.

Existem duas possibilidades.

Na primeira, a empresa não fala nada. O cliente percebe o atraso, procura atendimento, espera, explica o problema e finalmente recebe uma resposta.

Na segunda, a empresa identifica o problema e entra em contato: “Oi, Ana! Identificamos um atraso na transportadora e seu pedido pode chegar um dia depois do previsto. Estamos acompanhando por aqui e te manteremos informada.”

O problema continua existindo.

Mas a experiência é completamente diferente.

Proatividade demonstra cuidado.

Não espere o cliente descobrir sozinho todos os problemas.

6. Personalize quando fizer sentido

Personalização não precisa exigir uma estrutura tecnológica gigantesca.

Pode começar simplesmente registrando informações relevantes.

Se você possui uma loja de roupas e sabe que determinada cliente costuma comprar vestidos, pode avisá-la quando chegar uma coleção relacionada.

Se vende produtos de reposição, pode lembrar do momento provável da recompra.

Se trabalha com serviços, pode conhecer o histórico daquele cliente antes de iniciar o atendimento.

A Salesforce aponta uma evolução interessante: em seu relatório atual sobre clientes conectados, 73% dos pesquisados afirmam que as empresas os tratam como indivíduos, e não apenas como números, ante 39% em 2023. Ao mesmo tempo, 71% dizem estar mais cautelosos com suas informações pessoais.

Portanto: personalize com responsabilidade.

Use dados de maneira transparente, segura e respeitando consentimentos e preferências.

7. Capriche nos pequenos detalhes

Um detalhe custa pouco.

Mas pode ser lembrado por muito tempo.

Pode ser:

  • um bilhete;
  • uma embalagem bonita;
  • uma mensagem;
  • uma amostra;
  • um cuidado especial;
  • uma recomendação personalizada;
  • uma orientação que o cliente nem sabia que precisava.

O próprio Sebrae destaca que atenção aos detalhes, empatia, iniciativa, cortesia e comunicação podem ajudar a transformar o atendimento em uma experiência memorável.

O segredo é perguntar: “Existe algum detalhe simples que poderia tornar essa experiência melhor?”

Às vezes a resposta custa R$ 0.

8. Facilite a vida do cliente

Encantamento não precisa ser algo emocionante.

Pode ser simplesmente: facilidade.

Imagine uma loja virtual em que você encontra rapidamente o produto, entende as informações, calcula o frete, escolhe o pagamento e finaliza a compra sem dificuldade.

Talvez você não mande mensagem para suas amigas dizendo: “Gente, vocês não vão acreditar! O botão de comprar FUNCIONOU! 😍” 😂

Mas aquela facilidade contribuiu para uma experiência positiva.

Por isso, analise a jornada inteira.

Seu site é fácil de usar?

As informações estão claras?

O WhatsApp funciona?

O checkout é simples?

A política de troca é compreensível?

O cliente encontra ajuda?

Se possui uma loja online, vale conferir também A Aparência da Sua Loja Virtual Está Afastando Clientes?.

Experiência não é apenas atendimento.

Tudo comunica.

9. Resolva problemas sem criar outro problema

Talvez o maior teste de uma empresa não aconteça quando tudo funciona.

Aconteça quando algo dá errado.

Produto errado.

Atraso.

Cobrança.

Falha.

Defeito.

Erro da equipe.

O cliente já chega frustrado.

Nesse momento, sua empresa pode fazer duas coisas:

facilitar a solução;

ou adicionar uma segunda camada de frustração.

Evite transferir o cliente de pessoa para pessoa.

Não obrigue alguém a contar a mesma história cinco vezes.

Não comece tentando descobrir de quem é a culpa.

Primeiro entenda.

Depois resolva.

O Sebrae inclusive destaca que reclamações podem ser utilizadas como oportunidade para melhorar atendimento e processos.

Um erro não precisa necessariamente destruir o relacionamento.

A maneira como sua empresa reage pode fazer toda a diferença.

10. Faça um pós-venda humanizado

Pedido entregue.

Venda encerrada?

Não necessariamente.

Experimente enviar alguns dias depois: “Oi, Ana! Passando para saber se seu pedido chegou certinho e se você gostou. 💜 Se precisar de qualquer ajuda, estamos por aqui.”

Não comece oferecendo outro produto.

Primeiro pergunte sobre a experiência.

Para empresas de serviços, o pós-venda pode verificar se o cliente está conseguindo utilizar aquilo que recebeu ou se o resultado ficou dentro das expectativas.

O Sebrae ressalta que a experiência do cliente começa antes da compra e continua depois dela; analisar essa jornada pode contribuir para fidelização e vendas recorrentes.

Esse contato ainda pode revelar problemas que o cliente talvez nem fosse reclamar.

11. Dê algo útil, não apenas um desconto

Quando pensamos em agradar clientes, muitas vezes a primeira ideia é: CUPOM!

Desconto pode funcionar.

Mas não é a única maneira.

Você pode entregar:

  • um guia;
  • um tutorial;
  • uma consultoria rápida;
  • uma dica personalizada;
  • conteúdo exclusivo;
  • frete;
  • acesso antecipado;
  • uma amostra;
  • um material complementar.

Uma empresa de marketing, por exemplo, pode enviar um checklist.

Uma loja de cosméticos pode ensinar como utilizar corretamente o produto.

Uma loja de decoração pode enviar dicas de composição.

Isso também explica por que conteúdo é tão interessante para relacionamento.

No artigo Como Aumentar o Tráfego Orgânico do Seu Site, Blog ou Loja Virtual, mostramos como conteúdos úteis também podem ajudar sua empresa a ser encontrada no Google.

Ou seja, um bom conteúdo pode servir tanto para atrair quanto para encantar.

12. Surpreenda em momentos inesperados

Surpresa funciona melhor quando realmente é surpresa.

Imagine uma cliente que realizou várias compras durante o ano.

Na próxima: “Percebemos que você já está conosco há um tempinho e queríamos agradecer. 💜 Enviamos um mimo no seu pedido.”

Não precisa ser algo caro.

O valor emocional pode ser maior do que o financeiro.

Também pode acontecer em aniversários, aniversário da primeira compra, lançamento antecipado ou algum momento importante do relacionamento.

O cuidado aqui é não transformar toda surpresa em uma obrigação permanente.

Se o cliente recebe o mesmo “presente surpresa” em todos os pedidos, depois da décima compra deixou de ser surpresa.

13. Treine toda a equipe para encantar

Não adianta a dona da empresa oferecer um atendimento maravilhoso se o restante da equipe não possui o mesmo padrão.

Experiência precisa fazer parte da cultura.

Defina:

  • como responder;
  • qual linguagem utilizar;
  • como lidar com reclamações;
  • quando oferecer solução;
  • quando escalar um problema;
  • quais informações precisam ser registradas;
  • qual autonomia cada pessoa possui.

Isso não significa transformar funcionários em robôs que repetem frases prontas.

Significa estabelecer um padrão mínimo de qualidade.

O Sebrae recomenda justamente construir uma cultura de valorização da experiência e capacitar os colaboradores para que boas práticas sejam compartilhadas pelo time.

A experiência precisa continuar boa mesmo quando você não está presente.

14. Peça feedback — e faça alguma coisa com ele

Quer saber como encantar seus clientes?

Pergunte para eles.

Pode ser uma pesquisa curta:

“O que você mais gostou?”

“O que poderíamos melhorar?”

“De 0 a 10, quanto recomendaria nossa empresa?”

“Encontrou alguma dificuldade?”

“Sentiu falta de alguma coisa?”

Depois procure padrões.

Se dez pessoas reclamaram da mesma etapa do checkout, talvez exista um problema.

Se clientes elogiam repetidamente determinada atitude da equipe, talvez você tenha encontrado um diferencial.

Feedback só se torna realmente valioso quando gera aprendizado.

15. Faça o cliente sentir que a relação não termina na venda

Essa última atitude conecta todas as anteriores.

A empresa que encanta não trata a compra como: Pagamento aprovado → fim.

Ela pensa em relacionamento.

A pessoa comprou.

Recebeu.

Gostou.

Foi atendida.

Recebeu suporte.

Lembrou da empresa.

Voltou.

Indicou.

Esse é um ciclo muito mais poderoso.

No artigo Como Fidelizar Clientes e Fazer Quem Comprou Uma Vez Comprar Novamente, explicamos em detalhes como trabalhar pós-venda, recompra, relacionamento, programas de fidelidade e clientes recorrentes.

Encantamento e fidelização caminham juntos.

O que realmente faz uma empresa ser lembrada?

Existe uma maneira simples de visualizar isso.

Imagine que uma empresa possua cinco pilares de experiência, cada um avaliado pelo próprio cliente em uma escala de 0 a 10.

O exemplo abaixo é apenas ilustrativo, não representa uma pesquisa ou média de mercado:

Perceba que nenhum desses elementos exige necessariamente um orçamento gigantesco.

Muitos dependem de:

  • processo;
  • treinamento;
  • atenção;
  • organização;
  • empatia.

É por isso que pequenas empresas também podem criar experiências excelentes.

Encantamento não significa dizer sim para tudo

Esse ponto merece destaque.

Cliente encantado não é cliente que consegue tudo o que pede.

Sua empresa pode ter regras.

Prazos.

Limitações.

Políticas.

Condições.

O diferencial está em como isso é comunicado.

Compare: “Não fazemos.”

com: “Essa opção específica nós não conseguimos oferecer, mas posso verificar duas alternativas para você.”

O resultado talvez seja o mesmo.

A experiência não.

Comunicação eficaz ajuda uma empresa a construir conexão, conhecer melhor o público e transformar atendimento em diferencial.

Ser gentil não significa abandonar processos.

Significa tornar a comunicação mais humana.

Tecnologia ajuda, mas não substitui cuidado

CRM, automações, inteligência artificial e chatbots podem melhorar muito o atendimento.

Podem lembrar históricos.

Organizar solicitações.

Automatizar mensagens.

Segmentar clientes.

Agilizar respostas.

O Sebrae já inclui ferramentas como CRM e inteligência artificial em suas capacitações atuais sobre atendimento, justamente dentro de uma estratégia maior de relacionamento e fidelização.

Mas existe uma regra: a tecnologia precisa facilitar a experiência, não dificultá-la.

Se o cliente está preso há vinte minutos em um chatbot tentando falar com alguém sobre um problema que a automação não consegue resolver, a tecnologia deixou de ajudar.

Automatize o repetitivo.

Humanize o importante.

Como saber se seus clientes estão encantados?

Não existe uma única métrica capaz de responder tudo.

Observe diferentes sinais:

  • clientes que voltam;
  • avaliações;
  • indicações;
  • elogios;
  • reclamações;
  • taxa de recompra;
  • tempo de resolução;
  • respostas às pesquisas;
  • comentários espontâneos;
  • retenção.

Também observe aquilo que clientes falam sem você perguntar.

“Compro aqui porque vocês sempre resolvem.”

“Adoro como vocês embalam.”

“Vocês respondem muito rápido.”

“Indiquei vocês para uma amiga.”

Essas frases podem revelar exatamente qual experiência está fazendo sua marca ser lembrada.

Encantamento também pode gerar marketing espontâneo

Uma experiência memorável tem outro benefício:

ela pode virar conteúdo.

Você provavelmente já viu alguém publicar: “Olha como chegou meu pedido! 😍”

Isso é poderoso porque não foi a empresa dizendo que é maravilhosa.

Foi o cliente.

É uma forma de prova social.

Da mesma maneira, avaliações positivas podem ajudar outras pessoas que ainda estão decidindo se confiam na marca.

Marketing traz pessoas até você.

Experiência ajuda essas pessoas a terem motivos para permanecer e falar sobre você.

Se estiver estruturando a divulgação da empresa, recomendo também Primeiros Passos no Marketing Digital: Estratégias que Funcionam.

Comece pequeno: escolha três atitudes

Você não precisa terminar este artigo e criar 25 processos amanhã.

Escolha três coisas.

Por exemplo:

1. melhorar o tempo e a qualidade das respostas;
2. criar uma mensagem de pós-venda;
3. começar a registrar feedbacks.

Implemente.

Acompanhe.

Depois escolha mais três.

Encantamento não nasce necessariamente de uma grande campanha.

Ele é construído em centenas de pequenas interações bem feitas.

No Dia do Cliente, vale olhar além das promoções

O Dia do Cliente, celebrado em 15 de setembro, costuma gerar campanhas, cupons e ofertas.

Tudo isso pode fazer parte da estratégia.

Mas a data também é uma ótima oportunidade para fazer uma pergunta:

“Nossos clientes realmente se sentem valorizados quando compram conosco?”

Hoje também publicamos um conteúdo especial de Dia do Cliente: nosso agradecimento a todos que fazem parte da nossa história.

Afinal, agradecer é importante.

Demonstrar esse agradecimento durante o restante do ano é ainda mais.

Empresas inesquecíveis são construídas nos detalhes

Encantar clientes não significa transformar cada compra em um espetáculo.

Não precisa ter presente caro.

Não precisa ter uma equipe gigantesca.

Não precisa ter a tecnologia mais sofisticada do mercado.

Comece pelo básico.

Escute.

Responda.

Cumpra.

Avise.

Facilite.

Personalize.

Resolva.

Agradeça.

Faça pós-venda.

E preste atenção aos detalhes.

O cliente talvez não lembre exatamente de todas as mensagens que recebeu.

Mas vai lembrar se comprar da sua empresa foi fácil ou difícil.

Vai lembrar se foi bem tratado.

Vai lembrar se vocês resolveram quando apareceu um problema.

Vai lembrar daquele cuidado inesperado.

E, principalmente, vai lembrar de como se sentiu durante aquela experiência.

Quando isso acontece, sua empresa deixa de ser simplesmente mais uma opção entre tantas.

Ela passa a ocupar um espaço na memória do cliente.

E esse cliente pode voltar.

Pode indicar.

Pode avaliar.

Pode comprar novamente.

Pode se transformar em alguém que acompanha sua marca durante anos.

Por isso, talvez a melhor pergunta para fazer hoje não seja: “O que podemos vender para esse cliente?”

Mas: “O que podemos fazer para que ele tenha vontade de comprar conosco novamente?” 💜

Essa pequena mudança de perspectiva pode transformar completamente a maneira como sua empresa atende, vende e constrói relacionamentos.

Escolha hoje uma das 15 atitudes deste artigo e coloque em prática. Você não precisa gastar muito para ser lembrado — às vezes, um atendimento cuidadoso, uma mensagem no momento certo ou um problema bem resolvido vale muito mais do que qualquer brinde. 💜✨

15/09/2026 0 comentários
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SOBRE MIM

SOBRE MIM

Thaís Cristina

31 anos, canceriana, mãe, esposa e mais mil coisas. CEO e cofundadora da DevRocket, uma agência especializada em marketing, tecnologia e soluções para e-commerce, tenho formação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e MBA em Marketing Digital, unindo visão estratégica, experiência prática e olhar empreendedor para ajudar negócios a crescerem no digital.

À frente do blog Dia de CEO, compartilho aqui, conteúdos sobre marketing, estratégia, vendas, gestão e bastidores reais do empreendedorismo, com uma linguagem simples, direta e aplicada à rotina de quem vive os desafios de empreender todos os dias.

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