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Como Economizar, Quitar Dívidas e Guardar Dinheiro em 2026

por Thais Cristina 28/07/2026
escrito por Thais Cristina
Planejamento Financeiro Pessoal: Como Cuidar Melhor do Dinheiro em 2026

Organizar a vida financeira não significa deixar de aproveitar a vida, cortar tudo o que gosta ou passar horas preenchendo planilhas complicadas.

Na prática, ter organização financeira significa saber quanto dinheiro entra, entender para onde ele está indo e tomar decisões mais conscientes antes que as contas se transformem em um problema maior.

Em 2026, esse cuidado se tornou ainda mais importante.

O endividamento das famílias brasileiras atingiu níveis elevados. Em abril de 2026, 80,9% das famílias do país possuíam algum tipo de dívida, o maior percentual registrado na série da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, a Peic.

A inadimplência também continua sendo um grande desafio. Em janeiro de 2026, o Brasil alcançou aproximadamente 81,3 milhões de consumidores inadimplentes, segundo o Mapa da Inadimplência da Serasa. Foi o maior número registrado na série histórica até aquele momento.

Esses números mostram que muitas pessoas estão tendo dificuldades para equilibrar renda, despesas, cartão de crédito, financiamentos e imprevistos.

Mas estar endividado ou desorganizado não significa que a situação não possui solução.

Com um método simples, metas possíveis e acompanhamento frequente, é possível recuperar o controle, reduzir a ansiedade e começar a construir uma vida financeira mais segura.

Neste artigo, você vai aprender como organizar sua vida financeira em 2026, mesmo que hoje não saiba exatamente para onde o seu dinheiro está indo.

Por que é tão difícil organizar a vida financeira?

Muitas pessoas acreditam que não conseguem se organizar porque ganham pouco, não possuem disciplina ou não entendem de investimentos.

Embora a renda tenha grande importância, a desorganização também pode acontecer com quem ganha bem.

Isso ocorre porque organização financeira depende de uma combinação de fatores:

  • clareza sobre os próprios números;
  • hábitos de consumo;
  • planejamento;
  • controle do crédito;
  • capacidade de lidar com imprevistos;
  • definição de prioridades;
  • constância.

Uma pessoa pode receber R$ 3.000 por mês e conseguir guardar uma pequena quantia. Outra pode receber R$ 10.000 e terminar todos os meses utilizando o limite da conta.

O problema nem sempre está apenas no valor recebido. Muitas vezes, está na ausência de um sistema.

Quando não existe um planejamento, o dinheiro é utilizado conforme as necessidades aparecem. A pessoa paga uma conta, parcela uma compra, faz um Pix, utiliza o cartão e só percebe o tamanho das despesas quando recebe a fatura.

Por isso, o primeiro passo não é investir nem cortar o café. O primeiro passo é enxergar a realidade.

1. Faça um diagnóstico financeiro completo

Você não consegue organizar aquilo que não conhece.

Comece anotando todas as suas fontes de renda. Considere salário, comissões, trabalhos extras, pensões, aluguéis, benefícios e outras entradas.

Depois, liste todas as despesas.

Separe os gastos em categorias.

Despesas fixas

São aquelas que normalmente aparecem todos os meses e possuem valores semelhantes, como:

  • aluguel ou financiamento;
  • condomínio;
  • mensalidade escolar;
  • plano de saúde;
  • internet;
  • telefone;
  • assinaturas;
  • parcelas de empréstimos.

Despesas variáveis essenciais

São necessárias, mas podem mudar de valor:

  • energia;
  • água;
  • supermercado;
  • combustível;
  • transporte;
  • medicamentos;
  • manutenção da casa.

Despesas não essenciais

Estão relacionadas ao estilo de vida e podem ser ajustadas:

  • restaurantes;
  • compras por impulso;
  • aplicativos;
  • passeios;
  • roupas;
  • presentes;
  • delivery;
  • entretenimento.

Dívidas e parcelamentos

Liste separadamente:

  • cartões de crédito;
  • empréstimos;
  • cheque especial;
  • financiamentos;
  • compras parceladas;
  • contas atrasadas;
  • dívidas com familiares.

Não faça estimativas muito genéricas. Abra os aplicativos do banco, consulte as faturas e observe os últimos dois ou três meses.

Esse processo pode ser desconfortável, mas é necessário.

Ignorar os números não reduz as dívidas. Apenas adia as decisões.

2. Calcule quanto realmente sobra por mês

Depois de listar as entradas e saídas, faça uma conta simples:

Receitas mensais – despesas mensais = saldo disponível

Imagine que uma pessoa receba R$ 5.000 líquidos por mês e tenha as seguintes despesas:

  • Moradia: R$ 1.500;
  • Alimentação: R$ 900;
  • Transporte: R$ 500;
  • Contas da casa: R$ 450;
  • Saúde: R$ 350;
  • Parcelamentos: R$ 600;
  • Lazer e compras: R$ 900.

As despesas totalizam R$ 5.200.

Isso significa que existe um déficit mensal de R$ 200.

Mesmo que o valor pareça pequeno, ele pode se transformar em R$ 2.400 ao longo de um ano, sem considerar juros.

Nesse cenário, não existe dinheiro disponível para investir. Antes disso, será necessário reduzir despesas, aumentar a renda ou fazer as duas coisas.

O objetivo do diagnóstico não é gerar culpa. É mostrar qual decisão precisa ser tomada.

3. Crie um orçamento que combine com sua realidade

Um orçamento é um plano para utilizar o dinheiro antes que ele seja gasto.

Você pode utilizar uma planilha, um caderno, um aplicativo ou até as anotações do celular. A melhor ferramenta é aquela que você realmente consegue manter.

Uma forma simples de organizar o orçamento é dividir a renda em grandes grupos:

  • despesas essenciais;
  • objetivos financeiros;
  • lazer e gastos pessoais;
  • pagamento de dívidas.

A conhecida regra 50-30-20 sugere destinar 50% da renda às necessidades, 30% aos desejos e 20% à poupança ou aos objetivos financeiros.

No entanto, essa divisão não deve ser tratada como uma regra obrigatória.

Uma família que gasta 65% da renda com moradia, alimentação e saúde talvez não consiga guardar 20% imediatamente. Nesse caso, pode começar com 2%, 5% ou 10%.

O orçamento precisa ser possível.

É melhor guardar R$ 100 por mês com constância do que definir uma meta de R$ 1.000, não conseguir cumprir e abandonar o planejamento.

4. Pare de depender do limite do cartão

O limite do cartão de crédito não é uma extensão do salário.

Quando uma pessoa recebe R$ 4.000 e possui R$ 8.000 de limite, isso não significa que ela dispõe de R$ 12.000.

O limite é um crédito oferecido pela instituição financeira. Todo valor utilizado precisará ser pago posteriormente.

O cartão pode ser útil para centralizar pagamentos, ganhar prazo e facilitar compras online. O problema aparece quando ele é utilizado para complementar uma renda que já acabou.

Para controlar melhor o cartão:

  • acompanhe a fatura durante o mês;
  • defina um limite pessoal menor que o limite oferecido;
  • evite parcelamentos muito longos;
  • não parcele despesas recorrentes, como supermercado;
  • mantenha apenas os cartões que realmente utiliza;
  • nunca considere a parcela isoladamente;
  • observe o valor total da compra.

Uma compra de R$ 2.400 parcelada em 12 vezes pode parecer leve porque a parcela é de R$ 200. Porém, durante um ano, parte da sua renda já estará comprometida.

Quando várias parcelas se acumulam, os próximos salários começam a chegar parcialmente gastos.

5. Organize e priorize suas dívidas

Ter dívida não significa necessariamente estar inadimplente.

Uma compra parcelada no cartão, um financiamento imobiliário e um empréstimo são dívidas, mesmo que estejam sendo pagos corretamente.

A inadimplência acontece quando uma obrigação não é paga dentro do prazo.

Se você possui contas atrasadas, organize uma lista com:

  • nome do credor;
  • valor original;
  • valor atualizado;
  • juros;
  • quantidade de parcelas;
  • data de vencimento;
  • possibilidade de negociação.

Priorize as dívidas com juros mais altos, especialmente cartão de crédito rotativo e cheque especial.

Antes de aceitar uma renegociação, verifique:

  • valor total do acordo;
  • quantidade de parcelas;
  • taxa de juros;
  • valor da entrada;
  • consequências em caso de atraso;
  • impacto da parcela no orçamento.

Uma parcela menor nem sempre representa uma dívida mais barata. Em alguns casos, o prazo aumenta tanto que o valor final fica muito maior.

A negociação precisa caber no orçamento real. Caso contrário, existe o risco de atrasar novamente e perder as condições oferecidas.

O Banco Central mantém conteúdos de cidadania financeira com orientações sobre planejamento, crédito, dívidas e construção de resiliência para enfrentar imprevistos.

6. Crie uma reserva de emergência

A reserva de emergência é um valor guardado para situações inesperadas, como:

  • perda de renda;
  • problemas de saúde;
  • reparos urgentes;
  • manutenção do carro;
  • despesas familiares;
  • períodos com menos vendas;
  • imprevistos profissionais.

Sem uma reserva, qualquer emergência pode acabar no cartão de crédito, no cheque especial ou em um empréstimo.

O Banco Central destaca que manter uma reserva ajuda a aumentar a resiliência financeira e reduz o impacto de problemas inesperados no orçamento.

Não existe um valor único que funcione para todas as pessoas.

Uma referência comum é guardar o equivalente a três a seis meses das despesas essenciais. Quem possui renda instável, trabalha por conta própria ou sustenta outras pessoas pode considerar uma reserva maior.

Imagine que suas despesas essenciais sejam de R$ 4.000 por mês.

Uma reserva equivalente a seis meses seria de R$ 24.000.

Esse número pode parecer distante. Por isso, divida o objetivo em etapas:

  1. Primeira meta: R$ 500;
  2. Segunda meta: R$ 1.000;
  3. Terceira meta: um mês de despesas;
  4. Meta seguinte: três meses;
  5. Objetivo completo: seis meses ou mais.

O importante é começar.

A reserva deve ficar em uma aplicação segura, com liquidez e baixo risco. Ela não deve ser utilizada para viagens, promoções ou compras planejadas.

7. Separe a reserva dos outros objetivos

Nem todo dinheiro guardado é reserva de emergência.

Uma viagem, a troca do celular, a entrada de um imóvel e a compra de um carro são objetivos previsíveis.

Crie reservas separadas para cada finalidade.

Por exemplo:

  • reserva de emergência;
  • viagem;
  • despesas anuais;
  • educação;
  • entrada do imóvel;
  • aposentadoria.

Essa separação evita que você utilize o dinheiro da emergência para pagar uma despesa que já poderia ter sido planejada.

Também é importante se preparar para gastos anuais, como:

  • IPVA;
  • IPTU;
  • material escolar;
  • matrícula;
  • seguros;
  • manutenção;
  • impostos;
  • presentes;
  • festas de final de ano.

Se o IPVA custará aproximadamente R$ 2.400, você pode guardar R$ 200 por mês durante 12 meses.

Dessa forma, a despesa deixa de ser uma surpresa.

8. Defina metas financeiras para os próximos 90 dias

Objetivos muito longos podem gerar desânimo. Por isso, utilize ciclos menores.

Uma meta financeira de 90 dias pode ser:

  • quitar uma dívida de R$ 1.500;
  • guardar R$ 900;
  • reduzir os gastos com delivery em 40%;
  • cancelar cinco assinaturas que não utiliza;
  • começar uma renda extra;
  • organizar todas as contas;
  • ficar três meses sem atrasos;
  • reduzir a fatura do cartão de R$ 3.000 para R$ 2.000.

A meta precisa ser específica e mensurável.

No artigo sobre como definir uma meta de 90 dias para sua empresa, explicamos como dividir objetivos em ações semanais. A mesma lógica pode ser aplicada às finanças pessoais: estabeleça um resultado, defina um prazo e acompanhe o progresso toda semana.

9. Automatize sua organização financeira

Depender apenas da força de vontade torna o processo mais difícil.

Sempre que possível, automatize algumas decisões.

Você pode:

  • agendar transferências para a reserva;
  • colocar contas fixas em débito automático;
  • criar alertas de vencimento;
  • separar o dinheiro dos objetivos assim que receber;
  • definir limites nos aplicativos bancários;
  • utilizar categorias de gastos;
  • revisar as assinaturas mensalmente.

Uma boa estratégia é utilizar o princípio de “pagar-se primeiro”.

Assim que a renda entrar, transfira o valor destinado à reserva ou às metas. Não espere o final do mês para guardar o que sobrar, porque muitas vezes não sobra nada.

Mesmo que o valor inicial seja de R$ 50, o hábito cria consistência.

10. Aprenda a diferenciar desejo, necessidade e prioridade

Nem toda compra precisa ser proibida.

A organização financeira não deve transformar a vida em uma sequência de restrições.

O objetivo é gastar com consciência.

Antes de comprar, pergunte:

  • Eu realmente preciso disso?
  • Já possuo algo semelhante?
  • Essa compra cabe no orçamento?
  • Vou precisar parcelar?
  • O valor total faz sentido?
  • Estou comprando por necessidade ou emoção?
  • Essa compra atrasa algum objetivo importante?

Uma técnica simples é esperar 24 ou 48 horas antes de realizar uma compra não essencial.

Muitas vontades desaparecem quando o impulso passa.

Também evite utilizar as redes sociais como referência para seu padrão de vida. Nem sempre você conhece a realidade financeira por trás da viagem, do carro, da casa ou das compras apresentadas na internet.

11. Busque formas de aumentar a renda

Cortar gastos possui um limite.

Depois de reduzir desperdícios, talvez seja necessário buscar novas fontes de renda para acelerar os objetivos.

Algumas possibilidades são:

  • prestar serviços;
  • vender produtos;
  • trabalhar como afiliado;
  • criar produtos digitais;
  • realizar trabalhos extras;
  • vender itens que não utiliza;
  • aprender uma nova habilidade;
  • negociar um aumento;
  • transformar conhecimento em consultoria;
  • iniciar um pequeno negócio.

No Dia de CEO, o artigo Primeiras Vendas no Digital: um guia para começar do zero apresenta caminhos para quem deseja explorar oportunidades de vendas pela internet.

Também vale acompanhar a categoria de E-commerce e Vendas Online, com conteúdos sobre produtos, lojas virtuais, marketplaces e estratégias digitais.

A renda extra pode ajudar, mas ela precisa ser direcionada.

Se todo dinheiro adicional for utilizado para aumentar o padrão de consumo, a situação financeira continuará praticamente igual.

Defina antecipadamente o destino da renda extra, como:

  • 50% para pagar dívidas;
  • 30% para a reserva;
  • 20% para lazer.

Os percentuais podem variar, mas o importante é ter uma regra.

12. Separe as finanças pessoais das empresariais

Para quem empreende, misturar o dinheiro pessoal com o dinheiro da empresa é um dos erros mais perigosos.

Quando tudo passa pela mesma conta, fica difícil saber:

  • se a empresa realmente gera lucro;
  • quanto o negócio pode pagar ao proprietário;
  • quais são os custos da operação;
  • quanto dinheiro pertence à empresa;
  • quais despesas são pessoais;
  • se existe capital para impostos e investimentos.

O ideal é utilizar contas separadas e definir um pró-labore.

O empreendedor não deve retirar dinheiro da empresa toda vez que aparece uma necessidade pessoal. Essas retiradas podem comprometer o fluxo de caixa e esconder problemas do negócio.

Organizar a vida financeira também exige respeitar a saúde financeira da empresa.

Para acompanhar conteúdos sobre planejamento, liderança e rotina empresarial, acesse a página inicial do Dia de CEO, que reúne experiências e estratégias aplicadas à realidade de quem empreende.

13. Faça uma reunião financeira mensal

Reserve um dia por mês para revisar suas finanças.

Durante essa análise, confira:

  • quanto entrou;
  • quanto foi gasto;
  • quais categorias aumentaram;
  • quais contas vencerão;
  • quanto foi guardado;
  • como está a reserva;
  • quais dívidas diminuíram;
  • quais metas avançaram;
  • o que precisa ser ajustado.

Essa reunião pode durar de 30 minutos a uma hora.

Quem mora com outra pessoa e compartilha despesas deve incluir o parceiro ou a parceira nessa conversa.

O diálogo financeiro não deve acontecer apenas quando aparece um problema.

Conversar sobre prioridades, limites e planos reduz conflitos e ajuda a família a trabalhar na mesma direção.

Modelo simples de organização financeira

Você pode iniciar com esta estrutura mensal:

Renda líquida

R$ 5.000

Despesas essenciais

R$ 3.200

Dívidas e parcelas

R$ 700

Reserva e objetivos

R$ 500

Lazer e gastos pessoais

R$ 400

Margem para imprevistos

R$ 200

Total: R$ 5.000

Nesse exemplo, cada real possui uma função.

Isso não significa que o orçamento nunca poderá mudar. Significa apenas que existe uma decisão antes do gasto.

Erros comuns na organização financeira

Evite alguns comportamentos frequentes:

  • criar um orçamento impossível;
  • ignorar pequenas despesas;
  • utilizar o cartão sem acompanhar a fatura;
  • fazer novas dívidas durante uma negociação;
  • guardar apenas o que sobra;
  • confundir limite com renda;
  • tentar recuperar dinheiro por meio de apostas;
  • investir antes de organizar dívidas caras;
  • manter assinaturas que não utiliza;
  • abandonar o planejamento após um mês difícil.

Organização financeira não exige perfeição.

Um mês pode sair do plano. Uma emergência pode acontecer. Uma despesa pode ser maior que o previsto.

O importante é revisar, ajustar e continuar.

Organizar sua vida financeira em 2026 começa com uma decisão simples: parar de fugir dos números.

Você não precisa resolver tudo em um único mês.

Comece entendendo quanto ganha, quanto gasta, quais dívidas possui e quais despesas podem ser ajustadas.

Depois, crie um orçamento possível, controle o cartão, negocie as dívidas, monte uma reserva e defina metas de curto prazo.

O caminho pode ser resumido assim:

  • conheça sua realidade;
  • gaste menos do que recebe;
  • evite juros altos;
  • crie uma reserva;
  • planeje despesas futuras;
  • aumente sua renda quando possível;
  • acompanhe os números mensalmente;
  • mantenha constância.

Em um cenário no qual mais de 80% das famílias brasileiras possuem dívidas e milhões de pessoas estão inadimplentes, cuidar do dinheiro deixou de ser apenas uma questão de organização. É uma forma de proteção, tranquilidade e liberdade.

Você não precisa esperar ganhar mais para começar.

Comece com o que possui hoje, utilizando metas compatíveis com sua realidade.

Cada conta organizada, cada dívida reduzida e cada valor guardado representa um passo em direção a uma vida financeira mais segura.

28/07/2026 0 comentários
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Estratégia EmpresarialGestão e Bastidores de CEO

Como Definir Metas de Curto Prazo para sua Empresa

por Thais Cristina 28/07/2026
escrito por Thais Cristina
Planejamento Trimestral: Como Definir Prioridades e Acompanhar Metas

Administrar uma empresa exige pensar no futuro, mas também tomar decisões no presente.

Muitos empresários começam o ano cheios de objetivos: aumentar o faturamento, conquistar mais clientes, organizar a equipe, melhorar o marketing, lançar um produto ou reduzir despesas.

O problema é que metas anuais podem parecer distantes demais.

Quando o prazo é muito longo, é fácil adiar decisões, perder o foco e deixar tarefas importantes para depois. Ao chegar no final do ano, o empresário percebe que trabalhou muito, mas avançou pouco nos projetos que realmente poderiam transformar o negócio.

É justamente por isso que o planejamento de 90 dias pode ser tão eficiente.

Uma meta de 90 dias transforma um objetivo maior em um ciclo mais curto, claro e mensurável. Esse período é longo o suficiente para produzir resultados relevantes, mas curto o bastante para criar senso de urgência.

Neste artigo, você vai aprender como definir uma meta de 90 dias para sua empresa, escolher indicadores, organizar as tarefas e acompanhar a execução sem transformar o planejamento em mais uma obrigação esquecida.

O que é uma meta de 90 dias?

Uma meta de 90 dias é um resultado específico que a empresa pretende alcançar dentro de aproximadamente três meses.

Ela pode estar relacionada a diferentes áreas do negócio, como:

  • faturamento;
  • vendas;
  • marketing;
  • atendimento;
  • produtividade;
  • gestão financeira;
  • contratação;
  • redução de custos;
  • lançamento de produtos;
  • melhoria de processos.

Por exemplo, “aumentar as vendas” é apenas uma intenção.

Uma meta de 90 dias seria:

“Aumentar o faturamento mensal da empresa de R$ 80 mil para R$ 100 mil até o final dos próximos 90 dias.”

Nesse caso, existe um resultado claro, um valor definido e um prazo.

A meta também precisa ser acompanhada por ações práticas, como aumentar o número de contatos comerciais, melhorar a taxa de conversão, recuperar clientes antigos e criar novas campanhas.

Por que trabalhar com ciclos de 90 dias?

As metas de curto prazo ajudam a dividir objetivos maiores em etapas mais próximas e mensuráveis. Segundo a Atlassian, metas de curto prazo costumam ter duração mensal ou trimestral e funcionam como marcos para alcançar resultados de longo prazo.

Isso significa que uma empresa não precisa abandonar seu planejamento anual. O ciclo de 90 dias funciona como uma ponte entre a visão de longo prazo e a rotina diária.

Imagine que o objetivo anual da empresa seja aumentar o faturamento em 30%.

Em vez de deixar toda a responsabilidade para o final do ano, o empresário pode criar quatro ciclos trimestrais:

  • primeiro ciclo: melhorar a geração de oportunidades;
  • segundo ciclo: aumentar a conversão;
  • terceiro ciclo: elevar o valor médio das vendas;
  • quarto ciclo: fortalecer a retenção dos clientes.

Cada período terá uma prioridade central.

Essa divisão facilita o acompanhamento e permite corrigir problemas antes que seja tarde.

Metas claras podem melhorar o desempenho

A definição de metas é uma das práticas mais estudadas na área de gestão e desempenho.

Pesquisas sobre a teoria de definição de objetivos indicam que metas claras, específicas e desafiadoras tendem a produzir resultados melhores do que orientações vagas, como simplesmente pedir para alguém “fazer o seu melhor”.

Isso acontece porque uma boa meta direciona a atenção da equipe.

Quando todos sabem o que precisa ser alcançado, fica mais fácil decidir quais tarefas são prioritárias, quais projetos podem esperar e como os recursos devem ser utilizados.

Por outro lado, metas confusas podem gerar desmotivação, retrabalho e conflitos de prioridade.

A empresa corre o risco de manter todos ocupados, mas sem avançar na mesma direção.

Qual é a diferença entre objetivo, meta e tarefa?

Antes de montar um planejamento de 90 dias, é importante entender três conceitos.

Objetivo

O objetivo representa uma direção mais ampla.

Exemplo:

“Melhorar a presença digital da empresa.”

Meta

A meta transforma o objetivo em um resultado mensurável.

Exemplo:

“Aumentar em 30% o número de oportunidades comerciais geradas pelos canais digitais nos próximos 90 dias.”

Tarefa

A tarefa é uma atividade necessária para alcançar a meta.

Exemplos:

  • publicar três conteúdos por semana;
  • criar duas campanhas de anúncios;
  • atualizar o site;
  • produzir uma página de captura;
  • enviar uma sequência de e-mails;
  • acompanhar os contatos gerados.

O objetivo mostra a direção, a meta define o resultado e as tarefas representam o caminho.

Como definir uma meta de 90 dias para sua empresa

O planejamento deve começar com um diagnóstico realista.

Não escolha uma meta apenas porque ela parece interessante ou porque outra empresa está fazendo algo parecido.

Analise o momento atual do negócio.

1. Avalie a situação atual da empresa

Antes de decidir onde deseja chegar, descubra onde a empresa está agora.

Analise dados como:

  • faturamento dos últimos meses;
  • número de vendas;
  • quantidade de clientes;
  • valor médio das compras;
  • taxa de conversão;
  • despesas;
  • margem de lucro;
  • produtividade da equipe;
  • atrasos;
  • reclamações;
  • oportunidades em aberto.

Evite tomar decisões apenas com base em percepções.

A sensação de que “as vendas estão ruins” precisa ser transformada em dados.

Talvez o número de contatos tenha diminuído. Talvez existam oportunidades, mas a equipe esteja convertendo pouco. Também pode ser que a empresa esteja vendendo, mas com um valor médio menor.

Cada problema exige uma estratégia diferente.

2. Escolha apenas uma prioridade principal

Um erro comum é criar muitas metas ao mesmo tempo.

A empresa quer aumentar as vendas, lançar um produto, trocar o sistema, contratar pessoas, reformular o site, melhorar o atendimento e produzir mais conteúdo.

Quando tudo é prioridade, nada recebe atenção suficiente.

Para o ciclo de 90 dias, escolha uma prioridade principal.

Pergunte:

“Qual resultado teria maior impacto positivo na empresa neste momento?”

A resposta pode ser:

  • aumentar o faturamento;
  • organizar o processo comercial;
  • reduzir cancelamentos;
  • lançar um novo serviço;
  • melhorar o fluxo de caixa;
  • conquistar determinada quantidade de clientes;
  • estruturar uma nova área.

A empresa pode acompanhar outros indicadores, mas deve existir uma meta central que ajude a orientar as decisões.

3. Utilize o método SMART

Uma maneira simples de estruturar a meta é utilizar o método SMART.

O modelo SMART ajuda a transformar intenções em objetivos específicos e fáceis de acompanhar. A sigla representa cinco características: específica, mensurável, alcançável, relevante e temporal.

Específica

A meta deve explicar claramente o que será alcançado.

Evite:

“Melhorar o comercial.”

Prefira:

“Aumentar a quantidade de novos contratos fechados por mês.”

Mensurável

É necessário ter um número ou critério de acompanhamento.

Exemplo:

“Passar de 15 para 22 contratos mensais.”

Alcançável

A meta precisa exigir esforço, mas deve ser possível.

Se a empresa vende atualmente R$ 50 mil por mês, definir uma meta de R$ 1 milhão para o próximo trimestre provavelmente será pouco realista sem mudanças muito significativas.

Relevante

A meta precisa contribuir para o momento e a estratégia da empresa.

Não faz sentido aumentar seguidores se o principal problema do negócio é a baixa margem de lucro e não existe um plano para transformar a audiência em oportunidades.

Temporal

A meta deve possuir um prazo.

No nosso caso, o prazo será de 90 dias.

Um exemplo completo seria:

“Aumentar o faturamento médio mensal da empresa de R$ 80 mil para R$ 100 mil até o final dos próximos 90 dias, por meio do aumento das oportunidades comerciais e da melhoria da conversão.”

4. Defina os indicadores de resultado

Depois de escrever a meta, escolha os números que serão acompanhados.

Esses indicadores mostram se a empresa está se aproximando do resultado.

Para uma meta de faturamento, você pode acompanhar:

  • valor vendido;
  • quantidade de vendas;
  • número de oportunidades;
  • taxa de conversão;
  • ticket médio;
  • prazo médio de fechamento;
  • cancelamentos.

Para uma meta de marketing:

  • visitas no site;
  • leads gerados;
  • custo por lead;
  • alcance;
  • cliques;
  • contatos recebidos;
  • vendas originadas pelas campanhas.

Não acompanhe dezenas de números.

Escolha entre três e cinco indicadores que realmente ajudem a entender o progresso.

5. Divida os 90 dias em três etapas

Uma meta trimestral pode ser dividida em três blocos de 30 dias.

Dias 1 a 30: estrutura e preparação

Nesse período, a empresa deve organizar a base necessária.

As ações podem incluir:

  • levantar os dados atuais;
  • definir responsáveis;
  • ajustar ferramentas;
  • criar campanhas;
  • treinar a equipe;
  • revisar processos;
  • preparar materiais;
  • corrigir problemas urgentes.

Dias 31 a 60: execução e testes

O segundo mês deve concentrar a maior parte das ações.

É o momento de colocar as estratégias em prática, testar abordagens e observar o comportamento dos indicadores.

A empresa deve analisar o que está funcionando e eliminar atividades que consomem tempo sem contribuir para o resultado.

Dias 61 a 90: otimização e fechamento

No último mês, o foco deve estar em acelerar o que apresentou resultados.

Também é importante resolver pendências, reforçar as estratégias mais eficientes e preparar a análise final do ciclo.

Essa divisão reduz a sensação de que a equipe possui três meses inteiros para começar.

6. Transforme a meta em um plano semanal

A meta de 90 dias precisa aparecer na agenda da empresa.

Para isso, transforme o objetivo trimestral em entregas semanais.

Suponha que a empresa queira conquistar 60 novos clientes em 90 dias.

Isso representa aproximadamente:

  • 20 novos clientes por mês;
  • cinco novos clientes por semana.

A empresa então precisa calcular quantas oportunidades são necessárias.

Se a taxa de conversão for de 20%, serão necessárias cerca de 25 oportunidades qualificadas por semana para fechar cinco vendas.

A partir disso, o plano pode incluir:

  • quantidade de contatos comerciais;
  • campanhas que serão publicadas;
  • conteúdos que serão produzidos;
  • reuniões de vendas;
  • propostas que precisam ser enviadas;
  • retornos para clientes antigos.

O planejamento deixa de ser abstrato e passa a fazer parte da rotina.

7. Defina um responsável para cada ação

Uma tarefa sem responsável geralmente fica parada.

Mesmo quando várias pessoas participam de um projeto, é necessário definir quem será responsável por acompanhar a entrega.

Cada atividade deve possuir:

  • responsável;
  • prazo;
  • resultado esperado;
  • status;
  • possíveis impedimentos.

O papel do responsável não é necessariamente fazer tudo sozinho.

Ele deve garantir que a ação avance, cobrar informações e comunicar problemas.

8. Realize reuniões semanais de acompanhamento

O acompanhamento não deve acontecer apenas no final dos 90 dias.

Faça uma reunião semanal curta, com duração aproximada de 20 a 40 minutos.

Durante o encontro, responda:

  1. Qual era o resultado esperado para esta semana?
  2. O que foi concluído?
  3. Quais indicadores avançaram?
  4. O que ficou atrasado?
  5. Qual é o principal impedimento?
  6. O que será feito na próxima semana?

Pesquisas e análises sobre gestão de metas destacam a importância do feedback frequente, da comunicação e do alinhamento entre os objetivos individuais e as prioridades do negócio.

A reunião não deve ser usada apenas para cobrança.

Ela deve ajudar a empresa a identificar dificuldades e tomar decisões mais rapidamente.

Exemplo de meta de 90 dias para uma pequena empresa

Imagine uma agência que fatura atualmente R$ 100 mil por mês e deseja atingir R$ 120 mil.

Meta principal

“Aumentar o faturamento mensal de R$ 100 mil para R$ 120 mil até o final de 90 dias.”

Indicadores

  • oportunidades geradas;
  • reuniões comerciais;
  • propostas enviadas;
  • taxa de conversão;
  • ticket médio;
  • faturamento fechado.

Plano de ação

  • reativar clientes antigos;
  • criar uma nova campanha;
  • melhorar a apresentação comercial;
  • estabelecer uma rotina de acompanhamento das propostas;
  • oferecer serviços complementares;
  • produzir conteúdos voltados às principais dores dos clientes.

Acompanhamento semanal

A equipe comercial atualiza os indicadores toda sexta-feira e define as prioridades da semana seguinte.

A meta deixa de ser apenas “vender mais” e passa a ter números, responsáveis e ações.

Como utilizar OKRs no planejamento de 90 dias

Outra metodologia que pode ser utilizada é o OKR, sigla para Objectives and Key Results, ou Objetivos e Resultados-Chave.

O objetivo descreve o que a empresa deseja conquistar. Os resultados-chave mostram como será possível comprovar o avanço.

Os OKRs são frequentemente estruturados em ciclos trimestrais, com resultados específicos, mensuráveis e limitados por prazo.

Um exemplo seria:

Objetivo

Fortalecer o processo comercial da empresa.

Resultados-chave

  • gerar 300 oportunidades qualificadas;
  • aumentar a conversão de 15% para 22%;
  • reduzir o tempo médio de fechamento de 30 para 22 dias;
  • alcançar R$ 120 mil em faturamento mensal.

O objetivo pode ser inspirador, mas os resultados-chave precisam conter números.

Erros comuns ao criar metas de 90 dias

Criar uma meta sem analisar os dados

Sem conhecer os números atuais, a empresa pode definir um resultado impossível ou pouco relevante.

Confundir meta com lista de tarefas

“Criar um site” é uma entrega. A meta deve explicar qual resultado o novo site deverá gerar.

Escolher muitas prioridades

Quanto maior o número de metas, menor tende a ser o foco.

Não envolver a equipe

Quando os responsáveis não entendem o motivo da meta, o plano pode ser visto apenas como uma cobrança adicional.

Acompanhar somente no final

Uma meta trimestral precisa ser revisada durante todo o ciclo.

Não ajustar o plano

A meta pode continuar a mesma, mas as ações podem ser modificadas quando os dados mostram que uma estratégia não está funcionando.

Desistir após uma semana ruim

Um ciclo de 90 dias terá semanas melhores e piores.

O importante é observar a tendência geral e manter a consistência.

Modelo simples para criar sua meta

Você pode utilizar a seguinte estrutura:

Situação atual

Onde a empresa está agora?

Meta para 90 dias

Qual resultado específico será alcançado?

Motivo

Por que esse resultado é importante?

Indicadores

Quais números serão acompanhados?

Plano de ação

Quais estratégias serão utilizadas?

Responsáveis

Quem acompanhará cada entrega?

Marcos de 30, 60 e 90 dias

O que deverá estar concluído em cada etapa?

Reunião de acompanhamento

Em qual dia e horário os resultados serão revisados?

O que fazer ao final dos 90 dias?

Ao terminar o ciclo, reúna a equipe e faça uma análise.

Avalie:

  • a meta foi alcançada?
  • quais estratégias funcionaram?
  • quais ações não trouxeram retorno?
  • quais obstáculos surgiram?
  • o que deveria ter sido feito antes?
  • quais aprendizados serão mantidos?
  • qual será a próxima prioridade?

Mesmo quando a meta não é atingida completamente, o ciclo pode gerar aprendizados importantes.

Por exemplo, a empresa pode ter alcançado 80% do resultado, melhorado seus processos e descoberto um canal de vendas mais eficiente.

O erro seria encerrar o ciclo sem registrar esses aprendizados.

Definir uma meta de 90 dias é uma forma prática de tirar os planos do papel e transformar uma intenção em ações mensuráveis.

Em vez de esperar o final do ano para avaliar os resultados, a empresa passa a trabalhar com ciclos mais curtos, acompanhamento frequente e prioridades mais claras.

O processo pode ser resumido em alguns passos:

  • analisar a situação atual;
  • escolher uma prioridade;
  • definir uma meta específica;
  • selecionar indicadores;
  • dividir o ciclo em etapas;
  • transformar a meta em ações semanais;
  • definir responsáveis;
  • acompanhar o progresso;
  • avaliar os aprendizados.

Você não precisa criar um planejamento complexo.

Comece com uma meta central que realmente possa melhorar o momento atual da empresa.

O mais importante não é escrever um objetivo bonito em uma planilha. É transformar esse objetivo em decisões, tarefas e hábitos que aconteçam durante os próximos 90 dias.

Quando a equipe sabe onde precisa chegar, quais números devem avançar e o que deve ser feito a cada semana, a empresa deixa de trabalhar apenas no modo de urgência e começa a agir com mais estratégia.

28/07/2026 0 comentários
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Estratégia Empresarial

Primeiros Passos no Marketing Digital: Estratégias que Funcionam

por Thais Cristina 27/07/2026
escrito por Thais Cristina
Como Começar no Marketing Digital Mesmo Sem Experiência

Começar no marketing digital pode parecer complicado, principalmente quando você encontra termos como tráfego pago, funil de vendas, SEO, leads, remarketing, conversão e algoritmo.

Mas a verdade é que você não precisa dominar tudo isso logo no início.

O marketing digital é um conjunto de estratégias utilizadas para divulgar marcas, produtos e serviços por meio da internet. Ele pode ser aplicado por grandes empresas, pequenos negócios, profissionais autônomos, lojas virtuais e até por quem está começando a empreender agora.

Em 2026, estar presente no ambiente digital deixou de ser apenas uma oportunidade e passou a ser uma necessidade para praticamente qualquer empresa.

Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2024, 46% dos usuários de internet no Brasil compraram produtos ou serviços online nos 12 meses anteriores ao levantamento. Isso representa aproximadamente 73 milhões de pessoas. Além disso, entre os usuários que venderam pela internet, 73% utilizaram as redes sociais para divulgar ou comercializar seus produtos.

Esses números mostram que os consumidores já estão pesquisando, comparando, conversando com empresas e tomando decisões de compra pela internet.

Neste guia, você vai entender como começar no marketing digital do zero, quais estratégias utilizar e como criar uma presença digital que realmente ajude o seu negócio a crescer.

O que é marketing digital?

Marketing digital é o conjunto de ações realizadas nos canais digitais para atrair pessoas, construir relacionamento, divulgar uma marca e gerar vendas.

Essas ações podem acontecer em diferentes ambientes, como:

  • Instagram;
  • TikTok;
  • Facebook;
  • YouTube;
  • Google;
  • WhatsApp;
  • blogs;
  • sites;
  • lojas virtuais;
  • marketplaces;
  • e-mail marketing.

Imagine, por exemplo, uma pequena loja de roupas.

Ela pode publicar vídeos no Instagram, criar conteúdos no TikTok, aparecer nas buscas do Google, enviar promoções pelo WhatsApp e direcionar os clientes para sua loja virtual.

Todas essas ações fazem parte do marketing digital.

A grande vantagem é que os resultados podem ser acompanhados com mais facilidade. É possível saber quantas pessoas visualizaram uma publicação, clicaram em um anúncio, acessaram o site, adicionaram produtos ao carrinho ou finalizaram uma compra.

Por que investir em marketing digital?

Os consumidores estão cada vez mais conectados.

Antes de comprar, muitas pessoas pesquisam preços, procuram avaliações, assistem a vídeos, acessam as redes sociais da empresa e verificam se o site transmite confiança.

Por isso, um negócio que não possui uma boa presença digital pode perder espaço para concorrentes que aparecem com mais frequência e passam mais credibilidade.

A publicidade digital também movimenta valores cada vez maiores no país. De acordo com o estudo Digital AdSpend, o investimento em publicidade digital no Brasil chegou a R$ 37,9 bilhões em 2024, registrando crescimento de 8% em comparação com 2023.

Mais da metade desse investimento foi direcionada às plataformas de redes sociais, enquanto os vídeos representaram mais de 40% do valor investido em mídia digital.

Isso não significa que uma pequena empresa precise investir milhares de reais.

O dado mostra, principalmente, que as empresas estão direcionando cada vez mais atenção para os canais digitais porque é nesses espaços que uma grande parte dos consumidores está.

Como começar no marketing digital do zero

Para começar, você não precisa estar em todas as redes sociais nem utilizar todas as ferramentas disponíveis.

O mais importante é construir uma base organizada.

1. Defina um objetivo claro

Antes de produzir conteúdos ou investir em anúncios, determine o que você deseja alcançar.

Seu objetivo pode ser:

  • aumentar as vendas;
  • receber mais pedidos pelo WhatsApp;
  • gerar visitas para uma loja virtual;
  • divulgar uma empresa local;
  • conquistar seguidores;
  • fortalecer a autoridade da marca;
  • captar contatos de possíveis clientes;
  • divulgar um novo produto ou serviço.

Evite utilizar objetivos muito genéricos, como “quero crescer na internet”.

Transforme essa intenção em uma meta mais clara.

Por exemplo:

“Quero gerar 50 novos contatos pelo WhatsApp nos próximos 30 dias.”

Ou:

“Quero aumentar em 20% o número de visitas na minha loja virtual durante os próximos três meses.”

Ter uma meta ajuda a escolher as estratégias certas e analisar se o trabalho está gerando resultados.

2. Conheça o seu público

Um dos erros mais comuns no marketing digital é tentar conversar com todo mundo.

Quando uma empresa tenta alcançar todas as pessoas, a comunicação acaba ficando genérica e pouco convincente.

Procure entender quem é o seu cliente ideal.

Analise informações como:

  • idade aproximada;
  • localização;
  • profissão;
  • interesses;
  • dificuldades;
  • objetivos;
  • hábitos de compra;
  • redes sociais que utiliza;
  • fatores que influenciam sua decisão.

Imagine uma empresa que vende sistemas para lojas virtuais.

Seu público pode ser formado por lojistas que possuem dificuldade para organizar pedidos, estoque e financeiro. Nesse caso, os conteúdos podem explicar como evitar erros de gestão, automatizar tarefas e melhorar a operação do e-commerce.

Quanto melhor você entende as dúvidas do público, mais fácil fica produzir conteúdos úteis.

3. Escolha os canais certos

Você não precisa começar no Instagram, TikTok, YouTube, Pinterest, Facebook, LinkedIn e Google ao mesmo tempo.

Escolha os canais com base no comportamento do seu público e na sua capacidade de produzir conteúdo.

Para negócios que dependem de imagens, demonstrações ou vídeos rápidos, Instagram e TikTok podem ser boas opções.

Para empresas que vendem serviços para outras empresas, LinkedIn, Google e e-mail marketing podem ser interessantes.

Já o WhatsApp pode ser utilizado para atendimento, relacionamento, recuperação de clientes e fechamento de vendas.

O relatório comercial sobre o comércio eletrônico brasileiro publicado pela International Trade Administration destaca a força das principais plataformas digitais no país. Dados referentes a 2025 indicavam 169 milhões de usuários no WhatsApp, 142 milhões no YouTube e 113 milhões no Instagram.

O ideal é começar com um ou dois canais, criar consistência e ampliar a presença aos poucos.

4. Organize o seu posicionamento

Posicionamento é a maneira como você deseja que a sua marca seja percebida.

Pergunte:

  • Qual problema minha empresa resolve?
  • Por que um cliente deveria comprar comigo?
  • Qual é o meu diferencial?
  • Que tipo de experiência desejo oferecer?
  • Como quero ser lembrado?

Uma empresa pode se posicionar pela praticidade, preço, atendimento, especialização, exclusividade, rapidez ou qualidade.

Esse posicionamento deve aparecer nos conteúdos, no atendimento, no site, nas imagens e nas ofertas.

A comunicação visual também influencia a confiança do consumidor. Um site desorganizado, lento ou com aparência pouco profissional pode afastar visitantes, mesmo quando o produto é bom.

Para aprofundar esse assunto, leia também o artigo A aparência da sua loja virtual está afastando clientes?.

5. Crie conteúdo que ajude o público

Produzir conteúdo não significa apenas publicar ofertas.

As pessoas dificilmente entram nas redes sociais com o objetivo principal de assistir a propagandas. Elas procuram informação, entretenimento, inspiração, soluções e identificação.

Uma estratégia de conteúdo equilibrada pode incluir:

  • dicas práticas;
  • respostas para dúvidas frequentes;
  • demonstrações de produtos;
  • comparações;
  • bastidores da empresa;
  • histórias de clientes;
  • erros comuns;
  • tutoriais;
  • tendências do mercado;
  • ofertas e lançamentos.

Uma loja de cosméticos, por exemplo, pode criar conteúdos sobre cuidados com a pele, maneiras de utilizar os produtos, diferenças entre ativos e erros que prejudicam os resultados.

Uma empresa de serviços pode mostrar etapas do trabalho, resultados alcançados, desafios resolvidos e explicações sobre o mercado.

O conteúdo deve conduzir o público por diferentes momentos da decisão de compra.

Algumas pessoas ainda estão descobrindo que possuem um problema. Outras já conhecem possíveis soluções. Também existem aquelas que estão prontas para comprar e precisam apenas de segurança para escolher uma empresa.

6. Utilize o SEO para aparecer no Google

SEO é o conjunto de técnicas utilizadas para melhorar a visibilidade de páginas e conteúdos nos mecanismos de busca.

Quando uma pessoa pesquisa no Google “como começar no marketing digital”, por exemplo, o buscador apresenta conteúdos que considera relevantes para aquela dúvida.

Para trabalhar o SEO, procure:

  • escolher uma palavra-chave principal;
  • responder de maneira completa à dúvida do usuário;
  • utilizar títulos e subtítulos claros;
  • produzir conteúdo original;
  • melhorar a velocidade do site;
  • adicionar links internos;
  • escrever uma meta description atrativa;
  • otimizar as imagens;
  • manter o conteúdo atualizado.

O SEO costuma gerar resultados de médio e longo prazo, mas possui uma grande vantagem: um artigo bem posicionado pode continuar recebendo visitas durante meses ou anos.

Além disso, os conteúdos do blog podem direcionar leitores para páginas de produtos, serviços, materiais gratuitos ou canais de atendimento.

No Dia de CEO, você também pode acompanhar conteúdos sobre Marketing Digital e estratégias de E-commerce e Vendas Online.

7. Considere investir em tráfego pago

O tráfego pago é utilizado para alcançar pessoas por meio de anúncios.

Entre as plataformas mais conhecidas estão:

  • Google Ads;
  • Meta Ads;
  • TikTok Ads;
  • Pinterest Ads;
  • LinkedIn Ads;
  • Mercado Ads.

A principal vantagem é a possibilidade de segmentar o público de acordo com interesses, localização, idade, comportamento e intenção de compra.

No entanto, anunciar sem planejamento pode consumir o orçamento sem gerar resultados.

Antes de investir, é importante definir:

  • objetivo da campanha;
  • público;
  • oferta;
  • orçamento;
  • página de destino;
  • criativo;
  • indicador de sucesso.

Quem está começando pode testar um orçamento menor, analisar os resultados e aumentar o investimento gradualmente.

Não utilize apenas curtidas como indicador. Dependendo do objetivo, acompanhe cliques, mensagens recebidas, cadastros, pedidos, custo por aquisição e retorno sobre o investimento.

8. Crie uma estrutura para receber os clientes

Não adianta atrair pessoas se a empresa não estiver preparada para atendê-las.

Antes de aumentar a divulgação, verifique se o seu negócio possui:

  • informações claras;
  • atendimento organizado;
  • site responsivo;
  • formas de pagamento confiáveis;
  • descrição completa dos produtos;
  • política de entrega;
  • depoimentos ou avaliações;
  • canais de contato;
  • processo de pós-venda.

No caso de uma loja virtual, o cliente precisa conseguir encontrar o produto, entender as condições, confiar na empresa e concluir a compra sem dificuldades.

Para quem vende online, também vale conferir o conteúdo Como aproveitar o Dia dos Pais no e-commerce e vender mais em 2026, que apresenta exemplos de planejamento, campanhas, comunicação e experiência de compra.

9. Construa uma lista de contatos

As redes sociais são importantes, mas a empresa não controla totalmente o alcance das publicações.

Por isso, é interessante construir uma base própria de contatos.

Essa lista pode ser formada por:

  • clientes;
  • pessoas cadastradas no site;
  • leads;
  • assinantes da newsletter;
  • contatos autorizados no WhatsApp;
  • pessoas que baixaram um material gratuito.

Com essa base, a empresa pode enviar novidades, conteúdos, ofertas e lembretes.

É importante respeitar a privacidade e enviar mensagens apenas para pessoas que autorizaram o contato. Também é necessário observar as regras da Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD.

10. Acompanhe os resultados

O marketing digital precisa ser analisado.

Você não deve continuar publicando ou anunciando apenas porque “sempre fez assim”.

Algumas métricas importantes são:

  • alcance;
  • visualizações;
  • engajamento;
  • cliques;
  • visitas no site;
  • mensagens recebidas;
  • leads gerados;
  • taxa de conversão;
  • vendas;
  • custo por aquisição;
  • retorno sobre investimento.

Imagine que um vídeo alcançou 50 mil pessoas, mas não gerou nenhuma visita ao site. Outro vídeo teve apenas 5 mil visualizações, mas trouxe 20 pedidos.

Dependendo do objetivo, o segundo conteúdo foi mais eficiente.

As métricas precisam ser analisadas de acordo com a meta definida no início da estratégia.

Estratégia simples de marketing digital para iniciantes

Uma pessoa que está começando pode seguir este plano:

Primeira semana: preparação

Defina o público, o objetivo, o posicionamento e os canais que serão utilizados.

Também organize a identidade visual, as informações da empresa e os canais de atendimento.

Segunda semana: produção

Crie conteúdos educativos, institucionais, de relacionamento e de vendas.

Prepare pelo menos duas semanas de publicações para evitar a produção de última hora.

Terceira semana: divulgação

Publique os conteúdos, compartilhe nos canais de atendimento e interaja com o público.

Responda aos comentários, mensagens e dúvidas.

Quarta semana: análise

Avalie quais conteúdos tiveram mais alcance, cliques, mensagens e vendas.

Utilize essas informações para planejar o próximo mês.

Principais erros de quem começa no marketing digital

Entre os erros mais comuns estão:

  • tentar utilizar todas as redes sociais;
  • publicar apenas promoções;
  • copiar os concorrentes;
  • comprar seguidores;
  • não conhecer o público;
  • investir em anúncios sem planejamento;
  • abandonar a estratégia rapidamente;
  • não acompanhar as métricas;
  • esperar resultados imediatos;
  • mudar de posicionamento toda semana.

O marketing digital exige testes e consistência.

Nem todo conteúdo vai viralizar. Nem todo anúncio vai gerar vendas. Nem toda estratégia funcionará da mesma maneira para empresas diferentes.

O crescimento acontece quando a marca observa os resultados, aprende com os erros e melhora continuamente.

Ferramentas úteis para começar

Algumas ferramentas podem facilitar a rotina:

  • Canva, para criação de imagens;
  • CapCut, para edição de vídeos;
  • Google Trends, para acompanhar buscas;
  • Google Analytics, para analisar o site;
  • Google Search Console, para acompanhar o desempenho no Google;
  • Meta Business Suite, para administrar Instagram e Facebook;
  • plataformas de e-mail marketing;
  • ferramentas de organização, como Trello e Notion;
  • inteligência artificial para apoiar pesquisas, ideias e rascunhos.

Em 2025, a inteligência artificial generativa já era utilizada por aproximadamente 32% dos usuários de internet no Brasil, o equivalente a cerca de 50 milhões de pessoas.

Mesmo assim, a tecnologia deve ser utilizada como apoio. É importante revisar os conteúdos, verificar informações e manter a personalidade da marca.

Quanto custa começar no marketing digital?

É possível começar utilizando ferramentas gratuitas e produção própria.

Entretanto, conforme o negócio cresce, pode ser necessário investir em:

  • domínio e hospedagem;
  • criação de site;
  • loja virtual;
  • ferramentas de automação;
  • anúncios;
  • produção audiovisual;
  • identidade visual;
  • profissionais ou agências especializadas.

Não existe um valor único que funcione para todas as empresas.

O ideal é começar com um orçamento que não comprometa a operação, testar as estratégias e aumentar o investimento conforme os resultados aparecem.

Começar no marketing digital do zero não significa aprender todas as ferramentas de uma vez.

O primeiro passo é definir um objetivo, conhecer o público, escolher os canais adequados e produzir conteúdos que realmente ajudem as pessoas.

Depois, a empresa pode ampliar a estratégia com SEO, anúncios, e-mail marketing, automação, vídeos e análise de dados.

Em 2026, os negócios que conseguem unir conteúdo útil, atendimento de qualidade, presença digital e uma boa experiência de compra têm mais oportunidades de conquistar clientes e construir uma marca forte.

O mais importante é começar.

Crie uma estratégia simples, publique com consistência, acompanhe os resultados e faça melhorias ao longo do caminho.

O marketing digital não é uma ação isolada. Ele é um processo contínuo de comunicação, relacionamento, aprendizado e vendas.

27/07/2026 0 comentários
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E-commerce e Vendas OnlineFerramentas e Tecnologia

Marketplace: o que é, como funciona e quanto custa vender

por Thais Cristina 27/07/2026
escrito por Thais Cristina
Vender em marketplace compensa? Veja vantagens, desvantagens e custos

Quem está pesquisando maneiras de vender pela internet provavelmente já encontrou a palavra marketplace. Mercado Livre, Amazon, Shopee e Magazine Luiza são alguns dos exemplos mais conhecidos no Brasil.

Essas plataformas recebem milhões de consumidores interessados em comparar produtos, preços, prazos de entrega e avaliações antes de finalizar uma compra. Para os lojistas, isso representa uma oportunidade de colocar os produtos diante de um público que já está preparado para comprar.

Por outro lado, vender em um marketplace envolve regras, comissões, custos logísticos e uma concorrência bastante elevada.

Por isso, antes de cadastrar os produtos em diferentes canais, é importante entender o que é marketplace, como funciona, quais taxas podem ser cobradas e se realmente vale a pena para o seu negócio.

Neste artigo, você encontrará uma explicação completa e fácil sobre o assunto.

O que é marketplace?

Marketplace é uma plataforma de vendas online que reúne produtos de diferentes vendedores em um mesmo site ou aplicativo.

Podemos comparar esse modelo a um shopping center. O shopping oferece a estrutura, os corredores, a segurança e o fluxo de consumidores. Dentro dele, várias lojas apresentam seus produtos e disputam a atenção dos visitantes.

No marketplace acontece algo semelhante.

A empresa responsável pela plataforma disponibiliza a tecnologia, recebe os consumidores, processa os pagamentos e pode oferecer soluções de entrega, publicidade e atendimento. Os vendedores utilizam essa estrutura para anunciar seus produtos.

Quando uma pessoa entra no Mercado Livre, por exemplo, encontra milhares de itens oferecidos por diferentes empresas e vendedores. Mesmo comprando produtos de lojas distintas, toda a experiência acontece dentro do ambiente da plataforma.

Em troca dessa visibilidade e estrutura, o marketplace geralmente cobra uma comissão sobre cada venda realizada.

Qual é a diferença entre marketplace e loja virtual?

Apesar de estarem relacionados ao comércio eletrônico, marketplace e loja virtual não são a mesma coisa.

Em uma loja virtual própria, o empreendedor possui um site exclusivo para sua empresa. Ele controla o layout, o domínio, as páginas, as promoções, os dados dos clientes e toda a experiência de compra.

Já no marketplace, o lojista vende dentro de uma plataforma pertencente a outra empresa.

Na loja própria, o cliente entra em um endereço como: www.sualoja.com.br

No marketplace, ele acessa o site da plataforma e encontra a sua empresa entre vários outros vendedores.

A loja virtual oferece mais liberdade para construir uma marca e manter um relacionamento direto com os consumidores. Porém, o lojista precisa investir em divulgação para atrair visitantes.

O marketplace já possui um grande fluxo de pessoas, mas limita algumas possibilidades de personalização e relacionamento.

Por esse motivo, uma estratégia não precisa substituir a outra. Muitas empresas mantêm uma loja virtual própria e, ao mesmo tempo, utilizam marketplaces para alcançar novos consumidores.

Como funciona um marketplace?

O funcionamento pode apresentar diferenças entre as plataformas, mas normalmente segue algumas etapas.

Primeiro, o empreendedor cria uma conta de vendedor e envia os documentos solicitados. Dependendo do marketplace, pode ser permitido vender com CPF, CNPJ ou apenas como empresa.

Depois da aprovação do cadastro, o vendedor cria os anúncios dos produtos. É necessário informar título, descrição, imagens, preço, estoque, medidas, peso e outras características.

Quando um cliente faz um pedido, o marketplace processa o pagamento e comunica o vendedor.

O lojista prepara o produto, emite a nota fiscal quando necessário e realiza o envio conforme as regras da plataforma. Em alguns casos, a própria empresa responsável pelo marketplace pode armazenar e despachar as mercadorias.

Após a confirmação da venda e o cumprimento dos prazos estabelecidos, o valor é disponibilizado ao vendedor, descontando as comissões e demais cobranças.

O desempenho da loja costuma ser acompanhado por indicadores como:

  • Prazo de envio;
  • Número de cancelamentos;
  • Reclamações;
  • Avaliações dos compradores;
  • Taxa de resposta;
  • Quantidade de devoluções;
  • Qualidade dos anúncios;
  • Disponibilidade de estoque.

Uma operação mal organizada pode perder visibilidade, receber punições ou até ser suspensa da plataforma.

Exemplos de marketplaces no Brasil

Existem marketplaces generalistas, que vendem praticamente todos os tipos de produtos, e plataformas especializadas em determinados segmentos.

Mercado Livre

O Mercado Livre é uma das principais referências de marketplace no Brasil e na América Latina.

A plataforma reúne produtos de tecnologia, moda, beleza, casa, decoração, ferramentas, produtos automotivos, brinquedos, alimentos e diversas outras categorias.

Entre suas soluções estão o Mercado Pago, os anúncios patrocinados e as diferentes modalidades do Mercado Envios. O serviço Mercado Envios Full permite que o vendedor envie o estoque para os centros de distribuição da empresa, que assume etapas como armazenamento, separação e despacho dos pedidos. Segundo o Mercado Livre, anúncios que utilizam o Full podem obter mais visitas e oferecer entregas mais rápidas.

Amazon

A Amazon permite o cadastro de vendedores com CPF ou CNPJ e oferece planos e soluções logísticas diferentes. Além de vender diretamente, o lojista pode utilizar o FBA, modalidade na qual os produtos ficam armazenados nos centros de distribuição da Amazon.

A empresa informa que suas comissões no Brasil normalmente ficam entre 10% e 15%, dependendo da categoria. No Plano Profissional, não há cobrança de tarifa fixa por item vendido, embora possam existir mensalidade e outros custos relacionados à logística e aos serviços escolhidos.

Shopee

A Shopee ganhou espaço no Brasil principalmente por meio de campanhas promocionais, cupons, ofertas de frete e forte presença em aplicativos móveis.

A plataforma permite anunciar diferentes tipos de produtos e oferece recursos de publicidade para vendedores. Segundo a própria Shopee, os anúncios pagos podem ser configurados com metas de retorno sobre investimento para ampliar a exposição dos produtos.

As cobranças podem incluir comissão, taxa por pedido, participação em programas de frete e serviços adicionais. Como essas condições são alteradas periodicamente e podem variar por campanha, o vendedor deve conferir os valores atualizados dentro da Central do Vendedor antes de definir seus preços.

Magalu Marketplace

O Marketplace do Magazine Luiza permite anunciar produtos em diferentes marcas do grupo, como Magalu, Netshoes, KaBuM!, Zattini, Época Cosméticos e Estante Virtual, dependendo do segmento e das condições comerciais.

Segundo o Universo Magalu, não há mensalidade ou taxa de adesão para utilizar o marketplace. A empresa cobra comissão sobre as vendas e um custo fixo por pedido. Para vender na plataforma, é necessário possuir CNPJ ativo e emitir nota fiscal eletrônica.

Em julho de 2026, a plataforma divulgava uma comissão promocional de 9,9% para novos cadastros, válida por três meses ou até o vendedor alcançar R$ 100 mil em vendas, dentro das condições da campanha.

Quais taxas um marketplace pode cobrar?

A comissão sobre a venda é apenas um dos custos que devem ser considerados.

Cada plataforma possui sua própria política, mas as cobranças mais comuns são:

Comissão por venda

É um percentual descontado do valor do produto. A porcentagem pode variar de acordo com a categoria, o tipo de anúncio e os benefícios oferecidos.

No Mercado Livre, por exemplo, a tarifa dos anúncios Clássicos pode variar aproximadamente entre 10% e 14% do valor da venda. Os anúncios Premium possuem custos maiores porque oferecem benefícios como parcelamento sem juros para o comprador.

Na Amazon Brasil, as comissões divulgadas normalmente variam de 10% a 15%, conforme a categoria.

Tarifa fixa por item ou pedido

Alguns marketplaces cobram uma tarifa fixa, principalmente em produtos de menor valor. Essa cobrança é somada à comissão percentual.

Um produto barato pode deixar de ser lucrativo quando existe uma tarifa fixa elevada em relação ao preço de venda.

Custos de frete

Mesmo quando o anúncio apresenta “frete grátis” para o consumidor, isso não significa que a entrega não possui custo.

O valor pode ser pago totalmente pelo vendedor, dividido com o marketplace ou subsidiado dentro de uma campanha.

No Mercado Livre, as regras de contribuição para o frete variam conforme o preço do produto, a reputação do vendedor e a modalidade de envio. A empresa informou mudanças para oferecer frete grátis ao consumidor em compras a partir de R$ 19, com diferentes níveis de participação nos custos.

Taxas logísticas

Ao utilizar serviços como Mercado Envios Full ou Amazon FBA, podem existir cobranças por armazenamento, separação, embalagem, coleta, envio e retirada do estoque.

Na Amazon, as tarifas logísticas variam conforme o preço, o peso, as dimensões e a modalidade do produto. A empresa mantém tabelas específicas para mercadorias de diferentes faixas de preço.

Publicidade

Os anúncios patrocinados são opcionais, mas podem se tornar importantes em categorias concorridas.

O vendedor estabelece um orçamento para aumentar a exposição dos produtos. Nesse caso, o custo da publicidade precisa ser incluído no cálculo da margem.

Antecipação de recebíveis

O consumidor pode pagar parcelado, enquanto o vendedor recebe conforme as condições da plataforma. Caso queira antecipar o dinheiro, pode existir uma taxa adicional.

Impostos

As comissões do marketplace não substituem os impostos da empresa.

O vendedor ainda precisa considerar o regime tributário, a emissão de notas fiscais e os tributos relacionados às vendas. Um contador deve avaliar o enquadramento mais adequado para cada negócio.

Exemplo de cálculo de uma venda

Imagine um produto vendido por R$ 100,00.

Considere o seguinte cenário hipotético:

  • Custo do produto: R$ 40,00;
  • Comissão do marketplace: R$ 14,00;
  • Tarifa fixa: R$ 6,00;
  • Participação no frete: R$ 8,00;
  • Impostos: R$ 6,00;
  • Embalagem: R$ 2,00;
  • Publicidade: R$ 5,00.

Depois de descontar os custos, sobrariam R$ 19,00.

Isso não significa necessariamente que o lucro final será de R$ 19,00. Ainda podem existir despesas com funcionários, sistemas, devoluções, armazenamento e operação administrativa.

Esse exemplo demonstra por que não basta olhar apenas para o preço de compra e o valor da venda.

Quais são as vantagens de vender em marketplaces?

Uma das maiores vantagens é o acesso a um público que já conhece e confia na plataforma.

Para uma loja nova, conquistar visitantes pode exigir meses de conteúdo, anúncios e construção de marca. No marketplace, os consumidores já estão pesquisando produtos e comparando ofertas.

Outros benefícios incluem:

  • Estrutura pronta para cadastrar produtos;
  • Processamento de pagamentos;
  • Ferramentas de segurança;
  • Soluções de entrega;
  • Possibilidade de parcelamento;
  • Sistemas de avaliações;
  • Acesso a relatórios;
  • Oportunidade de vender para outras regiões;
  • Menor investimento inicial em tecnologia;
  • Campanhas realizadas pela própria plataforma.

Para pequenos negócios, o marketplace também pode funcionar como um canal de teste. O empreendedor pode avaliar a procura por um produto antes de investir em uma operação maior.

Quais são as desvantagens?

A principal desvantagem é a dependência de uma plataforma controlada por outra empresa.

As regras, taxas e condições podem mudar. O vendedor precisa se adaptar e não possui controle total sobre a experiência do consumidor.

Além disso, existe uma grande comparação de preços. Em muitos casos, produtos semelhantes aparecem lado a lado, o que pode iniciar uma disputa pelo menor valor.

Outros desafios são:

  • Comissões que reduzem a margem;
  • Concorrência elevada;
  • Dificuldade para destacar a marca;
  • Pouco acesso aos dados dos clientes;
  • Risco de bloqueio da conta;
  • Necessidade de cumprir prazos rígidos;
  • Custos com devoluções;
  • Pressão para oferecer frete rápido;
  • Dependência da reputação;
  • Investimento crescente em anúncios.

Por isso, concentrar 100% das vendas em apenas um marketplace pode ser arriscado.

Vale a pena vender em marketplace?

Na maioria dos casos, sim, pode valer a pena, desde que o negócio tenha planejamento financeiro, produtos adequados e uma operação organizada.

O marketplace pode ser especialmente interessante para quem deseja:

  • Começar a vender online;
  • Alcançar clientes de outras regiões;
  • Testar novos produtos;
  • Aumentar o volume de pedidos;
  • Aproveitar estruturas logísticas prontas;
  • Diversificar os canais de venda.

Entretanto, nem todo produto funciona bem nesse modelo.

Mercadorias com margens muito baixas podem se tornar inviáveis depois das comissões, tarifas e custos de frete. Produtos muito grandes, frágeis ou difíceis de transportar também exigem atenção.

Antes de começar, faça uma simulação realista de cada venda. Não copie apenas o preço dos concorrentes, pois eles podem possuir custos, fornecedores e condições comerciais diferentes.

Marketplace ou loja virtual própria?

A melhor estratégia geralmente é não depender exclusivamente de um único canal.

O marketplace pode ajudar a gerar volume e alcançar consumidores novos. A loja virtual própria pode fortalecer a marca, aumentar a liberdade comercial e construir um relacionamento mais próximo com os clientes.

Uma operação multicanal pode vender:

  • Na loja virtual própria;
  • No Mercado Livre;
  • Na Amazon;
  • Na Shopee;
  • No Magalu;
  • Nas redes sociais;
  • Pelo WhatsApp;
  • Em pontos físicos.

Para isso, é importante utilizar um sistema integrado para controlar pedidos, preços e estoque. Sem integração, existe o risco de vender um produto que já acabou ou cadastrar informações diferentes em cada canal.

Como começar a vender em marketplaces?

Comece selecionando uma ou duas plataformas compatíveis com o seu produto e com a estrutura da empresa.

Depois:

  1. Analise as regras e os documentos necessários;
  2. Consulte as taxas da categoria;
  3. Calcule a margem de lucro;
  4. Escolha produtos com boa procura;
  5. Produza fotografias profissionais;
  6. Crie títulos claros e completos;
  7. Escreva descrições que respondam às dúvidas;
  8. Organize o estoque;
  9. Defina um processo rápido de separação e envio;
  10. Acompanhe avaliações, reclamações e devoluções.

Também evite colocar todo o estoque em um produto sem antes testar sua aceitação.

Comece com quantidades menores, acompanhe as vendas e amplie o investimento conforme os resultados.

Marketplace é uma plataforma que reúne diferentes vendedores e produtos em um único ambiente de compra.

Para os consumidores, esse modelo oferece praticidade, comparação de preços, avaliações e diversas opções de entrega. Para os vendedores, representa acesso a um público maior e a uma estrutura pronta de pagamentos, tecnologia e logística.

Porém, essa facilidade possui custos.

Comissões, tarifas fixas, frete, armazenamento, publicidade e impostos precisam ser considerados na formação do preço. Vender bastante sem controlar esses números pode gerar faturamento alto e pouco lucro.

Portanto, vale a pena vender em marketplace quando a empresa possui margem saudável, produtos competitivos, estoque organizado e capacidade para cumprir os prazos.

O ideal é enxergar essas plataformas como parte de uma estratégia mais ampla. Utilize os marketplaces para ganhar visibilidade e conquistar novos compradores, mas também invista na construção da sua marca, na loja virtual própria e em canais que ofereçam maior controle sobre o relacionamento com o cliente.

Assim, o seu negócio não fica dependente de apenas uma plataforma e estará mais preparado para crescer de maneira sustentável no comércio eletrônico.

27/07/2026 0 comentários
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E-commerce e Vendas OnlineEstratégia Empresarial

50 produtos em alta para vender no Mercado Livre

por Thais Cristina 26/07/2026
escrito por Thais Cristina
O que vender no Mercado Livre em 2026: 50 ideias de produtos

Vender no Mercado Livre continua sendo uma das principais oportunidades para quem deseja começar um negócio online ou aumentar o faturamento de uma empresa que já atua no comércio eletrônico.

A plataforma reúne milhões de consumidores, oferece ferramentas de pagamento, soluções logísticas e uma estrutura que facilita o contato entre vendedores e compradores. Segundo informações institucionais do próprio Mercado Livre, o marketplace possui mais de 211 milhões de usuários e reúne mais de 10 milhões de vendedores em sua operação na América Latina.

O cenário para 2026 também é bastante promissor. O Mercado Livre anunciou um investimento de aproximadamente R$ 57 bilhões no Brasil durante o ano, com foco principalmente na ampliação da estrutura logística, tecnologia, serviços financeiros e novos centros de distribuição.

Entretanto, estar dentro de um grande marketplace não significa que qualquer produto terá vendas garantidas. Para alcançar bons resultados, é necessário escolher mercadorias com demanda, analisar a concorrência, calcular corretamente os custos e apresentar um anúncio completo.

Pensando nisso, preparamos uma lista com 50 produtos em alta para vender em 2026 no Mercado Livre, divididos por categorias. As sugestões consideram comportamentos de consumo, buscas dentro da plataforma, produtos populares e segmentos que seguem crescendo no comércio eletrônico.

Como identificar produtos em alta no Mercado Livre?

Antes de conhecer a lista, é importante entender que um produto em alta não é necessariamente uma novidade.

Muitos itens simples, como organizadores, acessórios para celular, produtos automotivos e utensílios domésticos, apresentam vendas constantes porque resolvem necessidades comuns dos consumidores.

O próprio Mercado Livre disponibiliza páginas de tendências e produtos mais vendidos. Entre as buscas que vêm ganhando destaque aparecem termos relacionados a tênis feminino, celulares, geladeiras, guarda-roupas, capacetes e chuteiras.

Além disso, pesquisas sobre o mercado indicam que categorias como games, eletrodomésticos, smartphones, informática, artigos esportivos, calçados, roupas e acessórios automotivos estão entre as mais procuradas na plataforma em 2026.

O ideal é combinar diferentes fontes de informação:

  • Página de tendências do Mercado Livre;
  • Ranking de produtos mais vendidos;
  • Google Trends;
  • Redes sociais;
  • Análise dos concorrentes;
  • Histórico de vendas do próprio negócio;
  • Datas comemorativas;
  • Avaliações e perguntas feitas pelos compradores.

Agora, vamos às oportunidades.

Tecnologia e acessórios para celular

A tecnologia permanece entre os segmentos mais fortes do comércio eletrônico. Como smartphones, computadores e dispositivos inteligentes fazem parte da rotina das pessoas, também existe uma demanda constante por acessórios, proteção e conectividade.

1. Capinhas para celular

As capinhas possuem baixo custo de aquisição, variedade de modelos e grande possibilidade de recompra. Uma boa estratégia é trabalhar com aparelhos populares e oferecer kits com capinha e película.

2. Películas de proteção

Películas de vidro, cerâmica e privacidade são produtos pequenos, fáceis de armazenar e com alta procura. Kits com duas ou três unidades podem aumentar o valor médio do pedido.

3. Carregadores rápidos

Com o uso frequente dos smartphones, carregadores rápidos e compatíveis com diferentes aparelhos continuam sendo necessários. É fundamental informar potência, tipo de conexão e modelos compatíveis.

4. Cabos USB-C

O USB-C se tornou comum em celulares, tablets, notebooks e acessórios eletrônicos. Cabos reforçados, longos ou com carregamento rápido podem conquistar mais atenção.

5. Suportes para celular

Suportes de mesa, articulados, magnéticos e veiculares atendem consumidores que usam o aparelho para trabalhar, dirigir, gravar vídeos ou participar de chamadas.

Produtos para casa e organização

A busca por ambientes funcionais e organizados continua influenciando as compras online. Produtos simples que ajudam a aproveitar melhor os espaços podem gerar boas oportunidades.

6. Organizadores de geladeira

Esses produtos facilitam a separação de alimentos, bebidas, frutas e temperos. Anúncios com fotos mostrando o organizador dentro da geladeira tendem a transmitir melhor sua utilidade.

7. Colmeias organizadoras

As colmeias são usadas em gavetas para separar roupas, peças íntimas, meias, acessórios e itens infantis. Podem ser vendidas individualmente ou em kits.

8. Caixas organizadoras transparentes

Caixas transparentes ajudam o consumidor a visualizar o conteúdo sem precisar abrir cada recipiente. São procuradas para cozinhas, quartos, banheiros, despensas e escritórios.

9. Prateleiras adesivas

Prateleiras sem necessidade de furar a parede são interessantes para apartamentos, imóveis alugados e ambientes pequenos.

10. Organizadores de cabos

Com a quantidade de eletrônicos presentes nas casas e escritórios, organizadores de fios, presilhas e canaletas ajudam a manter o espaço mais seguro e visualmente agradável.

Cozinha e utilidades domésticas

Produtos para cozinha costumam ter boa aceitação porque unem praticidade, preço acessível e possibilidade de demonstração em vídeos curtos.

11. Potes herméticos

Potes herméticos são utilizados para armazenar mantimentos, cereais, biscoitos, massas e temperos. Kits com diferentes tamanhos podem aumentar a percepção de valor.

12. Garrafas térmicas

As garrafas térmicas seguem presentes entre os itens de interesse dos consumidores, especialmente modelos modernos, resistentes e fáceis de transportar. Produtos reutilizáveis também aparecem em estudos sobre consumo sustentável.

13. Air fryer

A air fryer já se consolidou como um eletrodoméstico popular. Para competir nesse segmento, o vendedor precisa avaliar marca, capacidade, garantia, voltagem e reputação do fornecedor.

14. Mini processadores elétricos

Esses aparelhos facilitam o preparo de temperos, alho, cebola, legumes e pequenas receitas. Produtos compactos e demonstrados em vídeo possuem bom potencial de divulgação.

15. Kits de utensílios de silicone

Espátulas, pegadores, colheres e pincéis de silicone podem ser vendidos em conjuntos. Cores modernas e embalagens bonitas tornam o produto mais atrativo para presentes.

Beleza e cuidados pessoais

Autocuidado e bem-estar permanecem relevantes em 2026. Nesse segmento, é importante trabalhar com fornecedores confiáveis e apresentar todas as informações obrigatórias do produto.

16. Escovas secadoras

As escovas secadoras oferecem praticidade para modelar e secar os cabelos. Modelos bivolt ou com diferentes temperaturas podem alcançar um público maior.

17. Modeladores de cachos

Ferramentas para modelar os cabelos continuam populares, principalmente quando acompanhadas de vídeos mostrando o resultado e a forma correta de uso.

18. Espelhos com iluminação LED

Espelhos iluminados são procurados para maquiagem, cuidados pessoais e decoração. Modelos dobráveis ou recarregáveis facilitam o transporte.

19. Massageadores faciais

Massageadores elétricos ou manuais podem ser posicionados como acessórios para a rotina de autocuidado. Evite promessas médicas ou resultados garantidos nos anúncios.

20. Organizadores de maquiagem

Maletas, caixas com divisórias e organizadores de acrílico ajudam a armazenar cosméticos, pincéis e acessórios.

Produtos pet

O mercado pet mantém uma grande variedade de oportunidades, pois os tutores costumam investir em conforto, alimentação, higiene, segurança e entretenimento para os animais.

21. Tapetes higiênicos

São produtos de consumo recorrente, o que aumenta a possibilidade de o comprador retornar ao mesmo vendedor. Pacotes maiores podem proporcionar melhor custo-benefício.

22. Bebedouros automáticos

Fontes e bebedouros automáticos mantêm a água em circulação e chamam a atenção de tutores que buscam mais praticidade.

23. Caminhas para cães e gatos

Caminhas confortáveis, laváveis e disponíveis em vários tamanhos podem atender diferentes perfis de animais.

24. Brinquedos interativos

Brinquedos que escondem petiscos ou estimulam o animal ajudam a reduzir o tédio e podem ser vendidos em kits.

25. Escovas removedoras de pelos

Escovas para animais e acessórios para retirar pelos de sofás, roupas e tapetes resolvem uma dor bastante comum dos tutores.

Itens automotivos

O setor automotivo está entre as categorias relevantes nos marketplaces. Peças, acessórios e produtos de manutenção possuem demanda, mas exigem descrições técnicas detalhadas e informações claras sobre compatibilidade.

26. Suportes veiculares para celular

Os suportes ajudam motoristas a utilizar aplicativos de navegação com mais segurança. Modelos magnéticos, com ventosa ou encaixe na saída de ar oferecem diferentes possibilidades.

27. Câmeras veiculares

As chamadas dashcams são usadas para registrar trajetos e podem ser procuradas por motoristas particulares, profissionais e empresas.

28. Aspiradores automotivos portáteis

Aspiradores compactos facilitam a limpeza de bancos, tapetes e pequenos espaços dentro do veículo.

29. Capas para banco

Capas protetoras são úteis para preservar o interior do automóvel, principalmente para famílias com crianças ou animais.

30. Kits de limpeza automotiva

Combinações com panos de microfibra, aplicadores, escovas e produtos de limpeza podem gerar um ticket médio maior.

Esporte e vida saudável

A busca por exercícios em casa, atividades ao ar livre e melhoria da qualidade de vida continua movimentando o mercado.

31. Faixas elásticas

As faixas são usadas em alongamentos, musculação, fisioterapia e treinos funcionais. Kits com diferentes níveis de resistência atendem iniciantes e pessoas mais experientes.

32. Garrafas de água motivacionais

Modelos com marcações de horário, grande capacidade e alças para transporte combinam hidratação, rotina saudável e apelo visual.

33. Tapetes de yoga

Tapetes para yoga, pilates e exercícios em casa são produtos relativamente simples e podem ser oferecidos com bolsas de transporte.

34. Chuteiras society

As chuteiras aparecem entre os termos em crescimento nas tendências de pesquisa do Mercado Livre. Trabalhar com numerações variadas, boas fotos e tabela de medidas é essencial.

35. Smartwatches

Smartwatches que registram atividades, passos e notificações permanecem populares. O vendedor deve informar com clareza quais funções estão disponíveis e quais aparelhos são compatíveis.

Moda e acessórios

A moda possui um público amplo e permite acompanhar tendências com rapidez. Por outro lado, trocas por tamanho e cor podem aumentar os custos da operação.

36. Tênis feminino

O termo está entre as buscas que apresentaram crescimento na plataforma. Modelos casuais, esportivos e confortáveis podem alcançar públicos diferentes.

37. Bolsas transversais

Bolsas pequenas e práticas atendem consumidores que procuram facilidade para carregar celular, documentos e itens pessoais.

38. Roupas fitness

Leggings, tops, camisetas e conjuntos esportivos podem ser trabalhados em diferentes faixas de preço.

39. Pijamas femininos

Os pijamas possuem demanda ao longo do ano e permitem a criação de campanhas para Dia das Mães, Dia dos Namorados, Natal e outras datas.

40. Bonés

Bonés são acessórios fáceis de armazenar e podem atender públicos ligados à moda urbana, esportes e atividades ao ar livre.

Segurança e casa inteligente

A automação residencial está se tornando mais acessível. Câmeras Wi-Fi, fechaduras, lâmpadas e dispositivos conectados fazem parte das categorias de tecnologia e acessórios inteligentes que seguem aquecidas em 2026.

41. Câmeras de segurança Wi-Fi

Essas câmeras permitem monitorar casas, escritórios, crianças, animais e pequenos negócios por meio do celular.

42. Lâmpadas inteligentes

Lâmpadas conectadas podem oferecer controle por aplicativo, ajuste de intensidade e mudança de cores.

43. Fechaduras digitais

Modelos com senha, cartão ou biometria despertam interesse de consumidores que desejam mais praticidade e controle de acesso.

44. Sensores de presença

Sensores podem ser usados na iluminação, segurança e automação de diferentes ambientes.

45. Tomadas inteligentes

As tomadas inteligentes permitem ligar e desligar aparelhos por aplicativo ou criar programações de funcionamento.

Produtos infantis

Pais e responsáveis valorizam segurança, praticidade e durabilidade. Para vender produtos infantis, é indispensável verificar certificações, composição, faixa etária e regras da plataforma.

46. Câmeras para monitorar bebês

Babás eletrônicas com vídeo e acesso por celular ajudam os responsáveis a acompanhar o bebê em outros ambientes.

47. Kits de alimentação infantil

Pratos com divisórias, copos, talheres e babadores podem ser vendidos em conjuntos. Materiais, cuidados de limpeza e idade recomendada devem estar claros.

48. Brinquedos educativos

Brinquedos que trabalham coordenação, lógica, criatividade e reconhecimento de formas ou cores são procurados por famílias e educadores.

49. Organizadores de brinquedos

Caixas, cestos e estantes infantis ajudam a manter quartos e brinquedotecas mais organizados.

50. Mochilas infantis

Mochilas escolares, modelos com rodinhas e opções para passeios possuem maior procura em períodos de volta às aulas, mas também vendem ao longo do ano.

Como escolher o melhor produto para vender?

Uma lista de tendências funciona como ponto de partida. A escolha final precisa considerar a realidade financeira e operacional de cada vendedor.

Antes de comprar um grande estoque, analise os seguintes fatores:

Demanda

Pesquise o nome do produto no Mercado Livre e observe quantas unidades os principais anúncios venderam. Confira também as perguntas, avaliações e reclamações.

Concorrência

Ter muitos vendedores não significa necessariamente que você deve desistir. Entretanto, será preciso encontrar algum diferencial, como entrega mais rápida, kit exclusivo, garantia, atendimento ou apresentação superior.

Margem de lucro

Calcule o valor pago ao fornecedor, impostos, embalagem, frete, comissão do marketplace, tarifas, publicidade, devoluções e possíveis perdas.

Um produto pode vender bastante e ainda assim gerar pouco lucro.

Facilidade de envio

Itens pequenos, leves e resistentes costumam ser mais simples para quem está começando. Produtos frágeis ou grandes exigem embalagem reforçada e podem elevar os custos logísticos.

Possibilidade de recompra

Produtos consumíveis ou utilizados com frequência ajudam a construir uma base recorrente de compradores. Tapetes higiênicos, películas, cabos, itens de organização e acessórios são alguns exemplos.

Vale a pena vender no Mercado Livre em 2026?

Sim, o Mercado Livre continua oferecendo uma grande estrutura para vendedores que desejam atingir consumidores em diferentes regiões do Brasil.

Porém, os melhores resultados não vêm apenas de encontrar um produto popular. Eles dependem da combinação entre pesquisa, fornecedores confiáveis, preço competitivo, margem saudável, logística eficiente e atendimento de qualidade.

Outro cuidado importante é não investir todo o capital em uma única aposta.

Comece testando pequenas quantidades, acompanhe os acessos e as vendas, analise as dúvidas dos compradores e ajuste o anúncio. Depois que o produto demonstrar procura e margem, aumente o estoque de maneira gradual.

Também é interessante trabalhar com um pequeno conjunto de produtos relacionados. Quem vende capinhas, por exemplo, pode oferecer películas, cabos, carregadores e suportes. Quem vende utensílios de cozinha pode criar kits de potes, organizadores e acessórios de silicone.

Essa estratégia ajuda a aumentar o valor médio dos pedidos e reduz a dependência de apenas um item.

Os produtos em alta para vender no Mercado Livre em 2026 estão distribuídos por diferentes segmentos, desde tecnologia e casa até moda, esporte, mercado pet, itens automotivos e produtos infantis.

Capinhas, carregadores, organizadores, potes herméticos, garrafas térmicas, acessórios pet, câmeras de segurança e utensílios domésticos são algumas das possibilidades para quem deseja começar.

No entanto, não existe um produto perfeito para todos os vendedores.

A melhor escolha será aquela que apresentar procura, margem de lucro, fornecedores confiáveis e uma operação compatível com a capacidade do seu negócio.

Use esta lista como inspiração, acesse regularmente as páginas de tendências do Mercado Livre, acompanhe o Google Trends e observe as mudanças no comportamento dos consumidores.

No comércio eletrônico, quem pesquisa antes de investir consegue tomar decisões mais seguras, evitar estoques parados e encontrar oportunidades antes de muitos concorrentes.

26/07/2026 0 comentários
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Gestão e Bastidores de CEO

Fórum E-Commerce Brasil 2026: conhecimento, networking e novas oportunidades

por Thais Cristina 24/07/2026
escrito por Thais Cristina
Por que participar do Fórum E-Commerce Brasil 2026 é importante para empresários

Empreender no mercado digital significa entender que nunca estamos completamente prontos. As ferramentas mudam, o comportamento dos consumidores evolui, novas tecnologias aparecem e estratégias que funcionavam perfeitamente há algum tempo podem deixar de apresentar os mesmos resultados.

É justamente por isso que, mais uma vez, estarei presente no Fórum E-Commerce Brasil 2026.

A 17ª edição do evento acontecerá entre os dias 28 e 30 de julho de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Serão três dias de conteúdos, conexões, negócios, tecnologia, inovação e muitas conversas sobre o presente e o futuro do comércio eletrônico.

Eu já participei do Fórum E-Commerce Brasil em outros anos e posso dizer que essa é uma experiência que vai muito além de assistir a palestras. É um momento de sair da rotina, olhar para o mercado de uma maneira mais ampla, conversar com pessoas que enfrentam desafios parecidos com os nossos e voltar para a empresa com novas ideias.

Quem acompanha o Dia de CEO sabe que eu gosto de falar sobre os bastidores reais do empreendedorismo. Nem sempre temos todas as respostas. Na maioria das vezes, estamos tomando decisões, ajustando estratégias, testando caminhos e tentando construir empresas cada vez mais organizadas, competitivas e preparadas para o futuro.

Participar de eventos como o Fórum faz parte desse processo.

O que é o Fórum E-Commerce Brasil?

O Fórum E-Commerce Brasil é um dos principais encontros do setor de comércio eletrônico, reunindo varejistas, indústrias, marketplaces, empresas de tecnologia, prestadores de serviços, especialistas, gestores e empreendedores.

A organização apresenta o evento como o maior e mais completo ponto de encontro do e-commerce, com plenárias estratégicas, rodadas de negócios, estúdios de conteúdo e um salão no qual diversas empresas demonstram suas soluções.

Na prática, é um grande espaço de troca.

Durante os três dias, milhares de profissionais circulam pelo evento em busca de conhecimento, parceiros, fornecedores, tendências e novas oportunidades de negócio. Há desde grandes empresas e lideranças reconhecidas até pequenos e médios empreendedores que estão estruturando suas operações digitais.

Essa mistura de perfis é um dos pontos que mais gosto.

Muitas vezes, uma conversa rápida em um corredor pode trazer uma reflexão tão importante quanto uma palestra. Você conhece pessoas de diferentes partes do Brasil, descobre como outras empresas estão resolvendo problemas semelhantes aos seus e percebe que vários desafios que parecem exclusivos do seu negócio também fazem parte da rotina de outros empresários.

Na edição de 2025, por exemplo, o Fórum recebeu mais de 42 mil congressistas e contou com a participação de quase 16 mil empresas, demonstrando o tamanho e a importância que o encontro conquistou para o ecossistema digital.

Minha experiência nas outras edições do Fórum

Como CEO e cofundadora da DevRocket, acompanho o mercado de lojas virtuais há muitos anos. Nossa rotina está diretamente ligada ao e-commerce, ao desenvolvimento de soluções, à criação de layouts, ao marketing digital e aos desafios enfrentados diariamente pelos lojistas.

Participar das edições anteriores do Fórum E-Commerce Brasil foi importante justamente porque me permitiu enxergar esse mercado por diferentes perspectivas.

Quando estamos muito envolvidos com a rotina de uma empresa, é natural concentrarmos nossa atenção nos problemas mais próximos: projetos, clientes, entregas, equipe, vendas, atendimento, processos e resultados.

Tudo isso é necessário, mas também pode limitar nossa visão.

Ao participar de um grande evento, somos convidados a olhar para fora. Conseguimos observar para onde as grandes empresas estão caminhando, quais tecnologias estão ganhando espaço, o que os consumidores estão esperando e quais movimentos podem afetar o nosso negócio nos próximos meses ou anos.

Nas outras vezes em que participei, voltei com muitas anotações, referências e ideias. Algumas puderam ser colocadas em prática rapidamente. Outras serviram como ponto de partida para mudanças mais profundas.

Também aprendi que nem todo conteúdo precisa se transformar imediatamente em uma nova ação. Às vezes, uma palestra planta uma ideia que só fará sentido meses depois. Em outros momentos, uma conversa ajuda a confirmar que determinada decisão que estamos tomando está no caminho certo.

Existe ainda um ganho que não aparece em uma planilha: a motivação.

Estar cercada por pessoas que estão criando, inovando, empreendendo e buscando soluções renova nossa energia. Voltamos a enxergar possibilidades que podem ter ficado escondidas no meio da correria.

Para mim, isso tem muito valor.

O que espero encontrar no Fórum E-Commerce Brasil 2026

A edição de 2026 terá conteúdos distribuídos em áreas como Marketing e Vendas, Tecnologia e Inovação, Marketplace e Canais de Vendas, Gestão e Operações e a Plenária Pulsar, voltada a tendências emergentes, novos comportamentos e transformações do mercado digital.

São assuntos extremamente conectados ao momento que estamos vivendo.

O e-commerce deixou de ser apenas um site em que as pessoas escolhem produtos e finalizam uma compra. Hoje, uma operação digital envolve tecnologia, dados, experiência do consumidor, logística, atendimento, produção de conteúdo, redes sociais, meios de pagamento, segurança, inteligência artificial, gestão e integração de canais.

A programação oficial inclui conteúdos relacionados a varejo digital, inteligência artificial, marketplace, CRM, logística, tecnologia, marketing e inovação.

Entre os temas que mais quero acompanhar estão as aplicações práticas da inteligência artificial, as mudanças no comportamento dos consumidores, as novas formas de descoberta de produtos, o crescimento dos marketplaces, a automação de processos e as estratégias para construir operações mais eficientes e rentáveis.

Não quero apenas saber quais são as novas ferramentas. Quero entender como essas soluções podem ser usadas de maneira estratégica.

Tecnologia por si só não resolve todos os problemas de uma empresa. É preciso saber onde aplicar, quais processos melhorar e qual resultado se espera alcançar.

Essa é uma visão que procuro levar para a DevRocket e também para os conteúdos que compartilho aqui no Dia de CEO.

Conteúdo de grandes profissionais do mercado

Outro destaque do Fórum é a oportunidade de ouvir profissionais que estão à frente de grandes empresas e projetos.

Entre os nomes confirmados para 2026 estão representantes de empresas e marcas como Google, Shopee, Lenovo, Grupo Casas Bahia, Magazine Luiza, Samsung Brasil e Mercado Livre, além de empreendedores, especialistas em branding, executivos de e-commerce e profissionais ligados à inovação.

É claro que a realidade de uma grande empresa pode ser diferente daquela vivida por uma pequena ou média operação. Mesmo assim, existem muitos aprendizados que podem ser adaptados.

Uma estratégia apresentada por uma grande marca talvez não possa ser reproduzida com o mesmo investimento, mas pode inspirar uma versão compatível com empresas menores.

Um processo utilizado por um grande marketplace pode revelar como o comportamento do consumidor está mudando.

Uma experiência compartilhada por um executivo pode ajudar outro empresário a evitar erros ou enxergar oportunidades.

Por isso, procuro assistir às palestras com uma pergunta em mente: “Como posso adaptar esse conhecimento para a minha realidade, para a DevRocket e para os nossos clientes?”

Essa visão prática faz toda a diferença.

Não se trata de voltar para casa querendo implementar tudo. Trata-se de identificar os aprendizados que realmente conversam com os nossos objetivos e transformá-los em decisões melhores.

A importância do networking para empresários

Quando falamos sobre eventos empresariais, muitas pessoas pensam primeiro nas palestras. Porém, o networking também é uma parte muito importante da experiência.

O Fórum E-Commerce Brasil conta com rodadas de negócios e ambientes desenvolvidos para aproximar marcas, fornecedores, especialistas e decisores. O objetivo é estimular conversas com potencial de gerar parcerias e oportunidades reais.

Para mim, networking não significa simplesmente trocar cartões ou adicionar várias pessoas nas redes sociais.

Networking é construir relacionamentos.

É conversar com interesse verdadeiro, conhecer a trajetória de outras pessoas, entender seus desafios e compartilhar experiências. Nem toda conversa precisa terminar em uma venda. Muitas conexões podem gerar aprendizado, indicações, parcerias futuras ou até amizades profissionais.

No universo do e-commerce, isso é ainda mais importante porque nenhuma empresa cresce completamente sozinha.

Uma loja virtual depende de diferentes soluções: plataforma, meios de pagamento, logística, marketing, tecnologia, atendimento, integração, gestão e muitos outros serviços.

Conhecer as pessoas que estão por trás dessas soluções ajuda a compreender melhor o ecossistema e pode abrir portas para projetos que talvez não surgissem de outra maneira.

Ao participar do Fórum novamente, quero reencontrar pessoas que já fazem parte da minha trajetória, conhecer novos profissionais e fortalecer a presença da DevRocket nesse mercado.

O contato com novas ferramentas e soluções

O salão de negócios também é uma parte muito interessante do evento.

É nele que empresas de diferentes áreas apresentam tecnologias, serviços, plataformas e soluções para o comércio eletrônico. Essa experiência permite conhecer novidades de perto, assistir a demonstrações e conversar diretamente com profissionais que entendem profundamente cada ferramenta.

Para quem trabalha com lojas virtuais, esse contato é muito valioso.

Nem sempre conseguimos entender todo o potencial de uma solução apenas visitando um site ou vendo uma publicidade. Quando conversamos pessoalmente com uma equipe, podemos fazer perguntas específicas e analisar se aquela tecnologia realmente faz sentido para determinada operação.

Também conseguimos comparar fornecedores, compreender tendências e perceber quais problemas do mercado estão recebendo mais atenção.

Quando várias empresas começam a apresentar soluções para o mesmo desafio, isso pode ser um sinal de que aquele tema está se tornando prioritário no setor.

Acredito que um empresário precisa manter essa curiosidade.

Não é necessário contratar toda ferramenta nova que aparece. Na verdade, fazer isso pode aumentar custos e complicar processos. Mas é importante saber o que existe, acompanhar a evolução das soluções e identificar quais tecnologias podem trazer eficiência ou melhorar a experiência dos clientes.

Por que o empresário precisa continuar estudando

Uma das principais razões para eu participar do Fórum E-Commerce Brasil é a necessidade de continuar aprendendo.

Existe uma ideia equivocada de que, depois que uma empresa alcança determinado nível, o empresário já sabe tudo o que precisa. Na prática, quanto mais uma empresa cresce, mais complexas se tornam as decisões.

Começamos a lidar com equipes maiores, custos mais altos, metas mais ambiciosas, clientes mais exigentes e mudanças cada vez mais rápidas.

O conhecimento que trouxe o negócio até o momento atual pode não ser suficiente para levá-lo ao próximo nível.

Por isso, estudar precisa fazer parte da rotina de quem empreende.

Esse estudo pode acontecer por meio de livros, cursos, conversas, mentorias, conteúdos digitais e eventos presenciais. Cada formato oferece um tipo de aprendizado.

Os eventos têm uma característica especial: eles concentram em poucos dias uma grande quantidade de informações, experiências e contatos.

Além disso, eles nos tiram do ambiente habitual. Quando mudamos de espaço e interrompemos a rotina, conseguimos refletir com mais clareza sobre questões que estavam sendo conduzidas de forma automática.

Quantas vezes continuamos fazendo alguma coisa apenas porque sempre foi feita daquela forma?

Participar de um evento pode provocar justamente esse questionamento.

Talvez exista um processo mais eficiente. Talvez o comportamento do cliente tenha mudado. Talvez uma nova tecnologia consiga reduzir uma tarefa manual. Talvez estejamos olhando para uma métrica que já não representa o resultado mais importante.

Atualizar-se também é ter coragem de rever decisões.

A velocidade das mudanças no mercado digital

No e-commerce, as mudanças acontecem muito rapidamente.

Novos canais de venda surgem, os algoritmos das redes sociais são atualizados, os marketplaces mudam suas regras, os custos de mídia variam e os consumidores desenvolvem novas expectativas.

Em 2026, temas como inteligência artificial, automação, social commerce, retail media, personalização, integração de canais e eficiência operacional ganharam ainda mais espaço nas discussões do setor. A própria comunicação do Fórum destaca debates sobre IA, marketplaces, logística, marketing, comportamento, tecnologia e novas formas de vender.

Para um empresário, ignorar essas transformações pode ser perigoso.

Isso não significa seguir toda tendência sem planejamento. Algumas novidades não serão adequadas para todos os negócios. No entanto, precisamos conhecer os movimentos para decidir conscientemente o que faz ou não sentido.

Existe uma diferença muito grande entre escolher não utilizar uma tecnologia depois de estudá-la e simplesmente não saber que ela existe.

Manter-se atualizado permite tomar decisões com mais segurança.

O que pretendo levar dessa experiência para a DevRocket

Minha participação no Fórum também está diretamente ligada ao trabalho que realizamos na DevRocket.

Atendemos lojistas que possuem diferentes níveis de maturidade digital. Alguns estão criando sua primeira loja virtual. Outros já possuem operações mais estruturadas e precisam melhorar o layout, desenvolver novas funcionalidades, organizar estratégias de marketing ou aumentar a conversão.

Para ajudar esses clientes, precisamos entender o que está acontecendo no mercado.

Precisamos acompanhar as mudanças nas plataformas, nas tecnologias, nos canais de aquisição e no comportamento dos consumidores.

Por isso, quero voltar do Fórum com referências que possam contribuir para nossos serviços, processos e estratégias.

Quero observar quais soluções estão se destacando, quais dificuldades aparecem com mais frequência nas palestras e quais oportunidades ainda estão sendo pouco exploradas.

Também quero compartilhar os principais aprendizados com a nossa equipe.

Acredito que o conhecimento gera mais valor quando é dividido. Uma ideia que escuto em uma palestra pode ser aprofundada por alguém do nosso time e se transformar em uma melhoria importante.

Esse é um dos objetivos da viagem: não viver a experiência apenas de maneira individual, mas trazer os aprendizados para dentro da empresa.

Também quero levar essa experiência para o Dia de CEO

Além da DevRocket, pretendo transformar a experiência no Fórum em conteúdo para o Dia de CEO.

Quero mostrar um pouco dos bastidores, compartilhar as palestras que mais chamarem minha atenção, apresentar tendências e falar sobre as reflexões que surgirem durante o evento.

O Dia de CEO nasceu justamente para conversar sobre empreendedorismo de uma maneira mais próxima e real.

Ser CEO não significa ter todas as respostas. Significa assumir a responsabilidade de continuar procurando essas respostas, mesmo quando as decisões são difíceis.

Também significa reconhecer que sempre há algo novo para aprender.

Quero que outras empresárias e empreendedores acompanhem essa experiência e percebam a importância de sair da própria bolha.

Nem todos precisam participar do mesmo evento, mas todos deveriam buscar formas de acompanhar o mercado em que atuam.

Pode ser uma feira regional, um congresso, uma palestra, uma comunidade ou um encontro empresarial. O importante é não deixar o negócio parado no tempo.

Como aproveitar melhor um grande evento empresarial

Ao longo das minhas experiências em eventos, aprendi que é importante chegar com algum planejamento.

Eventos grandes possuem muitas palestras acontecendo ao mesmo tempo. Se tentarmos acompanhar tudo, podemos terminar o dia cansados e com a sensação de que não aproveitamos nada profundamente.

Por isso, gosto de analisar a programação, selecionar os temas prioritários e deixar espaço para conhecer os estandes e conversar com pessoas.

Também é importante registrar os principais aprendizados.

Uma anotação simples pode fazer com que uma ideia continue viva depois do evento. Sem esse registro, é muito fácil voltar para a rotina e esquecer grande parte do conteúdo.

Outro ponto fundamental é revisar as anotações após o retorno.

Gosto de separar os aprendizados em algumas categorias:

  • Ideias que podem ser aplicadas rapidamente;
  • Assuntos que precisam ser estudados com mais profundidade;
  • Ferramentas ou empresas que vale a pena conhecer melhor;
  • Contatos com os quais quero continuar conversando;
  • Tendências que devemos acompanhar ao longo dos próximos meses.

Essa organização ajuda a transformar inspiração em ação.

Investir em conhecimento também é investir na empresa

Participar de um evento envolve custos, deslocamento, hospedagem, alimentação e tempo fora da rotina da empresa.

Por isso, alguns empresários podem enxergar essa experiência apenas como uma despesa.

Eu prefiro enxergá-la como investimento.

Claro que é necessário avaliar o orçamento e escolher eventos alinhados ao momento do negócio. Mas, quando existe planejamento, o conhecimento adquirido pode gerar impactos muito maiores do que o valor investido.

Uma decisão melhor pode evitar um prejuízo.

Uma parceria pode gerar novos projetos.

Uma ferramenta pode reduzir horas de trabalho.

Uma estratégia pode melhorar as vendas.

Uma conversa pode mudar a forma como enxergamos determinado problema.

Nem sempre será possível medir imediatamente o retorno de uma experiência como essa. Alguns resultados aparecem aos poucos, por meio de decisões mais maduras e de uma visão mais ampla do mercado.

Minha expectativa para o Fórum E-Commerce Brasil 2026

Estou muito animada para viver mais uma edição do Fórum E-Commerce Brasil.

Quero aprender, conversar, observar e voltar com novas ideias. Quero acompanhar de perto as mudanças do e-commerce, entender como as empresas estão lidando com os desafios atuais e conhecer estratégias que possam contribuir para a evolução da DevRocket e dos nossos clientes.

Também espero encontrar pessoas que compartilham da mesma paixão pelo mercado digital.

Empreender pode ser uma jornada solitária em alguns momentos. Estar em um ambiente com milhares de profissionais nos lembra que existe um ecossistema inteiro construindo, testando, errando, acertando e aprendendo.

Essa troca nos fortalece.

Mais do que buscar respostas prontas, vou ao Fórum em busca de novas perguntas. Muitas vezes, são elas que nos levam às melhores mudanças.

O empresário que para de aprender também limita o crescimento do negócio

Uma empresa dificilmente consegue evoluir além da visão de suas lideranças.

Quando o empresário se fecha para novas ideias, deixa de acompanhar o mercado ou acredita que já sabe tudo, o negócio também começa a perder oportunidades.

Por outro lado, quando a liderança mantém a curiosidade, incentiva o aprendizado e está aberta à mudança, essa postura se espalha pela equipe.

Na minha trajetória como empresária, percebi que aprender não é uma etapa que termina. É uma responsabilidade constante.

Existem períodos em que precisamos estudar gestão. Em outros, precisamos entender mais sobre vendas, marketing, finanças, tecnologia ou liderança.

Cada fase da empresa apresenta desafios diferentes.

O mais importante é reconhecer que pedir ajuda, buscar referências e aprender com outras pessoas não diminui nossa experiência. Pelo contrário: demonstra maturidade.

Que venha o Fórum E-Commerce Brasil 2026

Nos dias 28, 29 e 30 de julho, estarei no Distrito Anhembi para participar de mais uma edição do Fórum E-Commerce Brasil.

Vou como CEO da DevRocket, como profissional do mercado digital, como criadora do Dia de CEO e, principalmente, como uma empresária que acredita que sempre existe espaço para aprender e evoluir.

Quero aproveitar cada conversa, conteúdo e experiência.

Depois do evento, também quero compartilhar por aqui os principais aprendizados, tendências e reflexões que trouxer comigo.

Tenho certeza de que serão dias intensos, cheios de informações e novas conexões.

E acredito que é exatamente disso que o empreendedorismo precisa: curiosidade para conhecer o novo, humildade para continuar aprendendo e coragem para transformar conhecimento em ação.

Que venha o Fórum E-Commerce Brasil 2026!

24/07/2026 0 comentários
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SOBRE MIM

SOBRE MIM

Thaís Cristina

31 anos, canceriana, mãe, esposa e mais mil coisas. CEO e cofundadora da DevRocket, uma agência especializada em marketing, tecnologia e soluções para e-commerce, tenho formação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e MBA em Marketing Digital, unindo visão estratégica, experiência prática e olhar empreendedor para ajudar negócios a crescerem no digital.

À frente do blog Dia de CEO, compartilho aqui, conteúdos sobre marketing, estratégia, vendas, gestão e bastidores reais do empreendedorismo, com uma linguagem simples, direta e aplicada à rotina de quem vive os desafios de empreender todos os dias.

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