Dia de CEO – Thaís Cristina
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Maternidade

Brincadeira simples para fazer com a filha no fim de semana: Amarelinha 🎨👣

por Thais Cristina 21/10/2025
escrito por Thais Cristina
Brincar é o jeito mais bonito de dizer: eu te amo

Tem dias em que o tempo parece correr mais rápido do que a gente.
A semana passa entre compromissos, reuniões, prazos e tarefas — e, quando o sábado chega, o coração pede uma pausa.
Pede risadas, vento no rosto, e aquela sensação de voltar a ser criança junto com quem mais amamos.

E é aí que entra ela: a amarelinha.
Sim, aquela mesma brincadeira simples, desenhada com giz no chão, que atravessa gerações e continua despertando sorrisos sinceros.

No fim de semana, entre uma xícara de café e o barulho das risadas da minha filha, percebi algo lindo:
a amarelinha é mais do que uma brincadeira — é um reencontro.


🌸 O poder das coisas simples

Vivemos em um mundo acelerado, cheio de telas, aplicativos e compromissos.
Mas, às vezes, o que mais precisamos é de algo simples.

A amarelinha não precisa de tecnologia, nem de brinquedos caros.
Basta um pedaço de giz, um chão liso e disposição para brincar.

E talvez seja exatamente por isso que ela é tão mágica: porque resgata a leveza da infância, o prazer do momento presente e o laço entre mãe e filha — um laço que se fortalece nas pequenas coisas.


🎯 O que a amarelinha ensina (muito além do pulo)

A primeira vez que ensinei minha filha a jogar amarelinha, percebi que ela ia muito além da diversão.
Enquanto ela pulava com cuidado para não errar o número, estava aprendendo lições valiosas — daquelas que a gente leva para a vida toda.

✨ Equilíbrio: a cada salto, o corpo busca estabilidade.
Assim como na vida, onde precisamos encontrar o ponto de equilíbrio entre o que queremos e o que podemos.

✨ Paciência: nem sempre acertamos o quadrado certo de primeira.
E tudo bem — é só tentar de novo, sorrindo.

✨ Foco: para acertar o número certo, é preciso olhar com atenção.
Um lembrete para todas nós: foco também é uma forma de amor.

✨ Alegria simples: a cada risada, um lembrete de que o melhor da vida não precisa de muito — só de presença.


🧒 Como ensinar a amarelinha para sua filha

Quer criar um momento divertido e cheio de significado no próximo fim de semana?
Aqui vai o passo a passo para transformar um pedaço de chão em um palco de memórias.

1. Escolha o lugar

Pode ser na garagem, na calçada ou até dentro de casa (com fita adesiva colorida no chão).
O importante é ter espaço para pular livremente e segurança para brincar.

2. Desenhe o circuito

Com um giz colorido (ou fita adesiva se for em piso interno), desenhe os quadrados numerados de 1 a 9.
Você pode fazer o formato clássico (1 quadrado por número) ou o modelo alternado (um quadrado, depois dois lado a lado, e assim por diante).

Dica: escreva os números de forma divertida, com cores diferentes — as crianças amam! 🌈

3. Pegue um marcador

Pode ser uma pedrinha, uma tampinha ou até um brinquedo pequeno.
Ela será usada para marcar o número onde o jogador deve parar.

4. Comece a brincadeira

A regra é simples:

  • Jogue o marcador no número 1.
  • Pule os quadrados até o final, evitando pisar onde o marcador está.
  • No caminho de volta, pegue o marcador com um pé só (sem perder o equilíbrio!).
  • Depois, jogue no número 2 — e assim por diante.

O desafio é completar toda a sequência sem errar!


💬 O que acontece enquanto a gente brinca

Enquanto eu pulava amarelinha com minha filha, percebi algo muito bonito: o riso compartilhado vale mais do que qualquer “tempo produtivo”.

A cada vez que ela ria das minhas tentativas desajeitadas de manter o equilíbrio, eu sentia o tempo desacelerar.
A culpa do “não fiz o suficiente durante a semana” dava espaço para um tipo de paz que só quem vive a maternidade entende: o alívio de estar presente.

Não era sobre pular direitinho.
Era sobre estar ali, dividindo o momento, olhando nos olhos, sem pressa.


🧡 A amarelinha como metáfora da vida

O mais curioso é como a amarelinha parece uma metáfora perfeita da nossa jornada como mães e mulheres.

Cada número é um desafio.
Cada salto exige coragem.
Às vezes, tropeçamos. Outras, acertamos em cheio.
E, no final, olhamos para trás e percebemos o quanto crescemos entre um passo e outro.

A vida também é assim: uma sequência de pulos entre responsabilidades, sonhos e amores.
E o segredo está em não esquecer de brincar enquanto atravessamos os quadrados.


🌤️ Um fim de semana leve começa com presença

Você não precisa de grandes planos para criar memórias com seus filhos.
O mais importante é o tempo de qualidade, aquele em que você se desliga do mundo e se conecta com o momento.

Leve o giz, desenhe a amarelinha e se permita rir, errar e recomeçar junto.
Talvez vocês inventem novas regras, criem desafios engraçados, façam desenhos extras… o importante é que seja de vocês.

Esses momentos ficam guardados — e um dia, sua filha vai se lembrar da mãe que pulava amarelinha com ela, e vai sorrir.


🌺 Dica bônus: personalize a brincadeira!

Deixe a amarelinha ainda mais divertida com essas ideias criativas:

✨ Amarelinha de palavras:
Em vez de números, escreva palavras positivas como “alegria”, “força”, “amor”, “gratidão”.
A cada pulo, sua filha fala a palavra em voz alta — uma forma linda de ensinar sentimentos.

✨ Amarelinha musical:
Toque uma música leve de fundo. Quem pular até o final antes da música acabar ganha um abraço apertado.

✨ Amarelinha da imaginação:
Cada número representa uma missão divertida: imitar um animal, fazer uma careta, inventar um passo de dança.
Diversão garantida!

✨ Amarelinha noturna:
Se tiver espaço ao ar livre, brinquem à noite com giz neon e lanternas pequenas.
É mágico — parece uma brincadeira sob as estrelas!


💞 A importância de brincar com quem amamos

Brincar é mais do que entreter uma criança — é uma linguagem de amor.
É dizer “eu te vejo”, “você é importante”, “estou aqui com você”.

No meio de uma rotina corrida, esses gestos são como pequenas âncoras que mantêm o vínculo forte.
E o mais bonito é que, enquanto ensinamos nossos filhos a brincar, eles nos ensinam a desacelerar.

A amarelinha me lembrou que felicidade não está nas metas cumpridas — está nas risadas compartilhadas.
E que a infância dos nossos filhos passa rápido demais para deixarmos para depois.


✨ Mais cor, mais risada, mais amor

No fim de semana, quando o relógio desacelerar e o sol estiver bonito, pegue o giz e desenhe uma amarelinha.
Chame sua filha, tire os sapatos e pule junto.

Não se preocupe com a roupa, com o ritmo ou com o desenho torto no chão.
Esses detalhes não importam — o que importa é o momento vivo que vocês estão construindo.

Porque um dia, quando ela crescer, talvez nem lembre do formato dos quadrados…
Mas vai lembrar do seu sorriso, das risadas, dos pulos errados, e do amor que cabia em cada salto.

E isso, minha amiga, é o tipo de lembrança que o tempo não apaga. 🌈💖

21/10/2025 0 comentários
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Maternidade

Quando a culpa de mãe aparece — e como lido com isso

por Thais Cristina 21/10/2025
escrito por Thais Cristina
A culpa de mãe existe — mas ela não me define

Existe um momento silencioso que só quem é mãe entende.
A casa está calma, as tarefas foram cumpridas, e mesmo assim… o coração aperta.
Aquela voz interna sussurra:

“Será que estou fazendo o suficiente?”
“Será que estou sendo uma boa mãe?”

A culpa de mãe não pede licença.
Ela simplesmente aparece — às vezes num olhar, num atraso, num “não posso brincar agora” dito com pressa.

E o mais curioso é que ela aparece justamente nas mulheres que mais tentam dar o melhor de si.

Durante muito tempo, eu tentei “vencer” essa culpa. Hoje, entendo que o caminho não é lutar contra ela — mas aprender a olhar pra ela com carinho e acolhimento.


🌷 A culpa nasce do amor (mas cresce com a cobrança)

Ser mãe é um amor tão grande que transborda… e, quando transborda demais, às vezes escorre em forma de culpa.

A gente quer estar presente, quer proteger, quer ensinar, quer inspirar — e ainda quer dar conta do trabalho, da casa, do relacionamento, de nós mesmas.

E aí começa o desequilíbrio:

  • quando o tempo não dá,
  • quando o corpo cansa,
  • quando o cansaço fala mais alto do que o amor (sim, acontece),
  • quando a gente quer um tempo sozinha e se sente errada por isso.

Mas sabe o que aprendi?
A culpa não aparece porque somos mães ruins.
Ela aparece porque somos humanas — e porque amamos tanto que queremos acertar o tempo todo.


💭 As pequenas situações que despertam a culpa

A culpa é uma visitante insistente.
Ela surge em mil versões:

  • quando preciso trabalhar e minha filha pede “só mais um desenho comigo”;
  • quando tenho um dia cheio e peço ajuda pra família;
  • quando viajo a trabalho e deixo o coração apertado em casa;
  • quando chego cansada e não tenho energia pra brincar;
  • ou até quando quero ficar sozinha e o silêncio parece egoísmo.

Essas pequenas situações testam nossos limites — e nos ensinam algo essencial: não existe equilíbrio perfeito.

Toda mãe, em algum momento, se sente dividida entre o que quer e o que precisa fazer.
E tudo bem. Isso não te faz menos mãe — te faz real.


🌻 O perigo da “mãe ideal”

As redes sociais, com seus filtros e rotinas perfeitas, criaram uma imagem quase inalcançável da maternidade.
A “mãe ideal” é sempre paciente, organizada, produtiva, carinhosa, saudável, criativa… e com a casa impecável.

Mas na vida real, essa mulher não existe.
Na vida real, tem cabelo preso, prato na pia e mil pensamentos ao mesmo tempo.

E quanto mais tentamos nos encaixar nesse padrão invisível, mais nos afastamos da leveza.

Eu mesma já me cobrei por não conseguir “dar conta de tudo” — até entender que dar conta de tudo é impossível, e tentar isso só gera frustração.

Hoje, escolho ser uma mãe de verdade, não uma mãe perfeita.
A que erra, pede desculpa, ri, chora, e ainda assim segue tentando fazer o melhor.


💕 Quando aprendi a me perdoar

O ponto de virada foi quando percebi que a culpa não some — ela se dissolve com o tempo, quando vem o perdão.

Perdão por não conseguir estar em todos os lugares.
Perdão por me sentir cansada.
Perdão por não ter respostas o tempo todo.
Perdão por ser humana.

A partir daí, comecei a olhar pra culpa como um sinal de amor mal direcionado.
Porque o amor de mãe é tão imenso, que às vezes a gente tenta colocá-lo em todas as tarefas, em todos os momentos — e esquece que ele também precisa ser colocado em nós mesmas.


🌈 O que me ajuda a lidar com a culpa de mãe

Essas são pequenas atitudes que mudaram completamente minha relação com a culpa — e que talvez te ajudem também:

1. Aceitar que não dá pra estar 100% presente o tempo todo

E tudo bem. O importante é estar inteiramente presente nos momentos que realmente importam.
Cinco minutos de conexão verdadeira valem mais que uma hora distraída.

2. Cuidar de mim não é abandono — é exemplo

Quando minha filha me vê cuidando de mim, ela aprende a cuidar dela.
Maternidade também é ensinar pelo espelho, não só pela fala.

3. Delegar é amor, não fraqueza

Permitir que outras pessoas participem da rotina não me faz menos mãe.
Me faz uma mãe com mais energia emocional — e isso faz toda diferença.

4. Transformar culpa em presença

Toda vez que a culpa aparece, eu paro e penso: “O que posso fazer com isso agora?”
Às vezes, é ligar e dizer “te amo”. Às vezes, é me desligar do celular e brincar sem pressa.
A culpa some quando o amor volta a ser vivido — e não cobrado.

5. Falar sobre isso sem medo

Conversar com outras mães é libertador.
A gente descobre que não está sozinha — que a culpa é quase universal, e que compartilhá-la é a primeira forma de cura.


✨ O equilíbrio entre ser mãe e ser mulher

Antes de ser mãe, eu era eu.
E depois de ser mãe, ainda sou eu — só que diferente.

A maternidade não apaga a mulher.
Ela amplia.
Faz a gente se descobrir em novas versões, mais fortes, mais sensíveis e (às vezes) mais caóticas — mas profundamente vivas.

O desafio está em não se perder no papel de mãe a ponto de esquecer da mulher.
Porque quando a mulher está bem, a mãe floresce.

É um círculo bonito:
cuidar de mim → me sentir bem → cuidar melhor da minha filha → sentir orgulho → e voltar a cuidar de mim.


🌸 O que a culpa me ensinou

Hoje, percebo que a culpa também me ensinou algumas das lições mais importantes da maternidade:

  • Que amar é estar disposta a melhorar, mesmo sem manual.
  • Que o perfeccionismo não cabe no colo de uma mãe real.
  • Que o tempo não precisa ser grande, precisa ser verdadeiro.
  • Que minha filha não precisa de uma mãe perfeita — precisa de uma mãe feliz.

E quando penso nisso, o aperto no peito dá lugar a algo mais leve: gratidão.
Por estar aprendendo, evoluindo, e principalmente — por estar presente, mesmo nas imperfeições.


💬 Entre a culpa e o amor, escolho o amor

A culpa de mãe talvez nunca desapareça completamente — e tudo bem.
Ela existe porque amamos demais.
Mas o que define nossa maternidade não é o peso da culpa, e sim o peso do amor que colocamos no que fazemos.

Hoje, quando a culpa aparece, eu respiro fundo e lembro:

“Sou suficiente. Sou presente. E o amor que ofereço já é mais do que o bastante.”

Porque no fim das contas, ser mãe é um aprendizado diário sobre amor, entrega e perdão.
E o maior presente que podemos dar aos nossos filhos é uma mãe que também se ama.

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Vida Pessoal

O poder de dizer “não”: aprendi quando ser produtiva se torna prejudicial

por Thais Cristina 20/10/2025
escrito por Thais Cristina
Quando a produtividade adoece: o dia em que aprendi a dizer “não”

Há uma frase que sempre me fez pensar:

“A produtividade sem propósito é apenas uma forma bonita de se autodestruir.”

Durante muito tempo, eu acreditava que ser produtiva era sinônimo de ser bem-sucedida.
Agenda cheia, mil tarefas cumpridas, reuniões em sequência, projetos novos… tudo parecia sinal de evolução.
Mas, no fundo, eu estava exausta — física, mental e emocionalmente.

Foi nesse ponto que aprendi uma das lições mais duras (e libertadoras) da vida de quem empreende, cria e lidera:
nem tudo o que é produtivo é saudável.
E, às vezes, o maior ato de coragem é simplesmente dizer “não.”


🌪️ Quando o “fazer muito” começou a me fazer mal

O problema é que vivemos na era do “faça mais”.
Mais conteúdo.
Mais entregas.
Mais resultados.
Mais tudo.

E, de repente, você se pega correndo sem direção, como se cada minuto improdutivo fosse uma falha pessoal.

Eu mesma entrei nesse ciclo.
Trabalhava até tarde, dizia “sim” a todos os pedidos, acumulava funções, e ainda me cobrava por não conseguir fazer tudo com perfeição.
A sensação de estar sempre “devendo” era constante — mesmo quando tudo estava andando bem.

Foi só quando comecei a me questionar por que eu estava sempre cansada, mas nunca satisfeita, que percebi:
o problema não era o trabalho, era a falta de limites.


💭 A armadilha da produtividade tóxica

Existe um nome para isso: produtividade tóxica.
É quando você associa o seu valor pessoal à sua capacidade de produzir.
Quando descansar parece culpa.
Quando dizer “não” soa como fracasso.

E a pior parte? Ela vem disfarçada de “força de vontade”.
A gente acha que está sendo disciplinada, comprometida, responsável — quando, na verdade, está se sobrecarregando.

O resultado: ansiedade, perda de criatividade, desânimo e aquela sensação de que a vida está passando rápido demais — e você não está realmente vivendo nada.


🚦 O momento em que eu precisei parar

Lembro perfeitamente do dia em que meu corpo e minha mente disseram basta.
Era uma terça-feira qualquer, e eu estava tentando finalizar três projetos ao mesmo tempo.
Meu café já estava frio, minha cabeça latejava e, ainda assim, eu insistia que só precisava de “mais um pouquinho de foco”.

Foi nesse “mais um pouquinho” que percebi o quanto tinha me distanciado de mim mesma.

Eu não estava mais criando com amor, e sim produzindo no automático.
A paixão pelo trabalho tinha se transformado em cobrança.
O prazer da criação virou obrigação.

Naquele dia, fechei o notebook e fiquei em silêncio.
Pela primeira vez, não tentei “compensar o tempo perdido”.
Apenas respirei.

E foi ali que começou o meu recomeço.


✋ Aprender a dizer “não” é um ato de amor próprio

Dizer “não” não é ser egoísta.
É ser inteligente com a própria energia.

Significa entender que você não precisa estar disponível para tudo — e nem para todos.
Que cada “sim” que você dá tem um custo: tempo, foco e energia.
E se você distribui esses “sins” sem pensar, vai acabar vazia — e sem energia para o que realmente importa.

Aprendi que o verdadeiro sucesso não está em fazer tudo, mas em fazer o essencial com presença.

E isso exige coragem.
Coragem para priorizar.
Coragem para desapontar.
Coragem para pausar.


💬 O que o “não” me ensinou sobre produtividade

Quando comecei a praticar o “não”, algo curioso aconteceu:
minha produtividade melhorou.

Sim — dizer “não” me fez produzir mais e melhor.

Porque o “não” limpa o caminho.
Ele elimina o excesso.
Ele devolve clareza.

Ao recusar tarefas que não faziam sentido, ao delegar o que não precisava do meu olhar, e ao colocar limites nas minhas horas de trabalho, percebi que a qualidade das minhas entregas subiu — e minha mente ficou mais leve.

O “não” me deu espaço para pensar, criar e viver.
E é nesse espaço que mora a verdadeira produtividade: aquela que gera impacto sem te destruir por dentro.


💖 O lado humano que o “fazer demais” esconde

Existe um detalhe que quase ninguém comenta:
quando você está sempre ocupada, você deixa de sentir.

Deixa de perceber pequenas alegrias.
Deixa de ter ideias espontâneas.
Deixa de viver o agora.

A verdade é que a vida não cabe em uma checklist.
E o sucesso não é feito apenas de conquistas — é feito de equilíbrio, saúde mental e tempo de qualidade com quem você ama (e consigo mesma).

O “não” me reconectou com isso.
Com o prazer de almoçar sem olhar o celular.
Com o silêncio.
Com a criatividade que nasce do ócio.

E, principalmente, com o entendimento de que descansar também é trabalhar — só que do lado de dentro.


🧭 Como começar a praticar o poder do “não”

Se você também sente que está no limite entre produtividade e exaustão, aqui vai um passo a passo simples (e real) para começar:

1. Revise o que é prioridade de verdade

Liste tudo o que você faz em uma semana e marque o que realmente contribui para seus objetivos.
O resto? É ruído.

2. Defina horários de trabalho e de pausa

Produtividade não é sobre fazer mais, é sobre fazer com intenção.
Crie janelas de foco — e respeite suas pausas como parte do processo.

3. Aprenda a delegar

Nem tudo precisa do seu olhar.
Permita que outras pessoas também façam, mesmo que não façam do seu jeito.

4. Pratique o silêncio digital

Nem todo e-mail precisa de resposta imediata.
Nem toda mensagem precisa de resposta agora.
Dê espaço entre as demandas. A vida acontece no intervalo.

5. Tenha rituais de desconexão

Feche o computador, acenda uma vela, leia algo leve, ou simplesmente fique quieta.
Esses momentos valem ouro para recarregar sua energia criativa.


🌸 O “não” é o novo “sim”

Sabe o que é mais bonito nessa jornada?
Perceber que, quando você aprende a dizer “não”, o universo começa a te devolver os “sins” certos.

Você atrai oportunidades alinhadas, pessoas com propósito e resultados mais significativos.
Porque a energia que antes era desperdiçada em tarefas desnecessárias agora é investida no que realmente faz sentido.

Dizer “não” é o que abre espaço para o “sim” que muda tudo.


💫 O sucesso também mora no descanso

Aprender a desacelerar não é desistir — é evoluir com consciência.
É entender que a pressa rouba a profundidade e que o verdadeiro crescimento vem da constância, não da correria.

Hoje, se alguém me pergunta o segredo da minha produtividade, eu respondo com um sorriso:

“Aprendi a dizer não.”

Porque produtividade de verdade é aquela que sustenta a sua paz, não que a rouba.
E, no fim, ser CEO de si mesma é justamente isso:
liderar com propósito, limites e amor próprio.

20/10/2025 0 comentários
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Empreendedorismo

Como definir uma meta de 90 dias para sua empresa

por Thais Cristina 20/10/2025
escrito por Thais Cristina
Como definir uma meta de 90 dias para sua empresa (ou marca pessoal) e mudar o rumo dos seus resultados

Você já percebeu como três meses podem mudar tudo?
Noventa dias — o tempo de uma estação — podem transformar uma ideia em projeto, um projeto em resultado e um resultado em novo patamar.

Mas o que muita gente ainda não entendeu é que definir uma meta de 90 dias não é só sobre produtividade.
É sobre clareza, ritmo e foco. É sobre parar de tentar abraçar o ano inteiro de uma vez e começar a dividir o sucesso em partes mais digeríveis — e alcançáveis.

Se você tem uma empresa, está construindo uma marca pessoal ou vive aquele turbilhão diário de ideias, prazos e sonhos (bem-vinda ao clube dos CEOs da própria vida 👩🏻‍💻✨), este artigo é pra você.


🌱 Por que pensar em ciclos de 90 dias?

O ser humano não foi feito para pensar em “planos anuais”.
Nos perdemos no meio do caminho, procrastinamos, esquecemos o propósito.
Mas quando colocamos o foco em um ciclo de 90 dias, algo mágico acontece:

  • Você enxerga o fim mais perto e isso dá urgência e clareza.
  • As ações diárias passam a fazer sentido, porque existe uma linha reta ligando o “hoje” ao “daqui a três meses”.
  • E, principalmente, você sente progresso, o que alimenta a motivação — um combustível essencial para quem empreende ou cria.

Empresas como Google e Meta trabalham com OKRs (Objectives and Key Results) em ciclos trimestrais. E há um motivo para isso: é o tempo ideal para testar, ajustar e colher resultados sem perder o gás.


💡 Antes de tudo: o que você quer sentir ao final desses 90 dias?

Sim, sentir.
Porque metas não são apenas números. Elas são emoções que queremos experimentar:

  • a satisfação de ver algo funcionando,
  • o alívio de pagar as contas com tranquilidade,
  • o orgulho de ver sua marca sendo reconhecida.

Então, antes de decidir “quero crescer 30%”, pergunte-se:
👉 O que eu quero sentir quando esse ciclo acabar?

Essa resposta vai guiar o tipo de meta que você define.
Por exemplo:

  • Se o sentimento desejado é organização, sua meta pode ser estruturar processos.
  • Se é expansão, talvez o foco seja aumentar faturamento.
  • Se é presença, o foco pode ser fortalecer sua marca pessoal nas redes.

🎯 Passo 1: Escolha UM grande objetivo

Nada de listas infinitas.
Escolha um objetivo macro para esses 90 dias. Um único ponto de direção que vai puxar todo o resto.

Pense nele como o título do seu trimestre.

Exemplo:

  • “Trimestre do crescimento no Instagram”
  • “Trimestre da organização interna da empresa”
  • “Trimestre da expansão de produtos”
  • “Trimestre da estabilidade financeira”

Dica de CEO: dê um nome inspirador. Algo que te motive a continuar quando bater o cansaço.
(Lembre-se: você é a líder do seu próprio movimento — e líderes precisam se inspirar antes de inspirar os outros.)


📊 Passo 2: Transforme o objetivo em metas mensuráveis

Agora é hora de tirar o sonho do ar e colocar no papel.
Transforme o seu grande objetivo em metas específicas, mensuráveis e alcançáveis.

Por exemplo:

  • Crescer 25% no Instagram → ganhar 3.000 novos seguidores e aumentar engajamento em 15%.
  • Melhorar processos → reduzir tempo de entrega em 20% e criar fluxos automáticos para 3 tarefas.
  • Aumentar faturamento → fechar 10 novos contratos de recorrência.

📎 Dica prática: use o método SMART:

  • S (Specific): específica
  • M (Measurable): mensurável
  • A (Achievable): alcançável
  • R (Relevant): relevante
  • T (Time-bound): com prazo definido

Exemplo:

“Aumentar o faturamento da loja virtual em 20% até o fim de dezembro, investindo em anúncios no Instagram e promoções semanais.”

Simples, direto e possível.


📆 Passo 3: Quebre os 90 dias em mini metas

Metas grandes assustam.
Por isso, quebre o trimestre em três blocos de 30 dias.
Pense assim:

MêsFoco principalResultado esperado
1º mêsTestes, ajustes e estruturaçãoClareza do que funciona
2º mêsExecução intensaResultados visíveis
3º mêsOtimização e fechamentoConsolidação dos aprendizados

Dessa forma, você evita sobrecarga e enxerga progresso semana a semana.
A cada mês, revise o que funcionou, ajuste o que não andou e celebre o que deu certo.


⚡ Passo 4: Crie rituais de acompanhamento

Você não precisa de mais uma meta.
Você precisa de rituais.

Pequenos hábitos que mantêm sua meta viva todos os dias.
Aqui vão alguns exemplos que CEOs reais usam:

  • Check-in semanal: toda segunda, revise suas metas e organize prioridades.
  • Diário de progresso: anote vitórias e aprendizados.
  • Reunião de CEO (mesmo que seja só você): uma vez por mês, pare para analisar os resultados e decidir o foco do próximo ciclo.

Esses rituais transformam planejamento em ação — e ação em resultado.


💬 Passo 5: Divida sua meta com alguém

Contar sua meta para alguém de confiança ou para seu time cria um poderoso senso de responsabilidade.
É o chamado “accountability”.

Quando você fala em voz alta — “Em 90 dias, quero faturar 30% a mais” —, sua mente entende aquilo como um compromisso real.

E se você trabalha com uma equipe, essa transparência alinha todos na mesma direção.
Se é uma marca pessoal, compartilhe com sua comunidade.
As pessoas amam acompanhar jornadas reais e se inspiram ao ver seus bastidores.


🌟 Passo 6: Crie uma frase âncora para o ciclo

Toda meta precisa de uma frase que a sustente.
Algo curto, que te lembre por que você começou.

Exemplos:

  • “90 dias de foco total.”
  • “Disciplina é o novo brilho.”
  • “Pequenas ações, grandes resultados.”
  • “A cada dia, um passo mais perto.”

Anote essa frase no espelho, no planner, no papel de parede do celular.
Ela será sua bússola nos dias em que o ritmo pesar.


🔁 Passo 7: Revise e recomece

O fim dos 90 dias não é o fim do caminho — é o início do próximo ciclo.
Pegue tudo o que aprendeu, celebre suas conquistas e use isso como combustível.

Afinal, crescer é um processo cíclico.
E quando você aprende a pensar em ciclos, o sucesso deixa de ser um destino e passa a ser um movimento constante.


✨ Dica bônus: as 3 perguntas do CEO de si mesmo

Todo trimestre, antes de iniciar um novo ciclo, pergunte a si mesmo:

  1. O que eu aprendi nos últimos 90 dias?
  2. O que eu quero experimentar nos próximos 90 dias?
  3. O que eu preciso abandonar para evoluir?

Essas três perguntas mantêm sua mente no que realmente importa: evolução.


💬 Conclusão: o poder dos 90 dias

Noventa dias são suficientes para mudar um negócio, uma mentalidade, um estilo de vida.
Mas para isso, você precisa de clareza, foco e constância.

Não é sobre fazer tudo.
É sobre fazer o que importa — com ritmo, intenção e propósito.

Se você chegou até aqui, aqui vai um desafio:
Pegue seu caderno, abra o planner e escreva no topo:

“MEU CICLO DE 90 DIAS COMEÇA HOJE.”

E então responda:

  • Qual é o meu grande objetivo?
  • Quais são as mini metas mensais?
  • Qual será minha frase âncora?

Lembre-se: não existe sucesso sem direção.
E o melhor momento para começar o seu próximo ciclo é agora.
Respire fundo, organize suas ideias e comece.

Porque 90 dias passam rápido — mas o impacto deles pode durar o ano inteiro. 🚀

20/10/2025 0 comentários
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Empreendedorismo

Virgínia: Empresária Milionária e Mente de Sucesso

por Thais Cristina 02/10/2025
escrito por Thais Cristina
Virgínia Fonseca: A trajetória, estratégias de marketing e como se tornar uma mulher de sucesso

“Não planejei absolutamente nada, mas conheço meu público a fundo” — Virgínia Fonseca em entrevista sobre suas estratégias de marketing. Forbes Brasil

Quando falamos de mulheres que quebram paradigmas e dominam múltiplos universos — maternidade, vida pessoal, imagem pública e negócios — Virgínia Fonseca logo aparece como exemplo contemporâneo. Mas como alguém tão jovem consegue reunir poder de influência e faturamento de milhões? Aqui, vamos destrinchar as estratégias de marketing, as empresas envolvidas, os números mais expressivos, e os passos práticos que você pode usar para pavimentar sua própria versão de sucesso.

Quem é Virgínia Fonseca: um panorama rápido

  • Virgínia Pimenta da Fonseca Serrão (nascida em 1999) é influenciadora digital, empresária e apresentadora.
  • Ela fundou (ou cofundou) diversas empresas, entre elas: WePink (cosméticos / beleza), WPink Suplementos entre outros projetos.
  • Nos dois primeiros anos de operação, a WePink obteve faturamento de R$ 378 milhões.
  • Só no primeiro trimestre de 2024, a WPink Suplementos gerou cerca de R$ 107 milhões.
  • A fortuna estimada de Virgínia gira em torno de R$ 400 milhões (conforme apurações de mídia).
  • Ela tem presença massiva nas redes sociais: dezenas de milhões de seguidores que formam sua base de audiência estratégica.

Esses números impressionam. Mas o que está por trás do “boom” — o combustível real que sustenta esses resultados — são estratégias inteligentes, consistência e um posicionamento de marca bem definido.


Estratégias de Marketing que impulsionaram o sucesso de Virgínia

Para ranquear organicamente e inspirar o público do seu blog, é importante esmiuçar como Virgínia “transformou” influência em negócio. Aqui vão os principais pilares:

1. Marketing de influência + autoridade pessoal

Virgínia começou como criadora de conteúdo e aproveitou seu próprio posicionamento como “ferramenta de marketing viva”. Ela combina:

  • storytelling pessoal (vida, maternidade, rotina real)
  • inserções naturais de produtos / marcas
  • parcerias pagas que reforçam credibilidade

Ou seja: ela não é só rosto de campanha — ela é campanha.

2. Live commerce (vendas ao vivo)

Um dos pontos altos: em uma live que ocorreu em Paris, Virgínia e seus sócios venderam R$ 9,2 milhões em apenas 1 hora. Forbes Brasil
Esse modelo permite:

  • urgência de compra (tempo limitado)
  • engajamento direto (comentários, respostas ao vivo)
  • efeito “evento” (promoções especiais, surpresas)

3. Lançamentos estratégicos + escassez

Especialmente no mundo da beleza, lançar produtos “limitados” ou edições especiais funciona como gatilho psicológico (escassez, novidade). A WePink fez uso disso em suas coleções.

4. Comunicação ágil e adaptável

Virgínia e sua equipe conseguem surfar tendências nas redes sociais, memes, desafios, e temas do momento — e inserir seus produtos de forma orgânica. Essa agilidade em reagir credibiliza a marca junto ao público jovem.

5. Diversificação de receitas

Não colocar todos os ovos num único cesto — isso é algo que Virgínia entende. Além de vendas diretas de cosméticos e suplementos, ela lucra com:

  • contratos de publicidade
  • aparições / programas de TV

Essa multiplicidade reduz risco e aumenta estabilidade.

6. Uso intenso de dados e métricas

Para manter crescimento escalável, é essencial medir:

  • taxa de conversão de campanhas
  • custo de aquisição (CAC)
  • ticket médio
  • retenção de clientes
  • engajamento contínuo

Embora não se tenha acesso público aos relatórios internos, é quase inescapável que composições de marketing bem-sucedidas dependem de ajustes finos com base em métricas reais.

As empresas e seu papel no império de Virgínia

Vamos ver com mais detalhes cada “braço” do ecossistema de negócios:

WePink

  • Foco: cosméticos, maquiagem, skincare e perfumes.
  • Estratégia de início: lançou um sérum “10 em 1” e expandiu linha para maquiagem e bem-estar.
  • Crescimento exponencial: primeiro mês com R$ 10 milhões em vendas.
  • Desafios e controvérsias: reclamações no Reclame Aqui, críticas sobre promessas de produto (por exemplo em sua base de maquiagem).

WPink Suplementos

  • Estratégia de “linha adjacente”: aproveita marca já conhecida para entrar no nicho de suplementação.
  • Receita expressiva no primeiro trimestre de 2024: R$ 107 milhões.

Os números que impressionam

  • R$ 378 milhões: faturamento da WePink nos dois primeiros anos de operação.
  • R$ 107 milhões: faturamento da WPink Suplementos apenas no primeiro trimestre de 2024.
  • R$ 400 milhões: estimativa de patrimônio de Virgínia Fonseca.
  • Eventos de venda recorde: R$ 9,2 milhões vendidos em 1 hora em live em Paris.

Esses resultados não são fruto do acaso — são consequências de planejamento + execução + escalabilidade.

Como você pode trilhar um caminho similar: o mapa para se tornar “essa mulher incrível”

Não precisa replicar tudo à risca — mas usá-las como inspiração e adaptá-las ao seu contexto. Aqui vão passos concretos:

  1. Construa sua autoridade antes de monetizar
    Crie conteúdo de valor (gratuito) que atraia e retenha audiência. Seja transparente, autêntica, consistente.
  2. Identifique seu nicho com clareza
    Quanto mais específico for seu público-alvo, mais fácil será criar ofertas que convertem.
  3. Comece pequeno, valide, escale
    Tenha produtos / serviços iniciais que podem ser testados com investimento moderado. Quando der certo, aplique esse aprendizado em escalas maiores.
  4. Integre marketing + vendas
    Estratégias como lives, lançamentos, webinars, e funis de vendas são armas poderosas. Use “lançamentos” com escassez, bônus, “ofertas-relâmpago”.
  5. Invista em dados e otimização contínua
    Nada mais perigoso que investir sem acompanhar resultados. Teste anúncios, canais, criativos. Descarte o que não funciona.
  6. Diversifique sua fonte de receita
    Depois de consolidar sua marca principal, estenda para serviços, produtos complementares, consultorias etc.
  7. Monte uma equipe confiável
    Você não dará conta de tudo sozinha. Delegue logística, atendimento, marketing operacional, finanças etc.
  8. Cultive resiliência e mentalidade vencedora
    Haverá erros, críticas, fracassos. Use cada queda como aprendizado e mantenha a consistência no longo prazo.

Em resumo, a trajetória de Virgínia Fonseca mostra que sucesso não vem apenas da sorte ou da fama, mas da coragem de empreender, de se reinventar e de usar a influência de forma estratégica. Ela soube transformar sua autenticidade em marca, sua audiência em comunidade e suas ideias em empresas milionárias. O maior aprendizado que fica é que toda mulher pode — com disciplina, criatividade e visão — criar oportunidades e construir seu próprio império, sem perder a essência e o propósito que a move.

02/10/2025 0 comentários
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Dia a DiaFitness

Noripurum na veia: corpo pedindo socorro (e encontrando uma ponte de salvação)

por Thais Cristina 01/10/2025
escrito por Thais Cristina
Corpo pedindo socorro

Você já sentiu seu próprio corpo sussurrar – ou gritar – que não aguenta mais? Que cada tarefa virou peso, cada pensamento custa, cada manhã parece um obstáculo? Pois bem: foi exatamente esse grito silencioso (e depois ensurdecedor) que me fez investigar o que estava por trás desse desgaste todo.

O aviso nos exames

Eu nunca fui de ignorar dores, tonturas ou aquela fadiga que te empurra pra cama quando a noite ainda nem chegou. Mas, desta vez, senti algo novo: exaustão crônica, desânimo profundo, concentração de passarinho. Cada reunião, cada tarefa, cada detalhe me consumia.

Decidi então fazer um check-up completo — exames periódicos como hemograma, ferro sérico, ferritina, vitamina B12, entre outros. O resultado veio com a franqueza de um golpe: ferro baixo, ferritina abaixo do ideal. Ou seja: meus estoques internos estavam vacilando. E isso explicava o caos interno.

Com esses resultados em mãos, fui ao médico. Minha história de cansaço extremo, falta de vontade para as coisas, dificuldade de foco, tudo aquilo encaixava no quadro de deficiência de ferro — também chamada ferropenia ou, em casos mais graves, anemia ferropriva.

A escolha do Noripurum endovenoso

Foi então que minha médica indicou uma estratégia mais agressiva: aplicação de Noripurum IV (na veia), semanalmente. Essa é uma forma de “burlar” as limitações da absorção intestinal, entregando ferro direto na corrente sanguínea. Segundo a bula e orientações técnicas, o Noripurum EV (endovenoso) deve ser administrado somente por via endovenosa (nunca muscular) e com atenção à diluição e velocidade de infusão, para evitar efeitos adversos.

No meu caso, comecei com 1 sessão por semana, e continuarei por um período – claro, tudo sob supervisão médica. Na primeira aplicação, meu corpo parecia agradecer, como se fosse um jardim que recebesse água depois de secar.

É importante reforçar: essa estratégia não é “remédio mágico” para todo mundo, nem autoindicável. Quem tem deficiência leve pode responder bem ao ferro oral (com cuidados de alimentação, absorção, inhibidores/estimuladores de absorção). A via intravenosa entra quando há quadro grave, má absorção, efeito insuficiente do tratamento oral ou necessidade de resposta rápida.

A transição: do caos para pequenas constâncias

Agora, comecei a sentir pequenas mudanças sutis: menos peso nos músculos, um fio de energia voltando, menos neblina mental. Nada mágico da noite pro dia, mas uma readequação lenta — meu corpo aceitando o ferro novo, reconstruindo.

Para ajudar esse processo, adotei alguns aliados:

  • Suco de beterraba diário
    Descobri que essa raiz poderosa me ajudava (e ajuda) a dar aquele empurrãozinho: beterraba é rica em nitrato, ferro e outros micronutrientes que podem colaborar com a função vascular e desempenho físico.
  • Alimentação mais consciente
    Tiros certeiros: carnes magras, fígado ocasionalmente, folhas verde-escuras cruas, leguminosas, frutas ricas em vitamina C (que melhoram a absorção de ferro). Evito beber chá ou café junto com as refeições, porque compostos como tanino e cafeína podem atrapalhar a absorção.
  • Descanso estratégico
    Aprendendo que repousar (e dormir bem) já é parte da “receita”. Obrigar o corpo além do limite não ajuda — atrapalha.

O que mudou — e o que ainda está mudando

Hoje, mesmo no início posso dizer: estou mais “eu” do que há meses. A névoa que envolvia meu cérebro está menos densa, o desânimo está em recuo, a vontade de fazer as coisas volta aos poucos. Claro: ainda tenho dias ruins — ninguém escapa —, mas a diferença é que agora sinto que estou respondendo, não apenas sobrevivendo.

Meus exames de controle vão sendo refeitos periodicamente (hemograma, ferro, ferritina) para monitorar e ajustar doses ou frequência, e daqui algumas semanas tem mais. A meta é restaurar os estoques, permitir que o organismo volte a se autorregular, e caminhar para estratégias menos “forçadas”, conforme for possível.

Avisos, cuidados e autoconhecimento

  • Nunca se automedique: tomar ferro, especialmente via intravenosa, sem indicação e supervisão, pode gerar efeitos indesejados sérios.
  • Risco de reações: infusões de ferro podem causar reações alérgicas ou efeitos leves como dores ósseas, mal-estar ou febre leve nas primeiras horas.
  • É um processo: restaurar o organismo leva tempo. A empolgação inicial é gostosa, mas a constância é quem realmente entrega resultado.
  • Ouça seu corpo: se a exaustão voltar com força ou outros sintomas surgirem, informe ao médico. Isso pode indicar novas causas (inflamações, perdas sanguíneas etc).

“Noripurum na veia: corpo pedindo socorro” não é apenas um título dramático. É a narrativa sincera de quando o organismo emite sinais de fragilidade e exige intervenções mais ousadas. E é também um convite para que você, que lê, fique alerta: saúde não espera. Cuide dos seus exames, investigue quando o corpo reclamar, mas, acima de tudo, busque caminhos com segurança.

01/10/2025 0 comentários
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Thaís Cristina

30 anos, canceriana, mãe, esposa, empreendedora e CEO. Aqui quero compartilhar experiências reais sobre a jornada de uma mulher multifacetada. O objetivo é motivar, ensinar e conectar com outras mulheres que também conciliam desafios profissionais e pessoais.

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