Como fazer networking mesmo sendo tímida: frases para começar e retomar conversas

por Thais Cristina
Três empreendedoras conversando e ouvindo umas às outras em um encontro profissional

Você chega a um evento, pega um café e percebe que quase todo mundo já está conversando. Tem uma pessoa ali que você gostaria de conhecer, mas ela está em uma roda. Enquanto pensa no que dizer, você olha o celular pela terceira vez e começa a calcular quanto tempo precisa ficar para poder ir embora.

Se essa cena parece familiar, dá para preparar um jeito de chegar que combine com você. Para fazer networking sendo tímida, escolha uma pessoa ou um assunto antes do encontro, comece com uma pergunta ligada ao contexto e retome a conversa depois com uma mensagem específica. Uma troca curta pode ser suficiente para abrir espaço para outra, mesmo se você sair do evento sem falar com metade da sala.

Networking é criar e manter relações profissionais em que existe espaço para trocar experiências, referências ou oportunidades. Pode acontecer numa feira, num café com uma fornecedora ou numa conversa iniciada depois de uma aula. A parte mais importante costuma vir depois da apresentação, quando vocês descobrem se há motivo para continuar em contato.

Por onde começar quando você fica tímida?

Comece escolhendo o formato em que consegue prestar atenção na outra pessoa. Se uma sala cheia te deixa ocupada demais pensando em como agir, um encontro menor, com um tema definido e atividades em dupla, pode ser mais confortável. Se você organiza melhor as ideias escrevendo, comece com uma mensagem curta ou participe de uma comunidade em que já tenha um assunto em comum.

Também dá para usar uma relação que já existe. Talvez você tenha uma colega que trabalha com um público parecido ou uma fornecedora com quem só conversa sobre pedidos. Convide para trocar experiências sobre uma questão concreta. Uma conversa assim pode render uma referência, uma indicação ou só uma ideia que você consegue testar no negócio.

Ser reservada e sentir receio de iniciar uma conversa podem acontecer ao mesmo tempo. Para escolher por onde começar, observe o que pesa naquele contexto. Pode ser o barulho, a falta de um assunto inicial ou o receio de interromper um grupo. Cada situação pede uma preparação diferente. Na primeira, você pode procurar um lugar mais tranquilo. Na segunda, levar uma pergunta. Na terceira, esperar o intervalo ou buscar uma conversa individual.

Preparação para uma conversa de networking

Escolha onde praticar pelo tipo de conversa

Quando a agenda é curta, uma boa pergunta é “Em qual lugar eu consigo conversar sobre algo que já estou vivendo no negócio?”. Um encontro de associação comercial pode servir para conhecer negócios da região. Uma oficina de fotografia pode aproximar você de quem precisa melhorar o próprio catálogo. Uma comunidade online moderada pode facilitar a primeira troca se você prefere acompanhar as discussões antes de participar. A Agência Sebrae de Notícias publicou em 2026 orientações sobre planejar a participação em eventos conforme os objetivos do negócio. Orientações do Sebrae para se preparar para eventos.

Se a sua intenção é conhecer outras profissionais do bairro, uma feira local pode oferecer mais ocasiões para reencontro. Se você quer ouvir como alguém resolveu um problema específico, procure uma atividade com espaço para perguntas. E, se busca parceria, vale identificar quem atende um público semelhante ao seu com uma oferta complementar. Dá para chegar com uma ideia de assunto e deixar a proposta para depois de entender como a pessoa trabalha.

Considere também o custo da ida. Além do ingresso, entram deslocamento, tempo fora do negócio e eventuais ajustes em casa. Um encontro que permita sair no intervalo pode ser melhor para sua rotina do que uma programação de dia inteiro. Verifique se existe tempo livre entre as atividades e se o evento oferece algum formato de apresentação entre participantes. Esses detalhes dizem mais sobre a chance de conversar do que o tamanho da lista de inscritos.

1. Escolha um objetivo que caiba no encontro

“Vou sair daqui com novas parcerias” depende da agenda, do interesse e do momento de outras pessoas. Um objetivo que cabe nas suas mãos seria “vou conversar com uma expositora sobre como ela começou a vender para lojistas”. Você sabe quando conseguiu e ainda deixa a troca seguir o ritmo dela.

Antes de se inscrever, leia a programação. Veja se há intervalo, oficina ou rodada em que as pessoas são apresentadas. Uma palestra com plateia grande pode render uma boa troca se você tiver tempo de conversar na saída. Já uma rodada de negócios tende a trazer uma dinâmica mais direta. Escolha considerando o que você gostaria de descobrir e quanto tempo consegue ficar.

Imagine que você tem uma loja de papelaria e quer entender se compensa vender para outras empresas. Em vez de abordar toda pessoa que usa crachá de expositora, escolha alguém que já atenda esse tipo de cliente. Pergunte como ela define o pedido mínimo ou o prazo de produção. Se o papo for bom, você pode manter o contato. Mesmo que não avance, sai com uma informação ligada a uma decisão real.

Monte uma apresentação curta que você consiga dizer do seu jeito

Uma abertura simples pode ter nome, atividade e motivo de estar ali. “Eu sou a Júlia, tenho uma loja online de papelaria e vim entender como outras marcas vendem kits para empresas.” Isso dá à outra pessoa um gancho para perguntar sobre os kits ou contar algo da própria experiência.

Se você presta serviços, tente falar de uma situação que o cliente reconheça. “Eu sou a Carol, trabalho com design para lojas virtuais e ajudo marcas a melhorar as páginas de produto.” Se está começando, fale do estágio real: “Estou estruturando meu serviço de fotografia para pequenos e-commerces e vim conhecer quem vende por catálogo.” Ensaiar uma ou duas vezes ajuda a encontrar palavras que soem naturais.

Leve também uma forma simples de compartilhar o contato, como seu perfil profissional salvo no celular. Se a pessoa quiser encontrar você depois, fica fácil trocar. Se ela preferir outro canal, pergunte qual costuma usar. Esse detalhe evita procurar alguém por vários aplicativos para retomar uma conversa que já tinha começado bem.

2. Comece pela situação em que vocês já estão

Uma pergunta sobre o contexto reduz o esforço de inventar assunto. Depois de uma palestra, dá para comentar um exemplo e perguntar como a outra pessoa vê aquilo. Numa feira, você pode pedir que a expositora conte sobre um produto. Num encontro pequeno, pode perguntar o que trouxe aquela pessoa até ali.

Situação Uma abertura possível
Vocês acabaram de sair de uma palestra “Você já testou alguma daquelas ideias para vender no atacado?”
Você está olhando um estande “Gostei desses kits. Como vocês decidiram quais produtos colocar juntos?”
Alguém fez um comentário numa comunidade “Você falou de pedido mínimo no grupo. O que te ajudou a chegar naquele número?”
Uma conhecida está conversando com outra pessoa “Oi, Ana! Posso me juntar a vocês? Peguei o final da conversa sobre lojas colaborativas.”

Observe o momento. Se a pessoa está atendendo uma cliente, espere a conversa terminar. Se a roda está fechada ou trata de algo que parece particular, procure um intervalo em que alguém esteja disponível. A fila do café, a chegada antes da atividade ou o caminho até o próximo painel costumam dar um motivo natural para falar.

Se a resposta vier curta, você pode agradecer e seguir. Talvez a pessoa esteja com pressa ou esperando uma ligação. Em outros momentos, ela vai devolver uma pergunta ou oferecer um exemplo. Preste atenção à disponibilidade do momento em vez de usar cada reação como medida de como você se saiu.

Se você der branco no meio da conversa

Volte a algo que a pessoa acabou de mencionar. Se ela disse que vende mais por encomenda, pergunte “O que mudou na sua rotina quando começou a trabalhar assim?”. Perguntas que acompanham o que você ouviu costumam fluir melhor do que trocar de tema para cumprir uma lista mental.

Você também pode fazer uma pausa curta antes de responder. Um “Deixa eu pensar” faz parte de uma conversa normal. Se a troca já cumpriu seu papel, encerre com gentileza: “Gostei de ouvir como você resolveu isso. Vou pegar um café antes do próximo painel. Posso te adicionar no LinkedIn?” Se vocês não combinaram contato, um agradecimento simples basta.

3. Use a escuta para encontrar um ponto em comum

Depois de começar, a tentação é pensar o tempo todo na próxima frase. Experimente procurar um detalhe que realmente chamou sua atenção. Talvez a outra pessoa esteja fazendo a mesma transição de carreira, vendendo para um público que você conhece ou tentando resolver um problema que você já viveu. Esse detalhe pode conduzir o resto do papo.

Um exemplo: numa oficina, alguém comenta que montou uma vitrine coletiva com outras marcas. Você pode perguntar “Como vocês combinaram quem faria o atendimento?”. Se já participou de algo semelhante, conte em uma ou duas frases o que funcionou. Deixe espaço para a outra pessoa acrescentar. Uma troca vai ficando mais interessante quando as duas conseguem falar e ouvir.

Se quiser oferecer algo, escolha uma contribuição proporcional à conversa. Pode ser o link de um material que você mencionou ou o nome de um evento sobre aquele tema. Se a ideia for apresentar duas pessoas, pergunte antes se ambas têm interesse. Assim você respeita o tempo delas e evita compartilhar contato sem combinar.

Conversa e continuidade no networking

Como pedir uma apresentação quando já conhece alguém no encontro

Se uma amiga conhece a pessoa que você gostaria de encontrar, peça uma introdução com contexto. “Você comentou que conhece a dona da marca de cerâmica. Se ela tiver disponibilidade no intervalo, você poderia nos apresentar? Queria perguntar como ela organiza a entrega das peças.” Sua amiga entende o motivo e consegue avaliar se é um bom momento. Quando a introdução acontecer, agradeça e diga em uma frase o que chamou sua atenção no trabalho da outra pessoa.

Se for por mensagem, quem apresenta pode perguntar primeiro às duas se a troca interessa. Depois, deixe cada pessoa seguir no próprio ritmo. Você pode assumir a continuidade com um convite pequeno, como uma pergunta que ela consiga responder por escrito ou uma troca curta de ideias. Essa abordagem funciona mesmo quando a conexão em comum é alguém que você conhece há pouco tempo.

4. Faça networking online com uma mensagem fácil de responder

No LinkedIn, em uma comunidade ou pelo WhatsApp quando houver contexto para usar o número, comece dizendo de onde vem a conexão. Quem recebe precisa reconhecer o assunto sem abrir um histórico enorme. Um comentário anterior, um encontro em comum ou uma indicação autorizada já pode ser suficiente.

Depois de um evento. “Oi, Paula! Sou a Júlia, da oficina de ontem. Gostei da sua ideia de criar um kit de demonstração para lojistas. Você comentou que tinha uma referência. Se for fácil de encontrar, adoraria ver.”

Depois de um conteúdo público. “Oi, Camila! Vi seu post sobre revisar pedidos mínimos. Tenho uma pequena marca e estou fazendo essa conta agora. A parte sobre prazo de produção me ajudou a rever minha planilha. Obrigada por compartilhar.”

Depois de uma indicação combinada. “Oi, Renata! A Lúcia comentou que vocês conversaram sobre eu te procurar. Trabalho com fotos para lojas virtuais e estou pesquisando como marcas locais organizam as sessões. Você toparia trocar ideias por 15 minutos na próxima semana? Se a agenda estiver cheia, tudo bem.”

Repare que nem toda mensagem precisa trazer um pedido. Um comentário específico já abre espaço para a pessoa responder se quiser. Quando houver uma pergunta, faça uma de cada vez. Se a conversa começou numa rede social, mantenha por ali até existir um motivo para mudar de canal e a outra pessoa concordar.

E se a pessoa não responder?

Se havia uma combinação concreta, como enviar uma referência, você pode fazer um lembrete breve alguns dias depois. Mencione o assunto e deixe a pessoa à vontade. Se era só uma apresentação, siga com sua rotina. A resposta depende de agenda, prioridades e interesse, e você pode manter a porta aberta sem insistir.

Também vale separar silêncio de recusa. Se alguém disser que não consegue conversar agora, agradeça e encerre. Se sugerir outro mês ou indicar alguém com autorização, aí existe um próximo passo. Use o que foi dito como referência para decidir o que fazer.

5. Retome o contato com um motivo concreto

Depois de uma conversa boa, anote o nome, onde vocês se conheceram e um detalhe relevante. Pode ser “Fernanda, oficina de embalagem, falou sobre testar caixa menor”. Se prometeu mandar algo, inclua o prazo. Uma anotação pequena ajuda a cumprir o combinado sem depender da memória de um dia cheio.

Uma mensagem de continuidade pode ser: “Fernanda, adorei conversar com você na oficina. Aqui está a referência de embalagem que comentei. Testei uma caixa menor ontem e já consegui tirar uma camada de enchimento.” Você liga a mensagem à conversa e entrega o que prometeu. A troca pode continuar dali, caso exista interesse.

Se depois de algumas semanas surgir uma feira alinhada ao que vocês conversaram, você pode compartilhar. Faça isso quando a referência tiver relação com a pessoa. Marcar um lembrete para rever contatos pode ajudar, mas o calendário sozinho não cria um motivo para falar. Às vezes a próxima interação acontece quando vocês se encontram de novo.

Como sugerir uma parceria sem transformar a conversa em pressão

Se vocês descobriram que atendem clientes parecidos, procure um ponto específico de colaboração. Imagine uma fotógrafa de produto e uma consultora de loja virtual. As duas conhecem empreendedoras que precisam melhorar as páginas de produto. Elas podem testar uma aula em conjunto com um tema delimitado, como preparar um catálogo para a primeira sessão de fotos.

Antes de propor, pense no trabalho de cada pessoa. Quem monta a apresentação? Quem faz o convite? Quanto tempo vai tomar? Que resultado tornaria o teste interessante para ambas? Uma mensagem simples seria: “Gostei da nossa conversa sobre catálogo. Você teria interesse em testar uma aula curta sobre fotos e páginas de produto? Posso montar um esboço para a gente avaliar o esforço e a agenda.”

Se a outra pessoa topar conversar, combinem o que vai acontecer em seguida. Pode ser uma chamada breve, um documento compartilhado ou uma mensagem com escopo e datas. Um teste pequeno deixa claro como vocês trabalham juntas antes de assumirem algo maior. E, se o assunto ainda estiver verde, é possível continuar a troca sem fazer uma proposta naquele momento.

Um exemplo completo, da primeira pergunta ao próximo contato

Imagine a Marina, dona de uma pequena loja de decoração. Ela se inscreveu em uma oficina sobre fotografia de produto porque as imagens que faz em casa ficam com cores diferentes ao longo do dia. No evento, prefere sentar perto da ponta da mesa e chega quinze minutos antes. Ela quer descobrir como outras lojistas organizam as fotos quando precisam cadastrar muitos itens ao mesmo tempo.

Durante a prática, a participante ao lado menciona que fotografa por família de produtos. Marina pergunta como ela separa as peças e descobre que a colega usa etiquetas simples para lembrar os itens que já foram fotografados. As duas trocam experiências por alguns minutos. Marina conta que, na loja dela, o que mais atrasa é encontrar novamente o SKU depois da foto. A outra pessoa sugere levar uma lista impressa e marcar cada linha.

No fim, Marina pergunta se pode conectar pelo LinkedIn e se oferece para mandar um modelo de lista que já usa no estoque. No dia seguinte, ela envia o material com uma frase retomando a oficina. Duas semanas depois, conta que testou as etiquetas e explica o que melhorou. Se a outra lojista responder, as duas podem conversar de novo. Se a troca terminar ali, Marina já aprendeu algo aplicável e cumpriu o que combinou.

Você pode adaptar essa sequência com três linhas no bloco de notas. Antes do encontro, escreva “quero entender…”. Na saída, complete “a pessoa comentou…”. Para retomar, use “fiquei pensando naquilo e…”. O guia da associação de ex-alunos de Stanford, pensado para conversas de carreira, também organiza a troca em preparação, conversa e continuidade. Dá para aproveitar essa estrutura para encontros de empreendedoras. Guia de conversas profissionais da Stanford Alumni Association.

Um plano de quatro semanas para praticar no seu ritmo

  1. Semana 1. Escolha uma comunidade ou um encontro ligado a um tema do negócio. Faça um comentário sobre algo que você leu ou ouviu.
  2. Semana 2. Abra uma conversa com uma pergunta de contexto. Pode ser com alguém que você já conhece superficialmente.
  3. Semana 3. Retome uma conversa com a referência que prometeu ou conte o que aconteceu quando testou uma ideia discutida.
  4. Semana 4. Revise quais trocas fizeram sentido e marque uma próxima conversa se houver um assunto em comum.

Se alguma semana estiver apertada, retome de onde parou. Uma empreendedora que só tem uma manhã por mês para eventos pode alternar um encontro presencial com interações breves online. Quem trabalha com horários variáveis pode aproveitar conversas que já fazem parte da rotina, como uma visita a fornecedor ou um curso que já está fazendo.

Para perceber se está funcionando, acompanhe ações concretas: alguém respondeu com interesse, vocês trocaram uma referência, surgiu uma apresentação ou você ficou mais à vontade para iniciar o próximo papo. Uma indicação pode levar meses e depender de uma necessidade específica. Já o hábito de cumprir o que combinou aparece desde as primeiras interações.

Um roteiro de bolso para o próximo encontro

Salve quatro frases antes de sair. Para entrar: “Oi, vocês também vieram para a oficina de catálogo?”. Para continuar: “Você comentou que começou a vender para empresas. Qual foi o primeiro tipo de pedido que apareceu?”. Para encerrar: “Gostei de conhecer sua experiência. Vou aproveitar o intervalo para ver os estandes”. Para retomar: “Oi, sou a Marina, da oficina de catálogo. Lembrei da sua dica sobre as etiquetas e testei hoje”. Escolha só as que soam naturais na sua voz.

Se você for a um encontro recorrente, guarde um detalhe para a próxima vez. “Você conseguiu testar aquele formato de entrega?” pode retomar o assunto sem exigir uma conversa longa. Se a pessoa vier com uma resposta animada, pergunte o que aconteceu. Se estiver ocupada, dê espaço e continue o que estava fazendo. Em encontros repetidos, a familiaridade pode crescer aos poucos.

Para praticar com menos pressão, ensaie a primeira frase e a despedida com uma colega. Peça que ela responda de um jeito inesperado, como alguém que está a caminho de outra atividade. Isso ajuda a perceber que você consegue agradecer e seguir sem precisar encontrar um assunto novo a qualquer custo. No evento, use o roteiro como apoio e deixe a conversa mudar quando houver interesse das duas.

Se você quer preparar a participação em eventos do zero, leia também Como fazer networking empresarial mesmo sendo tímida, o guia do Dia de CEO que complementa estes modelos de conversa.

Perguntas frequentes sobre networking para tímidas

Como fazer networking se eu chegar sozinha?

Chegue com tempo, escolha uma atividade em que exista um assunto compartilhado e converse primeiro com uma pessoa. Em vez de procurar a maior roda, use a recepção, uma mesa de materiais ou o intervalo para fazer uma pergunta simples sobre o encontro.

Preciso mandar mensagem logo depois do evento?

Se você prometeu mandar algo, cumpra o prazo combinado. Quando não houve prazo, procure escrever enquanto o contexto ainda está fresco e diga onde vocês se encontraram. Uma frase sobre o assunto em comum ajuda a pessoa a localizar a conversa.

Como fazer networking sem oferecer meu serviço na primeira conversa?

Apresente o que você faz quando isso ajudar a explicar por que o assunto te interessa. Depois escute e troque informações sobre o tema. Se a outra pessoa demonstrar uma necessidade ligada ao seu trabalho, pergunte se ela quer conversar sobre isso em outro momento.

Para o próximo encontro, escolha uma pergunta que você faria mesmo se ninguém estivesse avaliando como você fala. Pode ser sobre um produto, uma decisão ou um problema que as duas conhecem. Se a conversa durar só alguns minutos e ainda assim der vontade de continuar depois, guarde o contato com o contexto. É daí que muita relação profissional começa. 💛

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